Fachada lateral norte

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NOV.B.2 (581)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-581
  • Pièce
  • 1958
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Vista da fachada lateral norte do Palácio da Alvorada durante a construção. O registro foi feito a partir da plataforma anexa destinada à área da capela, portanto, em primeiro plano, além dessa laje de piso, há nela um cavalete com uma prancheta fixada e, no canto esquerdo inferior, um espaço de solo exposto, possivelmente destinado ao paisagismo do local. A imagem também permite visualizar a via lateral que atravessa o edifício de maneira subterrânea. Com isso, outros dois elementos são interessantes de serem vistos: a laje suspensa que conecta a residência à capela, a estrutura do subsolo da casa oficial, e o muro de arrimo de concreto que suporta o solo do gramado da fachada posterior. Sobre esse trecho de grama estão dispostas várias ripas de madeira, algumas inclusive ainda sendo utilizadas para escorar o subsolo lateral aflorado. Em segundo plano, encontra-se a edificação principal do Palácio em estágio final de obra, portanto, na fotografia, a inserção dos revestimentos externos, de mármore branco, já estava quase finalizada, apresentando algumas lacunas apenas na lateral da laje de piso da varanda do edifício. Por essa razão, também são identificadas, sobre o piso, três pilhas de revestimento de pedra. Ainda, lado esquerdo da imagem, é notório que a laje da varanda do pavimento superior ainda estava suportada por elementos de cimbramento, o que demonstra as várias atividades que eram desempenhadas no canteiro de obras em uma mesma etapa de trabalho. Simultaneamente, na fachada sul, operários trabalhavam, especialmente, na montagem dos montantes e caixilhos metálicos que estruturam a pele de vidro, elemento esse que veda o núcleo da casa oficial. Ademais, é possível ver diversos trabalhadores na parte interna da construção, além de materiais de obra como estruturas de madeira e metal. Também, nota-se que as paredes internas, de bloco cerâmico, estavam apenas rebocadas, sem revestimento. Ao fundo, em terceiro plano, há a paisagem de cerrado bastante maculada pelas intervenções de terraplanagem e desmatamento impostas pela obra.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”."

Sans titre

NOV.B.2 (597)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-597
  • Pièce
  • 1956 - 1957
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Vista parcial das fachadas posterior (leste) e lateral norte do Palácio da Alvorada durante o período de construção. À frente, desfocado, rente a fachada posterior, há um amontoado de terra proveniente da movimentação de solo feita no terreno. Logo atrás, o volume principal da residência oficial encontra-se em estágio inicial de obra, com as colunas já concretadas (sendo possível ver apenas duas, devido ao enquadramento da imagem), mas com todos os elementos de cimbramento de madeira, suportando parte da estrutura de concreto armado. Outros dois aspectos são importantes de serem notados, a falta de escoras na parte interna próxima a fachada principal, indicando que a obra iniciou por lá, e a presença de fios de energia elétrica no canteiro de obras, os quais ofereciam infraestrutura para o canteiro de obras que funcionava em diversos turnos. Além disso, a presença de ao menos dois trabalhadores sobre a laje térrea da casa possibilita compreender a grandiosidade da construção.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”."

Sans titre

NOV.B.2 (598)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-598
  • Pièce
  • 1956 - 1957
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Vista perspectivada da fachada posterior (leste) do Palácio da Alvorada durante o período inicial de construção. Na imagem, em primeiro plano, há o solo exposto com grandes aglomerados de terras e entulhos no perímetro imediato da edificação. Mais ao fundo, em segundo plano, do lado esquerdo da fotografia, um elevado andaime aparece acoplado ao centro da fachada. Outra estrutura similar é registrada na fachada frontal (oeste), na lateral direita do registro. Em terceiro plano, encontra-se o volume principal da residência oficial em estágio inicial de obra, com as 12 colunas já concretadas, mas com todos os elementos de cimbramento de madeira, suportando toda a estrutura de concreto armado. Por último, pequenos postes temporários de iluminação foram dispostos sobre a laje de cobertura, e oferecem infraestrutura para o canteiro de obras que funcionava em diversos turnos.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”."

Sans titre

NOV.B.2 (611)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-611
  • Pièce
  • 1957 - 1958
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Vista parcial da fachada posterior (leste) do Palácio da Alvorada com enfoque para a escultura “Ritos e Ritmos"", da artista Maria Martins (1894-1973), que aparece centralizada na imagem, sobre o solo com gramíneas. Na fotografia, posterior a obra de arte integrada, quase centralizada, há a escada de acesso principal à área do jardim. Também é possível notar, discretamente, no lado direito, a piscina já finalizada e protegida por hastes metálicas e correntes. Ao fundo, encontra-se parte da fachada posterior (leste) com três indivíduos na varanda térrea, um próximo à primeira coluna e os demais entre a terceira e a quarta, da esquerda para a direita. A construção encontra-se finalizada, com a pele de vidro completamente instalada e todos os revestimentos inseridos. Além disso, a permeabilidade da fachada atravessa completamente o edifício, sendo possível ver as colunas da fachada principal (oeste), com exceção em alguns trechos, onde há internamente cortinas que bloqueiam a visão. Ainda, no registro, do lado esquerdo, é retratada parte da passarela que conecta a edificação principal ao anexo de serviço. Por último, é válido ressaltar que a fotografia foi feita a partir de um ângulo baixo com a linha do horizonte inclinada para a esquerda.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”."

Sans titre

NOV.B.2 (628)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-628
  • Pièce
  • 1958
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Vista da fachada lateral norte do Palácio da Alvorada durante a construção. O registro foi feito a partir da plataforma anexa destinada à área da capela, portanto, em primeiro plano, além dessa laje de piso, no canto esquerdo inferior, há um canteiro gramado. A imagem também permite visualizar a via lateral que atravessa o edifício, de maneira subterrânea. Com isso, outros dois elementos são interessantes de serem evidenciados: a laje suspensa que conecta a residência à capela, a estrutura do subsolo da casa oficial, e o muro de arrimo de concreto - revestido por pedra pirenópolis - que suporta o solo do gramado da fachada posterior. Sobre esse trecho de grama estão dispostos pequenos fragmentos de materiais de obra, especialmente próximos ao subsolo aflorado. Ainda, sobre a plataforma, próximo da fachada, um trabalhador é registrado apoiado na coluna direita, de perfil circular, ao lado de um carrinho carregado com vários itens. Em segundo plano, encontra-se a edificação principal do Palácio em estágio final de obra, portanto, na fotografia, os revestimentos externos, de mármore branco, e a pele de vidro, com montantes de alumínio e fechamento em vidro, já estavam finalizados. Também é notório a presença de mobiliários e pessoas na parte interna da edificação, ainda sem cortinas para bloquear a permeabilidade visual possibilitada pelo vidro. Em terceiro plano, do lado esquerdo, há o jardim privativo da fachada posterior (leste), onde está localizada a piscina da residência e a pérgola com a churrasqueira. Neste local, à frente, é possível identificar a silhueta de um indivíduo, situado entre a semi-coluna de canto e a segunda coluna, e ao fundo, atrás da escada de acesso leste, uma longa fila de pessoas no sentido jardim-casa. Neste mesmo plano, do lado direito, pode-se visualizar o espelho d’água da fachada frontal (oeste) e a escultura de bronze “As Iaras”, de Alfredo Ceschiatti. Por último, ao fundo, há a paisagem sul do cerrado bastante maculada pelas intervenções de terraplanagem e desmatamento impostas pelo empreendimento.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”."

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