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Descrição arquivística
Brasília Palace Hotel (Brasília, DF)
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NOV.B.13 (17)

Fotografia colorida em formato paisagem mostra parte da fachada principal do Brasília Palace Hotel, construído entre os anos de 1959-1960, em Brasília, DF. Observa-se que a intenção do fotógrafo foi capturar a vasta paisagem do Cerrado e o pitoresco céu azul e flocado com nuvens em contraste com a imponente obra de Oscar Niemeyer (1907-2012). O prédio, inaugurado em 30/6/1958 - mesmo dia do Palácio da Alvorada - foi projetado para ter três pavimentos com fachadas envidraçadas (parte posterior) e com cobogós (fachada frontal), e duas empenas cegas (fachadas sem aberturas - portas ou janelas) em mármore branco, com uma extensão de cobertura para um segundo bloco menor - em formato de T - destinado às atividades sociais do conjunto. Toda a estrutura do bloco principal se equilibra sobre pilotis metálicos revestidos de alumínio anodizado preto por 203 metros de comprimento. À penumbra do edifício, sobre o piso concretado, uma estrutura retangular e vertical, que parece ser de madeira, e em frente ao hotel há um gramado, incerto se plantado ou não. Ao fundo, a região onde passará o Lago Paranoá, local onde residiam parte dos trabalhadores da capital - a Vila Amaury - em uma vila precária de casas e comércios em madeira. Tal vila foi criada por Amaury Almeida, servidor da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), em 1957, como uma região temporária, pois aquela porção de terreno receberia as águas da barragem do Paranoá, com o intuito de promover lazer e conforto climático para Brasília. A remoção dos residentes foi compulsória, mas alguns resistiram à destruição da vila permanecendo até que o nível da água subisse, tendo seus pertences levados. Cely Nogueira, trabalhador da época, conta que seu pai foi um dos que resistiu à saída da Vila: 'Meu pai teimoso não queria sair. Ele não acreditava que a água ia subir. De repente, a água estava entrando dentro de casa. Eu me mudei com ele com a água dentro da casa porque ele não queria sair. Aquele que não queria sair, teve que sair forçado' (NOGUEIRA apud BASTOS, 2018).

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (21)

Fotografia colorida em formato paisagem da fachada do Brasília Palace Hotel em perspectiva, entre os anos de 1959-1960, em Brasília, DF. A representação digital contém manchas e pontos verdes. No terço inferior da imagem, há o terreno de terra seca batida na parte mais alta da implantação. O conjunto de dois blocos - principal e secundário - do Palace se estende transversalmente no primeiro e segundo terço da imagem (da esquerda para direita), demonstrando sua fachada leste de cobogós no bloco principal e, ao lado esquerdo, o segundo bloco térreo. O prédio, inaugurado em 30/6/1958 - mesmo dia do Palácio da Alvorada - foi projetado por Oscar Niemeyer (1907-2012) para ter três pavimentos de fachadas envidraçadas (parte posterior leste) e com cobogós (fachada frontal oeste) e duas empenas cegas (fachadas sem aberturas - portas ou janelas) em mármore branco, com uma extensão de cobertura para um segundo bloco menor - em formato de T - destinado às atividades sociais do conjunto. O menor bloco do Brasília Palace Hotel foi destinado aos eventos e atividades sociais de todo o conjunto. A laje em T trata-se de um saguão decorado com um mural de azulejos do artista Athos Bulcão (1918-2008) e delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. "Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas." Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso (AMORIM, 2007, p.118). O Brasília Palace Hotel tornou-se cenário de grandes eventos, espaço de confraternização e convivência dos pioneiros, gente da alta sociedade, políticos, embaixadores e dos servidores vindos de outros pontos do país, que se encontravam nos bailes e festas. Em 1978, foi inutilizado após um incêndio causado por uma cafeteira esquecida na tomada do terceiro andar, e sua reconstrução só foi concluída no ano de 2007, com a entrega da restauração das obras de autoria de Athos Bulcão (1918-2008). No canto direito, sobre o terreno de terra seca batida com uma árvore seca aparentemente morta, há 2 ônibus Mercedes amarelos, um caminhão branco com a carroceria virada para a câmera e pilhas de terra. Ao lado de uma destas pilhas, um operário anda em direção aos ônibus de transporte dos trabalhadores, enquanto um grupo de cerca de 15 operários se reúne atrás dos montes de terras. Próximo aos trabalhadores, uma estrutura branca cilíndrica e algumas estacas de madeira espalhadas pelo terreno. Escorado na fachada de cobogó, está um andaime metálico para apoio. Abaixo do prédio principal, entre os pilares, estão dois carros, um Ford F100 amarelo e uma Rural Willys. Do lado do bloco secundário térreo do Palace, um funcionário varre o piso da área social, debaixo da marquise. Nota-se a ocorrência de ação antrópica devido à área descampada, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, montes de resíduos da obra e não havendo a presença de árvores ou gramíneas, dada a diferença brusca do solo, onde se tem gramas e altera-se para um terreno de terra seca. Ao fundo, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (85)

Fotografia colorida no formato paisagem, retrata o interior do salão de festas do Brasília Palace Hotel, construído entre os anos de 1957 a 1960, em Brasília-DF.  O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil). Ocupando lugar de destaque ao lado esquerdo do salão um grande afresco de Athos Bulcão (1918-2008) feito em 1958 com as dimensões de 3,25m de altura e 26m de largura - uma pintura mural feita sobre alvenaria - composta por linhas finas brancas e formas abstratas nas cores branca e preta sobre um fundo azul (cor nº 55 na escala cromática de Athos Bulcão). Ao fundo, no limite da fotografia - lado direito - sobre uma peça de tapeçaria, vê-se duas poltrona branca, um sofá amarelo de quatro lugares, uma mesinha branca na lateral com um telefone de disco e outra ao centro. No centro da fotografia, outro grupo de mobiliários contendo duas poltronas brancas, um sofá amarelo de quatro lugares e uma mesinha ao centro sobre uma peça de tapeçaria que delimita os espaços de convivência. Do lado esquerdo da imagem uma escadaria de seis degraus revestidos de mármore carrara, conduz a um mezanino que contém uma poltrona vermelha Womb Chair, projetadas em 1948 por Eero Saarinen (1910- 1961) sobre uma peça de tapeçaria. Na passagem no limite da imagem do lado esquerdo há uma poltrona Bardi’s Bowl, projetada em 1951 por Lina Bo Bardi (1914-1992) com uma parede feita de grandes placas de vidro e esquadrias de alumínio. Piso flutuante de madeira se estende por toda a extensão do piso inferior do salão exceto no centro da imagem - na base do mezanino - onde há um recorte paisagístico com jardim de plantas ornamentais. No forro, sete placas com materiais reflexiveis destoam das demais. O edifício foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada  em 30/06/1958, o Brasília Palace Hotel, foi um habitual ponto de encontro para os pioneiros, políticos e diplomatas na década de 60, além de hospedar os visitantes da nova capital. Em 1978, foi inutilizado após um incêndio causado por uma cafeteira esquecida na tomada, sua reconstrução foi concluída no ano de 2007, com a entrega da restauração das obras de autoria de Athos Bulcão (1918-2008)

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (108)

Fotografia preta e branca em formato paisagem, registra o interior do salão de eventos do Brasília Palace Hotel (BPH), construído entre os anos de 1957 a 1960, em Brasília-DF. O hotel tem 13.562 m² de área construída, contava com 180 apartamentos e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento. Foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, o qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. A fotografia foca em capturar um grupo de pessoas (cerca de 15 pessoas) com a predominância de homens no salão de festas do hotel. Todo estão sentados em uma mesa única no formato de “U”, sobre a mesa há a disposição de xícaras, açucareiros, biscoitos e torradas, no centro um funcionario servindo. Ao fundo, uma parede com cobogós e ao lado direito outra parede com painel de madeira ripada. O edifício foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada em 30/06/1958, o BPH se tornou cenário de grandes eventos, espaço de confraternização e convivência dos pioneiros, gente da alta sociedade, políticos, embaixadores e dos servidores vindos de outros pontos do país, que se encontravam nos bailes e festas. Em toda a sua história, hospedou desde importantes figuras políticas à celebridades, como: a Rainha Elizabeth II (1926-2022), Fidel Castro (1926-2016), Gisele Bündchen (1980-), Caetano Veloso (1942-) e Tom Jobim (1927-1994). Em 1978, foi inutilizado após um incêndio causado por uma cafeteira esquecida na tomada do terceiro andar e sua reconstrução só foi concluída no ano de 2007, com a entrega da restauração das obras de autoria de Athos Bulcão (1918-2008).

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NOV.B.13 (110)

Fotografia em preto e branco no formato retrato. Registro externo do Brasília Palace Hotel (ou Hotel de Turismo), entre os anos de 1956-1960 em Brasília-DF. Representante digital contém uma mancha escurecida no canto superior esquerdo e alguns pontos esbranquiçados na imagem. Vê-se o estágio inicial de obras onde o Palace Hotel ainda recebe suas estruturas e vedações (paredes), bem como é rodeado por andaimes em madeira. É visível que a estrutura do bloco anexo em formato de T já está com seu lajeamento pronto, com algumas escoras realizando o apoio. Montes de terra, areia e outros materiais da obra estão distribuídos pelo canteiro. O hotel tem 13.562 m² de área construída, contava com 180 apartamentos e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento. Foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, o qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. O BPH foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada em 30/06/1958, servindo de hospedaria para Juscelino Kubitschek (1902-1976), servidores vindos de outros pontos do país, pioneiros, políticos e diplomatas na década de 60, além de visitantes da nova capital. se tornou cenário de grandes eventos, espaço de confraternização e convivência dos pioneiros, gente da alta sociedade, políticos e embaixadores. Em toda a sua história, hospedou desde importantes figuras políticas à celebridades, como: a Rainha Elizabeth II (1926-2022), Fidel Castro (1926-2016), Gisele Bündchen (1980-), Caetano Veloso (1942-) e Tom Jobim (1927-1994).

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (111)

Fotografia em preto e branco no formato retrato. Registro externo do Brasília Palace Hotel (ou Hotel de Turismo), entre os anos de 1956-1960 em Brasília-DF. Vê-se o estágio inicial de obras onde o Palace Hotel ainda recebe suas estruturas e vedações (paredes), bem como é rodeado por andaimes em madeira. Vista do lado leste, fachada que veio a receber as janelas e a visão do bloco anexo em formato de T. O bloco anexo abriga o restaurante e o salão de eventos e é visto no centro direito da imagem com seu lajeamento em execução, recebendo escoras para apoio da estrutura em cura de concreto. Entre os materiais de construção no canteiro de obras estão três operários: em primeiro plano está um trabalhador de chapéu, camisa de manga e calças escuras; no plano seguinte, abaixo dos andaimes de madeira, outro trabalhador parece estar virado na direção do fotógrafo, usando chapéu e carregando um objeto frente ao corpo; em um plano atrás está um trabalhador de camisa de manga longa clara e chapéu claro, também virado na direção da câmera. Acima do terreno, sobre uma pilha de materiais, há outros dois trabalhadores, sendo um mais visível, utilizando camisa clara, chapéu e calça bege. O hotel tem 13.562 m² de área construída, contava com 180 apartamentos e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento. Foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, o qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. O BPH foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada em 30/06/1958, servindo de hospedaria para Juscelino Kubitschek (1902-1976), servidores vindos de outros pontos do país, pioneiros, políticos e diplomatas na década de 60, além de visitantes da nova capital. se tornou cenário de grandes eventos, espaço de confraternização e convivência dos pioneiros, gente da alta sociedade, políticos e embaixadores. Em toda a sua história, hospedou desde importantes figuras políticas à celebridades, como: a Rainha Elizabeth II (1926-2022), Fidel Castro (1926-2016), Gisele Bündchen (1980-), Caetano Veloso (1942-) e Tom Jobim (1927-1994).

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NOV.B.13 (112)

"Fotografia em preto e branco no formato paisagem. Registro de uma instalação de apoio do Brasília Palace Hotel (ou Hotel de Turismo), entre os anos de 1956-1960 em Brasília-DF. Vê-se uma construção de telhado de uma água (uma queda) em madeira, com pequenas aberturas para ventilação e algumas chapas metálicas no seu invólucro. Os alojamentos maiores eram destinados às casas profissionais com família, alojamentos de serventes sem família. As menores, administração, açougue, cantina, armazém, farmácia, enfermaria, etc. “Além de terem a função de prover residência para os trabalhadores, incluem também outros equipamentos ligados à reprodução da vida no território da construção, tais como, cantina, posto de saúde, armazém, etc.” (RIBEIRO, p. 130, 2008). Na parte inferior da imagem nota-se vegetação rala devido a intervenção humana e no canto esquerdo faixa de vegetação do Cerrado, sendo possível identificar copas de árvores (fitofisionomia não identificada).
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NOV.B.13 (114)

"Fotografia em preto e branco no formato paisagem. Registro externo do Brasília Palace Hotel (ou Hotel de Turismo), entre os anos de 1956-1960 em Brasília-DF. Vista do lado leste, fachada que veio a receber as janelas e a visão do bloco anexo em formato de T. O bloco anexo abriga o restaurante e o salão de eventos e é visto no primeiro plano da fotografia com seu lajeamento em execução. Ao limite direito da fotografia está uma torre de andaime com alguns materiais da obra abaixo. Ao fundo da construção, no canto esquerdo, nota-se vegetação do Cerrado, sendo possível identificar copas de árvores de médio e grande prote (fitofisionomia não identificada). O projeto do Hotel Nacional foi feito por Nauro Esteves (1923-2007), colaborador de Oscar Niemeyer (1907-2012) na NOVACAP e a execução de todo o complexo com 43,4 mil m² de área construída com seus 347 apartamentos foi designada para a construtora Pacheco Fernandes Dantas S.A com design de interiores da empresa Decorações Wolko Ltda. A construção do hotel teve início em 1/1960 e foi inaugurado em 1961, recebendo figuras ilustres como a Rainha Elizabeth II (1926-2022) e o Príncipe Phillip (1921-2021), presidentes dos EUA Jimmy Carter (1924-) e Ronald Reagan (1911-2004), o presidente francês Charles de Gaulle (1890-1970), a primeira-ministra da Índia, Indira Gandhi (1917-1984), os cosmonautas soviéticos Pavel Romanovich Popovich (1930-2009) e Andrian Nikolayev (1929-2004), e artistas como Roberto Carlos (1941-), Fernanda Montenegro (1929-), John Travolta (1954) e Catherine Deneuve (1943) já assinaram o Livro de Ouro de visitantes do hotel.
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NOV.B.13 (5)

Fotografia espelhada, colorida em formato paisagem. Vista aérea de toda a extensão construtiva da fachada leste do Brasília Palace Hotel em fase avançada de construção. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), sob a direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, e foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Nota-se a presença de andaimes feitos em madeira, caracterizando o início da etapa construtiva da concretagem, lajeamento e colocação dos elementos vazados na fachada. Atrás do edifício, encontram-se aglomerados de instalações para o auxílio construtivo dentro do canteiro de obras e uma torre d’água à esquerda, interligadas às estradas de acesso ainda não pavimentadas no entorno do hotel. À frente do hotel, tem-se um campo de futebol de terra batida, possivelmente destinado aos operários durante os momentos de ócio da empreitada. A ampla vegetação contextualiza o ambiente - até então pouco habitado, devido aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Torna-se nítida a presença do Cerrado, onde ao redor do hotel há vegetação campestre do Cerrado (campo sujo), e no horizonte observa-se trechos de vegetação campestre (campo sujo) e trechos com maior densidade de árvores. No terreno de implantação do Brasília Palace Hotel e no quadrante superior esquerdo do registro, nota-se a ocorrência de ação antrópica devido à área descampada, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, não havendo a presença de árvores ou gramíneas. Havendo também a presença de prováveis agrupamentos residenciais para os trabalhadores. No quadrante superior, transpassando o registro, há a passagem de um possível afluente do Rio Paranoá, composto de mata de galeria e vários buritis (Mauritia flexuosa) ao longo do seu percurso. Na esquerda da fotografia, um aparente detalhe da porta - provavelmente de um helicóptero - que sobrevoava o terreno para registrar a construção. Imagens complementares podem ser encontradas nos grupos\maços: nov-d-4-4-b-1;

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NOV.B.13 (26)

Fotografia colorida em formato paisagem da fachada do Brasília Palace Hotel em perspectiva, entre os anos de 1959-1960 em Brasília, DF. A posição do fotógrafo e o enquadramento da imagem capturam toda a extensão transversal da longa fachada leste do conjunto do Brasília Palace, enquadrando a fachada envidraçada do bloco principal e o bloco térreo. Atrás do bloco térreo, há uma torre de caixa d’água e, à direita da fachada circunflexa do salão, a vegetação campestre do Cerrado (campo sujo) e uma edificação simples ao fundo, no limite da fotografia à esquerda. Abaixo do bloco principal, seis carros estão estacionados, dentre eles um Jeep Willys. No terço inferior da imagem, pode-se ver que o terreno ainda está exposto, recebendo futuramente pavimentação e gramado. O prédio do Palace Hotel, inaugurado em 30/6/1958 - mesmo dia do Palácio da Alvorada - foi projetado para ter três pavimentos de fachadas envidraçadas (parte posterior leste) e com cobogós (fachada frontal oeste) e duas empenas cegas (fachadas sem aberturas - portas ou janelas) em mármore branco, com uma extensão de cobertura para um segundo bloco menor - em formato de T - destinado às atividades sociais do conjunto, como o restaurante e o salão de eventos. Toda a estrutura do bloco principal se equilibra sobre pilotis metálicos revestidos de alumínio anodizado preto por 203 metros de comprimento. Atrás do primeiro pilar direito do bloco principal, à esquerda, um transeunte - de calça escura e camisa clara. O menor bloco do Brasília Palace Hotel foi destinado aos eventos e atividades sociais de todo o conjunto, a laje em T trata-se de um saguão decorado com um mural de azulejos do artista Athos Bulcão (1918-2008) e delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. 'Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.' Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118). O Brasília Palace Hotel tornou-se cenário de grandes eventos, espaço de confraternização e convivência dos pioneiros, gente da alta sociedade, políticos, embaixadores e dos servidores vindos de outros pontos do país, que se encontravam nos bailes e festas. Em 1978, foi inutilizado após um incêndio causado por uma cafeteira esquecida na tomada do terceiro andar e sua reconstrução só foi concluída no ano de 2007, com a entrega da restauração das obras de autoria de Athos Bulcão (1918-2008). Nota-se a ocorrência de ação antrópica devido à área descampada, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, montes de resíduos da obra e não havendo a presença de árvores ou gramíneas, dada a diferença brusca do solo, onde se tem gramas e altera-se para um terreno de terra seca. No horizonte, a vegetação do Cerrado se estende com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico.

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