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Cerrado
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NOV.B.02 (496)

"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Proximidades do Catetinho com aclive acentuado do terreno típico do Cerrado. Em primeiro plano, ponte improvisada com troncos de madeira com três trabalhadores, dois vestindo roupas adequadas para o ofício e um sem a parte de cima da vestimenta, sustentando-se nessa construção de composição simplória. Ao fundo, um solo nativo ainda com poucas alterações e uma pequena amostra da vegetação típica de mata de galeria, demasiadamente desmatada. Nota-se, mais à esquerda, a formação de uma via de “chão de terra batida” que vai se estendendo ao longo do aclive do relevo.
CONTEXTO HISTÓRICO DA FAZENDA GAMA:
O sítio escolhido para a construção provisória fica a 500 metros a oeste da sede da Fazenda do Gama, desapropriada pela comissão estadual goiana de cooperação com a mudança da capital, chefiada pelo médico e pecuarista Altamiro de Moura Pacheco (1896-1996). [...] Já em 31 de julho de 1958, pouco após a transferência da residência presidencial para o recém concluído Palácio da Alvorada, o terreno da Fazenda Gama, incluindo o Catetinho, foi apropriado para a criação do Brasília Country Club (IPHAN, 2017).
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 1:
Originado de uma discussão entre amigos no Juca’s Bar do Ambassador Hotel, no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1956, o Catetinho foi conjecturado pelo grupo de amigos composto por: o violonista Dilermando Reis (1916-1977), o piloto João Milton Prates (1922-1973) e os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, que enxergaram a necessidade de uma Residência Provisória para Juscelino Kubitschek (1902-1976) acompanhar o cotidiano das obras. A área do Catetinho, localizada atualmente no Trevo do Gama, pertencia à Fazenda do Gama, local próximo a fontes de água e portanto, com presença de mata de galeria. A propriedade foi desocupada no dia posterior à chegada dos trabalhadores, e em pouco mais de 10 dias, entre 18 e 31 de outubro de 1956, ficou pronta a primeira residência oficial de JK, inaugurada em 10 de novembro de 1956. A primeira vez em que o Catetinho foi mencionado no Diário de Brasília em 1956, o edifício era chamado de “Palácio Provisório” e este foi reconhecido como Catetinho em 6 de novembro de 1956. A maioria dos trabalhadores e do empréstimo de materiais veio da empresa de mineração Fertilizantes Minas Gerais S.A. (FERTISA), a qual era de Araxá, Minas Gerais; a obra foi encarregada pelo engenheiro Roberto Penna e pelo engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, conhecido como Juca Chaves (1912-?). O “Palácio de Tábuas” foi desenhado por Oscar Niemeyer (1907-2012), projetado com linhas simples e elegantes, tal edifício possui aspectos modernistas seguindo princípios de racionalidade, funcionalidade e beleza. O Catetinho cria o pilotis a partir da sustentação de colunas e varanda no pavimento superior voltado para a fachada principal. Oscar Niemeyer fez o projeto que é praticamente todo de madeira com presença de concreto armado e alvenaria. Este possui uma arquitetura vernacular que pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida (ArchDaily Brasil, 2020), no caso do Catetinho, as madeiras da mata de galeria presente na Fazenda Gama."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.02 (526)

"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Vegetação campestre típica do Cerrado (campo sujo), com exemplares de árvores tortuosas e de baixa estatura esparsas sobre uma camada herbácea contínua. Ao fundo, densa vegetação de mata de galeria, existente devido à presença da nascente no local.
CONTEXTO HISTÓRICO DA FAZENDA GAMA:
O sítio escolhido para a construção provisória fica a 500 metros a oeste da sede da Fazenda do Gama, desapropriada pela comissão estadual goiana de cooperação com a mudança da capital, chefiada pelo médico e pecuarista Altamiro de Moura Pacheco (1896-1996). [...] Já em 31 de julho de 1958, pouco após a transferência da residência presidencial para o recém concluído Palácio da Alvorada, o terreno da Fazenda Gama, incluindo o Catetinho, foi apropriado para a criação do Brasília Country Club (IPHAN, 2017).
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 1:
Originado de uma discussão entre amigos no Juca’s Bar do Ambassador Hotel, no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1956, o Catetinho foi conjecturado pelo grupo de amigos composto por: o violonista Dilermando Reis (1916-1977), o piloto João Milton Prates (1922-1973) e os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, que enxergaram a necessidade de uma Residência Provisória para Juscelino Kubitschek (1902-1976) acompanhar o cotidiano das obras. A área do Catetinho, localizada atualmente no Trevo do Gama, pertencia à Fazenda do Gama, local próximo a fontes de água e portanto, com presença de mata de galeria. A propriedade foi desocupada no dia posterior à chegada dos trabalhadores, e em pouco mais de 10 dias, entre 18 e 31 de outubro de 1956, ficou pronta a primeira residência oficial de JK, inaugurada em 10 de novembro de 1956. A primeira vez em que o Catetinho foi mencionado no Diário de Brasília em 1956, o edifício era chamado de “Palácio Provisório” e este foi reconhecido como Catetinho em 6 de novembro de 1956. A maioria dos trabalhadores e do empréstimo de materiais veio da empresa de mineração Fertilizantes Minas Gerais S.A. (FERTISA), a qual era de Araxá, Minas Gerais; a obra foi encarregada pelo engenheiro Roberto Penna e pelo engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, conhecido como Juca Chaves (1912-?). O “Palácio de Tábuas” foi desenhado por Oscar Niemeyer (1907-2012), projetado com linhas simples e elegantes, tal edifício possui aspectos modernistas seguindo princípios de racionalidade, funcionalidade e beleza. O Catetinho cria o pilotis a partir da sustentação de colunas e varanda no pavimento superior voltado para a fachada principal. Oscar Niemeyer fez o projeto que é praticamente todo de madeira com presença de concreto armado e alvenaria. Este possui uma arquitetura vernacular que pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida (ArchDaily Brasil, 2020), no caso do Catetinho, as madeiras da mata de galeria presente na Fazenda Gama."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.02 (715)

"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Vista central do Catetinho 1 já finalizado suas construções e com a pintura branca. Tal obra é composta praticamente toda de madeira com concreto armado e alvenaria, com linhas simples e elegantes, advinda de sua leve influência da casa colonial brasileira e sua concepção modernista que mistura: racionalidade, funcionalidade, beleza, ausência de beiral do telhado e presença de pilotis, característica comum nos prédios residenciais de Brasília, o qual permite o livre trânsito de pessoas no térreo do edifício, na parte esquerda é visível com cadeiras e mesas de madeira, utilizada para a refeição, na parte direita, há um espaço vazio. Na parte posterior do “Palácio de Tábuas”, é possível visualizar parte da parede e janela do anexo que corresponde a cozinha, a lavanderia e o depósito de materiais do local. Próximo ao anexo, há uma árvore que é possível visualizar apenas suas folhas acima da cobertura do Catetinho. Em primeiro plano, é notável o solo ainda sem calçamento com o tradicional “chão de terra batida”. No canto esquerdo da fotografia, destaca-se a presença da folhagem da planta ornamental popularmente conhecida por piteira (Agave sp.) e recorte dos galhos e folhagem da árvore conhecida como pau-doce (Vochysia elliptica). Ao fundo, na extrema direita, três plantas ornamentais popularmente conhecidas por piteira (Agave sp.) enfileiradas e vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito).
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (532) com leve alteração de colorimetria e leve desfoque fotográfico à esquerda.
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 1:
Originado de uma discussão entre amigos no Juca’s Bar do Ambassador Hotel, no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1956, o Catetinho foi conjecturado pelo grupo de amigos composto por: o violonista Dilermando Reis (1916-1977), o piloto João Milton Prates (1922-1973) e os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, que enxergaram a necessidade de uma Residência Provisória para Juscelino Kubitschek (1902-1976) acompanhar o cotidiano das obras. A área do Catetinho, localizada atualmente no Trevo do Gama, pertencia à Fazenda do Gama, local próximo a fontes de água e portanto, com presença de mata de galeria. A propriedade foi desocupada no dia posterior à chegada dos trabalhadores, e em pouco mais de 10 dias, entre 18 e 31 de outubro de 1956, ficou pronta a primeira residência oficial de JK, inaugurada em 10 de novembro de 1956. A primeira vez em que o Catetinho foi mencionado no Diário de Brasília em 1956, o edifício era chamado de “Palácio Provisório” e este foi reconhecido como Catetinho em 6 de novembro de 1956. A maioria dos trabalhadores e do empréstimo de materiais veio da empresa de mineração Fertilizantes Minas Gerais S.A. (FERTISA), a qual era de Araxá, Minas Gerais; a obra foi encarregada pelo engenheiro Roberto Penna e pelo engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, conhecido como Juca Chaves (1912-?). O “Palácio de Tábuas” foi desenhado por Oscar Niemeyer (1907-2012), projetado com linhas simples e elegantes, tal edifício possui aspectos modernistas seguindo princípios de racionalidade, funcionalidade e beleza. O Catetinho cria o pilotis a partir da sustentação de colunas e varanda no pavimento superior voltado para a fachada principal. Oscar Niemeyer fez o projeto que é praticamente todo de madeira com presença de concreto armado e alvenaria. Este possui uma arquitetura vernacular que pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida (ArchDaily Brasil, 2020), no caso do Catetinho, as madeiras da mata de galeria presente na Fazenda Gama."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.3 (6)

Fotografia em preto e branco no formato retrato. Em foco, trabalhadores constroem uma estrutura de arquibancada ao redor da base de uma cruz, o monumento era conhecido pelo nome "O Cruzeiro", feita em madeira de aroeira torneada. Possivelmente, o espaço estava sendo preparado para a primeira visita do presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976) a Brasília. Entre os operários é possível reconhecer o vice-governador do estado de Goiás na época, Bernardo Sayão (1901-1959) - segundo homem da direita para a esquerda na fotografia. Ao fundo, observa-se uma paisagem composta por vegetação de Cerrado, que apresenta sinais de desmatamento. Atualmente o espaço é conhecido como Praça do Cruzeiro.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (189)

"Fotografia preta e branca, no formato paisagem. Ermida Dom Bosco em destaque central, pequena capela em formato piramidal, pintada na cor branca, despida de qualquer ornamento, construída sobre uma laje circular em elevação, com sua laterais revestidas de pedras e uma pequena escada lateral que leva até o patamar mais alto da plataforma, contornada por vegetação típica do Cerrado, às margens do que viria a se tornar o lago Paranoá. Em segundo plano, ao fundo, do lado inferior direito da Ermida, início da formação do acampamento de construção do Palácio da Alvorada margeado por vegetação do Cerrado.
A Ermida foi a primeira construção de alvenaria da cidade, projetada pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), além de ser uma das primeiras obras realizadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP). Construção concluída em 31 de dezembro de 1956, inaugurada em 24 de março de 1957, com a celebração de uma missa. Sendo o primeiro templo religioso de Brasília construído em caráter definitivo. No acervo textual NOVACAP, consta a fatura da obra assinada pelo engenheiro Geraldo Duarte Passos, a serviço da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) para a edificação da Ermida Dom Bosco, constando no documento o seguinte texto “Pelos serviços de construção de uma pirâmide triangular ôca, de concreto armado, de acordo com o projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, denominada “Ermida de São João Bosco”[...]” Referência fundo textual NOVACAP no Arquivo Público do DF. A construção do santuário custou um total de 100 mil cruzeiros.
CURIOSIDADES E REMISSIVAS - ERMIDA DOM BOSCO:
· Construída como forma de homenagem ao padre italiano São João Bosco. Todo o misticismo em torno de Dom Bosco e Brasília originou-se a partir de uma narrativa criada por um grupo de goianos. Intencionalmente procuraram relacionar uma visão que o santo italiano teve em seu sonho, a respeito de uma região com riquezas incalculáveis e a formação de um lago, com a região onde Brasília iria ser construída. Dessa forma se procurava fundamentar na vontade divina, por meio da visão profética do santo, a construção da nova capital no Planalto Central. Com a ressignificação do sonho, Dom Bosco passou a ser visto como alguém que já tinha profetizado a respeito da construção de Brasília.
· A Ermida já estava prevista para ser construída antes do concurso da capital ser lançado.
· A congregação dos Salesianos, desde 1956, se fez presente nos acampamentos dos trabalhadores. Esta teria sido a primeira ordem religiosa a chegar ao Distrito Federal.
· PROCURAR REMISSIVAS: PASTA NOV-D-4-4-B-2 - ITENS: 238, 240, 242, 254, 262, 274, 567, 638."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.02 (536)

"Fotografia preto e branco, formato paisagem, com desfoques na lateral inferior esquerda e na lateral superior direita. Vista lateral do Catetinho 1 com suas tábuas de madeira e sem a pintura original branca. Posteriormente seriam acrescidos, ao edifício, concreto armado e alvenaria. Em primeiro plano, destaca-se área campestre do Cerrado (campo sujo), sem a realização de uma aparagem mais severa, correspondente ao bioma do Cerrado. Em segundo plano, está o “Palácio de Tábuas” projetado por linhas simples e elegantes advindas de sua leve influência da casa colonial brasileira e sua concepção modernista que mistura: racionalidade, funcionalidade e beleza. Nota-se que a parede externa esquerda do edifício estende-se até o solo, tal parede possui uma janela para ventilação (posteriormente seria retirada, mas atualmente encontra-se de novo). No térreo encontram-se diversos materiais de construção e entulhos à sua frente. A varanda, ainda inacabada, está sem a largura correspondente ao edifício atual. Neste local, quatro trabalhadores operam alterações na edificação. Dois membros da obra, no extremo do Catetinho, constroem uma parede. Em um dos pilares da varanda, um operário está realizando a pintura. No local que futuramente seria a escada está um homem com chapéu carregando uma tábua de madeira. Abaixo da estrutura provisória que seria a escada, notabilizou-se entulhos (tábuas de madeira enfileiradas e barril de metal), uma mesa de carpintaria e uma lona grande tampando o que seria mais material de construção. Destaca-se também no canto superior esquerdo da foto a árvore típica do Cerrado popularmente conhecida como pau-doce (Vochysia elliptica).
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 1:
Originado de uma discussão entre amigos no Juca’s Bar do Ambassador Hotel, no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1956, o Catetinho foi conjecturado pelo grupo de amigos composto por: o violonista Dilermando Reis (1916-1977), o piloto João Milton Prates (1922-1973) e os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, que enxergaram a necessidade de uma Residência Provisória para Juscelino Kubitschek (1902-1976) acompanhar o cotidiano das obras. A área do Catetinho, localizada atualmente no Trevo do Gama, pertencia à Fazenda do Gama, local próximo a fontes de água e portanto, com presença de mata de galeria. A propriedade foi desocupada no dia posterior à chegada dos trabalhadores, e em pouco mais de 10 dias, entre 18 e 31 de outubro de 1956, ficou pronta a primeira residência oficial de JK, inaugurada em 10 de novembro de 1956. A primeira vez em que o Catetinho foi mencionado no Diário de Brasília em 1956, o edifício era chamado de “Palácio Provisório” e este foi reconhecido como Catetinho em 6 de novembro de 1956. A maioria dos trabalhadores e do empréstimo de materiais veio da empresa de mineração Fertilizantes Minas Gerais S.A. (FERTISA), a qual era de Araxá, Minas Gerais; a obra foi encarregada pelo engenheiro Roberto Penna e pelo engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, conhecido como Juca Chaves (1912-?). O “Palácio de Tábuas” foi desenhado por Oscar Niemeyer (1907-2012), projetado com linhas simples e elegantes, tal edifício possui aspectos modernistas seguindo princípios de racionalidade, funcionalidade e beleza. O Catetinho cria o pilotis a partir da sustentação de colunas e varanda no pavimento superior voltado para a fachada principal. Oscar Niemeyer fez o projeto que é praticamente todo de madeira com presença de concreto armado e alvenaria. Este possui uma arquitetura vernacular que pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida (ArchDaily Brasil, 2020), no caso do Catetinho, as madeiras da mata de galeria presente na Fazenda Gama."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.02 (712)

"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Vista diagonal do Catetinho 1 e do Catetinho 2. Em primeiro plano, vegetação natural do Cerrado, provavelmente alterada pela ação humana e logo atrás, piso de terra com seis plantas ornamentais popularmente conhecidas por piteira (Agave sp.), outras pequenas palmeiras e uma árvore popularmente conhecida como barbatimão (Stryphnodendron adstringens). Em segundo plano, a fachada lateral e principal do Catetinho 1, o qual é praticamente todo de madeira com concreto armado e alvenaria, com linhas simples e elegantes, advinda de sua leve influência da casa colonial brasileira e sua concepção modernista que mistura: racionalidade, funcionalidade, beleza, ausência de beiral do telhado e presença de pilotis, característica comum nos prédios residenciais de Brasília, o qual permite o livre trânsito de pessoas no térreo do edifício. À sua direita, está o anexo que corresponde a cozinha, a lavanderia e o depósito de materiais do local. A obra é composta majoritariamente por madeira, não possui varanda nem beiral e tampouco pilotis, há menos suntuosidade e rebuscamentos em seus detalhes. Em terceiro plano, da esquerda para a direita, é possível visualizar um homem vestindo calça escura e camisa clara ao lado de um veículo, provavelmente um Ford Pick-up. Ao lado do veículo, o Catetinho 2 ou Residência Provisória 2 (RP2), que possui os mesmos aspectos modernistas e inspirações da arquitetura colonial brasileira. Entretanto, seu diferencial para o Catetinho 1, é a presença de uma fachada menos permeável e aberturas nas varandas mais diminutas, sua diferença estrutural evidencia-se na sua composição de estrutura mista, ferro e pilotis com vigas levíssimas de “alma” de Eucatex, uma chapa de fibra de madeira de alta densidade que permite o empilhamento eficaz e seguro em logística (Empresa Eucatex) e madeira. Ao fundo, vegetação natural da mata de galeria devido à presença da nascente no local.
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 1:
Originado de uma discussão entre amigos no Juca’s Bar do Ambassador Hotel, no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1956, o Catetinho foi conjecturado pelo grupo de amigos composto por: o violonista Dilermando Reis (1916-1977), o piloto João Milton Prates (1922-1973) e os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, que enxergaram a necessidade de uma Residência Provisória para Juscelino Kubitschek (1902-1976) acompanhar o cotidiano das obras. A área do Catetinho, localizada atualmente no Trevo do Gama, pertencia à Fazenda do Gama, local próximo a fontes de água e portanto, com presença de mata de galeria. A propriedade foi desocupada no dia posterior à chegada dos trabalhadores, e em pouco mais de 10 dias, entre 18 e 31 de outubro de 1956, ficou pronta a primeira residência oficial de JK, inaugurada em 10 de novembro de 1956. A primeira vez em que o Catetinho foi mencionado no Diário de Brasília em 1956, o edifício era chamado de “Palácio Provisório” e este foi reconhecido como Catetinho em 6 de novembro de 1956. A maioria dos trabalhadores e do empréstimo de materiais veio da empresa de mineração Fertilizantes Minas Gerais S.A. (FERTISA), a qual era de Araxá, Minas Gerais; a obra foi encarregada pelo engenheiro Roberto Penna e pelo engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, conhecido como Juca Chaves (1912-?). O “Palácio de Tábuas” foi desenhado por Oscar Niemeyer (1907-2012), projetado com linhas simples e elegantes, tal edifício possui aspectos modernistas seguindo princípios de racionalidade, funcionalidade e beleza. O Catetinho cria o pilotis a partir da sustentação de colunas e varanda no pavimento superior voltado para a fachada principal. Oscar Niemeyer fez o projeto que é praticamente todo de madeira com presença de concreto armado e alvenaria. Este possui uma arquitetura vernacular que pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida (ArchDaily Brasil, 2020), no caso do Catetinho, as madeiras da mata de galeria presente na Fazenda Gama."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.02 (504)

"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Vista central da estação de radiotelegrafia e do Rádio-Farol da empresa aérea Panair do Brasil S/A (1929-1965), instalada no campo de aviação próximo do Catetinho em 29 de outubro de 1956. Em primeiro plano, terra batida. Em segundo plano, ao centro, há um veículo e uma pequena estrutura, ambos cobertos por o que parece ser lona. Nas laterais, postes com fiação e ao fundo, duas árvores frondosas plantadas, uma no centro e outra à direita da fotografia. Ainda no mesmo plano, na lateral esquerda e ao fundo, vegetação do bioma do Cerrado.
CONTEXTO HISTÓRICO DA FAZENDA GAMA:
O sítio escolhido para a construção provisória fica a 500 metros a oeste da sede da Fazenda do Gama, desapropriada pela comissão estadual goiana de cooperação com a mudança da capital, chefiada pelo médico e pecuarista Altamiro de Moura Pacheco (1896-1996). [...] Já em 31 de julho de 1958, pouco após a transferência da residência presidencial para o recém concluído Palácio da Alvorada, o terreno da Fazenda Gama, incluindo o Catetinho, foi apropriado para a criação do Brasília Country Club (IPHAN, 2017).
CONTEXTO HISTÓRICO DA ESTAÇÃO DE RADIOTELEGRAFIA:
Este aparato tecnológico pertencia aos proprietários Celso da Rocha Miranda (1917-1986) e Mário Wallace Simonsen (1909-1965), empresários que apoiaram a campanha eleitoral de Juscelino Kubitschek (1902-1976). Essa máquina substituiu o antigo rádio amador que conseguiu realizar, anteriormente, a comunicação entre o Palácio Provisório, posteriormente nomeado como Catetinho 1, e o Palácio do Catete no dia 22 de outubro de 1956.
IV - Diário de Brasília - 1º tomo - de 1956-1957:
“Segunda-feira, 22 de outubro de 1956
[...] Monta-se uma estação transmissora de prefixo PYVA, através da qual, à noite, se faz a primeira comunicação com o Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.”
“Segunda-feira, 29 de outubro de 1956
Radiotelegrafia - inicia-se a instalação dos serviços de radiotelegrafia e do Rádio-Farol da Panair do Brasil S/A. [...]”
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 1:
Originado de uma discussão entre amigos no Juca’s Bar do Ambassador Hotel, no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1956, o Catetinho foi conjecturado pelo grupo de amigos composto por: o violonista Dilermando Reis (1916-1977), o piloto João Milton Prates (1922-1973) e os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, que enxergaram a necessidade de uma Residência Provisória para Juscelino Kubitschek (1902-1976) acompanhar o cotidiano das obras. A área do Catetinho, localizada atualmente no Trevo do Gama, pertencia à Fazenda do Gama, local próximo a fontes de água e portanto, com presença de mata de galeria. A propriedade foi desocupada no dia posterior à chegada dos trabalhadores, e em pouco mais de 10 dias, entre 18 e 31 de outubro de 1956, ficou pronta a primeira residência oficial de JK, inaugurada em 10 de novembro de 1956. A primeira vez em que o Catetinho foi mencionado no Diário de Brasília em 1956, o edifício era chamado de “Palácio Provisório” e este foi reconhecido como Catetinho em 6 de novembro de 1956. A maioria dos trabalhadores e do empréstimo de materiais veio da empresa de mineração Fertilizantes Minas Gerais S.A. (FERTISA), a qual era de Araxá, Minas Gerais; a obra foi encarregada pelo engenheiro Roberto Penna e pelo engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, conhecido como Juca Chaves (1912-?). O “Palácio de Tábuas” foi desenhado por Oscar Niemeyer (1907-2012), projetado com linhas simples e elegantes, tal edifício possui aspectos modernistas seguindo princípios de racionalidade, funcionalidade e beleza. O Catetinho cria o pilotis a partir da sustentação de colunas e varanda no pavimento superior voltado para a fachada principal. Oscar Niemeyer fez o projeto que é praticamente todo de madeira com presença de concreto armado e alvenaria. Este possui uma arquitetura vernacular que pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida (ArchDaily Brasil, 2020), no caso do Catetinho, as madeiras da mata de galeria presente na Fazenda Gama."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.02 (515)

"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Em destaque, um pequeno curso d’ água percorre uma abertura no centro de um solo nativo do Cerrado, com leve desmatamento. No lado esquerdo, há um trabalhador negro segurando uma enxada com indumentária simples, própria para o campo, e descalço. No lado direito, um trabalhador branco com estatura baixa e outro negro pousando de perfil, ambos também com vestes simples para o oficio no campo, segurando enxada e desçalcos. Estes membros da obra estão olhando para o centro e envoltos em uma vegetação densa típica de mata de galeria.
CONTEXTO HISTÓRICO DA FAZENDA GAMA:
O sítio escolhido para a construção provisória fica a 500 metros a oeste da sede da Fazenda do Gama, desapropriada pela comissão estadual goiana de cooperação com a mudança da capital, chefiada pelo médico e pecuarista Altamiro de Moura Pacheco (1896-1996). [...] Já em 31 de julho de 1958, pouco após a transferência da residência presidencial para o recém concluído Palácio da Alvorada, o terreno da Fazenda Gama, incluindo o Catetinho, foi apropriado para a criação do Brasília Country Club (IPHAN, 2017).
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 1:
Originado de uma discussão entre amigos no Juca’s Bar do Ambassador Hotel, no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1956, o Catetinho foi conjecturado pelo grupo de amigos composto por: o violonista Dilermando Reis (1916-1977), o piloto João Milton Prates (1922-1973) e os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, que enxergaram a necessidade de uma Residência Provisória para Juscelino Kubitschek (1902-1976) acompanhar o cotidiano das obras. A área do Catetinho, localizada atualmente no Trevo do Gama, pertencia à Fazenda do Gama, local próximo a fontes de água e portanto, com presença de mata de galeria. A propriedade foi desocupada no dia posterior à chegada dos trabalhadores, e em pouco mais de 10 dias, entre 18 e 31 de outubro de 1956, ficou pronta a primeira residência oficial de JK, inaugurada em 10 de novembro de 1956. A primeira vez em que o Catetinho foi mencionado no Diário de Brasília em 1956, o edifício era chamado de “Palácio Provisório” e este foi reconhecido como Catetinho em 6 de novembro de 1956. A maioria dos trabalhadores e do empréstimo de materiais veio da empresa de mineração Fertilizantes Minas Gerais S.A. (FERTISA), a qual era de Araxá, Minas Gerais; a obra foi encarregada pelo engenheiro Roberto Penna e pelo engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, conhecido como Juca Chaves (1912-?). O “Palácio de Tábuas” foi desenhado por Oscar Niemeyer (1907-2012), projetado com linhas simples e elegantes, tal edifício possui aspectos modernistas seguindo princípios de racionalidade, funcionalidade e beleza. O Catetinho cria o pilotis a partir da sustentação de colunas e varanda no pavimento superior voltado para a fachada principal. Oscar Niemeyer fez o projeto que é praticamente todo de madeira com presença de concreto armado e alvenaria. Este possui uma arquitetura vernacular que pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida (ArchDaily Brasil, 2020), no caso do Catetinho, as madeiras da mata de galeria presente na Fazenda Gama."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.02 (519)

"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Em primeiro plano, uma elevação no terreno com três árvores nativas do Cerrado bloqueando, parcialmente, a vista do andar superior do Catetinho 1, e entre duas das árvores, há dois barris de metal. Ao centro, vista em perspectiva do Catetinho, em fase final de construção, com suas linhas simples e elegantes, advinda de sua leve influência da casa colonial brasileira e sua concepção modernista que mistura: racionalidade, funcionalidade, beleza, ausência de beiral do telhado e presença de pilotis, característica comum nos prédios residenciais de Brasília, o qual permite o livre trânsito de pessoas no pilotis. No caso, há dois trabalhadores, no lado esquerdo, conversando nesse espaço disponível. Outros três membros da equipe, encontram-se, um à frente da edificação, um subindo a escada e o outro agachado, mais a direita, escorado em uma parede na varanda. Na parte direita do pilotis, é possível visualizar parcialmente o anexo que corresponde a cozinha, a lavanderia e o depósito de materiais do local. A obra é composta majoritariamente por madeira, não possui varanda nem beiral e tampouco pilotis, há menos suntuosidade e rebuscamentos em seus detalhes. Um grupo de quatro operários estão socializando entre as duas edificações, no canto direito. Outro operário está indo em direção à tal aglomeração. Ao fundo do “Palácio de Tábuas”, há a mata de galeria, que ocorre devido a presença de uma nascente local.
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (494).
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 1:
Originado de uma discussão entre amigos no Juca’s Bar do Ambassador Hotel, no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1956, o Catetinho foi conjecturado pelo grupo de amigos composto por: o violonista Dilermando Reis (1916-1977), o piloto João Milton Prates (1922-1973) e os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, que enxergaram a necessidade de uma Residência Provisória para Juscelino Kubitschek (1902-1976) acompanhar o cotidiano das obras. A área do Catetinho, localizada atualmente no Trevo do Gama, pertencia à Fazenda do Gama, local próximo a fontes de água e portanto, com presença de mata de galeria. A propriedade foi desocupada no dia posterior à chegada dos trabalhadores, e em pouco mais de 10 dias, entre 18 e 31 de outubro de 1956, ficou pronta a primeira residência oficial de JK, inaugurada em 10 de novembro de 1956. A primeira vez em que o Catetinho foi mencionado no Diário de Brasília em 1956, o edifício era chamado de “Palácio Provisório” e este foi reconhecido como Catetinho em 6 de novembro de 1956. A maioria dos trabalhadores e do empréstimo de materiais veio da empresa de mineração Fertilizantes Minas Gerais S.A. (FERTISA), a qual era de Araxá, Minas Gerais; a obra foi encarregada pelo engenheiro Roberto Penna e pelo engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, conhecido como Juca Chaves (1912-?). O “Palácio de Tábuas” foi desenhado por Oscar Niemeyer (1907-2012), projetado com linhas simples e elegantes, tal edifício possui aspectos modernistas seguindo princípios de racionalidade, funcionalidade e beleza. O Catetinho cria o pilotis a partir da sustentação de colunas e varanda no pavimento superior voltado para a fachada principal. Oscar Niemeyer fez o projeto que é praticamente todo de madeira com presença de concreto armado e alvenaria. Este possui uma arquitetura vernacular que pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida (ArchDaily Brasil, 2020), no caso do Catetinho, as madeiras da mata de galeria presente na Fazenda Gama."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

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