- DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-535
- Unidad documental simple
- 1956 - 1960
Parte deSin título
"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista diagonal da segunda Residência Provisória (RP2), já finalizada, do Presidente Juscelino Kubitschek durante a construção de Brasília. Em primeiro plano, um “chão de terra batida” e, à direita, a árvore típica do Cerrado conhecida como pau-doce (Vochysia elliptica), com metade do seu tronco tingida de branco. Em segundo plano, parte lateral do Catetinho 2 ou Residência Provisória 2 (RP2), que possui os mesmos aspectos modernistas e inspirações da arquitetura colonial brasileira. Entretanto, seu diferencial para o Catetinho 1, é a presença de uma fachada menos permeável e aberturas nas varandas mais diminutas, sua diferença estrutural evidencia-se na sua composição de estrutura mista, ferro e pilotis com vigas levíssimas de “alma” de Eucatex, uma chapa de fibra de madeira de alta densidade que permite o empilhamento eficaz e seguro em logística (Empresa Eucatex) e madeira. Em seu pilotis, há a presença de três automóveis, dois Vemag e um Jeep Rural, além de plantas ornamentais em vasos decorativos. Ao fundo, há a mata de galeria, que ocorre devido a presença de uma nascente no local.
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (226) com alteração de colorimetria e enquadramento levemente alterado para a diagonal direita.
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 2:
Juscelino Kubitschek (1902-1976) se encantou com a construção da capital, mas ainda vinha pouco a Brasília. Em 1957, os amigos do presidente acharam que o Catetinho 1 (ganhou esse nome em homenagem ao Palácio do Catete, no Rio de Janeiro) era pequeno para JK, portanto, decidiram construir uma casa maior. O Catetinho 2 ou Residência Provisória 2 (RP2) foi inaugurado em maio de 1957, uma versão maior, mais bem-acabada e mais confortável do Catetinho 1. Ernesto Silva (1914-2010) e Israel Pinheiro (1896-1973) seguiram morando no prédio antigo. O secretário particular Affonso Heliodoro (1916-2018) acompanhou o presidente. Em 1959 foi vendido ao empreiteiro Sebastião Camargo Corrêa (1909-1994) e hoje se desfez numa chácara nos arredores do Plano Piloto. No mesmo ano, o Catetinho 1 virou patrimônio histórico.
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 1:
Originado de uma discussão entre amigos no Juca’s Bar do Ambassador Hotel, no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1956, o Catetinho foi conjecturado pelo grupo de amigos composto por: o violonista Dilermando Reis (1916-1977), o piloto João Milton Prates (1922-1973) e os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, que enxergaram a necessidade de uma Residência Provisória para Juscelino Kubitschek (1902-1976) acompanhar o cotidiano das obras. A área do Catetinho, localizada atualmente no Trevo do Gama, pertencia à Fazenda do Gama, local próximo a fontes de água e portanto, com presença de mata de galeria. A propriedade foi desocupada no dia posterior à chegada dos trabalhadores, e em pouco mais de 10 dias, entre 18 e 31 de outubro de 1956, ficou pronta a primeira residência oficial de JK, inaugurada em 10 de novembro de 1956. A primeira vez em que o Catetinho foi mencionado no Diário de Brasília em 1956, o edifício era chamado de “Palácio Provisório” e este foi reconhecido como Catetinho em 6 de novembro de 1956. A maioria dos trabalhadores e do empréstimo de materiais veio da empresa de mineração Fertilizantes Minas Gerais S.A. (FERTISA), a qual era de Araxá, Minas Gerais; a obra foi encarregada pelo engenheiro Roberto Penna e pelo engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, conhecido como Juca Chaves (1912-?). O “Palácio de Tábuas” foi desenhado por Oscar Niemeyer (1907-2012), projetado com linhas simples e elegantes, tal edifício possui aspectos modernistas seguindo princípios de racionalidade, funcionalidade e beleza. O Catetinho cria o pilotis a partir da sustentação de colunas e varanda no pavimento superior voltado para a fachada principal. Oscar Niemeyer fez o projeto que é praticamente todo de madeira com presença de concreto armado e alvenaria. Este possui uma arquitetura vernacular que pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida (ArchDaily Brasil, 2020), no caso do Catetinho, as madeiras da mata de galeria presente na Fazenda Gama."
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