Coqueiro ou palmeira (Arecaceae sp.)

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NOV.C.2 (30)

"Fotografia de Mário Fontenelle. Imagem fotográfica em formato horizontal e colorida, datada de 1959-1960, apresenta o início do cemitério do Campo da Esperança, em Brasília. A fotografia está composta por três planos horizontais. No primeiro plano, túmulo de amontoado de terra vermelha com ornamentos de coroas de flores e folhas por cima, trata-se do túmulo do engenheiro agrônomo, Bernardo Sayão Carvalho de Araújo (Nascimento: Tijuca-RJ, 18/06/1901; Falecimento: Açailândia-MA, 15/01/1959). As coroas são compostas por flores variadas de cinco pétalas de pequeno e médio porte, com flores similares às de margaridas (Asteraceae sp) ou às gérberas (Gerbera jamesonii Bolus) de cores brancas. Em volta do túmulo, existe um embasamento com pavimentação, similar ao concreto ou pedras, em formatos quadrados, criando assim, uma base retangular. Em duas extremidades, do lado esquerdo, existe em cada uma planta de coqueiro ou palmeira (Arecaceae sp.), de pequeno porte, em cada extremidade. Fixado ao túmulo, ao lado direito da fotografia, estrutura da cruz em madeira, que contém uma coroa de flores de copo de leite (Zantedeschia aethiopica), e outra similar, à margarida (Asteraceae sp.). Ao redor do embasamento do túmulo, existe areia de tonalidade clara distribuída sobre terra vermelha. O segundo plano é formado por uma vegetação que, possivelmente, transita de campo sujo para cerrado típico, sendo que este está no terceiro plano. Neste último, complementa com o céu composto por nuvens.

Informações Adicionais: A respeito de Bernardo Sayão, foi vice-governador na gestão de José Ludovico de Almeida do estado de Goiás.
Sobre as informações descritas na inscrição da placa, a Especialista em Educação e Patrimônio Cultural e Artístico, Maria do Socorro Madeira (2019), afirma que: “[...] a criação, em 1958, de uma biblioteca pública denominada Biblioteca e Discoteca Visconde de Porto Seguro, em homenagem ‘ao historiador e diplomata Francisco Adolfo Varnhagen, perseverante pesquisador de documentos de bibliotecas, que foi também sertanista e que, em diversos trabalhos, defendeu a interiorização’ (BIBLIOTECA, 1959)”. (MADEIRA, 2019, p. 16)
Segundo a especialista em Turismo Margarida Coelho (2009) apresenta na sua monografia uma cronologia histórica sobre a transferência da capital do Brasil desde o ano de 1749 até o ano de 2000, dentre os marcos históricos, destacamos a seguinte data e acontecimento: “[...] 1839 - O Visconde de Porto Seguro, o historiador Francisco Varnhagen, apresenta sugestão de erguer a nova capital no planalto de Formosa, em Goiás. [...]” (COELHO, 2009, p. 34). Existe próximo ao Museu Vivo da Memória Candanga, antigo Hospital do Juscelino Kubitschek de Oliveira, o Setor Habitacional Bernardo Sayão.
Segundo o geógrafo Orlando Valverde e a geógrafa e professora Catharina Vergolino Dias (1967) informam sobre uma estátua criada em homenagem a Bernardo Sayão, assim apresentam com a imagem na página: “[...] Busto do Engenheiro Bernardo Saião de Carvalho Araújo, construtor da rodovia Belém-Brasília, em frente à residência da RODOBRÁS, em Uruaçu. [...]” (VALVERDE; DIAS, 1967, p. 337).
Há diversas narrativas sobre o acontecimento do dia da morte de Bernardo Sayão, nesse sentido a autora Léa Sayão descreve no livro ""Meu pai, Bernardo Sayão"" que: ""Ele viu tudo desde a primeira missa, mas não assistiu à inauguração da capital, pois quando ele fazia a rodovia Brasília-Belém, foi morto numa barraca, por uma enorme árvore que tombou em cima dele [...]. Seu motorista ficou sabendo e morreu de colapso [...]. No seu túmulo está escrita uma frase que ele sempre dizia: 'A luta por vezes é ingrata... mas é fecunda pois já estamos vendo a nova cidade que surge..."" (SAYÃO, L., 2004, p. 324).
A narrativa do Diário de Brasília (1960, p. 18-19) apresenta um lugar diferente sobre o acidente, ao descrever que: ""Engenheiro Bernardo Sayão - Entre as localidades de Imperatriz e Guamá, no Pará, a 30 km da fronteira do Maranhão, às 13,00 horas [sic], o Engenheiro Bernardo Sayão Carvalho Araújo, Vice-Governador de Goiás e Diretor Executivo da NOVACAP, é atingido por uma árvore gigantesca, que alcança em cheio o seu jipe de inspeção,. No momento, o Engenheiro Sayão inspecionava o lugar em que se utilizavam as obras de um campo em que deveria pousar, a 1.º [sic] de fevereiro, o avião presidencial para a cerimônia do encontro das suas pistas da Rodovia Belém-Brasília. Transportado em helicóptero para Açailândia, o Engenheiro faleceu antes mesmo de poder ser socorrido pelos médicos."" (BRASIL, 1960, p. 18-19)
Fotografias remissivas:
NOV-D-4-4-B-25 (1); NOV-D-4-4-B-25 (2); NOV-D-4-4-B-25 (5); NOV-D-4-4-B-25 (6); NOV-D-4-4-B-25 (7); NOV-D-4-4-B-25 (8); NOV-D-4-4-B-25 (9); NOV-D-4-4-C-2 (27);NOV-D-4-4-C-2 (28); NOV-D-4-4-C-2 (30); NOV-D-4-4-C-2 (31); NOV-D-4-4-C-2 (32); NOV-D-4-4-C-2 (34);
NOV-D-4-4-C-2 (35); NOV-D-4-4-C-2 (36);NOV-D-4-4-C-2 (37); NOV-D-4-4-C-2 (38); NOV-D-4-4-C-2 (39); NOV-D-4-4-C-2 (40); NOV-D-4-4-C-2 (41); NOV-D-4-4-C-2 (42); NOV-D-4-4-C-2 (43); NOV-D-4-4-C-2 (44); NOV-D-4-4-C-2 (45); NOV-D-4-4-C-2 (46); NOV-D-4-4-C-2 (65); NOV-D-4-4-C-2 (145); NOV-D-4-4-C-2 (146); NOV-D-4-4-C-2 (147);
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