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Descrição arquivística
Oscar Niemeyer Brasília Palace Hotel (Brasília, DF)
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NOV.B.13 (67)

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem. Representante digital está superexposta constando manchas e riscos esbranquiçados. Vista aérea das fachadas voltadas para oeste e sul do Brasília Palace Hotel em fase final de obra, foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro de toda a extensão construtiva do edifício no terreno, caracterizado por sua lâmina orientada no eixo norte-sul (AMORIM, 2007, p.118). Nota-se a disposição de andaimes feitos em madeira nas fachadas, caracterizando o início da etapa construtiva da concretagem e lajeamento. Próximo ao hotel - nas orientações leste e oeste, alojamentos (21) - estruturados em madeira, e telhado de duas quedas - destinados para depósito e preparo de materiais e, à direita do registro, uma torre d’água. Delimitações das proximidades do hotel e estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso não pavimentados no entorno do hotel no período de obras. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Ao redor do hotel, a vegetação se encontra com aspecto ralo devido a intervenção humana e ao fundo, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte, com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. Nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada destinada a locação do edifício, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra. Autor da fotografia: Carlos

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (69)

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem. Vista aérea da composição leste, evidencia a laje sobre pilotis - em fase de obra - do que veio a ser o saguão do Brasília Palace Hotel. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. No plano central, parte da extensão construtiva do edifício no terreno, onde localiza-se a estruturação do terraço que veio a ser o restaurante - em processo obra -, caracterizado pela laje em T a qual hoje, encontra-se o saguão decorado de pintura sobre alvenaria  do artista Athos Bulcão (1918-2008), delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118). Abaixo da laje sobre pilotis do saguão, nota-se a presença de montes de materiais - peças metálicas, vergalhões e mesas de trabalho destinados ao processo de obra do hotel. Dos dois lados do terraço, agrupamentos de terra dispostos ao solo. Na porção esquerda do registro, trabalhadores (5) transitam e conversam durante o processo de obra do hotel. Percebe-se as delimitações nas proximidades do hotel, estradas em terra batida evidenciam os percursos de acesso ainda não pavimentados. Transpassando o registro, nota-se a presença de postes de energia em madeira, feitos de forma improvisada. É visível o uso de maquinário para retirada e planificação de terra, montes de resíduos da obra e não havendo a presença de árvores ou gramíneas. No canto esquerdo, atrás das construções nota-se copa de árvores nativas do Cerrado (espécie não identificada).

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NOV.B.13 (94)

Fotografia em preto e branco, no formato retrato, representante digital consta marcas de adesivo, e riscos. Vista térrea registra a fachada cega norte, durante o processo de montagem das peças metálicas do esqueleto estrutural do veio a ser o Brasília Palace Hotel, em fase inicial de obra. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro da perspectiva térrea da estrutura do edifício implantado ao contexto topográfico, considerando os planos horizontais de cada pavimento, caracterizado por sua lâmina orientada no eixo norte-sul (AMORIM, 2007, p.118). Em primeiro plano, uma das fachadas cegas (norte) do edifício. Na base do esqueleto estrutural, ao lado da fundação, uma caminhonete estacionada com a caçamba aberta aparentando seu descarregamento. Um trabalhador mais a frente da caminhonete, está parado - trajando roupas sociais claras e chapéu - empunha o que aparenta ser um bastão e um saco, enquanto observa o ambiente de obra. Na porção direita do registro, uma grua posicionada diagonalmente ao topo do Brasília Palace Hotel, enquanto fornece o apoio para a sustentação das peças metálicas. Ao fundo da estrutura do edifício, na fachada leste, à esquerda do registro, parte do corredor térreo de acesso ao terraço do restaurante, caracterizado pela laje em T onde hoje encontra-se o saguão decorado de pintura sobre alvenaria  do artista Athos Bulcão (1918-2008), e delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118).

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NOV.B.13 (98)

Fotografia em preto e branco, no formato retrato. Vista térrea registra uma das fachadas cegas em nível de detalhamento - com as peças de mármore colocadas - do Brasília Palace Hotel em fase avançada de obra. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro de parte da extensão construtiva do edifício, nota-se a presença de andaimes feitos em madeira. Em primeiro plano, uma escada de madeira disposta na fachada cega para auxiliar o acesso dos operários até a cobertura do edifício. Há manchas decorrente da umidade na parte superior, onde é perceptível a etapa de aplicação dos revestimentos e cobogós. O edifício foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada em 30/06/1958, o Brasília Palace Hotel, foi projetado para ter três pavimentos de fachadas envidraçadas (parte posterior) e com cobogós (fachada frontal) e duas empenas cegas (fachadas sem aberturas - portas ou janelas) em mármore branco, com uma extensão de cobertura para um segundo bloco menor - em formato de T - destinado às atividades sociais do conjunto como o restaurante e o salão de eventos. O local foi um habitual ponto de encontro para os pioneiros, políticos e diplomatas na década de 60, além de hospedar os visitantes da nova capital. Em 1978, foi inutilizado após um incêndio causado por uma cafeteira esquecida na tomada, sua reconstrução foi concluída no ano de 2007, com a entrega da restauração das obras de autoria de Athos Bulcão.

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NOV.B.13 (48)

Fotografia em preta e branco no formato paisagem, retrata oito homens no cenário de obra do Brasília Palace Hotel, construído entre os anos de 1957 a 1960, em Brasília-DF, com fotografia retirada na data de 24/03/1958. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil). Em primeiro plano, quatro homens formam um círculo enquanto observam um outro abaixado no centro. O primeiro homem, à esquerda, veste roupas sociais - camisa com mangas dobradas na altura dos cotovelos, calça comprida com um papel no bolso traseiro do lado direito e botas - tem um cigarro na boca e na mão direita, uma prancha dobrada -. Do lado direito, levemente encurvado para frente, o segundo homem também veste roupas sociais - camisa de mangas longas dobradas na altura dos cotovelos e calça comprida com um papel no bolso traseiro do lado direito. Agachado no centro da roda, o terceiro homem tem roupas sujas decorrentes da obra e porta uma camisa social de mangas longas, calças compridas com um cinto utilitário para armazenamento de ferramentas. No terceiro terço à direita da fotografia, o quarto homem vestindo roupas sociais - camisa com as mangas dobradas na altura dos cotovelos, calça comprida e algumas canetas em seu bolso traseiro esquerdo. Atrás do homem de pele negra agachado, com o corpo frontal à câmera e o rosto voltado para a esquerda, o quarto homem porta um chapéu de palha juntamente a uma camisa de mangas compridas dobradas na altura dos cotovelos. Atrás há mais três trabalhadores, no ambiente em processo de construção com vigas e tijolos aparentes sobre um piso inacabado com poças de água. O edifício foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada  em 30/06/1958, o Brasília Palace Hotel, foi um habitual ponto de encontro para os pioneiros, políticos e diplomatas na década de 60, além de hospedar os visitantes da nova capital. Em 1978, foi inutilizado após um incêndio causado por uma cafeteira esquecida na tomada, sua reconstrução foi concluída no ano de 2007, com a entrega da restauração das obras de autoria de Athos Bulcão (1918-2008).  Autor da fotografia: Mario Fontenelle

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NOV.B.13 (56)

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem, retirada em 17/02/1958 em Brasília - DF. Vista aérea da fachada sudeste do Brasília Palace Hotel em fase de obra. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro de parte da extensão construtiva do edifício no terreno, caracterizado por sua lâmina orientada no eixo norte-sul (AMORIM, 2007, p.118). Na fachada do hotel, nota-se a presença de andaimes feitos em madeira e duas torres de treliça metálica, caracterizando o início da etapa construtiva da concretagem e lajeamento. No plano inferior central, ao térreo da fachada leste, nota-se para estruturação do terraço que veio a ser o restaurante - ainda em processo obra -, caracterizado pela laje em T onde hoje, encontra-se o saguão decorado de pintura sobre alvenaria  do artista Athos Bulcão (1918-2008), e delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118). Abaixo da laje sobre pilotis do saguão, nota-se a presença de uma caminhonete - responsável pela carga e descarga dos materiais no canteiro de obra, enquanto um operário caminha próximo a carroceria da mesma e um montante de material mais à direita - aparenta ser areia. No quadrante inferior direito, duas instalações de apoio destinadas para auxílio aos trabalhadores candangos responsáveis pelas obras ocorridas durante os anos de construção. Na parte inferior da image, observa-se vegetação campestre do Cerrado (campo sujo). A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. No horizonte, a vegetação do Cerrado se estende com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. Nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada destinada a locação do edifício, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra. Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (64)

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem, representante digital aparenta ter sido dobrado no primeiro terço, à esquerda, constando manchas e riscos devido às ações do tempo. Vista térrea da composição leste, evidencia a laje sobre os pilotis - em fase de obra - do que veio a ser o saguão do Brasília Palace Hotel. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Em primeiro plano, aglomerados de tábuas e terra depositados no solo. Ao centro do registro, parte da extensão construtiva do edifício no terreno, localizado ao térreo da fachada leste, nota-se a para estruturação do terraço que veio a ser o restaurante, caracterizado pela laje em T onde hoje, encontra-se o saguão decorado de pintura sobre alvenaria do artista Athos Bulcão (1918-2008), e delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118). Na porção esquerda do registro, em segundo plano, operários (13) - trajando roupas sociais claras e chapéu - observam, transitam e trabalham. Da esquerda para a direita, dois trabalhadores - um portando espátula e o outro uma pá - estão acima da carroceria de uma caminhonete, provavelmente realizando a descarga de materiais. Atrás destes trabalhadores, acima da laje, um operário transita acima do saguão. Do lado direito do veículo, um trabalhador observa o serviço executado. À direita deste, dois trabalhadores operam a betoneira no solo, enquanto outros seis - acima de um pequena estrutura de madeira elevada, e outro parado atrás de um montante materiais - manuseiam os equipamentos enquanto olham diretamente para o registro fotográfico realizado. Abaixo da laje sobre pilotis do saguão, nota-se a presença de montes de materiais e cavaletes - usados pelos operários para o processo de acabamento da laje do saguão - e mesas de trabalho destinadas ao processo de obra do hotel. No canto esquerdo da imagem, a frente das instalações de apoio, há a presença de trabalhadores (7) manuseando maquinários e equipamentos. No quadrante direito do registro, instalações de apoio evidenciam o canteiro de obras nas proximidades da construção do Brasília Palace Hotel. No plano de fundo, uma torre alta treliçada feita em madeira. À direita da torre, uma escada auxilia a subida dos operários para a cobertura da laje do saguão. No horizonte, a vegetação do Cerrado se estende com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico.

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NOV.B.13 (65)

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem. Vista térrea da fachada oeste do Brasília Palace Hotel em processo inicial de obra, evidenciando a colocação dos andaimes de madeira, destinados ao auxílio do acabamento nas fachadas. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro de parte da extensão construtiva do edifício no terreno, caracterizado por sua lâmina orientada no eixo norte-sul (AMORIM, 2007, p.118). No quadrante inferior direito, uma escada de madeira disposta na fachada para o acesso dos operários ao pavimento superior. A frente do edifício, no quadrante inferior esquerdo, uma caminhonete - responsável pela carga e descarga dos materiais ao canteiro de obra. Atrás da caminhonete, um trabalhador - trajando roupas sociais claras e chapéu - auxilia o descarregamento das madeiras da caçamba. Ao fundo, no primeiro pavimento, trabalhadores (5) - trajando roupas sociais e chapéu - trabalham nas vigas instaladas. Da direita para a esquerda, ao fundo, dois trabalhadores direcionam sua atenção para o solo do pavimento. No primeiro plano da fachada, três trabalhadores - estando dois sentados, um deles olha diretamente para o fotógrafo do registro, e outro está em pé auxiliando. No centro do edifício, no segundo pavimento, havia 8 operários. Na base da fachada, notam-se montes de tábuas - destinados à estruturação dos andaimes das fachadas -, um trabalhador organizando as tábuas. Delimitações das proximidades do hotel e estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso não pavimentados no entorno do hotel no período de obras. No quadrante central direito, o corredor térreo de acesso ao terraço do restaurante - que veio a ser decorado com um mural de azulejos do artista Athos Bulcão (1918-2008). No canto direito, vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito).

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.13 (59)

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem, retirado em 06/08/1958 em Brasília - DF. Representante digital contém riscos e pontos esbranquiçados. Vista aérea da fachada leste do Brasília Palace Hotel finalizado. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro de toda a extensão construtiva da implantação do edifício no terreno, que evidencia um avanço em suas principais concepções arquitetônicas - disposto estruturalmente em lâmina (ou barra), repousa sobre os pilotis com marquise térrea no centro e paredes envidraçadas. Ao térreo da fachada leste, nota-se a estruturação do terraço que veio a ser o restaurante - ainda em processo obra -, caracterizado pela laje em T onde hoje, encontra-se o saguão decorado de pintura sobre alvenaria  do artista Athos Bulcão (1918-2008), e delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118). No quadrante inferior esquerdo, nota-se a presença de operários (10), sendo que quatro deles transitam para o pilotis, um recosta no painel, um caminha em direção a piscina e os outros quatro realizam - provavelmente - o assentamento do piso externo do hotel. Nas janelas do primeiro e terceiro pavimento, encontram-se mais operários. A frente do edifício, voltado para leste, após o restaurante, trabalhadores (10) transitam, sendo que quatro deles auxiliam na construção da piscina, que foi parte de uma inspiração de Oscar Niemeyer (1907-2012). “Tudo era feito na marra, com burocracia zero. Um dia, tomando café no bar hotel, impaciente pela demora na construção da piscina - havia uns seis meses e nada -, Niemeyer desenhou um ovo de Páscoa (uns dizem que num papel; outros que no chão mesmo) e disse: ‘Taí, podem fazer.” (ESNAL, 2015, p. 35). Abaixo da piscina, uma cerca alta de tapumes divide as instalações de apoio (9) do edifício principal, sendo destinadas ao auxílio construtivo dentro do canteiro de obras, estando aglomerados para facilitar os acessos por partes dos funcionários, sendo interligadas às estradas de acesso ainda não pavimentadas no entorno do hotel. No plano inferior, da esquerda para a direita, notam-se estruturas feitas em madeira com telhado aparente de duas águas com volumes retangulares. No plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Logo atrás da construção nota-se vegetação campestre do Cerrado (campo sujo) e no horizonte, a vegetação do Cerrado se estende com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores e trechos de vegetação rala devido a intervenção humana. Em meio a vegetação nota-se fumaça de médio porte alcançando o céu, indicando algum incêndio em andamento na área. Na quadrante superior central, do lado oeste do hotel, há a presença de uma pequena instalação de apoio ao canteiro e mais a direita, um foco de incêndio em parte da vegetação. No quadrante inferior direito do registro, nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, montes de resíduos da obra - terra, embalagens, sacos, entre outros - e não havendo a presença de árvores ou gramíneas, dada a diferença brusca do solo, onde se tem gramas e altera-se para um terreno de terra seca. Autor da fotografia: Mario Fontenelle

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NOV.B.13 (44)

Fotografia em preto e branco no formato paisagem do interior do Brasília Palace Hotel, retirada na data de 24/03/1958, em Brasília-DF. A representante digital contém pontos brancos e um risco preto. A imagem captura o momento em que um operário faz a colocação de placas de um forro de madeira no segundo bloco térreo do Palace, provavelmente na área do salão de festas. O enquadramento da imagem evidencia que o fotógrafo desejou capturar o momento de trabalho do operário, que com seu martelo - em punho, na mão direita - e um tijolinho - abraçado pelos dedos, na mão esquerda, garante o alinhamento das placas de madeira do forro. O operário utiliza uma calça de tecido clara, ajustada por um cinto preto de fivela metálica e, por dentro da calça, uma regata clara de tecido leve. Sobre sua cabeça, um chapéu que parece ser de palha faz as vezes de um capacete. No período da construção de Brasília os acidentes de trabalho eram comuns devido à ausência ou limitação de equipamentos de proteção essenciais fornecidos, além de serem escondidos os relatos das manchetes e jornais. A feição do homem que aparenta ter meia idade, tem como características físicas: dois sinais do lado direito da face, bigode, e cabelo escuro. É notado seu semblante de foco para com o serviço executado. É possível ver que a estrutura metálica e as placas pré-moldadas que compõem a estrutura da laje ainda estão aparentes em metade da imagem, apoios de madeira e fios garantem o prumo da colocação das placas. “Embora o concreto armado fosse o principal recurso estrutural empregado por Niemeyer em seus projetos, para o edifício deste hotel edificado em caráter de urgência foi escolhido o emprego de perfis estruturais metálicos revestidos de concreto e outros materiais de acabamento como o alumínio, o mármore e o lambril.” (ESNAL, 2015, p. 123). No canto inferior esquerdo, uma sombra, provavelmente da mão do fotógrafo. Autor da fotografia: Mario Fontenelle

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