- DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-115
- Pièce
- 18/03/1958
Fait partie de Sans titre
"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Vista da cobertura da construção da Igrejinha. A cobertura com espessura variável de 90 cm de altura no trecho central, diminuindo suavemente para 25 cm, à medida que se aproximam dos três pilares de apoio formada por materiais leves, apoiada em um conjunto de treliças metálicas suportadas por quatro pilares e dois muros de alvenaria de pedra. Na imagem, é possível visualizar diversas placas de madeira para a forma do concreto armado da cobertura e barras de aço para a estrutura das paredes da Igreja. Há doze trabalhadores homens com camisas claras, alguns com calças escuras e outros com calça clara, uns de chapéu, outros de boné e outros sem acessório na cabeça; estes estão na cobertura colocando as placas de madeira e as barras de aço. Na parte superior da fotografia, fios de energia com algumas lâmpadas penduradas para iluminação temporária. No horizonte, vista do Cerrado sem construção, que atualmente é o Lago Paranoá e outras superquadras.
SOBRE A IGREJA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA:
A Igreja Nossa Senhora de Fátima, popularmente conhecida como “Igrejinha”, erguida entre março e junho de 1958, localizada na Entrequadra Sul 307/308 na Asa Sul, foi o primeiro templo católico construído no Plano Piloto em Brasília. Este constitui um modelo de integração entre a forma arquitetônica do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e a função estrutural desenvolvidas em parceria com o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) e com a Construtora Ibira. Sua cobertura, dividida em seis lajes, está em um plano curvo apoiado em três pilares triangulares de concreto, gerando a forma de catenária (curva assumida por uma corrente ou cabo flexível suspensa fixada apenas por suas extremidades e sujeita somente à força de seu próprio peso). No topo do pilar central, sobressai a cruz cristã posicionada paralelamente à base. As paredes da vedação, compostas de concreto, estão dispostas em um plano curvo contínuo sob a projeção de sombra triangular da cobertura, sugerindo mais delicadeza a um pequeno edifício, o qual possui uma grande abertura central. Além disso, sobressai o harmonioso azulejo de autoria do artista Athos Bulcão (1918-2008) contido por toda a extensão das paredes externas. Em sua lateral esquerda e direita destaca-se a janela em fita seccionada em três partes verticalmente a qual atualmente serve como porta de acesso restrito. Já na parte posterior do monumento há cincos janelas que detém formas retangulares e quadradas ora em sentido vertical ora em sentido horizontal.
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Sans titre