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Descrição arquivística
Brasília Palace Hotel (Brasília, DF)
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NOV.B.13 (47)

Fotografia em preta e branco no formato paisagem, retrata três homens no interior do salão de festas do Brasília Palace Hotel, construído entre os anos de 1957 a 1960, em Brasília-DF, com fotografia retirada na data de 24/03/1958. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil). Em primeiro plano três homens de pele branca estão em uma roda de discussão, - da esquerda para a direita: o primeiro veste uma camisa social quadriculada de mangas curtas e segura na mão direita uma prancha arquitetônica juntamente a um lápis entre os dedos indicador e médio; o segundo, no centro, veste uma camiseta preta e segura uma bolsa em seu ombro esquerdo, no mesmo braço um relógio no pulso e um anel em seu dedo anelar; o terceiro, à direita da fotografia, veste uma camisa social de mangas longas dobradas na altura dos cotovelos, no bolso do lado esquerdo tem uma caneta, nas mãos uma folha de papel e em sua boca um cigarro. Ao fundo, do lado esquerdo, nota-se a parede de placas de vidro e esquadrias de alumínio, no centro, o mezanino e do lado direito o que veio a ser o grande afresco de Athos Bulcão (1918-2008) feito em 1958 com as dimensões de 3,25m de altura e 26m de largura, uma pintura mural feita sobre alvenaria. O edifício foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada  em 30/06/1958, o Brasília Palace Hotel se tornou cenário de grandes eventos, espaço de confraternização e convivência dos pioneiros, gente da alta sociedade, políticos, embaixadores. Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (51)

Fotografia em preto e branco no formato paisagem da fachada do Brasília Palace Hotel em perspectiva, entre os anos de 1957-1960 em Brasília - DF, com fotografia retirada em 30/08/1958. Vista transversal da fachada frontal do hotel e, ao lado, a forte movimentação de operários e maquinários no canteiro de obras. Da esquerda para a direita: aproximadamente 17 trabalhadores se distribuem em volta do trator, estando três - em primeiro plano - revolvendo a pilha de terra à frente; ao lado, um grupo de 6 trabalhadores, estando 4 posicionados em duplas paralelas a uma espécie de carriola e dois ao chão - um sentado e um de pé, ambos com chapéu - conversam entre si; atrás deste grupo, dois operários caminham entre os materiais de obra; entre os pilares do edifício, um grande maquinário, pilhas de materiais de obra e um trabalhador. À frente do grande bloco, um carretel de madeira. Atrás do mesmo bloco, notam-se mais pilhas de brita e terra debaixo da marquise do segundo bloco térreo. Ao fundo, três instalações de apoio aos operários. Um andaime de madeira ainda permanece em parte da fachada frontal com 3 trabalhadores executando ajustes no cobogó, aparentemente sem quaisquer equipamentos de segurança, a não ser pelo capacete que apenas um deles utiliza. No período da construção de Brasília os acidentes de trabalho eram comuns devido à ausência ou limitação de equipamentos de proteção essenciais fornecidos, além de serem escondidos os relatos das manchetes e jornais. É possível ver que, por mais que possuíam capacetes, os operários não tinham cordas, mosquetões ou apoios que o mantivessem presos à estrutura naquela altura. Como relatado em áudios transcritos de trabalhadores da época: ...“Você parava por ali assim, e dava uma olhada na Esplanada dos Ministérios, sempre à tardezinha, à noite. Meu Deus do céu! Parecia fogos de artifício. Era o cidadão trabalhando, peão, gente caindo, muita gente morrendo. Não cuidava muito da segurança, tinha que fazer. E foi fazendo.” (DE FARIA, 1989 apud VIDESOTT, 2009). A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Torna-se nítido a presença do Cerrado, que se estende pelo horizonte. Na terço inferior do registro,  nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada destinada a locação do edifício, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra. Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (60)

Fotografia em preto e branco, retirado em 06/08/1958 em Brasília - DF. Representante digital contém riscos e pontos esbranquiçados. No formato paisagem da vista aérea de um agrupamento residencial destinado aos operários candangos durante o processo de construção de Brasília. Registro retrata o contexto de vida dos operários, as residências são caracterizadas por um volume alongado, portas e telhado em duas quedas - se sobressai em relação a fachada de entrada, fornecendo uma pequena marquise para circulação. No quadrante inferior direito, depositados ao solo nas proximidades do acampamento, aglomerados de materiais - tapumes, tábuas, e telhas cerâmicas. Na porção inferior do registro, acima das residências, pequenas estruturas de madeira cobertas, provavelmente destinadas ao uso sanitário dos trabalhadores. Os alojamentos maiores eram destinados às casas profissionais com família, alojamentos de serventes sem família. As menores, administração, açougue, cantina, armazém, farmácia, enfermaria, etc. “Além de terem a função de prover residência para os trabalhadores, incluem também outros equipamentos ligados à reprodução da vida no território da construção, tais como, cantina, posto de saúde, armazém, etc.” (RIBEIRO, p. 130, 2008).  No quadrante inferior esquerdo, há a presença de três homens, onde, da esquerda para a direita, um parado está saindo de uma da instalação, outro está parado à esquerda de uma das estruturas. Enquanto o terceiro, está para a frente da mesma. Ao centro do agrupamento, uma caminhonete - responsável pela carga e descarga dos materiais ao canteiro de obra. No quadrante inferior direito, ao centro do registro, uma estrada de terra transpassa parte da imagem, nota-se a presença de outro acampamento, por sua vez, aparenta estar em um contexto precário. Além de serem menores, apresentam um desordenamento de sua organização. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Logo atrás do hotel, nota-se vegetação campestre do Cerrado (campo sujo) e no horizonte, a vegetação do Cerrado se estende com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. Percebe-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, não havendo a presença de árvores ou gramíneas. Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (63)

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem, retirada em 03/02/1958 em Brasília - DF. Vista aérea das fachadas voltadas para sul e leste do Brasília Palace Hotel em fase final de obra, foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro de toda a extensão construtiva do edifício no terreno, caracterizado por sua lâmina orientada no eixo norte-sul (AMORIM, 2007, p.118). Nota-se a disposição de andaimes feitos em madeira nas fachadas, caracterizando o início da etapa construtiva da concretagem e lajeamento. Na fachada leste do edifício, ao térreo, identificado pela laje em T onde que veio a ser delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118). Próximo ao hotel - nas orientações leste e oeste, instalações de apoio (21) - estruturadas em madeira, e telhado de duas quedas - destinadas para depósito e preparo de materiais e, à esquerda, uma torre d’água. Voltado para a empena cega (fachadas sem aberturas - portas ou janelas) norte, 10 alojamentos para trabalhadores, localizam-se próximo a uma estrada de terra onde, atualmente se encontra o Lago Paranoá. O Lago Paranoá só foi totalmente preenchido com sequência de chuvas do ano de 1961 e o lago artificial surgiu, e então Juscelino Kubitschek (1902-1961)  se deu o prazer de mandar ao Corção (Gustavo, torcia contra, articulista de O Globo e filósofo) o telegrama com duas palavras mais do que suficientes: ‘Encheu, viu?” (ESNAL, 2015, p. 42). Delimitações das proximidades do hotel e estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso não pavimentados no entorno do hotel no período de obras. Percebe-se a presença de diversos trabalhadores transitando nas proximidades das instalações e do hotel. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. No horizonte, a vegetação do Cerrado se estende com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores, sendo que na parte inferior da imagem nota-se vegetação com aspecto ralo devido a intervenção humana. Nota-se a ocorrência de ação antrópica devido às áreas descampadas, sem a presença de árvores e gramíneas em algumas porções, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, montes de resíduos da obra e não havendo a presença de árvores ou gramíneas, dada a diferença brusca do solo, onde se tem gramas e altera-se para um terreno de terra seca. 

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (101)

Fotografia colorida no formato paisagem da fachada do Brasília Palace Hotel em perspectiva, retirada em 1958 em Brasília - DF. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Vista perpendicular da fachada oeste do bloco principal, permeada por cobogós. Futuramente o Hotel recebeu 15 aberturas (janelas com duas bandeiras fixas e duas folhas pivotantes) na fachada oeste, sendo fileiras de 3 esquadrias desalinhadas, Representante digital contém riscos e pontos verdes. Observa-se que o posicionamento do fotógrafo e o enquadramento da imagem capturam a extensão transversal da longa fachada frontal do conjunto do Brasília Palace, enquadrando a fachada de cobogós do bloco principal e o bloco térreo atrás. Pela movimentação e quantidade de pessoas, percebe-se que ocorre um evento no hotel. Da esquerda para à direita: um grupo de aproximadamente 4 operários estão encostados em um veículo de cor azulada e vestem roupas mais casuais - calças jeans, camisas claras; adiante, um homem de camisa azul e calças escuras se agacha ao lado de um poste de energia elétrica, e em frente há uma árvore de médio porte; atrás deste, uma espécie de placa, um poste e outra pessoa de vestes claras ao lado; em um plano mais à frente, ao que parece, uma criança se locomove sobre a terra seca batida; ao lado e um plano mais atrás, um grupo de 6 homens estão debaixo da cobertura do bloco térreo; dando seguimento à linha de observação, mais pessoas estão distribuídas entre o bloco secundário e os pilares do bloco principal; abaixo do bloco de 3 pavimentos, um caminhão azul e alguns carros estacionados entre os pilares, bem como uma mulher de longo vestido avermelhado, 2 homens sob o sol e 4 agrupamentos de pessoas próximas ao edifício; perto da instalação pequena de apoio ao canteiro, 3 homens de vestes azuis conversam; ao fundo, após a instalação de apoio, aproximadamente 5 carros estão estacionados - entre eles Fuscas e Jeep Willys - com algumas pessoas de trajes mais formais saindo da região de estacionamento; por último, no plano à frente do estacionamento, um homem de camisa listrada e calças azuis anda de bicicleta no terreno de terra seca. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que é a península do Lago Paranoá já preenchida (paralelo com foto 31). Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (68)

Fotografia em preto e branco, em formato paisagem, representante digital consta manchas e riscos devido às ações do tempo. Registro de duas gruas auxiliando a colocação de vigas metálicas na estrutura do que veio a ser o Brasília Palace Hotel em fase inicial de obra. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. No registro, duas gruas - da fabricante Bucyrus Erie Co., fornecida pela construtora Coenge S.A. - posicionadas diagonalmente para o hotel, operadas por trabalhadores, que auxiliam na sustentação das vigas metálicas destinadas à montagem do esqueleto estrutural do Brasília Palace Hotel. No solo ao redor do hotel, peças metálicas aglomeradas. A estrutura do Palace foi uma inovação em relação às demais construções que ocorriam em Brasília à época, recebeu estrutura de aço revestida de concreto, conferindo uma agilidade construtiva. A maioria dessas estruturas de aço da construção de Brasília eram advindas dos Estados Unidos, mas, no caso do Palace, foram utilizadas 905 toneladas de aço proveniente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e trazidas pela ferrovia de Anápolis - GO. Entre estas, um trabalhador - trajando roupas sociais, camisa clara, calça marrom, luvas e chapéu, enquanto segura uma corda. Ao fundo do contexto de obra, o Cerrado - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Ao fundo, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte. Nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, montes de resíduos da obra e não havendo a presença de árvores ou gramíneas. 

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (90)

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem, representante digital consta manchas e riscos devido às ações do tempo, marcas de adesivos em sua extremidade, e no canto superior esquerdo, o número 2 escrito. Vista térrea registra o processo de montagem estrutural das peças metálicas do que veio a ser o Brasília Palace Hotel, em fase inicial de obra. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro da perspectiva térrea da estrutura do edifício implantado. Ao centro do registro, direcionada para a orientação oeste, uma grua - posicionada diagonalmente ao topo das vigas que estruturam a laje do Brasília Palace Hotel. Há a presença de operários (7) - trajando roupas sociais e chapéu -, onde, da esquerda para a direita, um operário caminha sobre a extremidade do esqueleto estrutural. Outros quatro encontram-se no solo de terra próximos a grua - da fabricante Bucyrus Erie Co., fornecida pela construtora Coenge S.A. -, enquanto outro está em cima do maquinário, aparentemente, operando-o. Na extremidade superior direita da estrutura, outro operário se equilibra sobre as vigas. Nas duas extremidades do registro, ao lado dos pilares metálicos, montes de peças metálicas depositadas ao solo.  Do lado direito da imagem, fora das delimitações do esqueleto depositado, na base da fachada leste, um montante de agregado - possivelmente areia. Do lado esquerdo da imagem, nas delimitações das proximidades do hotel, as estradas ainda em terra batida, evidenciam os percursos de acesso não pavimentados no entorno do hotel no período de obras. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Ao fundo, a vegetação campestre do Cerrado (campo sujo). Nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, não havendo a presença de árvores ou gramíneas.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (91)

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem, representante digital consta manchas e riscos devido às ações do tempo, marcas de adesivos em sua extremidade. Vista aérea da fachada leste do Brasília Palace Hotel em fase final de obra, foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro de parte da extensão construtiva do edifício no terreno, caracterizado por sua lâmina orientada no eixo norte-sul (AMORIM, 2007, p.118). Na fachada leste, nota-se a presença de andaimes feitos em madeira, caracterizando o início da etapa construtiva da concretagem e lajeamento, e escadas de madeira para o acesso dos operários ao pavimento superior. Ao redor do edifício, a leste deste, uma torre d’água à esquerda, e agrupamentos de materiais. Delimitações das proximidades do hotel e estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso não pavimentados no entorno do hotel no período de obras. Na porção direita do registro, aproximadamente 20 operários - trajando roupas sociais e chapéu - exercem diversas funções no processo de obra. Sobre a laje da passagem para o saguão, da esquerda para a direita, dez trabalhadores manuseiam materiais - aparentam ser tábuas - e fazem o uso de uma mesa para corte. No pavimento superior, 10 trabalhadores transitam sobre a laje ainda em fase de acabamento. Na cobertura do hotel, três trabalhadores observam o cenário da obra. No período da construção de Brasília os acidentes de trabalho eram comuns devido à ausência ou limitação de equipamentos de proteção essenciais fornecidos, além de serem escondidos os relatos das manchetes e jornais. É possível ver que, por mais que possuíam capacetes, os operários não tinham cordas, mosquetões ou apoios que o mantivessem presos à estrutura naquela altura. Na porção inferior do registro, no corredor térreo de acesso ao terraço do restaurante, dois trabalhadores empunham martelos e fazem a colocação de uma tábua para auxílio da sustentação da laje. A laje em T, onde hoje encontra-se o saguão decorado de pintura sobre alvenaria do artista Athos Bulcão (1918-2008), e delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118). Ao fundo, atrás das construções, nota-se vegetação campestre do Cerrado (campo sujo).

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (92)

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem, representante digital consta marcas de adesivo e riscos. Vista térreo da composição leste e norte, evidencia a fachada cega norte e a laje sobre pilotis - em fase inicial de obra - do que veio a ser o saguão, e o próprio Brasília Palace Hotel. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. No registro, parte da extensão construtiva do edifício no terreno, localizado ao térreo da fachada leste. Nota-se a estruturação do terraço que veio a ser o restaurante - ainda em processo obra -, caracterizado pela laje em T onde hoje, encontra-se o saguão decorado de pintura sobre alvenaria  do artista Athos Bulcão (1918-2008), e delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118). Ao redor do hotel, nota-se a presença de montes de materiais dispostos ao solo - tijolos, tábuas e areia. A frente do corredor do segundo bloco térreo, um grupo de operários se reunem. Percebe-se as delimitações nas proximidades do hotel, estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso não pavimentados. No terço inferior da imagem pode-se ver que o terreno ainda está exposto, recebendo futuramente uma pavimentação, gramado e paisagismo.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (95)

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem. Representante digital consta de manchas e riscos. Vista térrea da fachada leste do Brasília Palace Hotel em fase de obra. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro de parte da extensão construtiva do edifício no terreno, caracterizado por sua lâmina orientada no eixo norte-sul (AMORIM, 2007, p.118). Na fachada do hotel, nota-se a presença de andaimes feitos em madeira, caracterizando o início da etapa construtiva da concretagem e lajeamento. No plano inferior central, ao térreo da fachada leste, nota-se a estruturação do terraço do que veio a ser o restaurante - ainda em processo obra -, caracterizado pela laje em T onde hoje, encontra-se o saguão decorado de pintura sobre alvenaria  do artista Athos Bulcão (1918-2008), e delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118). A frente da laje sobre pilotis do saguão, observa-se a presença de uma caminhonete - responsável pela carga e descarga dos materiais no canteiro de obra -, e atrás deste, montes de materiais - aparentando ser areia. Abaixo da marquise, à direita, dois tanques. Nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada destinada a locação do edifício, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra. Na parte inferior, nota-se rebrotas de gramíneas, arbustos e árvores do Cerrado, indicando remoção recente da vegetação.

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