Jeep candango

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NOV.B.05(83)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-05-83
  • Unidad documental simple
  • 21/04/1959
  • Parte deSin título

Fotografia preta e branca em formato paisagem, retirada em 21/04/1959 em Brasília - DF, retrata as estruturas metálicas durante o processo de construção dos ministérios entre os anos 1957 a 1960, em Brasília–DF. Nota-se que os edifícios estão em processo inicial da obra, com a finalização da montagem do esqueleto estrutural, seu alojamento - projeto do arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer, nomeado em 1956 diretor do departamento de arquitetura da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) – com auxílio dos cálculos estruturais feitos pelo engenheiro Joaquim Cardozo. No prédio mais à esquerda da imagem, na porção inferior, uma placa indicando a construção dos ministérios sob responsabilidade da NOVACAP e, ao lado da placa, seis trabalhadores auxiliam o processo construtivo no canteiro. Escadas de acesso aos pavimentos são observadas no primeiro edifício. Na base do edifício, outra placa indica a instalação dos elevadores Otis, ao longo do canteiro, instalações de apoio aos trabalhadores e armazenamento de materiais. No segundo prédio correspondente ao edifício de nº5 – Ministério da Fazenda – uma grua na posição vertical eleva estruturas metálicas até o topo da construção. Abaixo alguns trabalhadores transitam no canteiro de obras. Acima dos canteiros duas placas identificam a numeração do ministério e seu nome e o fornecedor dos elevadores da marca Atlas. À frente, um vasto solo terroso com algumas pilhas de terra e um jeep candango atravessando as futuras vias S1 e N1 do Eixo Monumental. A linha do horizonte contextualiza o ambiente entorno dos ministérios, até então, pouco habitado, torna-se nítido a presença do Cerrado.

Sin título

NOV.B.07 (39)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-07-39
  • Unidad documental simple
  • 1957 - 1960
  • Parte deSin título

Fotografia em preto e branco, formato paisagem, mostra posto de gasolina (Posto Paulista), então localizado na Avenida Central 385, Núcleo Bandeirante. De acordo com documento ofical da NOVACAP, intitulado "Processo de Aquisição de Imóveis", sob notação NOV-B-10-0157 (27)d, do Arquivo Textual da NOVACAP, Arquivo Público do Distrito Federal, o posto situava-se na "esquina da primeira travessa com a rodovia asfaltada Brasília Anápolis". No mesmo documento, é solicitada, pelo proprietário Kioto Kahi, a cessão de novo lote para transferência do posto para a margem direita da rodovia Brasília - Anápolis. Na fotografia, o posto, construído predominantemente em madeira, com sua cobertura em duas águas (caimento para o centro), é registrado em perspectiva mostrando, na sua fachada frontal, o seguinte letreiro: "ATLANTIC; ATLANTIC LAVAGEM LUBRIFICAÇÃO." Pintadas, acima das esquadrias de vidro, as inscrições: "POS" e "PAULI", sugerem o nome do posto: Posto Paulista. Adjacente à fachada frontal, observa-se um veículo e uma bicicleta estacionados sobre terra batida. Na fachada lateral direita, vê-se esquadria de vidro com produtos visíveis no interior. Contíguos à fachada lateral, seis veículos do modelo DKW Vemag Candango, fabricados em homenagem aos operários que trabalharam na construção da Capital. Ver outra fotografia do Candango no item B.7 (26).

Sin título

NOV.B.18 (76)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-76
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata parte da área correspondente à extensão do Eixo Rodoviário, na altura da Rodoviária de Brasília, DF. A imagem retrata parte da plataforma rodoviária com as vias S1 e N1 do Eixo Monumental cortando transversalmente abaixo e, nota-se parte do Setor Bancário Norte com um edifício em construção. No quadrante inferior esquerdo, tem-se um carro similar a um Jeep Candango seguindo na larga via do Eixo Monumental. À frente, na mesma via, um carro se desloca até a ponta extrema direita da pista, em direção às duas pessoas no limite da via. Abaixo da plataforma rodoviária estão pilhas de materiais, alguns veículos estacionados e montes de terra. Na faixa acima, próximo aos alojamentos e instalações de apoio do canteiro, têm-se aproximadamente 21 caminhões enfileirados na via. No quadrante inferior direito, na estrada de terra que corta a região central, duas pessoas caminham. No quadrante superior direito, a região correspondente ao Setor Bancário Norte recebia seu primeiro edifício, ainda em etapa estrutural. Lateralmente à intersecção dos dois eixos, mas participando funcionalmente em termos de composição urbanísticos do eixo monumental, localizaram-se o setor bancário e comercial, o setor dos escritórios de empresas e profissões literais e ainda os amplos setores do varejo comercial. Ao fundo, a extensão das pistas do Eixo Rodoviário Norte. Todas as vias estão margeadas por terra batida e ao fundo, na parte superior, nota-se ainda presente a vegetação de Cerrado (fitofisionomia não identificável) que se estende pelo horizonte. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p. 9-12) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"". As obras da Plataforma Rodoviária se iniciaram em dezembro de 1958, com execução da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital), contendo uma plataforma de 9m de altura em 1400 toneladas de aço para concreto protendido. Sua conclusão só aconteceu em 12 de setembro de 1960, no mesmo dia de aniversário de Juscelino Kubitschek (1902-1976). Nas palavras de Lucio Costa (1987) sobre a obra concluída: (...) “Eu sempre repeti que essa plataforma rodoviária era o traço de união da metrópole, da capital, com as cidades-satélites improvisadas da periferia. É um ponto forçado, em que toda essa população que mora fora entra em contacto [sic] com a cidade (...)”.
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