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NOV.B.23 (3)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-23-3
  • Unidad documental simple
  • 1957 - 1960
  • Parte deSin título

Fotografia colorida, espelhada e em formato paisagem registra Lago Paranoá com o Palácio da Alvorada (à direita) e Brasilia Palace Hotel (à esquerda) ao fundo. Em primeiro plano, o Lago Paranoá com o gramado às suas margens e um veículo no canto direito. O formato das seichas (ondulações em corpos de água confinados) na parte inferior da fotografia indica que ela foi tirada de algum tipo de veículo náutico. Em segundo plano, observa-se o Palácio da Alvorada à direita, o Palácio do Congresso Nacional em construção ao centro e o Brasilia Palace Hotel à esquerda. Ainda no mesmo plano, observa-se árvores nativas do Cerrado dispostas de forma esparsa. Em terceiro plano, há o horizonte ensolarado com muitas nuvens. O Palácio da Alvorada, obra de Oscar Niemeyer (1907-2012), foi o primeiro projeto a ser construído em Brasília, sendo a primeira edificação em alvenaria da cidade. O palácio foi inaugurado em 30 de junho de 1958 para ser a residência oficial do Presidente da República. A menção pretérita a existência de um lago na região do Lago Paranoá foi observada em 1894 no relatório da Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil (1892-1894) pelo botânico e naturalista Auguste François Marie Glaziou (1828-1906). Com a construção de Brasília, em 1959 o lago foi formado pelo fechamento da barragem do Rio Paranoá, represando as águas dos ribeirões Torto, Bananal, Gama e Riacho Fundo. Projetado por Niemeyer, o Brasília Palace Hotel foi inaugurado em 1958, sendo o primeiro empreendimento do Brasil a ser construído com vigas metálicas produzidas no próprio país. Conta com dois paineis de Athos Bulcão e a ideia era que o local deveria acolher, primeiramente, os profissionais que chegavam para a construção da capital. Contudo, acabou também servindo para que visitantes pudessem ver ao vivo a grandiosa construção de Juscelino Kubitschek (1902-1976). O Palácio do Congresso Nacional, projetado por Oscar Niemeyer, foi inaugurado juntamente com Brasília, em 21 de abril de 1960, e abriga a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. O edifício contém duas torres anexas de 28 andares: uma delas pertence à Câmara e a outra ao Senado. O local é reconhecido internacionalmente devido a sua arquitetura modernista. Dentre as suas funções, destaca-se a de ser local de manifestação política e representação democrática de deputados e senadores, de onde surgem as legislações federais.

Sin título

NOV.B.20 (26)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-20-26
  • Unidad documental simple
  • 1940 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia em preto e branco, formato retrato. Vista diagonal de uma das fachadas do Edifício Gustavo Capanema no Rio de Janeiro, um marco da arquitetura moderna brasileira. É possível visualizar na fotografia o edifício longíneo com o alto pé direito do pilotis com colunas estruturas externas, o grande vão do pilotis e as janelas/esquadrias em fita no pavimento superior que vão do piso até a cobertura a qual possui vegetação (parte central superior da fotografia). Ao fundo, outros edifícios de 6 pavimentos, alguns veículos e figuras humanas.
CONTEXTO HISTÓRICO DO EDIFÍCIO GUSTAVO CAPANEMA:
O Palácio Capanema foi construído entre 1937 e 1945, com inauguração realizada por Getúlio Vargas, então presidente. Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1948 e é um dos principais marcos da arquitetura moderna brasileira. A criação do MEC aconteceu no governo de Getúlio Vargas, com seu projeto de centralização da máquina pública. Lembrando que, na época, o Rio de Janeiro era a capital do Brasil. O nome do prédio é uma homenagem ao ministro Gustavo Capanema, um intelectual que era ligado a inúmeros artistas vanguardistas e tinha em mente um novo projeto cultural para o país. Ele buscava se apropriar das novas estéticas internacionais, como o modernismo, para refletir a busca pelo progresso e pela modernização do Brasil. (Archtrends Portobello, 2021).
O projeto para o então denominado Ministério da Educação e Saúde Pública foi elaborado no decorrer do ano de 1936 pela equipe integrada pelos arquitetos Oscar Niemeyer, Affonso Reidy, Jorge Moreira, Carlos Leão e Ernani Vasconcelos, sob coordenação de Lucio Costa. A pedido do então Ministro Gustavo Capanema e com orientação de Le Corbusier, a equipe de jovens modernistas brasileiros ficou incumbida de dar identidade nacional ao edifício que viria a se tornar um dos maiores ícones de nossa arquitetura, em frontal oposição à estética dominante. (Arquicast, 2022).
Mais do que um simples edifício público com funções administrativas, o Palácio Capanema, nome que hoje batiza o complexo, é um verdadeiro acervo do que de melhor produziu nossa cultura artística no início do século XX. Fazem parte de sua inovadora espacialidade esculturas de artistas como Lipchitz, Giorgi, Menezes e Adriana Janacopulos, pinturas, afrescos e painéis de azulejos de Portinari e paisagismo de Roberto Burle Marx. (Arquicast, 2022).
"

Sin título

NOV.B.20 (23)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-20-23
  • Unidad documental simple
  • 1959 - 1960
  • Parte deSin título

Fotografia em cores, formato paisagem. Vista do posto de gasolina nomeado de Posto Paulista, “de propriedade do nipo-brasileiro Kioto Kahi, que veio de São Paulo em agôsto de 57. Estabeleceu-se com pôsto de gasolina, distribuindo os produtos “ATLANTIC”, conforme se vê na foto [...].” (História de Brasília. Revista, n. 1). O local possui chão de terra batida com dois tanques/reservatórios de gasolina. Duas placas estão com o nome Atlantic, um no poste entre os tanques e outro um letreiro sobre a cobertura do pequeno edifício de alvenaria com telhado de uma água o qual é branco com detalhes em azul (na base do edifício) e vermelho (ao redor das esquadrias) e têm escritos pintados em sua fachada: kelly, Posto, Kioto Kahi, Paulista; e escritos em letreiros próximo à cobertura: Atlantic, lavagem, lubrificação. Há duas figuras humanas masculinas à esquerda ao lado de vários veículos e outros dois sentados abaixo de uma das grandes janelas do edifício. Ao fundo, mais construções e veículos.

Sin título

NOV.B.20 (20)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-20-20
  • Unidad documental simple
  • 1958 - 1959
  • Parte deSin título

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista do entardecer em um local não identificado o qual possui chão de terra, um objeto não identificado desfocado na parte inferior da fotografia e uma placa de seta em primeiro plano. Em segundo plano, à esquerda, um veículo aparentemente quebrado e para a direita uma pequena estrutura coberta por o que aparenta ser uma lona, algumas figuras humanas na frente um dos dois edifícios com revestimento de tábuas de madeira posicionadas verticalmente e telhados com duas águas. Estes aparentam serem provisórios e provavelmente serviam de alojamento para os trabalhadores ou para acúmulo de materiais. Ao fundo, do centro para a direita, observa-se possivelmente vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito), sendo incerta a identificação devido a escuridão da imagem.
Fotografia semelhante à NOV-D-4-4-B-20’ (18) com alteração de enquadramento e coloração.
"

Sin título

NOV.B.20 (16)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-20-16
  • Unidad documental simple
  • 1958 - 1959
  • Parte deSin título

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista externa de um edifício não identificado. Em primeiro plano, chão de terra batida. À esquerda, um veículo da marca Jeep. O edifício é longilíneo com esquadrias com finos perfis metálicos por toda a sua fachada, na parte superior rente à cobertura há tábuas de madeira posicionadas paralelamente e as colunas e fachada lateral são pretas. Os vidros possuem marcações de X para facilitar a visualização da presença do material transparente. Atrás do edifício há o que aparenta ser uma caixa d’água na cobertura. No centro da fotografia, ao lado direito, há parte da copa de uma árvore, incerta se do Cerrado.
Fotografia vista de fora do edifício NOV-D-4-4-B-20’ (8).
"

Sin título

NOV.B.10 (22)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-10-22
  • Unidad documental simple
  • 1957 - 1959
  • Parte deSin título

"Fotografia em formato paisagem, colorida, mostra trecho correspondente à ombreira direita da barragem do Lago Paranoá. Toda a área é marcada pelo solo exposto, evidenciando a movimentação de terra e remoção da vegetação do Cerrado. No primeiro plano, vê-se aterro, composto por solo e rochas, possivelmente para a construção da ensecadeira. A ensecadeira, é uma estrutura temporária, feita principalmente de solo compactado, que possibilita que se trabalhe em local seco e faz parte do desvio do rio através da galeraia de desvio. Sobre o talude, vê-se uma caminhonete com dois trabalhadores em sua carroceria. Posterior ao aterro, vê-se trecho do Rio Paranoá em seu curso natural, seguido pela encosta, onde se vê a demarcação da trincheira, que define o eixo da Barragem. Sobre a encosta, vê-se resquícios de vegetação nativa do Cerrado. A trincheira de impermeabilização é um corte longitudinal, feito no solo, onde será implantado o corpo da barragem. Obra análoga à do Canal, foi feita para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento. Junto à trincheira, pequena edificação provisória, em madeira, para apoio da construção. Ver imagens complementares nos itens B10 (31), B10 (35), B10 (39), B10 (89) e B10 (109); e pasta A01(Paisagens) itens A1 (04) e A1 (05).
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Sin título

NOV.B.10 (115)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-10-115
  • Unidad documental simple
  • 1957 - 1959
  • Parte deSin título

"Fotografia em formato paisagem, em preto e branco. A imagem retrata parte do canteiro de obras da barragem do Lago Paranoá com destaque para o canal para conduto de desvio do rio Paranoá, também conhecido como galeria de desvio. Essa estrutura de concreto armado possui uma seção de 3,00 x 3,60 metros e é fundamental para redirecionar o curso d'água através da barragem. No nível do canteiro de obras, em primeiro plano, o solo exposto, sobre aterro, e marcas dos maquinários evidenciam a movimentação de terra no local e a retirada da cobertura vegetal nativa. Perpendicular ao canal de desvio, horizontalmente, vê-se ainda a escavação da trincheira de impermeabilização. Essa trincheira demarca o eixo da barragem e conecta as duas ombreiras desta. Junto a ela, nota-se a presença de barracões provisórios em madeira, que serviram de edificações de apoio à construção. Vê-se ainda montículos de materiais de construção e veículos no canteiro de obras. Na extremidade direita da fotografia, vê-se área da ensecadeira e trecho do rio Paranoá em seu curso natural. Nota-se também a presença de uma ponte provisória para pedestres que conecta as margens do rio. A fotografia contempla dois planos da paisagem do Vale do rio Paranoá, sendo eles: em primeiro, o canteiro de obras da barragem em construção; em segundo, parte da paisagem composta por vegetação nativa do Cerrado, onde se destacam manchas de cores claras, indicando as cascalheiras de onde foram extraídas matérias-primas para a construção. Para uma melhor compreensão da etapa de construção, consulte os itens B10 (22), (23), (38), (110), (114) e (116), onde há os registros de etapa mais avançada da escavação do Canal para criação do Conduto de desvio. Ver informações complementares no Relatório Técnico das obras da Barragem, NOV-E-2-0001 (13d), presente no arquivo textual do Fundo NOVACAP.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Sin título

NOV.B.10 (114)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-10-114
  • Unidad documental simple
  • 1957 - 1959
  • Parte deSin título

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Mostra, em vista aérea, a ensecadeira da barragem do Lago Paranoá. A ensecadeira é uma estrutura temporária, feita principalmente de solo compactado, que possibilita que se trabalhe em local seco. Também é fundamental para represar e desviar o rio através da galeria de desvio. Na fotografia, a ensecadeira é vista próxima à encosta, correspondente à ombreira direita da barragem, onde é vista a trincheira de impermeabilização (demarcada pelo recorte no solo). Sobre a área da ensecadeira, percebe-se a presença de figuras humanas. No terço central da fotografia, junto à trincheira, nota-se a presença de edificações de apoio para construção, feitas em madeira. Na extremidade esquerda da fotografia vê-se a a escavação do canal que receberia a galeria de desvio. Também conhecida como conduto de desvio, a galeria é uma estrutura de concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água através da barragem. Posterior à área das obras da barragem, no terceiro plano, vê-se paisagem composta por vegetação nativa do Cerrado, predominantemente arbórea, onde se destacam manchas de cores claras, indicando as cascalheiras de onde foram extraídas matérias-primas para a construção. Para uma melhor compreensão da etapa de construção, consulte os itens B10 (22), (23), (38), (110), (115) e (116), onde há os registros de etapa mais avançada da escavação do Canal para criação do Conduto de desvio. Ver informações complementares no Relatório Técnico das obras da Barragem, NOV-E-2-0001 (13d), presente no arquivo textual do Fundo NOVACAP.

CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Sin título

NOV.B.02 (716)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-716
  • Unidad documental simple
  • 1956
  • Parte deSin título

"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Vista em perspectiva do Catetinho 1. Em primeiro plano, chão de terra com resquícios de materiais de construção e dois homens à esquerda da fotografia, ambos com calça escura e camisas brancas, sendo que um deles está utilizando chapéu. Em segundo plano, o Catetinho 1 com suas linhas simples e elegantes, advinda de sua leve influência da casa colonial brasileira e sua concepção modernista que mistura: racionalidade, funcionalidade, beleza, presença de pilotis, característica comum nos prédios residenciais de Brasília, o qual permite o livre trânsito de pessoas no térreo, e ausência de beiral do telhado. Em frente à casa, árvore popularmente conhecida como pau-doce (Vochysia elliptica). A placa comemorativa de inauguração e outra logo acima do tombamento ambas em uma coluna de alvenaria, já estão inseridas no Catetinho 1. Na parte posterior da Residência Provisória, está o anexo que corresponde a cozinha, a lavanderia e o depósito de materiais do local. Atrás deste anexo, há vegetações cercando o lote. A obra é composta majoritariamente por madeira, não possui varanda nem beiral e tampouco pilotis, há menos suntuosidade e rebuscamentos em seus detalhes. Mais à direita da fotografia, um Ford Pick-Up e logo ao fundo, árvores do Cerrado e duas plantas ornamentais popularmente conhecidas por piteira (Agave sp.).
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (534) com alteração de colorimetria e enquadramento levemente para a esquerda.
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 1:
Originado de uma discussão entre amigos no Juca’s Bar do Ambassador Hotel, no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1956, o Catetinho foi conjecturado pelo grupo de amigos composto por: o violonista Dilermando Reis (1916-1977), o piloto João Milton Prates (1922-1973) e os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, que enxergaram a necessidade de uma Residência Provisória para Juscelino Kubitschek (1902-1976) acompanhar o cotidiano das obras. A área do Catetinho, localizada atualmente no Trevo do Gama, pertencia à Fazenda do Gama, local próximo a fontes de água e portanto, com presença de mata de galeria. A propriedade foi desocupada no dia posterior à chegada dos trabalhadores, e em pouco mais de 10 dias, entre 18 e 31 de outubro de 1956, ficou pronta a primeira residência oficial de JK, inaugurada em 10 de novembro de 1956. A primeira vez em que o Catetinho foi mencionado no Diário de Brasília em 1956, o edifício era chamado de “Palácio Provisório” e este foi reconhecido como Catetinho em 6 de novembro de 1956. A maioria dos trabalhadores e do empréstimo de materiais veio da empresa de mineração Fertilizantes Minas Gerais S.A. (FERTISA), a qual era de Araxá, Minas Gerais; a obra foi encarregada pelo engenheiro Roberto Penna e pelo engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, conhecido como Juca Chaves (1912-?). O “Palácio de Tábuas” foi desenhado por Oscar Niemeyer (1907-2012), projetado com linhas simples e elegantes, tal edifício possui aspectos modernistas seguindo princípios de racionalidade, funcionalidade e beleza. O Catetinho cria o pilotis a partir da sustentação de colunas e varanda no pavimento superior voltado para a fachada principal. Oscar Niemeyer fez o projeto que é praticamente todo de madeira com presença de concreto armado e alvenaria. Este possui uma arquitetura vernacular que pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida (ArchDaily Brasil, 2020), no caso do Catetinho, as madeiras da mata de galeria presente na Fazenda Gama."

Sin título

NOV.B.2 (623)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-623
  • Unidad documental simple
  • 1958 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia em cores, formato retrato. Vista diagonal da fachada frontal do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, pista de acesso ao Palácio, podendo visualizar o helicóptero do modelo BELL 47J (H-13J) - RANGER, que transportava o então Presidente da República, Juscelino Kubitschek (1902-1976) com o objetivo de inspecionar as obras da nova capital federal juntamente com seu piloto coronel-aviador Henrique Thomaz (?-2008). Além da aeronave, outros dois veículos: um Chevrolet Yeoman (em destaque) e parte de um Ford F100, popularmente conhecido como “cara de porco”, apoiado sobre este está uma figura humana, aparentemente um homem, e ao lado um renque de coqueiros adultos os quais foram propostos plantio de palmeiras imperiais na etapa de concepção do Palácio. À frente do edifício um dos espelhos d’água de 60 cm de profundidade com a escultura “As Iaras” de 1958 do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Esta é feita de bronze com 1,30m x 4m e está atrás do veículo Chevrolet Yeoman. O Palácio da Alvorada está finalizado, com as esquadrias de vidros e cortinas em seu interior, além de uma pequena estrutura que aparenta ser uma tenda sobre o marquise (na fachada dos edifícios, cobertura em balanço ou não, lateralmente aberta, para proteger da chuva e do sol” (in Dicionário Eletrônico Houaiss) da fachada frontal do Palácio. No horizonte, à esquerda, fitofisionomia do Cerrado. Ao fundo, à direita da fotografia, parte do edifício anexo de serviços e apoio a qual é semienterrada. No horizonte, fitofisionomias do Cerrado.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE SOBRE AS COLUNAS DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”."

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