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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil
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NOV.C.2 (9)

"Fotografia colorida, formato paisagem. Em destaque, o primeiro presidente da NOVACAP, Israel Pinheiro (1896 – 1973), embarca em um carro em frente ao Catetinho II. Ele está vestindo um terno cinza claro sobreposto a um colete e uma camisa branca, além de uma gravata azul e cinto marrom. Israel assume a direção do carro, que ao que tudo indica, é um Chevrolet Yeoman. Enquanto isso, um homem branco, vestindo terno escuro e sorriso no rosto no rosto, segura a porta para que o presidente da NOVACAP entre no veículo. Dentro do automóvel, do lado do passageiro, está outro homem branco sentado de terno e camisa branca, ele direciona o olhar para a porta traseira, por onde entra uma mulher branca, vestida com roupas claras e um pequeno chapéu rosa com detalhes em branco. É possível que essa mulher seja a esposa de Israel Pinheiro, Coracy Uchôa Pinheiro (1906 – 2013). Em segundo plano, quatro homens observam a cena: dois brancos e dois negros, nenhum deles foi identificado. Todos estão vestidos de forma social, e um deles fuma enquanto observa a cena. Os homens estão na área dos pilotis, que é uma área térrea suspensa por pilares que deixa um vão livre. Na imagem, nota-se que esse o espaço foi utilizado para abrigar um conjunto de mesa e bancos de madeira. Os pilares estão pintados de cinza e encontram-se com as vigas brancas que compõem o teto de madeira, onde estão instaladas luminárias redondas com detalhes em vermelho. Alguns vasos de madeiras com plantas ornamentais estão espalhados pelo térreo. Na parte superior, é possível ver um pequeno recorte do painel treliçado de madeira em amarelo, com alguns adornos nas cores vermelha e verde, fazendo referência à bandeira de Portugal. O mesmo tema é representado pela pequena bandeirola presa ao espelho retrovisor dentro do carro. Através desses detalhes, é possível inferir que essa fotografia foi tirada durante o mês de junho de 1957, durante a passagem do Presidente de Portugal, Francisco Craveiro Lopes (1894 – 1964), ao Brasil, acompanhado de sua comitiva, em uma visita a Brasília. Ao fundo, é possível observar a vegetação do Cerrado com alta densidade de árvores, possivelmente uma mata de galeria.
O prédio Catetinho II, observado nessa imagem, é pouco conhecido na história de Brasília devido a sua breve existência e à escassez de documentação relacionada a ele. O primeiro Catetinho (nomeado em homenagem ao Palácio do Catete, no Rio de Janeiro), foi construído com o propósito de hospedar o presidente Juscelino Kubitschek em suas frequentes visitas à nova capital do Brasil durante o período de construção. No entanto, a equipe de Juscelino considerou o espaço inadequado para suas necessidades, optando por construir uma versão maior, mais bem acabada e confortável. Assim, em janeiro de 1957, nasce o novo Catetinho. Contudo, com o progresso das construções, em 30 de junho de 1958, o Palácio da Alvorada foi inaugurado como a residência oficial do Presidente da República, tornando-se o primeiro edifício de alvenaria de Brasília. Como resultado, o novo Catetinho deixava de ser necessário para abrigar Juscelino, e em 1959 sua estrutura foi vendida ao empreiteiro Sebastião Correa, que não teve interesse em mantê-la. No mesmo ano, o primeiro Catetinho foi tombado como patrimônio histórico.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (102)

Fotografia em preto e branco no formato paisagem da fachada em construção do Hotel Nacional, entre os anos de 1956-1960 em Brasília - DF. Representante digital está superexposta e apresenta alguns pontos e riscos brancos na imagem. Perspectiva do Hotel Nacional, na direção da via S2, porém à altura do viaduto que liga ao eixo W. O edifício estava com 4 pavimentos revestidos e com esquadrias instaladas, enquanto o restante dos 6 andares ainda estavam em construção, envoltos por andaimes. Abaixo, no térreo, observa-se a construção da área social do Hotel, local destinado à boate, piscina, bar, playground, salão de leitura e auditório. Adjacente ao bloco térreo, estão as vias delimitadas e permeadas por terra avermelhada e revolvida. Ao fundo, no quadrante inferior direito, notam-se três instalações de apoio ao canteiro e aos trabalhadores. O projeto do Hotel Nacional foi feito por Nauro Esteves (1923-2007), colaborador de Oscar Niemeyer (1907-2012) na NOVACAP e a execução de todo o complexo com 43,4 mil m² de área construída com seus 347 apartamentos foi designada para a construtora Pacheco Fernandes Dantas S.A com design de interiores da empresa Decorações Wolko Ltda. A construção do hotel teve início em 01/1960 e foi inaugurado em 1961, recebendo figuras ilustres como a Rainha Elizabeth II (1926-2022) e o Príncipe Phillip (1921-2021), presidentes dos EUA Jimmy Cartes (1924-) e Ronald Reagan (1911-2004), o presidente francês Charles de Gaulle (1890-1970), a primeira-ministra da Índia, Indira Gandhi (1917-1984), os cosmonautas soviéticos Pavel Romanovich Popovich (1930-2009) e Andrian Nikolayev (1929-2004), e artistas como Roberto Carlos (1941-), Fernanda Montenegro (1929-), John Travolta (1954) e Catherine Deneuve (1943) já assinaram o Livro de Ouro de visitantes do hotel.

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NOV.B.13 (67)

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem. Representante digital está superexposta constando manchas e riscos esbranquiçados. Vista aérea das fachadas voltadas para oeste e sul do Brasília Palace Hotel em fase final de obra, foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro de toda a extensão construtiva do edifício no terreno, caracterizado por sua lâmina orientada no eixo norte-sul (AMORIM, 2007, p.118). Nota-se a disposição de andaimes feitos em madeira nas fachadas, caracterizando o início da etapa construtiva da concretagem e lajeamento. Próximo ao hotel - nas orientações leste e oeste, alojamentos (21) - estruturados em madeira, e telhado de duas quedas - destinados para depósito e preparo de materiais e, à direita do registro, uma torre d’água. Delimitações das proximidades do hotel e estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso não pavimentados no entorno do hotel no período de obras. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Ao redor do hotel, a vegetação se encontra com aspecto ralo devido a intervenção humana e ao fundo, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte, com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. Nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada destinada a locação do edifício, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra. Autor da fotografia: Carlos

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NOV.B.13 (69)

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem. Vista aérea da composição leste, evidencia a laje sobre pilotis - em fase de obra - do que veio a ser o saguão do Brasília Palace Hotel. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. No plano central, parte da extensão construtiva do edifício no terreno, onde localiza-se a estruturação do terraço que veio a ser o restaurante - em processo obra -, caracterizado pela laje em T a qual hoje, encontra-se o saguão decorado de pintura sobre alvenaria  do artista Athos Bulcão (1918-2008), delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118). Abaixo da laje sobre pilotis do saguão, nota-se a presença de montes de materiais - peças metálicas, vergalhões e mesas de trabalho destinados ao processo de obra do hotel. Dos dois lados do terraço, agrupamentos de terra dispostos ao solo. Na porção esquerda do registro, trabalhadores (5) transitam e conversam durante o processo de obra do hotel. Percebe-se as delimitações nas proximidades do hotel, estradas em terra batida evidenciam os percursos de acesso ainda não pavimentados. Transpassando o registro, nota-se a presença de postes de energia em madeira, feitos de forma improvisada. É visível o uso de maquinário para retirada e planificação de terra, montes de resíduos da obra e não havendo a presença de árvores ou gramíneas. No canto esquerdo, atrás das construções nota-se copa de árvores nativas do Cerrado (espécie não identificada).

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NOV.B.13 (94)

Fotografia em preto e branco, no formato retrato, representante digital consta marcas de adesivo, e riscos. Vista térrea registra a fachada cega norte, durante o processo de montagem das peças metálicas do esqueleto estrutural do veio a ser o Brasília Palace Hotel, em fase inicial de obra. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro da perspectiva térrea da estrutura do edifício implantado ao contexto topográfico, considerando os planos horizontais de cada pavimento, caracterizado por sua lâmina orientada no eixo norte-sul (AMORIM, 2007, p.118). Em primeiro plano, uma das fachadas cegas (norte) do edifício. Na base do esqueleto estrutural, ao lado da fundação, uma caminhonete estacionada com a caçamba aberta aparentando seu descarregamento. Um trabalhador mais a frente da caminhonete, está parado - trajando roupas sociais claras e chapéu - empunha o que aparenta ser um bastão e um saco, enquanto observa o ambiente de obra. Na porção direita do registro, uma grua posicionada diagonalmente ao topo do Brasília Palace Hotel, enquanto fornece o apoio para a sustentação das peças metálicas. Ao fundo da estrutura do edifício, na fachada leste, à esquerda do registro, parte do corredor térreo de acesso ao terraço do restaurante, caracterizado pela laje em T onde hoje encontra-se o saguão decorado de pintura sobre alvenaria  do artista Athos Bulcão (1918-2008), e delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118).

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (98)

Fotografia em preto e branco, no formato retrato. Vista térrea registra uma das fachadas cegas em nível de detalhamento - com as peças de mármore colocadas - do Brasília Palace Hotel em fase avançada de obra. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro de parte da extensão construtiva do edifício, nota-se a presença de andaimes feitos em madeira. Em primeiro plano, uma escada de madeira disposta na fachada cega para auxiliar o acesso dos operários até a cobertura do edifício. Há manchas decorrente da umidade na parte superior, onde é perceptível a etapa de aplicação dos revestimentos e cobogós. O edifício foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada em 30/06/1958, o Brasília Palace Hotel, foi projetado para ter três pavimentos de fachadas envidraçadas (parte posterior) e com cobogós (fachada frontal) e duas empenas cegas (fachadas sem aberturas - portas ou janelas) em mármore branco, com uma extensão de cobertura para um segundo bloco menor - em formato de T - destinado às atividades sociais do conjunto como o restaurante e o salão de eventos. O local foi um habitual ponto de encontro para os pioneiros, políticos e diplomatas na década de 60, além de hospedar os visitantes da nova capital. Em 1978, foi inutilizado após um incêndio causado por uma cafeteira esquecida na tomada, sua reconstrução foi concluída no ano de 2007, com a entrega da restauração das obras de autoria de Athos Bulcão.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.C.1 (2)

"Fotografia colorida, formato paisagem. Em destaque estão os integrantes do Conselho de Administração da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil - Novacap, no escritório do Rio de Janeiro. No centro da imagem, encontra-se o presidente da NOVACAP, Israel Pinheiro (1896 – 1973), ao seu lado direito, está Alexandre Barbosa Lima Sobrinho (1897 – 2000) e o General Ernesto Dorneles (1897 – 1964). Do lado esquerdo de Israel Pinheiro, está Aristóteles Bayard Lucas de Lima (1906 – 1995) e outro homem com terno na cor marfim que não foi identificado. Todos estão reunidos próximos a uma mesa retangular de madeira escura, com cantos arredondados e duas bases cilíndricas, tendo o tampo de vidro. Ao fundo, há duas grandes janelas com persianas. A fotografia é de Mário Fontenelle.
A mudança da capital do Brasil para o Planalto Central ganhou relevância governamental no texto da primeira constituição republicana promulgada em 1891. Contudo, a concretização de uma capital federal no interior do território nacional só ocorreu durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961). Para realizar essa grande empreitada, foi necessário criar um órgão com as atribuições necessárias para transformar esse projeto em realidade. Assim, em 1956, por meio da Lei nº 2.874, a mesma que tratava da transferência da Capital Federal, criou a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil - Novacap. Com isso, a história da Novacap se entrelaça à história de Brasília desde sua concepção.
A tarefa de construir uma capital era um grande desafio que precisava transpor tanto as barreiras políticas e econômicas, como barreiras de logística e execução. Nesse contexto, surge a Novacap como um instrumento administrativo crucial para viabilizar esse objetivo. A empresa pública foi elaborada de forma minuciosa para evitar brechas que pudessem permitir que a oposição atrapalhasse o desafio de construir Brasília dentro do prazo estabelecido de 1.309 dias.
A Novacap teve um papel decisivo para efetivar o projeto de urbanização e modernização do Brasil proposto por Juscelino Kubitschek. Para gerenciar todo o processo de construção, o alto escalão administrativo da empresa teve uma formação política de aliados do governo, porém, como estratégia para manter a tranquilidade que o momento exigia, um terço da Diretoria, do Conselho Administrativo e do Conselho Fiscal seriam indicados pela oposição, por meio de uma listra tríplice.
Com a estrutura da Novacap montada, iniciaram-se as primeiras atividades da empresa, que incluíam lançar o Concurso do Plano Piloto de Brasília, abrir estradas para facilitar o acesso à região, adquirir maquinário e materiais de construção, e iniciar a contratação dos funcionários e operários, que foram os responsáveis por executar e concretizar a ambiciosa missão de construir a Nova Capital do Brasil.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.C.1 (11)

"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Em destaque estão os integrantes do Conselho de Administração da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil - Novacap, no escritório do Rio de Janeiro. No centro da imagem, encontra-se o presidente da NOVACAP, Israel Pinheiro (1896 – 1973), ao seu lado direito está Aristóteles Bayard Lucas de Lima (1906 – 1995) e outro homem que não foi identificado. Do lado esquerdo de Israel Pinheiro, está Alexandre Barbosa Lima Sobrinho (1897 – 2000) e General Ernesto Dorneles (1897 – 1964). Ao fundo, nota-se um grande quadro contendo o mapa do Brasil, com diversas linhas convergindo para a região do Distrito Federal. A fotografia é de Mário Fontenelle.
A mudança da capital do Brasil para o Planalto Central ganhou relevância governamental no texto da primeira constituição republicana promulgada em 1891. Contudo, a concretização de uma capital federal no interior do território nacional só ocorreu durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961). Para realizar essa grande empreitada, foi necessário criar um órgão com as atribuições necessárias para transformar esse projeto em realidade. Assim, em 1956, por meio da Lei nº 2.874, a mesma que tratava da transferência da Capital Federal, criou a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil - Novacap. Com isso, a história da Novacap se entrelaça à história de Brasília desde sua concepção.
A tarefa de construir uma capital era um grande desafio que precisava transpor tanto as barreiras políticas e econômicas, como barreiras de logística e execução. Nesse contexto, surge a Novacap como um instrumento administrativo crucial para viabilizar esse objetivo. A empresa pública foi elaborada de forma minuciosa para evitar brechas que pudessem permitir que a oposição atrapalhasse o desafio de construir Brasília dentro do prazo estabelecido de 1.309 dias.
A Novacap teve um papel decisivo para efetivar o projeto de urbanização e modernização do Brasil proposto por Juscelino Kubitschek. Para gerenciar todo o processo de construção, o alto escalão administrativo da empresa teve uma formação política de aliados do governo, porém, como estratégia para manter a tranquilidade que o momento exigia, um terço da Diretoria, do Conselho Administrativo e do Conselho Fiscal seriam indicados pela oposição, por meio de uma listra tríplice.
Com a estrutura da Novacap montada, iniciaram-se as primeiras atividades da empresa, que incluíam lançar o Concurso do Plano Piloto de Brasília, abrir estradas para facilitar o acesso à região, adquirir maquinário e materiais de construção, e iniciar a contratação dos funcionários e operários, que foram os responsáveis por executar e concretizar a ambiciosa missão de construir a Nova Capital do Brasil.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (56)

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem, retirada em 17/02/1958 em Brasília - DF. Vista aérea da fachada sudeste do Brasília Palace Hotel em fase de obra. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro de parte da extensão construtiva do edifício no terreno, caracterizado por sua lâmina orientada no eixo norte-sul (AMORIM, 2007, p.118). Na fachada do hotel, nota-se a presença de andaimes feitos em madeira e duas torres de treliça metálica, caracterizando o início da etapa construtiva da concretagem e lajeamento. No plano inferior central, ao térreo da fachada leste, nota-se para estruturação do terraço que veio a ser o restaurante - ainda em processo obra -, caracterizado pela laje em T onde hoje, encontra-se o saguão decorado de pintura sobre alvenaria  do artista Athos Bulcão (1918-2008), e delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118). Abaixo da laje sobre pilotis do saguão, nota-se a presença de uma caminhonete - responsável pela carga e descarga dos materiais no canteiro de obra, enquanto um operário caminha próximo a carroceria da mesma e um montante de material mais à direita - aparenta ser areia. No quadrante inferior direito, duas instalações de apoio destinadas para auxílio aos trabalhadores candangos responsáveis pelas obras ocorridas durante os anos de construção. Na parte inferior da image, observa-se vegetação campestre do Cerrado (campo sujo). A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. No horizonte, a vegetação do Cerrado se estende com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. Nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada destinada a locação do edifício, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra. Autor da fotografia: Mario Fontenelle

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NOV.B.13 (64)

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem, representante digital aparenta ter sido dobrado no primeiro terço, à esquerda, constando manchas e riscos devido às ações do tempo. Vista térrea da composição leste, evidencia a laje sobre os pilotis - em fase de obra - do que veio a ser o saguão do Brasília Palace Hotel. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Em primeiro plano, aglomerados de tábuas e terra depositados no solo. Ao centro do registro, parte da extensão construtiva do edifício no terreno, localizado ao térreo da fachada leste, nota-se a para estruturação do terraço que veio a ser o restaurante, caracterizado pela laje em T onde hoje, encontra-se o saguão decorado de pintura sobre alvenaria do artista Athos Bulcão (1918-2008), e delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118). Na porção esquerda do registro, em segundo plano, operários (13) - trajando roupas sociais claras e chapéu - observam, transitam e trabalham. Da esquerda para a direita, dois trabalhadores - um portando espátula e o outro uma pá - estão acima da carroceria de uma caminhonete, provavelmente realizando a descarga de materiais. Atrás destes trabalhadores, acima da laje, um operário transita acima do saguão. Do lado direito do veículo, um trabalhador observa o serviço executado. À direita deste, dois trabalhadores operam a betoneira no solo, enquanto outros seis - acima de um pequena estrutura de madeira elevada, e outro parado atrás de um montante materiais - manuseiam os equipamentos enquanto olham diretamente para o registro fotográfico realizado. Abaixo da laje sobre pilotis do saguão, nota-se a presença de montes de materiais e cavaletes - usados pelos operários para o processo de acabamento da laje do saguão - e mesas de trabalho destinadas ao processo de obra do hotel. No canto esquerdo da imagem, a frente das instalações de apoio, há a presença de trabalhadores (7) manuseando maquinários e equipamentos. No quadrante direito do registro, instalações de apoio evidenciam o canteiro de obras nas proximidades da construção do Brasília Palace Hotel. No plano de fundo, uma torre alta treliçada feita em madeira. À direita da torre, uma escada auxilia a subida dos operários para a cobertura da laje do saguão. No horizonte, a vegetação do Cerrado se estende com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico.

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