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NOV.B.21 (32)

Fotografia preta e branca em formato paisagem demonstra uma placa identificadora da região de um lote destinado à Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA/USA), retirada em 08/1958. Representante digital contém riscos e pontos esverdeados. Na placa contém as inscrições: Embaixadas Lote Nº 3 130,00 x 250,00 U.S.A D.T.U. Os primeiros visitantes a conhecer os lotes disponíveis na Nova Capital foram os estadunidenses, incluindo a visita do ex-Presidente Eisenhower (1890-1969). O lote é o único com área equivalente de 50.000m², enquanto os demais receberam um único lote de 25.000m². As instalações provisórias foram concluídas em 04 de abril de 1961, mas a totalidade da construção só foi terminada em 1976. Após a transferência da Capital (anteriormente localizada no Rio de Janeiro), foi necessário também transferir o corpo diplomático para Brasília, assim viabilizando lotes localizados na Avenida das Nações, Setor de Embaixadas Sul, W3 Norte, Setor de Rádio e TV Norte, Asa Sul e Asa Norte. Mesmo após anos de inauguração de Brasília, a transferência dessas representações estrangeiras não foi feita de imediato, devido à resistência de alguns consulados, mas em 1973 foi concluída. Sobre o atraso da mudança das embaixadas para a nova capital, Mendes (1995, p.93) explicita um trecho inflamado retirado do Correio Braziliense de 15 de maio de 1969, redigido pelo jornalista Ari Cunha: “Isto, entretanto, é o resultado de muita preguiça entre muitos diplomatas, nacionais e estrangeiros. Se o governo for com ‘diplomacia’, não muda nunca. E a vergonha será sempre nossa. Três governos já marcaram a data da mudança do Itamaraty para Brasília. As Embaixadas já receberam, oficialmente, três comunicações diferentes, e nenhuma foi cumprida até agora. Este é o último desafio, porque depois restará apenas a desmoralização nossa diante dos governos estrangeiros, que nunca mais acreditarão em mudança, e estarão rindo dos papeis que fizeram investimentos monstruosos construindo Embaixadas numa cidade que o Itamaraty rejeita por princípio”. A primeira embaixada a concluir suas construções em Brasília foi a da Sérvia e Montenegro (antiga Iugoslávia) e a primeira nação a erguer a sua Chancelaria foi a dos Estados Unidos da América. As embaixadas, de modo geral, apresentam uma grande lista de edifícios e autores, o que explica a extensa variedade de soluções arquitetônicas adotadas – embora prevaleça a expressão brutalista –, sendo possível distinguir também traços típicos do país de origem. Apesar disso, parte das embaixadas precedem a intenção de retratar a modernidade – tanto de seu próprio país como a presente em Brasília e que, segundo Santos (2005, p. 157) “em algumas delas, no entanto, o objetivo é dar destaque à arquitetura tradicional e, finalmente, há aquelas em que ambas as alternativas foram harmonizadas ou convivem – bem ou mal – lado a lado”. Tais características não apenas ampliaram o interesse cultural nessas edificações, mas a tornaram significativas coleções de obras de arte, incorporando o patrimônio da cidade. Ao fundo está uma vegetação campestre do Cerrado (campo limpo) e atrás há um aumento na densidade de árvores, indicando ser alguma fitofisionomia savânica ou florestal. No canto direito, nota-se que a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte, com fitofisionomias diversas distribuídas em forma de mosaico.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.21 (34)

Fotografia preta e branca em formato retrato demonstra uma placa identificadora da região de um lote destinado à Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA/USA). Na placa contém as inscrições: NOVACAP D.I Estados Unidos da América do Norte Lote Nº 3. Os primeiros visitantes a conhecer os lotes disponíveis na Nova Capital foram os estadunidenses, incluindo a visita do ex-Presidente Eisenhower (1890-1969). O lote é o único com área equivalente de 50.000m², enquanto os demais receberam um único lote de 25.000m². As instalações provisórias foram concluídas em 04 de abril de 1961, mas a totalidade da construção só foi terminada em 1976. Após a transferência da Capital (anteriormente localizada no Rio de Janeiro), foi necessário também transferir o corpo diplomático para Brasília, assim viabilizando lotes localizados na Avenida das Nações, Setor de Embaixadas Sul, W3 Norte, Setor de Rádio e TV Norte, Asa Sul e Asa Norte. Mesmo após anos de inauguração de Brasília, a transferência dessas representações estrangeiras não foi feita de imediato, devido à resistência de alguns consulados, mas em 1973 foi concluída. Sobre o atraso da mudança das embaixadas para a nova capital, Mendes (1995, p.93) explicita um trecho inflamado retirado do Correio Braziliense de 15 de maio de 1969, redigido pelo jornalista Ari Cunha: “Isto, entretanto, é o resultado de muita preguiça entre muitos diplomatas, nacionais e estrangeiros. Se o governo for com ‘diplomacia’, não muda nunca. E a vergonha será sempre nossa. Três governos já marcaram a data da mudança do Itamaraty para Brasília. As Embaixadas já receberam, oficialmente, três comunicações diferentes, e nenhuma foi cumprida até agora. Este é o último desafio, porque depois restará apenas a desmoralização nossa diante dos governos estrangeiros, que nunca mais acreditarão em mudança, e estarão rindo dos papeis que fizeram investimentos monstruosos construindo Embaixadas numa cidade que o Itamaraty rejeita por princípio”. A primeira embaixada a concluir suas construções em Brasília foi a da Sérvia e Montenegro (antiga Iugoslávia) e a primeira nação a erguer a sua Chancelaria foi a dos Estados Unidos da América. As embaixadas, de modo geral, apresentam uma grande lista de edifícios e autores, o que explica a extensa variedade de soluções arquitetônicas adotadas – embora prevaleça a expressão brutalista –, sendo possível distinguir também traços típicos do país de origem. Apesar disso, parte das embaixadas precedem a intenção de retratar a modernidade – tanto de seu próprio país como a presente em Brasília e que, segundo Santos (2005, p. 157) “em algumas delas, no entanto, o objetivo é dar destaque à arquitetura tradicional e, finalmente, há aquelas em que ambas as alternativas foram harmonizadas ou convivem – bem ou mal – lado a lado”. Tais características não apenas ampliaram o interesse cultural nessas edificações, mas a tornaram significativas coleções de obras de arte, incorporando o patrimônio da cidade. Ao redor da placa nota-se terra batida, indicando remoção recente da vegetação e ao fundo, observa-se vegetação florestal do Cerrado (cerradão). Ao lado de estacas de madeira está uma pequena placa com a inscrição: RNB 113 COTA 1039086. Sobre o tronco retorcido de uma árvore à esquerda da placa central está outra pequena placa cravada.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil