Vegetação nativa

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NOV.B.10 (11)

"Fotografia aérea em formato paisagem, colorida, espelhada. A imagem em questão encontra-se espelhada, portanto é relevante considerar este fato em relação às referências de localização ao ler a descrição. A imagem retrata parte do canteiro de obras da barragem do Lago Paranoá na mesma etapa de construção observada nos itens B.10(7), B.10(25) e B.(117). No solo exposto, sem cobertura vegetal, que ocupa o centro e maior área da imagem encontram-se as marcas do trânsito de maquinários no solo, que evidenciam os aterros e movimentações de terra realizadas no local. Às margens do rio Paranoá no canto inferior esquerdo da imagem observam-se fragmentos de vegetação do Cerrado, composta de árvores de médio a grande porte. Assim como, caminhos e amontoados de galhos e troncos da vegetação retirada do local. A faixa sem cobertura vegetal na encosta é referente à àrea de construção da ombreira esquerda da barragem. À direita do curso d'água nota-se a retirada da vegetação nativa de mata ciliar do Cerrado, em solo exposto sem cobertura vegetal. O corte diagonal no canteiro indica o processo inicial de escavação do canal para conduto do desvio do rio (O Canal é uma escavação linear transversal ,perpendicular ao corpo da barragem, feita para acomodar o Conduto de Desvio do rio). Na parte superior da imagem destaca-se a vegetação nativa de Cerrado mais densa à frente, e sua variação de relevo e fitofisionomia ao fundo.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.10 (116)

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Mostra, em vista aérea, a área de construção da barragem do Lago Paranoá. A fotografia destaca o canteiro de obras, o solo exposto, sobre aterro, e a marcas dos maquinários que evidenciam a movimentação de terra no local e a retirada da cobertura vegetal nativa do Cerrado, sendo possível ver resquícios desta. Destaca-se a presença de dois indivíduos arbóreos de grande porte, na base da fotografia, assim como resquícios de vegetação herbácea, ambas nativas do Cerrado. É evidenciada a escavação da trincheira de impermeabilização, onde nota-se a presença de trabalhadores. Junto a ela, à direita, barracões provisórios de madeira que serviram de apoio à construção. A trincheira se estende à encosta correspondente à ombreira direita da barragem e pode ser vista em diferentes etapas, nos itens B10 (31), B10 (38), B10 (39) e B10 (109). Ainda nesta encosta, à direita, nota-se os taludes de onde foram retirados matérias-primas para construção. Este talude atualmente acomoda a via de ligação à barragem. O terceiro plano da fotografia é marcado por paisagem composta por vegetação nativa do Cerrado, predominantemente arbórea. A imagem B10 (38) foi feita no mesmo voo.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.10 (117)

"Fotografia aérea em formato paisagem, preto e branco. A imagem retrata parte do canteiro de obras da barragem do Lago paranoá e sua paisagem circundante na mesma etapa de construção observada nos itens B.10(7), B.10(11) e B.10(25). No solo exposto, sem cobertura vegetal, que ocupa o centro e maior área da imagem encontram-se as marcas do trânsito de maquinários no solo, que evidenciam os aterros e movimentações de terra realizadas no local. Observa-se o contraste entre à margem direita do rio Paranoá, onde nota-se a vegetação nativa de Cerrado em partes preservada e em partes com aspecto ralo devido a ação humana, e à margem esquerda do rio onde há ausência de vegetação nativa proporcionada pela retirada da mesma para fins da realização da construção da barragem. No canto inferior esquerdo da imagem, em primeiro plano, estradas de terra dão acesso ao futuro acampamento da barragem. Àrea que será alagada posteriormente com a formação do Lago Paranoá. A faixa sem cobertura vegetal na encosta à direita do rio Paranoá é referente à àrea de construção da ombreira esquerda da barragem. O corte diagonal no canteiro de obras indica o processo inicial de escavação do canal para conduto do desvio do rio (O Canal é uma escavação linear transversal ,perpendicular ao corpo da barragem, feita para acomodar o Conduto de Desvio do rio). Na parte superior da imagem destaca-se a vegetação nativa de Cerrado que se estende pelo horizonte, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores que seguem até encontrar o céu nublado.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.10 (23)

"Fotografia aérea, em formato paisagem, colorida. A imagem destaca a etapa de construção do conduto de desvio (o conduto de desvio, também conhecido como Galeria de Desvio, é uma estrutura de concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para a o desvio do curso d’água através da barragem). A construção do conduto é precedida pela escavação do canal de desvio, visto no centro da fotografia. Nota-se na parte interna do canal a presença de trabalhadores, assim como tábuas de madeira, equipamentos e ferragens utilizadas na construção cívil. Ao longo do canal há um alargamento do mesmo, para melhor vazão da água desviada. No nível superior, do canteiro, identificam-se construções temporárias em madeira de apoio à obra, montes de brita, alguns maquinários, um caminhão e um Jeep Willys. Pependicular ao canal, observa-se uma outra escavação realizada para a construção da trincheira (a trincheira de impermeabilização é um corte longitudinal, feito no solo, onde será implantado o corpo da barragem. Obra análoga à do canal, foi feita para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento.). No terço superior da fotografia, observa-se vegetação florestal de Cerrado que acompanha a margem direita do rio Paranoá (mata de galeria ou mata ciliar). Ver remissivas B.10(38), B.10(110), B.10(114), B.10(115) e B.10(116) para melhor compreensão.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.10 (25)

"Fotografia aérea em formato paisagem, colorida. A imagem retrata parte do canteiro de obras da barragem do Lago paranoá na mesma etapa de construção observada nos itens B.10(7), B.10(11) e B.10(117). No solo exposto, sem cobertura vegetal, que ocupa o centro e maior área da imagem encontram-se as marcas do trânsito de maquinários no solo, que evidenciam os aterros e movimentações de terra realizadas no local. Às margens do Rio Paranoá no canto inferior direito da imagem observam-se àrvores de médio a grande porte residuais da vegetação do Cerrado. Assim como, caminhos e amontoados de galhos e troncos da vegetação retirada do local. A faixa sem cobertura vegetal na encosta é referente à àrea de construção da ombreira esquerda da barragem. À esquerda do curso d'água, na margem oposta, nota-se a retirada da vegetação nativa de mata ciliar do Cerrado, em solo exposto sem cobertura vegetal. O corte diagonal no canteiro indica o processo inicial de escavação do canal para conduto do desvio do rio (O Canal é uma escavação linear transversal, perpendicular ao corpo da barragem, feita para acomodar o Conduto de Desvio do rio). Na parte superior da imagem destaca-se a vegetação do Cerrado mais densa à frente, e no horizonte, a vegetação do bioma se estende, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.10 (38)

"Fotografia aérea, em formato paisagem, colorida. A imagem retrata o canteiro de obras da barragem do Lago Paranoá com destaque para as etapas de construção da trincheira de impermealização (a trincheira de impermeabilização é um corte longitudinal, feito no solo, onde será implantado o corpo da barragem. Obra análoga à do canal, foi feita para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento.), a demarcação do eixo do corpo da barragem e da via de acesso ao Lago Sul. Em primeiro plano, observa-se o solo exposto, sem cobertura vegetal, com marcas do trânsito de maquinários onde estão sendo realizadas as principais atividades do canteiro de obras, e também duas construções temporárias de apoio à obra adjacentes à trincheira de impermeabilização. No canto inferior esquerdo da imagem, à frente, uma estrada de terra entre estacas brancas marca a entrada do canteiro, onde duas figuras humanas estão de pé. E ao lado direito dessa um instrumento topográfico de demarcação pintado de branco e uma árvore nativa de Cerrado e ao fundo vegetação campestre, incerto se houve remoção da parte aérea por ação humana. Esses elementos citados e o ponto de vista das fotografias nos permitem associar esse local ao mesmo registrado no item B.10(68) meses antes. Entre o canteiro de obras e o talude encontra-se o rio Paranoá, a ser desviado para a construção da barragem. Ao centro do talude a área escavada marca o eixo do futuro corpo da barragem, e à direita os níveis desenhados no solo preparam o terreno para a construção da estrada de acesso ao Lago Sul. Vale ressaltar a vegetação nativa densa de Cerrado (fitofisionomia não identificada) que encobre o morro nas áreas que não foram alteradas. Ver imagens complementares da construção da trincheira nos itens B10 (31), B10 (39) e B10 (109). A imagem B10 (116) foi feita no mesmo voo.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.10 (57)

Fotografia colorida em formato paisagem mostra o fluxo de água em uma queda da Cachoeira Saia Velha. A água corre no curso natural do rio acima da barreira construída em concreto e cai sobre rochas. À esquerda do curso d'água observa-se vegetação nativa de Cerrado, com a presença de samambaias e algumas herbáceas. Enquanto na margem oposta nota-se a presença de galhos dispersos sobre terra remexida, indicando possível intervenção no local. No vão central da barreira em concreto, por onde corre a água, uma figura humana está agachada com as mãos na estrutura em meio à àgua corrente. Suas vestes são de cor bege e sapato social marrom, na mão esquerda um relógio. Ver os itens B10 (43), B10 (49), B10 (51), B10 (58), e B10 (102). A Usina - Piloto Saia Velha teve sua construção iniciada em 1957 e foi inaugurada em 1958, para que a energia gerada pudesse abastecer oficinas, residências e escritórios da NOVACAP, além do aeroporto (FONSECA, 2001, p. 191). Após décadas de reinvindicação e abandono, a usina localizada na Cidade Ocidental, município de Goiás, foi finalmente tombada como Patrimônio Artístico e Cultural do estado de Goiás em 2020 (GOIÁS, 2020). Atualmente se encontra em uma área particular, com a ideia de ser transformada em um museu histórico .

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.10 (65)

"Fotografia em formato paisagem, preto e branco. A imagem retrata o canteiro de obras da barragem do lago Paranoá com destaque para o eixo de marcação do futuro corpo da barragem, ao centro, que se inicia no instrumento topográfico de medição em primeiro plano e se extende até a faixa de vegetação do Cerrado com alta densidade de árvores no topo do morro. Em primeiro plano, o instrumento de medição topográfica em madeira evidenciado pela pintura branca, permitindo sua vizualização em longas distâncias, se repete no topo da encosta à direita do eixo demarcado. A encosta modificada pela retirada de parte da vegetação nativa foi identificada nos relatórios técnicos da obra como ""ombreira direita da barragem"", onde estão dispersos montes de galhos e troncos de árvores caídas resultantes do desmatamento no local, observam-se na faixa de vegetação densa preservada árvores de médio a grande porte e palmeiras dispersas. Em primeiro plano, no nível do canteiro de obras, o solo exposto e as marcas de maquinários evidenciam a movimentação de terra no local. Observam-se, à frente e à direita, duas bandeiras para marcação do terreno, identificadas também nos itens A.1(4) e A.1(5) às margens do rio Paranoá. O contraste entre os dois planos representados é marcado pelo tom claro de terra batida, em primeiro plano, e o tom escuro da vegetação, em segundo plano. Entre os dois planos corre o curso natural do rio Paranoá, desviado posteriormente pela construção do canal para conduto de desvio, também conhecido como galeria de desvio. Essa estrutura de concreto armado possui uma seção de 3,00 x 3,60 metros e é fundamental para redirecionar o curso d'água através da barragem. À direita do eixo demarcado na encosta, conectando o talude ao nível do canteiro, será executada a ensecadeira, após abertura do conduto de desvio, a fim de barrar a leito natural. O registro marca um momento importante para formação do lago Paranoá, quando foram realizadas as primeiras marcações da futura barragem. Remissiva aos itens B.10(63), B.10(67) e B.10(68).
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

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NOV.B.10 (67)

"Fotografia em formato retrato, preto e branco. A imagem retrata o canteiro de obras da barragem do lago Paranoá com destaque para o eixo de marcação do futuro corpo da barragem, ao centro, que se inicia no instrumento topográfico de medição em primeiro plano e se extende até a faixa de vegetação no topo do morro. Em primeiro plano, observa-se o instrumento de medição topográfica em madeira ressaltado pela pintura na cor branca, que permite sua vizualização em longas distâncias. Em segundo plano, o solo exposto com marcas dos maquinários evidencia a movimentação de terra no local, e à esquerda um Jeep Willys estacionado ao lado de uma figura humana não identificada. A encosta, ao fundo, modificada pela retirada de parte da vegetação nativa foi identificada nos relatórios técnicos de obra como ""ombreira direita da barragem"", onde estão dispersos montes de galhos e troncos de árvores caídas resultantes do desmatamento no local, observam-se na faixa de vegetação densa preservada árvores de médio a grande porte e palmeiras dispersas. A vegetação em primeiro plano composta por gramíneas, subarbustos e árvores é caracterísica de uma área nativa de Cerrado. A árvore de tronco retorcido à direita está presente também nos itens B.10(63), B.10(65) e B.10(68), o que nos permite identificar o local do registro. O marco em primeiro plano está localizada no limite do canteiro de obras da barragem, demarcado pelas estacas de troncos retirados do próprio local, que formam a cerca logo atrás do instrumento de medição. O registro marca um momento importante para a formação do lago Paranoá, quando foram realizadas as primeiras marcações da futura barragem. O automóvel Jeep Willys foi amplamente utilizado durante a construção de Brasília por sua resistência às estradas de terra.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.10 (68)

"Fotografia em formato paisagem, preto e branco. A imagem retrata o canteiro de obras da barragem do lago Paranoá com destaque para o eixo de marcação do futuro corpo da barragem, ao centro, que se inicia no instrumento topográfico de medição em primeiro plano e se extende até a faixa de vegetação adensada no topo do morro. Em primeiro plano observa-se uma estrada de terra que dá acesso ao canteiro de obras; um instrumento de medição topográfica em madeira ressaltado pela pintura na cor branca, o que permite sua vizualização em longas distâncias; e seis figuras humanas masculinas não identificadas. As mesmas figuras encontradas no item B.10(63) com vestes semelhantes indicam que possívelmente foram fotografados no mesmo dia. Observa-se que todos vestem calça e chapéu, enquanto alguns vestem camisa de manda longa e outros de manga curta. A vegetação, em primeiro plano, nativa de Cerrado, é composta por gramíneas, subarbustos e árvores, das quais algumas derrubadas sobre o solo. Em segundo plano, o solo exposto do canteiro evidencia a movimentação de terra no local e a retirada de cobertura vegetal nativa, enquanto no canto à esquerda parte da traseira do mesmo automóvel Jeep Willys presente no item B.10(67). A encosta, ao fundo, modificada pela retirada de parte da vegetação nativa foi identificada nos relatórios técnicos de obra como ""ombreira direita da barragem"", onde estão dispersos montes de galhos e troncos de árvores caídas resultantes do desmatamento no local, observam-se na faixa de vegetação do Cerrado densa e preservada, com árvores de médio a grande porte e palmeiras dispersas. Acima do morro, uma faixa de céu nublado ocupa cerca de um terço da imagem. A árvore de tronco retorcido logo à direita do instrumento de medição, em primeiro plano, está presente também nos itens B.10(63), B.10(65) e B.10(67), o que nos permite identificar o local do registro, no limite do canteiro de obras da barragem, demarcado pela cerca em estacas de troncos retirados do próprio local. O registro marca um momento importante para a formação do lago Paranoá, quando foram realizadas as primeiras marcações da futura barragem. O automóvel Jeep Willys foi amplamente utilizado durante a construção de Brasília por sua resistência às estradas de terra.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

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