- DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-498
- Item
- 1956
Parte de Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil - NOVACAP
"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Vista frontal do que aparenta ser o motor gerador de 2,5 cavalos. De Belo Horizonte, foi trazido à Fazenda Gama e gerou luz elétrica pela primeira vez no Catetinho na noite de 22 de outubro de 1956. (Diário de Brasília, 1956-1957). À frente, nota-se um pilar de madeira que serve como sustentação da barraca de lona que protege o gerador. Na lateral direita, há uma estante de madeira com duas gavetas e peças de metal em suas prateleiras. Ao fundo, plantas ornamentais popularmente conhecidas por piteira (Agave sp.) e outros arbustos de baixo porte circundam a barraca.
CONTEXTO HISTÓRICO DO MOTO-GERADOR:
IV - Diário de Brasília - 1º tomo - de 1956-1957:
“Quinta-feira, 18 de outubro de 1956
<<Palácio Provisório>> - De Belo Horizonte, por determinação do Engenheiro Roberto Penna, faz-se a primeira remessa de material para a construção do <<Palácio Provisório>> de Brasília: uma <<patrol>> Caterpillar 12, um grupo moto-gerador de 75 kWa, bem como equipamento para sua instalação. A expedição terrestre é integrada também por um operador de máquinas Diesel e um cozinheiro.”
“Segunda-feira, 22 de outubro de 1956
<<Palácio Provisório>> - Iniciam-se na Fazenda do Gama as obras de construção da residência presidencial provisória. Instala-se o motor gerador de 2,5 cavalos. A <<patrol>> Caterpillar faz a limpeza da área destinada à construção. [...].”
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 1:
Originado de uma discussão entre amigos no Juca’s Bar do Ambassador Hotel, no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1956, o Catetinho foi conjecturado pelo grupo de amigos composto por: o violonista Dilermando Reis (1916-1977), o piloto João Milton Prates (1922-1973) e os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, que enxergaram a necessidade de uma Residência Provisória para Juscelino Kubitschek (1902-1976) acompanhar o cotidiano das obras. A área do Catetinho, localizada atualmente no Trevo do Gama, pertencia à Fazenda do Gama, local próximo a fontes de água e portanto, com presença de mata de galeria. A propriedade foi desocupada no dia posterior à chegada dos trabalhadores, e em pouco mais de 10 dias, entre 18 e 31 de outubro de 1956, ficou pronta a primeira residência oficial de JK, inaugurada em 10 de novembro de 1956. A primeira vez em que o Catetinho foi mencionado no Diário de Brasília em 1956, o edifício era chamado de “Palácio Provisório” e este foi reconhecido como Catetinho em 6 de novembro de 1956. A maioria dos trabalhadores e do empréstimo de materiais veio da empresa de mineração Fertilizantes Minas Gerais S.A. (FERTISA), a qual era de Araxá, Minas Gerais; a obra foi encarregada pelo engenheiro Roberto Penna e pelo engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, conhecido como Juca Chaves (1912-?). O “Palácio de Tábuas” foi desenhado por Oscar Niemeyer (1907-2012), projetado com linhas simples e elegantes, tal edifício possui aspectos modernistas seguindo princípios de racionalidade, funcionalidade e beleza. O Catetinho cria o pilotis a partir da sustentação de colunas e varanda no pavimento superior voltado para a fachada principal. Oscar Niemeyer fez o projeto que é praticamente todo de madeira com presença de concreto armado e alvenaria. Este possui uma arquitetura vernacular que pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida (ArchDaily Brasil, 2020), no caso do Catetinho, as madeiras da mata de galeria presente na Fazenda Gama."
Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil