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Descrição arquivística
Brasília Palace Hotel (Brasília, DF)
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NOV.B.13 (131)

"Fotografia colorida em formato retrato, registra o lobby do Brasília Palace Hotel (BPH), construído entre os anos de 1957 a 1960, em Brasília-DF. O hotel tem 13.562 m² de área construída, contava com 180 apartamentos e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento. Foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, o qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Em primeiro plano na fotografia, no limite do canto direito, uma parede com painel de ripas verticais de madeira, um elevador de acesso vertical, um extintor e caixa de mangueira, um funcionário com roupas sociais e a escada com 13 degraus flutuantes. No limite da fotografia ao lado esquerdo um jogo composto por 3 poltronas Anos 50 do designer de móveis americano Vladimir Kagan e uma mesinha ao centro, ao fundo, a recepção do hotel onde há 4 funcionários atrás de uma comprida mesa de madeira, onde em sua extremidade à direita nota-se um vaso com a planta ornamental popularmente conhecida como agave (Agave sp.). O edifício foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada em 30/06/1958, o BPH se tornou cenário de grandes eventos, espaço de confraternização e convivência dos pioneiros, gente da alta sociedade, políticos, embaixadores e dos servidores vindos de outros pontos do país, que se encontravam nos bailes e festas. Em toda a sua história, hospedou desde importantes figuras políticas à celebridades, como: a Rainha Elizabeth II (1926-2022), Fidel Castro (1926-2016), Gisele Bündchen (1980-), Caetano Veloso (1942-) e Tom Jobim (1927-1994). Em 1978, foi inutilizado após um incêndio causado por uma cafeteira esquecida na tomada do terceiro andar e sua reconstrução só foi concluída no ano de 2007, com a entrega da restauração das obras de autoria de Athos Bulcão (1918-2008).
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.19 (18)

"Fotografia em cores, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem parcial do mapa da rede de instituições do sistema de abastecimento do Plano Piloto de Brasília (PPB), projetado por Lucio Costa (1902-1998). No desenho há a marcação da Esplanada dos Ministérios com as áreas destinadas aos equipamentos governamentais, portanto, é possível identificar a sequência dos Blocos Ministeriais, representados por traços verticais, e Congresso Nacional ao final da larga avenida, simbolizado por dois círculos e dois traços horizontais paralelos. As superquadras e as grandes áreas das asas Sul e Norte também aparecem de forma esquemática na representação. Outros dois elementos importantes no projeto encontram-se expostos do lado direito da imagem, o Lago Paranoá e a Lagoa Jaburu. Próximo a esse grande corpo d’água, estão situados o Hotel Turismo, atualmente denominado de Brasília Palace Hotel, e o Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República. Por último, uma larga pista, que futuramente integraria a Estrada de Hotéis e Turismo, cruza a diagonal do mapa e se encerra percorrendo o perímetro das duas últimas edificações mencionadas.

Informações adicionais sobre a Esplanada dos Ministérios: Inserida no vértice superior do triângulo equilátero, encontra-se o retângulo que se expande, à frente, em largura e irá compor a região que abarca os diversos Ministérios, que mudam ocasionalmente com a alteração de governos e a Catedral. Esplanada dos Ministérios, no sentido leste-oeste do Plano Piloto, estão os edifícios administrativos (prédios ministeriais) correspondente aos Ministérios, composto de vigas e pilares metálicos, totalmente envolvidos por concreto. (sem esquadrias)

Informações adicionais sobre a Estrada de Hotéis e Turismo: No trecho da península sul do Lago Paranoá, encontram-se o Palácio da Alvorada e o Brasília Palace Hotel. Um pequeno trecho de via, do que futuramente se tornaria a Estrada de Hotéis e Turismo, no Setor de Hotéis de Turismo Norte - SHTN.

Informações adicionais sobre o Palácio da Alvorada: O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

Informações adicionais sobre as Superquadras: A solução desenvolvida por Lucio Costa (1902-1998) para as áreas residenciais foi a criação das superquadras, uma proposta de um conjunto de grandes quadras - de lados idênticos de aproximadamente 280 metros - dispostas nos dois lados da faixa rodoviária, e delimitadas por uma cinta de vegetação, que possibilitasse o livre trânsito dos moradores e o contato mais próximo com a natureza. Para o autor, essa ideia garantiria os benefícios de promover a ordenação urbanística, mesmo com a variação arquitetônica dos edifícios, e de fornecer faixas confortáveis para passeios e lazer dos usuários (Lucio Costa, Relatório do Plano Piloto, item 16).
Ainda, a disposição interna dos blocos residenciais poderia ocorrer de forma variada desde que fosse respeitado o gabarito máximo, sugerido em seis pavimentos e pilotis, e que houvesse uma separação clara entre o tráfego de veículos e trânsito de pedestres. Por último, um dos pontos mais importantes desse projeto é a mudança do conceito de posse e propriedade a partir da determinação do chão como espaço público, em contraponto à projeção como área privada.

Informações adicionais sobre o Brasília Palace Hotel: O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), com 13.562 m² de área construída, contando com 180 apartamentos e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento. Sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), o BPH teve sua inauguração em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. O edifício foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada em 30/06/1958, o BPH, foi um habitual ponto de encontro para os pioneiros, políticos e diplomatas na década de 60, além de hospedar os visitantes da nova capital. Em 1978, foi inutilizado após um incêndio causado por uma cafeteira esquecida na tomada do terceiro andar e sua reconstrução só foi concluída no ano de 2007, com a entrega da restauração das obras de autoria de Athos Bulcão (1918-2008)."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.19 (68)

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem parcial do mapa da rede de instituições do sistema de abastecimento do Plano Piloto de Brasília (PPB), projetado por Lucio Costa (1902-1998). No desenho há a marcação da Esplanada dos Ministérios com as áreas destinadas aos equipamentos governamentais, portanto, é possível identificar a sequência dos Blocos Ministeriais, representados por traços verticais, e Congresso Nacional ao final da larga avenida, simbolizado por dois círculos e dois traços horizontais paralelos. As superquadras e as grandes áreas das asas Sul e Norte também aparecem de forma esquemática na representação. Outros dois elementos importantes no projeto encontram-se expostos do lado direito da imagem, o Lago Paranoá e a Lagoa Jaburu. Próximo a esse grande corpo d’água, estão situados o Hotel Turismo, atualmente denominado de Brasília Palace Hotel, e o Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República. Por último, uma larga pista, que futuramente integraria a Estrada de Hotéis e Turismo, cruza a diagonal do mapa e se encerra percorrendo o perímetro das duas últimas edificações mencionadas.

Informações adicionais sobre a Esplanada dos Ministérios: Inserida no vértice superior do triângulo equilátero, encontra-se o retângulo que se expande, à frente, em largura e irá compor a região que abarca os diversos Ministérios, que mudam ocasionalmente com a alteração de governos e a Catedral. Esplanada dos Ministérios, no sentido leste-oeste do Plano Piloto, estão os edifícios administrativos (prédios ministeriais) correspondente aos Ministérios, composto de vigas e pilares metálicos, totalmente envolvidos por concreto. (sem esquadrias)

Informações adicionais sobre a Estrada de Hotéis e Turismo: No trecho da península sul do Lago Paranoá, encontram-se o Palácio da Alvorada e o Brasília Palace Hotel. Um pequeno trecho de via, do que futuramente se tornaria a Estrada de Hotéis e Turismo, no Setor de Hotéis de Turismo Norte - SHTN.

Informações adicionais sobre o Palácio da Alvorada: O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

Informações adicionais sobre as Superquadras: A solução desenvolvida por Lucio Costa (1902-1998) para as áreas residenciais foi a criação das superquadras, uma proposta de um conjunto de grandes quadras - de lados idênticos de aproximadamente 280 metros - dispostas nos dois lados da faixa rodoviária, e delimitadas por uma cinta de vegetação, que possibilitasse o livre trânsito dos moradores e o contato mais próximo com a natureza. Para o autor, essa ideia garantiria os benefícios de promover a ordenação urbanística, mesmo com a variação arquitetônica dos edifícios, e de fornecer faixas confortáveis para passeios e lazer dos usuários (Lucio Costa, Relatório do Plano Piloto, item 16).
Ainda, a disposição interna dos blocos residenciais poderia ocorrer de forma variada desde que fosse respeitado o gabarito máximo, sugerido em seis pavimentos e pilotis, e que houvesse uma separação clara entre o tráfego de veículos e trânsito de pedestres. Por último, um dos pontos mais importantes desse projeto é a mudança do conceito de posse e propriedade a partir da determinação do chão como espaço público, em contraponto à projeção como área privada.

Informações adicionais sobre o Brasília Palace Hotel: O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), com 13.562 m² de área construída, contando com 180 apartamentos e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento. Sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), o BPH teve sua inauguração em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. O edifício foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada em 30/06/1958, o BPH, foi um habitual ponto de encontro para os pioneiros, políticos e diplomatas na década de 60, além de hospedar os visitantes da nova capital. Em 1978, foi inutilizado após um incêndio causado por uma cafeteira esquecida na tomada do terceiro andar e sua reconstrução só foi concluída no ano de 2007, com a entrega da restauração das obras de autoria de Athos Bulcão (1918-2008)."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (31)

"Fotografia colorida em formato paisagem da fachada do Brasília Palace Hotel em perspectiva, entre os anos de 1959-1960 em Brasília - DF. Representante digital contém riscos e pontos verdes. Observa-se que o posicionamento do fotógrafo e o enquadramento da imagem capturam a extensão transversal da longa fachada oeste do conjunto do Brasília Palace, enquadrando a fachada de cobogós do bloco principal e o bloco térreo atrás. Da esquerda para à direita: um grupo de aproximadamente 4 operários estão encostados em um veículo de cor azulada e vestem roupas mais casuais - calças jeans, camisas claras; adiante, um homem de camisa azul e calças escuras se agacha ao lado de um poste de energia elétrica; atrás deste, uma espécie de placa de fundo preto, um poste e outra pessoa de vestes claras ao lado; em um plano à frente, ao que parece, uma criança se locomove sobre a terra seca batida; ao lado e um plano atrás, um grupo de 6 homens estão debaixo da cobertura do bloco térreo; dando seguimento à linha de observação, mais pessoas estão distribuídas entre o bloco secundário e os pilares do bloco principal; abaixo do bloco de 3 pavimentos, um caminhão azul e alguns carros estacionados entre os pilares, bem como uma mulher de longo vestido vermelho, 2 homens sob o sol e 4 agrupamentos de pessoas próximas ao edifício; perto da instalação pequena de apoio ao canteiro, 3 homens de vestes azuis conversam; ao fundo, após a instalação de apoio, aproximadamente 5 carros estão estacionados - entre eles Fuscas e Jeep Willys - com algumas pessoas com trajes mais formais saindo da região de estacionamento; por último, no plano à frente do estacionamento, um homem de camisa listrada e calças azuis anda de bicicleta no terreno de terra seca. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado, dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do Lago Paranoá. No horizonte, a vegetação do Cerrado se estende com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico. Nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, montes de resíduos da obra e não havendo a presença de árvores ou gramíneas, dada a diferença brusca do solo, onde se tem gramas e altera-se para um terreno de terra seca.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (33)

Fotografia colorida em formato paisagem da fachada do Brasília Palace Hotel em perspectiva, entre os anos de 1959-1960 em Brasília - DF. Representante digital contém riscos, pontos verdes e manchas roxas. Vista parcial da fachada frontal do bloco principal do Palace Hotel voltado para área onde será preenchido o Lago Paranoá. No horizonte, a vegetação do Cerrado se estende com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. No período, o preenchimento do lago foi uma demanda de urgência de Juscelino Kubitschek (1902-1961), mas que só foi cumprida em setembro de 1959, quando fecharam as comportas da barragem do Paranoá. O lago só foi totalmente preenchido com a sequência de chuvas do ano de 1961. No canto direito da imagem, o prédio de três pavimentos projetado por Oscar Niemeyer (1907-2012), com dois carros estacionados entre os pilares do térreo. No canto esquerdo, um operário de capacete, calça jeans e camisa social aberta caminha frente às pilhas de terra vermelha e observa o edifício ao lado. Ao seu lado, uma árvore seca e de galhos enegrecidos. O prédio do Palace Hotel, inaugurado em 30/6/1958 - mesmo dia do Palácio da Alvorada - foi projetado para ter três pavimentos de fachadas envidraçadas (parte posterior leste) e com cobogós (fachada frontal oeste), duas empenas cegas (fachadas sem aberturas - portas ou janelas) em mármore branco, com uma extensão de cobertura conectando a um segundo bloco menor - em formato de T - destinado às atividades sociais do conjunto como o restaurante e o salão de eventos. Toda estrutura do bloco principal se equilibra sobre pilotis metálicos revestidos de alumínio anodizado preto por 203 metros de comprimento. Após o incêndio acidental no terceiro andar do bloco principal, no ano de 1978, a configuração original do prédio foi alterada com a adição de duas torres de escadas e elevadores na fachada frontal, brises-soleil em lâminas e grandes painéis de vidro ao invés do antigo cobogó, além de varandas e peitoris de alvenaria na fachada posterior (voltada para o bloco térreo).

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (37)

"Fotografia colorida em formato retrato, representante digital consta manchas e riscos devido às ações do tempo. Registro de trabalhadores realizando a colocação de uma viga metálica na estrutura do que veio a ser o Brasília Palace Hotel, em fase inicial de obra. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, o qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. No registro, em primeiro plano, três operários: um operário com chapéu, camisa de manga longa dobrada na altura do cotovelo, auxilia com uma corda o erguimento de uma viga metálica feita por uma grua posicionada verticalmente por outro trabalhador dentro do veículo, com chapéu e roupas escuras. Os demais trajam roupas sociais, dois capacetes - auxiliam na sustentação de uma viga metálica. Uma grua, operada por um trabalhador, suspende uma extremidade da peça, enquanto operários, por meio de uma corda amarrada na mesma, equilibram a subida da peça que irá ser colocada por um quarto operário acima, sentado sobre uma das vigas já instalada na estrutura. No solo, ao fundo, outro operário - trajando uma camisa e boné claro - está em pé sobre o aglomerado de vigas no chão localizadas no quadrante esquerdo do registro, observando a atividade realizada. No quadrante superior, nas vigas em balanço, notam-se botas de outros dois trabalhadores sentados nas peças metálicas - na 1ª e 4ª da direita para a esquerda, com uso de equipamento precário de segurança. Ao fundo do contexto de obra, um homem de calças claras e camisa de manga longa escura, caminha pelo terreno com seu braço esquerdo levantado. O Cerrado - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Ao fundo, nota-se vegetação campestre do Cerrado (campo sujo), . Nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, montes de resíduos da obra e não havendo a presença de árvores ou gramíneas. O Brasília Palace Hotel foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada em 30/06/1958, servindo de hospedaria para Juscelino Kubitschek (1902-1976), servidores vindos de outros pontos do país, pioneiros, políticos e diplomatas na década de 60, além de visitantes da nova capital. se tornou cenário de grandes eventos, espaço de confraternização e convivência dos pioneiros, gente da alta sociedade, políticos e embaixadores. A estrutura do Palace foi uma inovação em relação às demais construções que ocorriam em Brasília à época, recebeu estrutura de aço revestida de concreto, conferindo uma agilidade construtiva. A maioria dessas estruturas de aço da construção de Brasília eram advindas dos Estados Unidos, mas, no caso do Palace, foram utilizadas 905 toneladas de aço proveniente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e trazidas pela ferrovia de Anápolis - GO.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (38)

"Fotografia colorida em formato paisagem da fachada do Brasília Palace Hotel em perspectiva, entre os anos de 1959-1960 em Brasília - DF. Representante digital contém riscos e pontos verdes. Vista da perpendicular entre o corredor de acesso ao segundo bloco do hotel e o painel de 3,18 x 34,74m de Athos Bulcão (1918-2008) de azulejos por um único padrão de peças, 11 x 11 cm, na cor azul (nº52 na escala cromática de Athos Bulcão) sobre um fundo branco voltado para o jardim externo. No jardim encontram-se 4 cupinzeiros e 3 mudas de árvores/arbustos sobre gramado plantado. O prédio do Palace Hotel, inaugurado em 30/6/1958 - mesmo dia do Palácio da Alvorada - foi projetado para ter três pavimentos de fachadas envidraçadas (parte posterior leste) e com cobogós (fachada frontal oeste), duas empenas cegas (fachadas sem aberturas - portas ou janelas) em mármore branco, com uma extensão de cobertura conectando a um segundo bloco menor - em formato de T - destinado às atividades sociais do conjunto, como restaurante e um salão de eventos. Toda estrutura do bloco principal se equilibra sobre pilotis metálicos revestidos de alumínio anodizado preto por 203 metros de comprimento. Após o incêndio acidental no terceiro andar do bloco principal, no ano de 1978, a configuração original do prédio foi alterada com a adição de duas torres de escadas e elevadores na fachada frontal, brises-soleil em lâminas e grandes painéis de vidro ao invés do antigo cobogó, além de varandas e peitoris de alvenaria na fachada posterior (voltada para o bloco térreo). O Brasília Palace Hotel foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada em 30/06/1958, servindo de hospedaria para Juscelino Kubitschek (1902-1976), servidores vindos de outros pontos do país, pioneiros, políticos e diplomatas na década de 60, além de visitantes da nova capital. se tornou cenário de grandes eventos, espaço de confraternização e convivência dos pioneiros, gente da alta sociedade, políticos e embaixadores. Em toda a sua história, hospedou desde importantes figuras políticas à celebridades, como: a Rainha Elizabeth II (1926-2022), Fidel Castro (1926-2016), Gisele Bündchen (1980-), Caetano Veloso (1942-) e Tom Jobim (1927-1994).
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.23 (3)

Fotografia colorida, espelhada e em formato paisagem registra Lago Paranoá com o Palácio da Alvorada (à direita) e Brasilia Palace Hotel (à esquerda) ao fundo. Em primeiro plano, o Lago Paranoá com o gramado às suas margens e um veículo no canto direito. O formato das seichas (ondulações em corpos de água confinados) na parte inferior da fotografia indica que ela foi tirada de algum tipo de veículo náutico. Em segundo plano, observa-se o Palácio da Alvorada à direita, o Palácio do Congresso Nacional em construção ao centro e o Brasilia Palace Hotel à esquerda. Ainda no mesmo plano, observa-se árvores nativas do Cerrado dispostas de forma esparsa. Em terceiro plano, há o horizonte ensolarado com muitas nuvens. O Palácio da Alvorada, obra de Oscar Niemeyer (1907-2012), foi o primeiro projeto a ser construído em Brasília, sendo a primeira edificação em alvenaria da cidade. O palácio foi inaugurado em 30 de junho de 1958 para ser a residência oficial do Presidente da República. A menção pretérita a existência de um lago na região do Lago Paranoá foi observada em 1894 no relatório da Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil (1892-1894) pelo botânico e naturalista Auguste François Marie Glaziou (1828-1906). Com a construção de Brasília, em 1959 o lago foi formado pelo fechamento da barragem do Rio Paranoá, represando as águas dos ribeirões Torto, Bananal, Gama e Riacho Fundo. Projetado por Niemeyer, o Brasília Palace Hotel foi inaugurado em 1958, sendo o primeiro empreendimento do Brasil a ser construído com vigas metálicas produzidas no próprio país. Conta com dois paineis de Athos Bulcão e a ideia era que o local deveria acolher, primeiramente, os profissionais que chegavam para a construção da capital. Contudo, acabou também servindo para que visitantes pudessem ver ao vivo a grandiosa construção de Juscelino Kubitschek (1902-1976). O Palácio do Congresso Nacional, projetado por Oscar Niemeyer, foi inaugurado juntamente com Brasília, em 21 de abril de 1960, e abriga a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. O edifício contém duas torres anexas de 28 andares: uma delas pertence à Câmara e a outra ao Senado. O local é reconhecido internacionalmente devido a sua arquitetura modernista. Dentre as suas funções, destaca-se a de ser local de manifestação política e representação democrática de deputados e senadores, de onde surgem as legislações federais.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.23 (6)

Fotografia preto e branco em formato paisagem registra Lago Paranoá com o Palácio da Alvorada ao fundo. Em primeiro plano, observa-se o Lago Paranoá e em segundo plano, gramado com o Palácio da Alvorada em um plano mais elevado e à direita o Brasília Palace Hotel. Em terceiro plano, observa-se o horizonte com muitas nuvens. A menção pretérita a existência de um lago na região do Lago Paranoá foi observada em 1894 no relatório da Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil (1892-1894) pelo botânico e naturalista Auguste François Marie Glaziou (1828-1906). Com a construção de Brasília, em 1959 o lago foi formado pelo fechamento da barragem do Rio Paranoá, represando as águas dos ribeirões Torto, Bananal, Gama e Riacho Fundo. O Palácio da Alvorada, obra de Oscar Niemeyer (1907-2012), foi o primeiro projeto a ser construído em Brasília, sendo a primeira edificação em alvenaria da cidade. O palácio foi inaugurado em 30 de junho de 1958 para ser a residência oficial do Presidente da República. Projetado por Niemeyer, o Brasília Palace Hotel foi inaugurado em 1958, sendo o primeiro empreendimento do Brasil a ser construído com vigas metálicas produzidas no próprio país. Conta com dois paineis de Athos Bulcão (1918-2008) e a ideia era que o local deveria acolher primeiramente, os profissionais que chegavam para a construção da capital. Contudo, acabou também servindo para que visitantes pudessem ver ao vivo a grandiosa construção de Juscelino Kubitschek (1902-1976).

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.26 (4)

Fotografia preto e branco em formato paisagem. Registro aéreo do lago Paranoá, com enfoque na Península Sul do Lago, região em que se encontram, ao fundo da imagem, o Palácio da Alvorada e o Brasília Palace Hotel, ambos inaugurados em 30 de junho de 1958. Em primeiro plano a lagoa do Jaburu, em sua margem o terreno desmatado e preparado para receber as obras do Palácio do Jaburu (projetado em 1973), sede residencial da vice-presidência da República. Os palácios e o hotel são projetos do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012). Ver as pastas B 2 e B 13.

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