- DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-96
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- 1957 - 1960
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"Fotografia preta e branca em formato paisagem captura a fiscalização das estradas do Plano Piloto, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Representante digital contém manchas escurecidas e pontos esbranquiçados. Um Jeep Willys está se deslocando para fora do limite esquerdo da fotografia, contendo dois homens de possível posição social elevada devido às suas vestimentas. O motorista veste um terno, calça social, óculos e leva um cigarro aos lábios. Atrás deste, um homem curvado e com a mão na cintura veste um suéter bege, brando e preto, calça e usa óculos escuros. Ambos parecem observar o que vem adiante. Na estrada de terra que percorrem está uma placa identificadora com inscrição “W5” indicando a demarcação da região da via W5, que passa por detrás dos comércios da W3. Na parte inferior da fotografia nota-se vegetação de Cerrado com presença de gramíneas, ervas e arbustos, sendo possivelmente um cerrado típico (cerrado sentido restrito), sendo a mesma vegetação da parte de trás da via de terra batida, porém logo atrás da via a vegetação parece ter sofrido intervenção humana, devido a ausência da parte aérea da vegetação. Atrás desta região, uma vegetação mais adensada com espécies arbóreas que correspondem ao Cerrado típico (cerrado sentido amplo). No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. À época, a demarcação por estacas foi feita por uma equipe da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) para definir o traçado urbano da topografia de Brasília. As demarcações no Eixo Monumental foram realizadas no dia 20/04/1957, quando, “16 homens, entre topógrafos, ajudantes de topógrafos e motoristas [...] Naquele dia, íamos cravar o primeiro marco do Plano Piloto”, segundo os relatos, uma equipe de aproximadamente 10 homens foram “descendo com o teodolito, locando o Eixo Monumental até a Praça dos Três Poderes.” O responsável por ficar a Estaca Zero no chão foi o engenheiro e agrimensor Ronaldo de Alcântara Velloso (ARPDF, 2023).
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