Superquadras

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NOV.B.18 (51)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-51
  • Unidad documental simple
  • 19/08/1959
  • Parte deSin título

"Fotografia colorida em formato paisagem retrata a vista frontal de uma entrada de trevo/viaduto de acesso às superquadras, localizado no Eixo Rodoviário do Plano Piloto de Brasília-DF, retirada em 19/08/1959. Observa-se a abertura acima da estrutura interna de concreto da passagem para as quadras inferiores, onde também nota-se uma estrutura de madeira a escorar os aterros em ambos os lados e permitir acesso a locais mais altos. Dentro da região sombreada pela passagem, estão pilhas de materiais (vigas de concreto) sobre um terreno de terra em obras. À frente destas pilhas, vê-se um grupo de três operários estando, da direita para a esquerda: um homem com boné claro, camisa social clara e calças escuras tem as mãos frente ao corpo enquanto conversa com os demais; ao centro, um homem de chapéu claro, camisa social e calças claras, apoiado com a mão direita no quadril e virado para o homem da direita; à esquerda, um homem de chapéu claro, camisa social escura e calça bege virado para os demais. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"". Os trevos de entrada para as áreas residenciais, partindo dos eixos rodoviários, são responsáveis por escoar o fluxo de carros evitando Cruzamentos e a separação dos eixos rodoviários destinada a redução velocidade de trânsito para acesso aos edifícios institucionais e às quadras residenciais (eixinhos/eixos L e W), enquanto o eixo rodoviário central é uma pista de alta velocidade destinada ao fluxo livre de carros. Veículos mais pesados como caminhões foram direcionados para as vias do entorno do plano piloto, que também concedem acesso às quadras e suas comerciais.
"

Sin título

NOV.B.18 (54)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-54
  • Unidad documental simple
  • 1957 - 1958
  • Parte deSin título

"Fotografia espelhada colorida em formato paisagem. Representante digital com riscos e manchas amareladas. Registro aéreo do eixo rodoviário sul em asfaltamento (popularmente conhecido como eixão e eixinhos), durante os primeiros anos de construção de Brasília, nos anos de 1957 e 1958, com as superquadras em plano de fundo. A disposição das tramas viárias e dos conjuntos residenciais se deram no plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital através do eixo rodoviário, este que, segundo a edição “Arquitetura e Engenharia” da Revista Brasília (Pinheiro, 1960, p. 9), “foi arqueado, de acordo com a topografia local, e veio a formar o tronco da circulação, livre de Cruzamento graças ao recurso dos trevos e passagens de nível, que conduz às superquadras residenciais, estabelecidas em ambos os lados seus”. Conforme relatou Lucio Costa em uma das edições da Revista Brasília de 1957, “o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer Cruzamento” (Pinheiro, 1957, p. 10). As três faixas estão em etapas diferentes de construção, da esquerda para a direita (considerando o fato da fotografia estar espelhada): o eixinho oeste (ERW - Sul) é definida por duas faixas, as quais uma está asfaltada e a outra está aplainada mas sem asfaltamento - ainda em terra batida -, um veículo azul transita na via não pavimentada; o eixinho leste (ERL - Sul) não apresenta processo de pavimentação, com as duas vias apenas demarcadas em terra batida; a via central, conhecido como eixão, tem sua área de domínio maior e apenas parte dela está pavimentada, enquanto restante da via está em terra batida aplainada e a outra apenas demarcada, cinco veículos transitam pela parte asfaltada da rodovia. Entre as três vias, no centro do registro, tubos de concreto espalhadas entre os canteiros centrais e laterais. A construção das pistas do Eixo Rodoviário de Brasília e suas pistas marginais (que recebem a alcunha de eixão - pista central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da pista central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio). Ao fundo da fotografia, na linha do horizonte, parte da escala edilícia das superquadras construídas dos dois lados das vias, com os conjuntos de maior altura próximos do eixo rodoviário, a escala se dispersa conforme se distancia do centro para a esquerda do registro, até chegar às residências térreas do Setor de Habitações Individuais Geminadas Sul - SHIGS. Os conjuntos residenciais das superquadras, conforme descritas por Lucio Costa (1902-1998), foram denominadas e pertencentes a Escala Residencial, sendo esta constituída de “superquadras, quadriláteros medindo 240 x 240 ms., rodeada por uma área arborizada de 20 m de largura e localizadas de cada lado do eixo monumental Norte-Sul” (Pinheiro, 1960, p.73). Entre os intervalos das pistas centrais e laterais e grande parte da extensão fotográfica, é possível ver parte de vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito), e ao fundo a vegetação do Cerrado se estende (fitofisionomia não identificada).
"

Sin título

NOV.B.18 (56)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-56
  • Unidad documental simple
  • 1957 - 1960
  • Parte deSin título

" Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações da W3 Sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. À esquerda da via principal W3 Sul, encontram-se as casas populares geminadas de 3 quartos e 80m² construídas pela Fundação da Casa Popular (FCP), na altura das quadras 700. Algumas construções institucionais e comerciais já estavam erguidas na região das quadras 900, acima das casas brancas. Vegetação típica do cerrado (cerrado sentido restrito) está presente entre as construções, com aspecto mais ralo devido a intervenção antrópica, em que nota-se áreas mais preservadas na lateral direita e no canto esquerdo. À direita das pistas principais ao centro, foram feitas as delimitações/loteamentos para as construções comerciais das quadras 500. É visível que um agrupamento/alojamento se localiza em um dos lotes, com algumas pessoas caminhando nos arredores. À frente, na pista à esquerda, vê-se um Jeep Willys, um agrupamento de pessoas caminhando e uma caminhonete atrás. No quadrante superior direito estão localizados os blocos residenciais das quadras 300 e 100. As regiões das quadras 105 e 305 sul receberam 1020 apartamentos em 34 blocos construídos pela Fundação da Casa Popular e pelo Instituto de Previdência (IAPI) e outras quadras próximas à W3 Sul receberam 500 unidades residenciais geminadas. A Fundação da Casa Popular foi instituída em 1946 como órgão federal pioneiro voltado para o desenvolvimento urbano e de habitação, em meio a crise de habitação do antigo Distrito Federal (localizado no Rio de Janeiro). As construções residenciais da FCP tinham uma proposta de casas populares, sendo as primeiras em alvenaria de Brasília. Foram feitas casas também pela ECEL Escritório Construtora Engenharia S/A e pela Caixa Econômica Federal - mais precisamente, 222 casas duplex. No período de construção de Brasília, em tratado com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), a FCP construiria, em Dezembro de 1956, 100 casas “proletárias” que depois vieram a se tornar 500 casas “populares”, em Agosto de 1957, mudança essa que pode ter alterado a destinação dessas casas para outro tipo de público-alvo - de trabalhadores de baixa renda, para trabalhadores média renda - como defendeM autores como Holston (1993).
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Sin título

NOV.B.18 (57)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-57
  • Unidad documental simple
  • 1957 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações da W3 Sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. À esquerda da via principal W3 Sul, encontram-se algumas casas da Caixa Econômica ou da ECEL construídas de maneira paralela à via. Nos demais loteamentos, observa-se preparação do terreno para receber mais casas no mesmo formato. No limite esquerdo da pista estão diversas tubulações para o sistema drenagem, escoamento e distribuição de água da região. Três pessoas caminham em direção ao limite inferior da fotografia. Mais acima, na mesma pista, quatro agrupamentos de pessoas caminham. À direita da pista estão uma sequência de tonéis destinados para as diversas construções ali iniciadas. Na região de terra seca batida, localizada nas quadras 500, edificações comerciais já estavam em processo de lajeamento e concretagem de suas estruturas. Atrás das mesmas, uma delimitação de pista destinada para a W2 sul - via que passa por detrás das edificações comerciais e fica à frente dos blocos residenciais das quadras 300. Vegetação típica do cerrado (cerrado sentido restrito) está presente entre as construções, com aspecto mais ralo devido a intervenção antrópica, em que nota-se área mais preservada no canto esquerdo. As regiões das quadras 105 e 305 sul receberam 1020 apartamentos em 34 blocos construídos pela Fundação da Casa Popular e pelo Instituto de Previdência (IAPI) e outras quadras próximas à W3 Sul receberam 500 unidades residenciais geminadas. A Fundação da Casa Popular foi instituída em 1946 como órgão federal pioneiro voltado para o desenvolvimento urbano e de habitação, em meio a crise de habitação do antigo Distrito Federal (localizado no Rio de Janeiro). As construções residenciais da FCP tinham uma proposta de casas populares, sendo as primeiras em alvenaria de Brasília. Foram feitas casas também pela ECEL Escritório Construtora Engenharia S/A e pela Caixa Econômica Federal - mais precisamente, 222 casas duplex. No período de construção de Brasília, em tratado com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), a FCP construiria, em Dezembro de 1956, 100 casas “proletárias” que depois vieram a se tornar 500 casas “populares”, em Agosto de 1957, mudança essa que pode ter alterado a destinação dessas casas para outro tipo de público-alvo - de trabalhadores de baixa renda, para trabalhadores média renda - como defendeM autores como Holston (1993).
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Sin título

NOV.B.18 (62)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-62
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1960
  • Parte deSin título

Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas ao Eixo Rodoviário Sul (eixão), registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. No registro é possível ver que a pista principal do Eixo Rodoviário Sul, denominada popularmente por eixão, já foi planificada e recebeu postes de iluminação urbana em sua extensão. À esquerda da pista central estão alguns blocos residenciais com a estrutura pronta, restando a aplicação de revestimentos e esquadrias. Entre os blocos e a pista central, carros se locomovem na pista marginal (eixinho). É possível ver mais carros estacionados nas áreas da superquadra. Na linha do horizonte, tem-se mais prédios já construídos. A vegetação em sua maioria já foi modificada, restando apenas poucas mudas ou árvores já existentes do Cerrado com fins paisagísticos, evidentes nas laterais da pista central. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.

Sin título

NOV.B.18 (64)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-64
  • Unidad documental simple
  • 1957 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas ao Eixo Rodoviário Sul (eixão), registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Representante digital contém manchas brancas e marcas de ressecamento ou risco na imagem. Vista aérea das três vias do Eixo Rodoviário (que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio) e, entre os intervalos das pistas, é possível ver árvores esparsas do Cerrado. Além disso, no canto inferior direito nota-se cerrado típico ainda parcialmente preservado e ao fundo das construções a vegetação do Cerrado se estende, com trechos campestres (campo sujo/limpo) e trechos com maior densidade de árvores (fitofisionomia não identificada). No quadrante superior esquerdo estão os blocos residenciais das quadras 200 e no quadrante superior direito estão blocos das regiões 100 e 300, e alguns prédios comerciais. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.

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Sin título

NOV.B.18 (67)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-67
  • Unidad documental simple
  • 1957 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas ao Eixo Rodoviário Sul (eixão), registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Representante digital contém manchas brancas e marcas de ressecamento ou risco na imagem. Vista aérea das três vias do Eixo Rodoviário (que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio) e, entre os intervalos das pistas, nota-se vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito), com trechos mais rasteiros devido a intervenção humana, e trechos ainda pouco modificados, evidente na lateral esquerda. Além disso, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte, com trechos campestres (campo sujo/limpo) e trechos com maior densidade de árvores (fitofisionomia não identificada). No quadrante superior esquerdo estão os blocos residenciais das quadras 200 e 400, enquanto que no quadrante superior direito estão blocos das quadras 100 e 300, e alguns prédios comerciais e alojamentos de apoio ao canteiro de obras mais ao centro (provável quadra 104 sul). Nas vias é possível ver carros transitando nas faixas, um caminhão e um carro menor fazendo as tesourinhas (trevos feitos para a entrada de quadras). No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.
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Sin título

NOV.B.18 (68)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-68
  • Unidad documental simple
  • 1957 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas ao Eixo Rodoviário Sul (eixão), registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Representante digital contém manchas brancas e marcas de ressecamento ou risco na imagem. Vista aérea das três vias do Eixo Rodoviário (que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio) e, entre os intervalos das pistas, é possível observar árvores esparsas de pequeno é médio porte. Nas laterais da fotografia, nota-se vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito), com trechos mais rasteiros devido a intervenção humana, e trechos ainda pouco modificados, evidentes na lateral direita e ao fundo na lateral esquerda. No quadrante superior esquerdo estão os blocos residenciais das quadras 100 e 300, enquanto que no quadrante superior direito estão blocos das quadras 400. Nas vias é possível ver carros transitando nas faixas. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.

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Sin título

NOV.B.18 (69)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-69
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações Representante digital contém uma mancha clara logo acima de um prédio, na região central da imagem. Pontos brancos e riscos também são notados. Vista da pista principal (eixão), sendo que nesta pista estão alguns carros e um homem de camisa escura pedalando na faixa. As três vias do Eixo Rodoviário (que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio) e, entre os intervalos das pistas, é possível observar árvores do Cerrado esparsas, de pequeno e médio porte. Além disso, na lateral esquerda, em frente aos prédios, há árvores de médio porte provavelmente mantidas para fins paisagísticos. Ao fundo da mesma pista, observa-se a movimentação de pessoas. À esquerda da pista marginal (eixinho) estão alguns blocos residenciais de superquadras, mais precisamente das quadras 100 e 300. Ao fundo destes blocos, estão os dois edifícios do Setor Comercial Sul, correspondentes ao edifício Seguradoras (menor, ao lado da copa de uma árvore, com parte do seu esqueleto exposto ao centro) e o prédio do BNDES (maior, do lado esquerdo do ed. Seguradoras). No quadrante esquerdo inferior, vê-se uma estrutura branca que pode ser uma parte de um helicóptero no qual se retiraram as imagens aéreas. No fundo da fotografia, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.
"

Sin título

NOV.B.18 (70)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-70
  • Unidad documental simple
  • 1957 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas ao Eixo Rodoviário Sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Vista da pista central do Eixo Rodoviário (eixão) para os blocos residenciais das superquadras 100 sul. As três vias do Eixo Rodoviário (que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio) e, entre os intervalos das pistas, é possível ver árvores esparsas de médio porte, mantidas com fins paisagísticos. No eixão encontram-se caminhões a transitar, sendo um Chevrolet 1954 preto e um grupo de aproximadamente 6 caminhões ao fundo. Saindo na via à esquerda, está uma Kombi branca e mais carros parecem se deslocar na via acima, na região onde passa o eixinho. À frente dos primeiros blocos há um tapume com placas identificadoras da obra, um caminhão branco com carroceria carregada com dois homens acima e um Jeep Willys estacionado em direção ao tapume. Ao fundo, próximo ao limite direito da imagem, observa-se os dois prédios do Setor Comercial Sul correspondentes ao BNDES (maior) e ao edifício Seguradoras (menor). Logo atrás, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.
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