Panair do Brasil

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NOV.B.02 (504)

"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Vista central da estação de radiotelegrafia e do Rádio-Farol da empresa aérea Panair do Brasil S/A (1929-1965), instalada no campo de aviação próximo do Catetinho em 29 de outubro de 1956. Em primeiro plano, terra batida. Em segundo plano, ao centro, há um veículo e uma pequena estrutura, ambos cobertos por o que parece ser lona. Nas laterais, postes com fiação e ao fundo, duas árvores frondosas plantadas, uma no centro e outra à direita da fotografia. Ainda no mesmo plano, na lateral esquerda e ao fundo, vegetação do bioma do Cerrado.
CONTEXTO HISTÓRICO DA FAZENDA GAMA:
O sítio escolhido para a construção provisória fica a 500 metros a oeste da sede da Fazenda do Gama, desapropriada pela comissão estadual goiana de cooperação com a mudança da capital, chefiada pelo médico e pecuarista Altamiro de Moura Pacheco (1896-1996). [...] Já em 31 de julho de 1958, pouco após a transferência da residência presidencial para o recém concluído Palácio da Alvorada, o terreno da Fazenda Gama, incluindo o Catetinho, foi apropriado para a criação do Brasília Country Club (IPHAN, 2017).
CONTEXTO HISTÓRICO DA ESTAÇÃO DE RADIOTELEGRAFIA:
Este aparato tecnológico pertencia aos proprietários Celso da Rocha Miranda (1917-1986) e Mário Wallace Simonsen (1909-1965), empresários que apoiaram a campanha eleitoral de Juscelino Kubitschek (1902-1976). Essa máquina substituiu o antigo rádio amador que conseguiu realizar, anteriormente, a comunicação entre o Palácio Provisório, posteriormente nomeado como Catetinho 1, e o Palácio do Catete no dia 22 de outubro de 1956.
IV - Diário de Brasília - 1º tomo - de 1956-1957:
“Segunda-feira, 22 de outubro de 1956
[...] Monta-se uma estação transmissora de prefixo PYVA, através da qual, à noite, se faz a primeira comunicação com o Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.”
“Segunda-feira, 29 de outubro de 1956
Radiotelegrafia - inicia-se a instalação dos serviços de radiotelegrafia e do Rádio-Farol da Panair do Brasil S/A. [...]”
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 1:
Originado de uma discussão entre amigos no Juca’s Bar do Ambassador Hotel, no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1956, o Catetinho foi conjecturado pelo grupo de amigos composto por: o violonista Dilermando Reis (1916-1977), o piloto João Milton Prates (1922-1973) e os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, que enxergaram a necessidade de uma Residência Provisória para Juscelino Kubitschek (1902-1976) acompanhar o cotidiano das obras. A área do Catetinho, localizada atualmente no Trevo do Gama, pertencia à Fazenda do Gama, local próximo a fontes de água e portanto, com presença de mata de galeria. A propriedade foi desocupada no dia posterior à chegada dos trabalhadores, e em pouco mais de 10 dias, entre 18 e 31 de outubro de 1956, ficou pronta a primeira residência oficial de JK, inaugurada em 10 de novembro de 1956. A primeira vez em que o Catetinho foi mencionado no Diário de Brasília em 1956, o edifício era chamado de “Palácio Provisório” e este foi reconhecido como Catetinho em 6 de novembro de 1956. A maioria dos trabalhadores e do empréstimo de materiais veio da empresa de mineração Fertilizantes Minas Gerais S.A. (FERTISA), a qual era de Araxá, Minas Gerais; a obra foi encarregada pelo engenheiro Roberto Penna e pelo engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, conhecido como Juca Chaves (1912-?). O “Palácio de Tábuas” foi desenhado por Oscar Niemeyer (1907-2012), projetado com linhas simples e elegantes, tal edifício possui aspectos modernistas seguindo princípios de racionalidade, funcionalidade e beleza. O Catetinho cria o pilotis a partir da sustentação de colunas e varanda no pavimento superior voltado para a fachada principal. Oscar Niemeyer fez o projeto que é praticamente todo de madeira com presença de concreto armado e alvenaria. Este possui uma arquitetura vernacular que pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida (ArchDaily Brasil, 2020), no caso do Catetinho, as madeiras da mata de galeria presente na Fazenda Gama."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.02 (501)

"Fotografia preto e branco, formato retrato. Vista central da estação de radiotelegrafia e do Rádio-Farol da empresa aérea Panair do Brasil S/A (1929-1965), instalada no campo de aviação próximo do Catetinho em 29 de outubro de 1956. Em frente à estação, um poste de madeira e ao seu lado, uma escada de mesmo materiale logo atrás, há um homem com calça levemente escura e camisa preta, caminha em direção ao fotógrafo. Ao fundo, paisagem alterada com terra batida e mata de galeria, e, à direita alguns indivíduos da planta ornamental popularmente conhecida por piteira (Agave sp.), e ao fundo vegetação típica de mata de galeria, formação florestal nativa do Cerrado que ocorre ao redor de cursos d’água.
CONTEXTO HISTÓRICO DA ESTAÇÃO DE RADIOTELEGRAFIA:
Este aparato tecnológico pertencia aos proprietários Celso da Rocha Miranda (1917-1986) e Mário Wallace Simonsen (1909-1965), empresários que apoiaram a campanha eleitoral de Juscelino Kubitschek (1902-1976). Essa máquina substituiu o antigo rádio amador que conseguiu realizar, anteriormente, a comunicação entre o Palácio Provisório, posteriormente nomeado como Catetinho 1, e o Palácio do Catete no dia 22 de outubro de 1956.
IV - Diário de Brasília - 1º tomo - de 1956-1957:
“Segunda-feira, 22 de outubro de 1956
[...] Monta-se uma estação transmissora de prefixo PYVA, através da qual, à noite, se faz a primeira comunicação com o Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.”
CONTEXTO HISTÓRICO DA FAZENDA GAMA:
O sítio escolhido para a construção provisória fica a 500 metros a oeste da sede da Fazenda do Gama, desapropriada pela comissão estadual goiana de cooperação com a mudança da capital, chefiada pelo médico e pecuarista Altamiro de Moura Pacheco (1896-1996). [...] Já em 31 de julho de 1958, pouco após a transferência da residência presidencial para o recém concluído Palácio da Alvorada, o terreno da Fazenda Gama, incluindo o Catetinho, foi apropriado para a criação do Brasília Country Club (IPHAN, 2017).
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 1:
Originado de uma discussão entre amigos no Juca’s Bar do Ambassador Hotel, no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1956, o Catetinho foi conjecturado pelo grupo de amigos composto por: o violonista Dilermando Reis (1916-1977), o piloto João Milton Prates (1922-1973) e os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, que enxergaram a necessidade de uma Residência Provisória para Juscelino Kubitschek (1902-1976) acompanhar o cotidiano das obras. A área do Catetinho, localizada atualmente no Trevo do Gama, pertencia à Fazenda do Gama, local próximo a fontes de água e portanto, com presença de mata de galeria. A propriedade foi desocupada no dia posterior à chegada dos trabalhadores, e em pouco mais de 10 dias, entre 18 e 31 de outubro de 1956, ficou pronta a primeira residência oficial de JK, inaugurada em 10 de novembro de 1956. A primeira vez em que o Catetinho foi mencionado no Diário de Brasília em 1956, o edifício era chamado de “Palácio Provisório” e este foi reconhecido como Catetinho em 6 de novembro de 1956. A maioria dos trabalhadores e do empréstimo de materiais veio da empresa de mineração Fertilizantes Minas Gerais S.A. (FERTISA), a qual era de Araxá, Minas Gerais; a obra foi encarregada pelo engenheiro Roberto Penna e pelo engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, conhecido como Juca Chaves (1912-?). O “Palácio de Tábuas” foi desenhado por Oscar Niemeyer (1907-2012), projetado com linhas simples e elegantes, tal edifício possui aspectos modernistas seguindo princípios de racionalidade, funcionalidade e beleza. O Catetinho cria o pilotis a partir da sustentação de colunas e varanda no pavimento superior voltado para a fachada principal. Oscar Niemeyer fez o projeto que é praticamente todo de madeira com presença de concreto armado e alvenaria. Este possui uma arquitetura vernacular que pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida (ArchDaily Brasil, 2020), no caso do Catetinho, as madeiras da mata de galeria presente na Fazenda Gama."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil