Embaixada da União Sul Africana

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NOV.B.21 (31)

"Fotografia colorida em formato paisagem demonstra uma placa identificadora da região da Embaixada da União Sul Africana, retirada em 01/1958. Representante digital contém riscos e pontos esverdeados. Na placa caída contém as inscrições: NOVACAP D.I União Sul Africana Lote Nº 6. No canto esquerdo da placa, vê-se uma assinatura de A.Silva, artista gráfico da placa. A Embaixada da União Sul Africana foi projetada por Ítalo Campofiorito (1933-2020), com o início das obras sendo no dia 05 de julho de 1974 e seu término ocorreu em 1979. A placa, no instante desta foto, encontrava-se caída, pois foi derrubada sob suspeita de protestos contra o regime do país na época, de acordo com nota liberada em 28 de abril de 1960 pelo Correio Braziliense (MENDES, p. 179, 1995). Após a transferência da Capital (anteriormente localizada no Rio de Janeiro), foi necessário também transferir o corpo diplomático para Brasília, assim viabilizando lotes localizados na Avenida das Nações, Setor de Embaixadas Sul, W3 Norte, Setor de Rádio e TV Norte, Asa Sul e Asa Norte. Mesmo após anos de inauguração de Brasília, a transferência dessas representações estrangeiras não foi feita de imediato, devido à resistência de alguns consulados, mas em 1973 foi concluída. Sobre o atraso da mudança das embaixadas para a nova capital, Mendes (1995, p.93) explicita um trecho inflamado retirado do Correio Braziliense de 15 de maio de 1969, redigido pelo jornalista Ari Cunha: “Isto, entretanto, é o resultado de muita preguiça entre muitos diplomatas, nacionais e estrangeiros. Se o governo for com ‘diplomacia’, não muda nunca. E a vergonha será sempre nossa. Três governos já marcaram a data da mudança do Itamaraty para Brasília. As Embaixadas já receberam, oficialmente, três comunicações diferentes, e nenhuma foi cumprida até agora. Este é o último desafio, porque depois restará apenas a desmoralização nossa diante dos governos estrangeiros, que nunca mais acreditarão em mudança, e estarão rindo dos papeis que fizeram investimentos monstruosos construindo Embaixadas numa cidade que o Itamaraty rejeita por princípio”. A primeira embaixada a concluir suas construções em Brasília foi a da Sérvia e Montenegro (antiga Iugoslávia) e a primeira nação a erguer a sua Chancelaria foi a dos Estados Unidos da América. As embaixadas, de modo geral, apresentam uma grande lista de edifícios e autores, o que explica a extensa variedade de soluções arquitetônicas adotadas – embora prevaleça a expressão brutalista –, sendo possível distinguir também traços típicos do país de origem. Apesar disso, parte das embaixadas precedem a intenção de retratar a modernidade – tanto de seu próprio país como a presente em Brasília e que, segundo Santos (2005, p. 157) “em algumas delas, no entanto, o objetivo é dar destaque à arquitetura tradicional e, finalmente, há aquelas em que ambas as alternativas foram harmonizadas ou convivem – bem ou mal – lado a lado”. Tais características não apenas ampliaram o interesse cultural nessas edificações, mas a tornaram significativas coleções de obras de arte, incorporando o patrimônio da cidade. Nas laterais, margeando uma via de terra batida, á direita nota-se vegetação campestre do Cerrado (campo sujo), e à esquerda cerrado típico (cerrado sentido restrito). Autor da fotografia: Mario Fontenelle.
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