Jeep Willys

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NOV.B.10 (61)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-10-61
  • Item
  • 1957 - 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em formato paisagem, preto e branco. A imagem destaca, em primeiro plano, o processo de terraplanagem à margem esquerda do rio Paranoá realizado para construção da barragem do Lago Paranoá, evidenciado pelas marcas de pneus dos maquinários sobre o solo exposto. Uma figura masculina com capacete branco de obra e um veículo, possivelmente um Jeep Willys contrastam com o solo sem cobertura vegetal. À margem direita do rio observa-se a acentuação do terreno natural, onde, na encosta é possível identificar parte de vegetação nativa de Cerrado preservada e parte da vagetação desmatada, onde restaram alguns buritis (Mauritia flexuosa). Ao fundo, céu limpo sem núvens. Ver também os itens A.01(25) e A.01(37) referente a fotografias mais aproximadas feitas na mesma área em mesma data ou próxima.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Untitled

NOV.B.10 (23)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-10-23
  • Item
  • 1957 - 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia aérea, em formato paisagem, colorida. A imagem destaca a etapa de construção do conduto de desvio (o conduto de desvio, também conhecido como Galeria de Desvio, é uma estrutura de concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para a o desvio do curso d’água através da barragem). A construção do conduto é precedida pela escavação do canal de desvio, visto no centro da fotografia. Nota-se na parte interna do canal a presença de trabalhadores, assim como tábuas de madeira, equipamentos e ferragens utilizadas na construção cívil. Ao longo do canal há um alargamento do mesmo, para melhor vazão da água desviada. No nível superior, do canteiro, identificam-se construções temporárias em madeira de apoio à obra, montes de brita, alguns maquinários, um caminhão e um Jeep Willys. Pependicular ao canal, observa-se uma outra escavação realizada para a construção da trincheira (a trincheira de impermeabilização é um corte longitudinal, feito no solo, onde será implantado o corpo da barragem. Obra análoga à do canal, foi feita para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento.). No terço superior da fotografia, observa-se vegetação florestal de Cerrado que acompanha a margem direita do rio Paranoá (mata de galeria ou mata ciliar). Ver remissivas B.10(38), B.10(110), B.10(114), B.10(115) e B.10(116) para melhor compreensão.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Untitled

NOV.B.2 (567)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-567
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro aéreo do contexto construtivo do Palácio da Alvorada (PA), anexo semienterrado e a capela, em contraste com a vegetação do Cerrado como plano de fundo, dado os primeiros anos de construção de Brasília, entre 1957 e 1958. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021. No registro, no quadrante central, o PA apresenta processo avançado de obra, com a estrutura externa finalizada, a capela anexa e o seu acesso semi enterrado, além do bloco semi enterrado de serviço à direita. Sendo possível identificar as superfícies de passeio entre os anexos finalizadas, havendo a presença de funcionários caminhando ou acompanhando a obra, estando: um volume de funcionários a direita do bloco semi enterrado e outro em quantidade menor espalhados próximos a capela. A frente do Palácio, após o espelho d’água, parte do solo ainda em terra batida do que posteriormente viria a ser parte da extensão do terreno retangular gramado de acesso ao edifício, estando neste terreno, 3 operários dispersos que caminham sentido as instalações. Até o momento do registro, o local de obra ainda estava cerceado por cercas de madeira e arame, além de tapumes que separam as instalações dos operários. Próximo aos cercamentos, no solo retangular ainda em terra batida, dois ônibus de cor clara – possivelmente destinados ao transporte de operários –, e um Jeep Willys escuro ao lado. A direita dos veículos, o portão de entrada do canteiro e duas guaritas fazem o controle de acesso ao ambiente de obra do PA. Nas proximidades do portão de entrada, transeuntes aglomerados em uma roda de conversa – aparentam trajar terno, sendo possível inferir que não fazem parte do ambiente de obra e estariam no ambiente para uma visita. Atrás do portão de acesso, funcionários se dispõem em fileira, provavelmente para um momento de inspeção. Do lado direito dos funcionários, dois caminhões destinados ao transporte de suprimentos estacionados com estruturas rampeadas na caçamba para retirada e colocação de maquinários e materiais. No quadrante direito do registro, posterior aos tapumes de madeira, é possível identificar duas instalações de apoio, uma próxima ao anexo de serviços semi enterrado e outra mais abaixo próximo da entrada – de estrutura retangular e telhado em duas quedas. Sucessivamente, na primeira instalação, uma caminhonete, amontoado de terra e materiais dispostos na proximidade da estrutura. Enquanto na segunda, alguns funcionários transitam, havendo materiais, tapumes, e estruturas dispersas no solo. No quadrante inferior, uma área descampada com o vislumbre de demarcações de um campo de futebol improvisado que era destinado aos momentos de ócio da empreitada. Em plano de fundo, à esquerda do Palácio da Alvorada, uma estrada de terra leva até a Ermida, esta que foi a primeira construção em alvenaria da nova capital, erguida em 1957. Trata-se de uma pirâmide de linhas rudimentares numa plataforma natural às margens do Lago Paranoá, que hoje faz parte do Parque Ecológico da Ermida Dom Bosco, inaugurado em junho de 1999, com o intuito de garantir a proteção do monumento. Foi construída em homenagem a São João Bosco, padre italiano que, em sonho profético de 1883, anunciava o surgimento de uma Terra Prometida entre os paralelos 15 e 20 do Hemisfério Sul, às margens de onde se forma um lago (COELHO, 2004, p. 38-42). A esquerda entre a depressão dos dois vales seguindo até as proximidades da península do Lago Paranoá, o curso do Rio Paranoá serpenteia até o centro do registro quando se dispersa na vegetação de densidade média do Cerrado. O terreno se estende por aclives e declives até a península, sendo possível notar pequenos focos de incêndio, advindo dos vislumbres de fumaças brancas. O local de passagem do rio é retratado por uma leve depressão onde viria a ser, posteriormente, preenchido o lago. O Lago Paranoá só foi totalmente preenchido com sequência de chuvas do ano de 1961, e então, Juscelino Kubitschek (1902-1961) se deu o prazer de mandar ao Corção (Gustavo, torcia contra, articulista de O Globo e filósofo) o telegrama com duas palavras mais do que suficientes: ‘Encheu, viu?” (ESNAL, 2015, p. 42). Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo.

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