Sítio modificado Vias Urbanas

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NOV.B.18 (1)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-1
  • Pièce
  • 1956 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia colorida em formato paisagem. Representante digital com riscos e manchas amareladas. Registro à margem do Eixo Rodoviário (popularmente conhecido como eixão) transitado por automóveis e em plano de fundo visualiza-se as superquadras durante os primeiros anos da construção de Brasília entre 1956 e 1960. A disposição dos conjuntos residenciais e a trama viária se deram no plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital através do eixo rodoviário, este que, segundo a edição “Arquitetura e Engenharia” da Revista Brasília (Pinheiro, 1960, p. 9), “foi arqueado, de acordo com a topografia local, e veio a formar o tronco da circulação, livre de Cruzamento graças ao recurso dos trevos e passagens de nível, que conduz às superquadras residenciais, estabelecidas em ambos os lados seus” que, conforme relatou Lucio Costa em uma das edições da Revista Brasília de 1957, “o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer Cruzamento” (Pinheiro, 1957, p. 10). A construção das pistas do Eixo Rodoviário e suas pistas marginais (que recebem a alcunha de eixão - pista central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da pista central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio). Localizam-se na via: um veículo de modelo Chevrolet Biscayne cor bege, trafegando em primeiro plano; um caminhão verde e mais dois automóveis transitam em lados opostos da avenida (o da esquerda, é, provavelmente, um Rural Willys; e o da direita, possivelmente, um Ford F100 1951 “Vampirinha”); ao fundo do registro, veículos dispersos não identificaveis locomovem-se pelo eixo rodoviário; adjacentes à via, postes de iluminação. No quadrante inferior esquerdo, o canteiro lateral em terra seca contendo pedras e pedaços de madeira, caracterizando o processo de obra recente. Entre os canteiros centrais das vias, o solo ainda em terra, com poucas árvores. No quadrante central do registro, adjacentes ao eixo rodoviário, notam-se três conjuntos residenciais das superquadras, apresentando níveis diferentes do processo construtivo: o primeiro ao centro do registro, em plano posterior ao eixão, caracteriza-se ainda em processo de obra devido a presença de andaimes nas fachadas; aspecto de fachadas vazadas e empenas cegas (fachada sem aberturas, janelas ou portas) ainda em concreto aparente; além de esqueletos estruturais ainda evidentes. Ao fundo, outros dois conjuntos implantados em lados opostos do Eixo Rodoviário já apresentam detalhamentos mais específicos, aparentando estarem finalizados ou em processo de finalização devido a falta de andaimes, com destaque das esquadrias colocadas e pinturas nas fachadas. Os conjuntos residenciais, conforme descritos por Lucio Costa compõem a Escala Residencial, sendo esta constituída de “superquadras, quadriláteros medindo 240 x 240 ms., rodeada por uma área arborizada de 20 m de largura e localizadas de cada lado do eixo monumental Norte-Sul” (Castro, 1960, p.73). Do lado direito do registro, duas vias paralelas em declive, ladeadas por areas de terra batida e ao fundo à direita adensamento de árvores - de pequeno e médio porte - caracterizam uma vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito), com árvores esparsas entre os eixos, próximos às construções, tornando-se mais densa conforme se distancia da via, à direita da imagem.

Sans titre

NOV.B.18 (10)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-10
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia colorida em formato paisagem retrata o asfaltamento do Eixo Rodoviário do Plano Piloto, entre os anos de 1957-1960. Representante digital contém riscos e manchas verdes. A fotografia capta não só a delimitação das vias do eixo rodoviário, como também registra a construção dos edifícios das quadras 400, 100 e 300 e residências (provavelmente as construídas pela FCP - Fundação da Casa Popular) que ficaram nas quadras 700, próximas à W3 Sul (que são as pequenas edificações brancas no quadrante esquerdo superior). As regiões das quadras 105 e 305 sul receberam 1020 apartamentos em 34 blocos construídos pela Fundação da Casa Popular e pelo Instituto de Previdência (IAPI) e outras quadras próximas à W3 Sul receberam 500 unidades residenciais geminadas. A Fundação da Casa Popular foi instituída em 1946 como órgão federal pioneiro voltado para o desenvolvimento urbano e de habitação, em meio a crise de habitação do antigo Distrito Federal (localizado no Rio de Janeiro). As construções residenciais da FCP tinham uma proposta de casas populares, sendo as primeiras em alvenaria de Brasília. Foram feitas casas também pela ECEL Escritório Construtora Engenharia S/A e pela Caixa Econômica Federal - mais precisamente, 222 casas duplex. No período de construção de Brasília, em tratado com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), a FCP construiria, em Dezembro de 1956, 100 casas “proletárias” que depois vieram a se tornar 500 casas “populares”, em Agosto de 1957, mudança essa que pode ter alterado a destinação dessas casas para outro tipo de público-alvo - de trabalhadores de baixa renda, para trabalhadores média renda - como defendeM autores como Holston (1993). Ao centro direito da fotografia estão as três vias do Eixo Rodoviário (que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio) e, entre os intervalos das pistas, é possível observar vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito), com presença de vegetações arbustivas e árvores de médio e grande porte. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10).
"

Sans titre

NOV.B.18 (100)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-100
  • Pièce
  • 1956 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia preta e branca em formato paisagem. Representante digital consta desfoque, caracterizando baixa qualidade de resolução. Registro aéreo do viaduto da via Estrada Parque Guará (EPGU ou DF-051) com passagem sobre a Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA ou DF-003), em Brasília-DF, durante os primeiros anos da construção capital (1956-1958). Abaixo da ponte, a EPIA se estende verticalmente sentido ao final oeste do Eixo Monumental, seguindo para o “Balão do Colorado” que interliga as vias Estrada Parque do Contorno (EPCT ou DF-001) responsável por contornar a Bacia Hidrográfica do Paranoá e “inicialmente, seria um demarcador da sua área de proteção - o “cinturão verde” de Brasília.”, e a Estrada Parque Armazenagem e Abastecimento (EPAA ou DF-010) que interliga “liga a N-1 do Eixo Monumental (na altura do Palácio do Buriti) ao Setor de Abastecimento e Armazenagem Norte (SAAN) (Cavalcanti, 2012). Identifica-se um processo de asfaltamento avançado devido ao fluxo de veículos nos dois sentidos da via, porém, com alguns locais em solo terroso alterado e porções de terra ainda evidenciando o ambiente de obra recente (nos canteiros laterais e no central). Nas margens do viaduto, é possível identificar algumas vias vicinais que cortam diagonalmente parte dos canteiros, provavelmente, destinado ao percurso direto para outras regiões, passagem de maquinário e materiais para o processo de obra. Mais ao fundo, após o viaduto, parte do córrego Riacho Fundo serpenteando abaixo da via EPIA com presença da vegetação de mata ciliar. Na parte esquerda do registro, parte da estrutura do helicóptero que sobrevoa o viaduto. Ao fundo, às margens da via, há a presença de parte da vegetação do Cerrado (fitofisionomia não identificada).
"

Sans titre

NOV.B.18 (103)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-103
  • Pièce
  • 1956 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Representante digital consta manchas brancas. Registro da estrada interna que foi responsável por interligar o Aeroporto de Brasília a Eixo Monumental a altura da Praça do Cruzeiro, durante os primeiros anos da construção da nova capital (1956-1958). No registro, a estrada em terra batida do que hoje faz parte das vias de interligação da Agência Espacial Brasileira (AEB), no Setor de Habitações Individuais Sul (SHIS), anteriormente, foi uma via vicinal responsável por Cruzar parte do Plano Piloto, na Asa Sul, passando pelas quadras 208, 209, 408 e 409 chegando ao Eixo Monumental na altura da Praça do Cruzeiro. Ao fundo, observa-se restos vegetais (galhos, folhas e troncos) misturados a terra revolvida e algumas árvores de médio porte dispersas logo atrás. Ainda nos primeiros anos da concepção de Brasília, a estrada tenha sido utilizada para o transporte que, saindo do aeroporto, tinha como destino a região do que hoje denomina-se como Praça do Cruzeiro, foi um local de destaque devido a sua plena participação nos acontecimentos que antecederam a concepção de Brasília, sendo muito visitada pelas autoridades responsáveis pela transferência da Capital, incluindo o próprio Juscelino Kubitschek (1902-1976) (JK), que visitou o local pela primeira vez em 02/10/1956. Foi na região da Praça do Cruzeiro que houveram os primeiros eventos que influenciaram nas tomadas de decisões para o futuro da construção da nova capital, sendo alguns deles: devido a ser ponto de maior altitude da região - com 1.172 metros - testemunhou, segundo JK “a verdadeira pedra fundamental da cidade. É sem dúvida seu marco histórico [...]” (Kubistchek, 2000); local onde se podia vislumbrar a extensão territorial do Planalto Central, havendo das primeiras decisões sobre o processo das construções; recebeu o Cruzeiro permanente para celebração da primeira missa em Brasília; foi onde registrou-se o Marco Geodésico nº 8 do IBGE (através deste marco que os topógrafos conseguiram colocar em prática o plano de Lucio Costa (1902-1998) na região). No registro, 12 placas de orientação dão sentido ao percurso com destino a região central do Plano Piloto. Na identificação das placas, da direita para a esquerda: “IAPETC SEVERO E VILLARES”; “KOSAOS”; “IAPSE” Instituto de Previdência e Aposentadoria dos Servidores do Estado; “I.A.P.C” Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Comerciários; “C.C.B.E.” Companhia Brasileira de Estradas; “CruzEIRO”; Autor da Fotografia: Mario Fontenelle

Sans titre

NOV.B.18 (105)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-105
  • Pièce
  • 1956 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia colorida em formato paisagem. Representante digital consta riscos e manchas esverdeadas. Registro aéreo do trevo que faz conexões entre a Estrada Parque Guará (EPGU ou DF-051), a Estrada Parque Aeroporto (EPAR ou DF-047), e a Estrada Parque das Nações (EPNA ou DF-004). No registro, toda a estrutura do trevo apresenta processos diferentes de construção, no quadrante inferior, apenas três vias externas estão asfaltadas e com movimentação de veículos: à esquerda do registro, a faixa direita da EPAR - em processo de asfaltamento avançado, percorrendo a fotografia diagonalmente interligando-se com a EPNA, e três veículos transitam pela via - uma caminhonete, um ônibus e um carro; à direita do registro, a via que parte do Eixo Rodoviário Sul (DF-002) - como visto no trecho superior a direita, não tendo a pavimentação finalizada - e conecta-se a EPAR, rumo ao Aeroporto de Brasília. Ainda referente às vias, no quadrante superior: à direita, à faixa da esquerda da EPAR sobe em diagonal, conectando-se a EPGU com rumo ao Guará; à direita, a faixa de conexão entre a via do Eixo Rodoviário e a EPGU ainda não apresenta asfaltamento concluído, havendo apenas a demarcação e terraplenagem. As faixas internas se projetam em elipse e são responsáveis pelos retornos de cada acesso, apesar de não apresentarem asfaltamento, estão demarcadas e terraplanadas, havendo a presença de maquinários e pequenas instalações de suporte à obra. Após o trevo, no plano de fundo, construções residenciais retratam parte da Vila Telebrasília, que teve seu surgimento em 1956 servindo como acampamento de funcionários da Construtora Correa, localizando-se à beira do Lago Paranoá, ao final da Asa Sul. Margeando as vias, observa-se vegetação campestre que provavelmente sofreu remoção da parte aérea para a realização das obras, e no canto superior direito e ao fundo, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte, com trechos campestres (campo sujo/limpo) e trechos com maior densidade de árvores (fitofisionomia não identificada). Ainda de acordo com o IPHAN (2017, p. 50) “A Vila Telebrasília constitui-se, hoje, como um local de habitação popular dentro do Conjunto Urbanístico de Brasília”. Mais ao fundo, à direita, tem-se parte de uma das nascentes do Lago Paranoá coberto por uma vegetação de Mata de Galeria e Mata Ciliar. AJUDA DO CLEITON. Na extremidade superior do registro, parte da via Estrada Parque Dom Bosco (EPDB ou DF-025) que deriva da Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA ou DF-003), percorrendo “o Lago Sul, atendendo às Quadras do Lago (QL, margem, números pares) e às Quadras Internas (QI, sempre ímpares)” (Cavalcanti, 2023).
"

Sans titre

NOV.B.18 (109)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-109
  • Pièce
  • 1956 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro térreo da Estrada Parque Aeroporto (EPAR ou DF-047) pavimentada, com sentido ao Eixo Rodoviário Sul, em Brasília, durante os primeiros anos de construção da capital (1956-1958). No registro, realizado as sombras da ponte que estrutura o fluxo da Estrada Parque das Nações (EPNA ou DF-004) sobre a EPAR, com sentido a Estrada Parque Guará (EPGU ou DF-051). O ônibus transita com sentido a Brasília, realizando o transporte de passageiros com destino à capital. No ônibus, é possível identificar a presença de passageiros através das janelas, nota-se ainda uma faixa na lateral (possível identificar brevemente) com os seguintes dizeres: “CRISVAL [...] PRESIDENTE J.K.”. Enquanto na parte superior: “EXPRESSO MERCEDES LDTA”. A via EPAR apresenta processo avançado de asfaltamento, com os canteiros centrais e laterais demonstrando possível finalização das etapas de obras, com mudas de palmeiras plantadas e gramíneas baixas nascendo, evidenciando a passagem de tempo desde sua finalização. Ao fundo, atrás da via, a vegetação do Cerrado se estende, sendo que na lateral direita nota-se vegetação campestre, sendo um campo limpo natural ou outra forma vegetacional que sofreu remoção da parte áerea por ação humana.

Sans titre

NOV.B.18 (11)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-11
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia colorida em formato paisagem retrata o asfaltamento do Eixo Rodoviário do Plano Piloto, entre os anos de 1957-1960. Representante digital contém riscos e manchas verdes. A fotografia capta não só a delimitação das vias do eixo rodoviário, como também registra a construção dos edifícios das quadras 400, 100 e 300 e residências (provavelmente as construídas pela FCP - Fundação da Casa Popular) que ficaram nas quadras 700, próximas à W3 Sul (que são as pequenas edificações brancas no quadrante esquerdo superior). As regiões das quadras 105 e 305 sul receberam algumas das 500 unidades residenciais construídas pela Fundação da Casa Popular (FCP) e pelo Instituto de Previdência (IAPI). As construções residenciais da FCP tinham uma proposta de casas populares, sendo as primeiras em alvenaria de Brasília. No período de construção de Brasília, em tratado com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), a FCP construiria, em Dezembro de 1956, 100 casas “proletárias” que depois vieram a se tornar 500 casas “populares”, em Agosto de 1957, mudança essa que pode ter alterado a destinação dessas casas para outro tipo de público-alvo - de trabalhadores de baixa renda, para trabalhadores média renda - como defendeM autores como Holston (1993). Ao centro esquerdo da fotografia estão as três vias do Eixo Rodoviário (que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio) e, entre os intervalos das pistas, é possível observar vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito), com presença de vegetações arbustivas e árvores de médio e grande porte, sendo que em alguns trechos a vegetação se encontra com aspecto mais ralo devido a intervenção humana. Na região final da pista assentada, vê-se alguns tonéis agrupados. No limite esquerdo da fotografia, na pista central, está um caminhão azul de carroceria aparentemente vazia. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10).
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Sans titre

NOV.B.18 (113)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-113
  • Pièce
  • 1956 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro térreo de um maquinário durante os processos de movimentação de terra em Brasília-DF, durante os seus primeiros anos de construção, entre 1956 a 1960. Estando em evidência no registro, uma motoniveladora da fabricante Caterpillar. Em sua lataria, é possível identificar os dizeres: “Camargo Corrêa”; “CAT DWI5 SERIES E”; “LION”; CAT Nº. 428 Capacity”. Um trabalhador, trajando camisa social clara e chapéu escuro, opera o maquinário realizando o nivelamento do solo, enquanto um segundo operário, traja uma jaqueta escura, calça, meia branca e sapato, estando sentado sobre o maquinário com a perna esquerda esticada e a direita dobrada, olhando fixamente para baixo com expressão séria. Abaixo do maquinário, a terra dispersa evidencia o processo de obra recorrente, com o solo irregular ainda passando pelo processo de terraplenagem. No solo, é possível identificar pequenos pedaços de galhos, evidenciando parte da ação antrópica ocorrida no local. Segundo relatos do Diário de Brasília (1957), até o final do ano de 1957, as obras da nova capital já contavam com cerca de, 237 km de estradas internas, 1.397.000 m² de área desmatada e 470.000 m³ de terraplenagem, enquanto os locais destinados às construções do Plano Piloto já apresentam 1.014.299 m³ de terraplenagem e desmatamento com aproximados 6.000.000 m².” (31/12/57) (p. 152). No plano de fundo, nota-se vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito).
"

Sans titre

NOV.B.18 (114)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-114
  • Pièce
  • 1956 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Retrato do cenário de construção de Brasília-DF, entre os anos de 1956-1960. Registro térreo do trabalho de terraplenagem sendo executado por maquinários pesados, havendo a presença de três máquinas sendo operados por trabalhadores, em que, da direita para a esquerda: a primeira sendo uma carregadeira manuseada por um homem de camisa clara e calças escuras está de Costas para a fotografia; a segunda um trator-escrêiperes de rodas operado por um homem trajando chapéu e indumentárias claras, um operário sentado sobre a máquina; e a terceira, a esquerda do registro uma niveladora. Além do maquinário, é possível identificar três veículos: estando mais a frente um Jeep Willys; posteriormente, no quadrante esquerdo, uma caminhonete com tonéis na caçamba e dois operários próximos desta, estando os dois com a mão esquerda na cintura, enquanto o da esquerda observando o trabalho realizado, trajando camisa e calças escuras, e o da direita traja chapéu e camisa branca, e calça escura; uma segunda caminhonete no plano de fundo, estando 3 trabalhadores próximos (dois de pé e um sentado), havendo um vislumbre de suas vestimentas claras. No solo irregularidade ainda em processo de pavimentação identifica-se a passagem de maquinário e veículos, estando fragmentado em solo batido e pedras dispersas. A esquerda do registro, parte de um talude que, possivelmente, separa a via da vegetação. A direita, após o maquinário, observa-se vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito), que se estende pelo horizonte, enquanto a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília. Segundo relatos do Diário de Brasília (1957), até o final daquele ano, as obras da nova capital já contavam com cerca de, 237 km de estradas internas, 1.397.000 m² de área desmatada e 470.000 m³ de terraplenagem, enquanto os locais destinados às construções do Plano Piloto já apresentam 1.014.299 m³ de terraplenagem e desmatamento com aproximados 6.000.000 m².” (31/12/57) (p. 152).

Sans titre

NOV.B.18 (117)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-117
  • Pièce
  • 1956 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Representante digital consta manchas e riscos brancos e escuros, com uma marca de fita adesiva na porção esquerda. Registro térreo da “Estaca Zero” em contexto ao ambiente de vegetação e as vias iniciais, local de demarcação do ponto onde delimitou-se o Cruzamento dos dois eixos viários de Brasília, o Eixo Monumental e o Rodoviário. Segundo fontes do Arquivo Público do Distrito Federal (ARPDF, 2023), o plano de Lucio Costa (1902-1998), “ao ser plantada no chão do Cerrado, o processo para sua locação previa a existência de um ponto central, o entreCruzamento dos Eixos Rodoviário e Monumental, identificado na cartografia como a Estaca Zero”, e que, segundo palavras do próprio Costa, o Cruzamento dos eixos “nasceu do gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse: eixos Cruzando-se em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da Cruz” (Pinheiro, 1957). No registro, estando em evidência, a presença de um Jeep Willys com dizeres transcritos em sua lataria: “NOVACAP J-4”. Há 5 homens próximos ao veículo, estando: um homem em pé à esquerda do veículo, ao lado do motorista, trajando roupas formais, um colete escuro sobre camisa branca e gravata, óculos de grau e cabelo penteado para trás (aparentando calvície); um homem de cabelo escuro, sentado no banco do motorista, trajando terno escuro, com as mão sobre a coxa direita olhando para frente. Outros 3 homens encontram-se sentados na parte traseira do Jeep, onde da direita para esquerda, um homem de óculos escuros, e jaqueta clara está de Costas para o fotógrafo com seu braço apoiado sobre o banco do passageiro, olhando diagonalmente, direcionado para o homem em pé ao lado do veículo. Sentado ao lado deste, um segundo homem de Costas para o registro traja uma jaqueta preta e com o rosto direcionado para o plano posterior do terreno. Posteriormente aos dois homens, um terceiro está sentado voltado para o registro, por conta deste estar em plano posterior – entre os dois homens – sua identificação é prejudicada, sendo possível reconhecer apenas: parte da indumentária, provavelmente, um terno escuro; a cabeça aparente, com ausência de cabelo. A frente do veículo, quatro estacas delimitam a área onde se encontra a pequena placa com os dizeres: “ZERO”, representando o ponto central do entreCruzamentos entre os Eixos Rodoviário e Monumental. No quadrante inferior, outras 4 estacas cortadas devido ao enquadramento do registro. O solo de terra batida evidencia o processo de terrapleno que antecedeu o momento do registro, com os dois eixos – apesar de embrionários – já configurando um Cruzamento viário demarcado, onde: paralelo ao registro, a estrada de terra do que veio a ser o Eixo Monumental; perpendicular ao registro – onde o veículo encontra-se na mesma orientação – o Eixo Rodoviário (Pinheiro, 1957, p.10). As demarcações no Eixo Monumental foram realizadas no dia 20/04/1957, quando, “16 homens, entre topógrafos, ajudantes de topógrafos e motoristas [...] Naquele dia, íamos cravar o primeiro marco do Plano Piloto”, segundo os relatos, uma equipe de aproximadamente 10 homens foram “descendo com o teodolito, locando o Eixo Monumental até a Praça dos Três Poderes.” O responsável por ficar a Estaca Zero no chão foi o engenheiro e agrimensor Ronaldo de Alcântara Velloso (ARPDF, 2023). No plano de fundo, a via se estende aplainada em declive até sumir na linha do horizonte, estando rodeada de vegetação típica do Cerrado, com densidade média a alta (fitofisionomia de Cerrado típico, Cerrado sentido restrito). O desmatamento recente na região se faz evidente devido à presença de galhos, aglomerados de terra separando a vegetação da estrada e troncos sobre o solo, às margens da via de terra.

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