Sítio modificado Vias Urbanas

Taxonomia

Código

Nota(s) de âmbito

Nota(s) da fonte

Mostrar nota(s)

Termos hierárquicos

Sítio modificado Vias Urbanas

Termos equivalentes

Sítio modificado Vias Urbanas

Termos associados

Sítio modificado Vias Urbanas

127 Descrição arquivística resultados para Sítio modificado Vias Urbanas

127 resultados diretamente relacionados Excluir termos específicos

NOV.B.18 (48)

Fotografia colorida em formato paisagem retrata a região do Eixo Monumental, na Esplanada dos Ministérios, retirada em 30/09/1958. Nota-se a delimitação das duas vias S1 e N1, ainda tracejadas por estradas de terra paralelas, na altura da Esplanada dos Ministérios, onde é possível ver as áreas retangulares destinadas aos edifícios ministeriais. Ao fim das vias paralelas, vê-se o platô e a estrutura da rampa do Congresso Nacional. À direita da retangular do Congresso, está parte das estruturas destinadas à Praça dos Três Poderes, local este também que abriga o Supremo Tribunal Federal. À esquerda da mesma retangular, acima da via, está o canteiro de obras para o Palácio do Planalto. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas laterais da parte inferior da imagem, nota-se vegetação de cerrado típico, e ao fundo, nas laterais e pelo horizonte, a vegetação está distribuída em forma de mosaico, com trechos campestres (campo sujo/limpo) e trechos com maior densidade de árvores (fitofisionomia não identificada). Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer Cruzamento. Sobre o Congresso Nacional e sua composição, conforme exposto por Oscar Niemeyer (1907-2012): “o objetivo de reunir as duas casas do Congresso num só edifício, visa a dar solução mais racional e econômica ao problema, sem prejuízo da independência que lhes é indispensável, permitindo, ainda, adotar para os serviços comuns (garagem, restaurante, biblioteca, salas de estar, etc.) instalações mais perfeitas e amplas. Por outro lado, estudados num só bloco, Senado e Câmara constituirão um conjunto monumental capaz de dominar, como desejável, as demais construções da cidade” (NIEMEYER, s.d., n.p.). Já a definição das posições dos ministérios foi elaborada de modo que, inicialmente, quatro edifícios se posicionaram do lado sul, reservando o espaço para a Catedral, seis edifícios do lado norte unidos por uma marquise de circulação, porém não foi executada. A distribuição ficou em sete edifícios do lado sul e dez edifícios do lado norte, à época (1960). O projeto modelo dos ministérios-padrão foi um trabalho de Oscar Niemeyer. No plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (49)

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção do Eixo Rodoviário Sul do Plano Piloto e suas quadras, entre os anos de 1957-1960. Representante digital contém manchas esbranquiçadas. A fotografia capta não só a delimitação das vias do eixo rodoviário, como também registra a construção dos edifícios das quadras 400, 200, 100 e 300 e as delimitações das vias correspondentes à área do Eixo Monumental. Ao centro da fotografia estão as três vias do Eixo Rodoviário (que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio). Entre os intervalos das pistas, é possível observar vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito) com trechos ralos, indicando intervenção humana nessa área. Além disso, no horizonte a vegetação do Cerrado se estende, com trechos campestres (campo sujo/limpo) e trechos com maior densidade de árvores (fitofisionomia não identificada). Entre as construções nota-se árvores do Cerrado dispersas de forma esparsa. Na pista central, trafegando em direção ao limite inferior da imagem, está um caminhão de cabine escura e carroceria clara e, ao lado, um outro caminhão parece trafegar em direção oposta. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). No plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Autor da fotografia: Mario Fontenelle
"

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (5)

"Fotografia colorida em formato paisagem retrata a construção de uma pista do Eixo Monumental do Plano Piloto de Brasília, entre os anos de 1956-1958. Representante digital apresenta manchas e riscos verdes e está espelhada. A vista da fotografia é da porção final do Eixo Monumental, onde se localiza o domo do plenário do Senado Federal e, ao lado, o início da construção das duas torres do Congresso Nacional. Observa-se que três pavimentos de ambas as torres já foram erguidos e receberam pilares e vigas, sendo que a torre à esquerda está mais avançada. À frente do esqueleto das torres, alguns maquinários amarelos são visíveis, entre eles, possivelmente um guincho erguido na vertical auxilia o processo construtivo. No plano mais ao fundo e à direita do retrato, tem-se uma estrutura do prédio destinada ao Anexo do Congresso Nacional sendo erguida. À esquerda do enquadramento, sobre a pista asfaltada da Via N1, transitam alguns caminhões, em destaque um caminhão verde com um objeto amarelo em frente ao parachoque. Adjacente à pista asfaltada, um plano à frente, um homem de camisa clara, calças jeans e sapatos pretos caminha em direção às instalações mais acima. Estas duas instalações à esquerda parecem ser pontos de apoio aos trabalhadores do canteiro de obras do Congresso, possuindo uma movimentação de veículos e pessoas em sua proximidade. À esquerda destas instalações estão duas torres, sendo uma delas uma caixa d’água que abastece as instalações. No nível abaixo do terreno, observa-se uma rampa em que um homem de camisa azul parece carregar um objeto até a parte baixa do terreno. Neste nível tem-se outras duas instalações de apoio, uma com cobertura prolongada que parece abrigar algumas pessoas e outra edificação branca voltada para o paredão de terra. Nas laterais da via de terra batida, nota-se vegetação de Cerrado com intervenção humana recente, em que do lado esquerdo nota-se apenas vegetação de baixo porte e à direita apenas rebrotas. Como exposto por Oscar Niemeyer (1907-2012), “o objetivo de reunir as duas casas do Congresso num só edifício, visa a dar solução mais racional e econômica ao problema, sem prejuízo da independência que lhes é indispensável, permitindo, ainda, adotar para os serviços comuns (garagem, restaurante, biblioteca, salas de estar, etc.) instalações mais perfeitas e amplas. Por outro lado, estudados num só bloco, Senado e Câmara constituirão um conjunto monumental capaz de dominar, como desejável, as demais construções da cidade” (NIEMEYER, s.d., n.p.).
"

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (50)

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações da W3 Sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Representante digital contém manchas esbranquiçadas. Observa-se a via correspondente a W3 sul, na altura da quadra 507/707 sul, ainda sem delimitações de via (faixas ou meio-fio), com algumas edificações lindeiras. À esquerda, tem-se as construções comerciais, mais precisamente a do Banco Lowndes S.A, na primeira fileira de edifícios brancos. Alguns trabalhadores circulam na via e frente aos edifícios que estão por finalizar. À direita, tem-se uma fileira de casas geminadas com cobogós à frente, uma vegetação rasteira revolvida para jardins está entre a pista e as casas, com duas árvores de médio porte sobre a faixa graminosa. No limite direito da fotografia encontra-se uma pilha de areia. As regiões das quadras 105 e 305 sul receberam 1020 apartamentos em 34 blocos construídos pela Fundação da Casa Popular e pelo Instituto de Previdência (IAPI) e outras quadras próximas à W3 Sul receberam 500 unidades residenciais geminadas. A Fundação da Casa Popular foi instituída em 1946 como órgão federal pioneiro voltado para o desenvolvimento urbano e de habitação, em meio a crise de habitação do antigo Distrito Federal (localizado no Rio de Janeiro). As construções residenciais da FCP tinham uma proposta de casas populares, sendo as primeiras em alvenaria de Brasília. Foram feitas casas também pela ECEL Escritório Construtora Engenharia S/A e pela Caixa Econômica Federal - mais precisamente, 222 casas duplex. No período de construção de Brasília, em tratado com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), a FCP construiria, em Dezembro de 1956, 100 casas “proletárias” que depois vieram a se tornar 500 casas “populares”, em Agosto de 1957, mudança essa que pode ter alterado a destinação dessas casas para outro tipo de público-alvo - de trabalhadores de baixa renda, para trabalhadores média renda - como defendeM autores como Holston (1993). Remissiva B7.
"

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (51)

"Fotografia colorida em formato paisagem retrata a vista frontal de uma entrada de trevo/viaduto de acesso às superquadras, localizado no Eixo Rodoviário do Plano Piloto de Brasília-DF, retirada em 19/08/1959. Observa-se a abertura acima da estrutura interna de concreto da passagem para as quadras inferiores, onde também nota-se uma estrutura de madeira a escorar os aterros em ambos os lados e permitir acesso a locais mais altos. Dentro da região sombreada pela passagem, estão pilhas de materiais (vigas de concreto) sobre um terreno de terra em obras. À frente destas pilhas, vê-se um grupo de três operários estando, da direita para a esquerda: um homem com boné claro, camisa social clara e calças escuras tem as mãos frente ao corpo enquanto conversa com os demais; ao centro, um homem de chapéu claro, camisa social e calças claras, apoiado com a mão direita no quadril e virado para o homem da direita; à esquerda, um homem de chapéu claro, camisa social escura e calça bege virado para os demais. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"". Os trevos de entrada para as áreas residenciais, partindo dos eixos rodoviários, são responsáveis por escoar o fluxo de carros evitando Cruzamentos e a separação dos eixos rodoviários destinada a redução velocidade de trânsito para acesso aos edifícios institucionais e às quadras residenciais (eixinhos/eixos L e W), enquanto o eixo rodoviário central é uma pista de alta velocidade destinada ao fluxo livre de carros. Veículos mais pesados como caminhões foram direcionados para as vias do entorno do plano piloto, que também concedem acesso às quadras e suas comerciais.
"

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (52)

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a asfaltagem do Eixo Monumental no Plano Piloto de Brasília-DF. Em dois quartos da imagem estende-se a pista de 6 faixas do Eixo Monumental, ainda recebem a camada de asfalto em parte do trecho (porção dos quadrantes inferiores da imagem) da estrada. Ao centro, subdividindo pistas, estão uma sequência de pequenos pedaços de madeira. Ao fundo dessa subdivisão em madeira, na mesma linha, está uma cobertura clara, possivelmente uma instalação de apoio ao canteiro de obras e seus operários. O plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Torna-se nítido a presença de uma vasta vegetação de Cerrado ao fundo, que se estende pelo horizonte. Na lateral esquerda, nota-se uma faixa de vegetaçao com alta densidade de árvores (fitofisionomia não identificada). No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto na Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"".
"

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (53)

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro térreo do trabalho de terraplenagem do Eixo Rodoviário, nos primeiros anos de construção de Brasília, entre 1956 e 1958. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos viários principais se Cruzam em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957) sobre o eixo, relata-se que, “desse modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer Cruzamento” (Pinheiro, 1957, p. 10). No registro, na extensão da via com solo de terra batida, caracteriza-se o processo de terrapleno recente devido às marcas de passagem dos maquinários no solo. As margens da via, montantes de terra separam a vegetação nos canteiros laterais da área em processo de nivelamento. Ao fundo, às margens da via de terra, à direita, é possível identificar uma placa no sentido oposto ao do registro. No quadrante direito, após a vegetação e a direita da via, um edifício em processo de construção caracteriza-se pelo seu esqueleto estrutural ainda aparente, não havendo a presença de esquadrias e fachadas, estando sem detalhamentos externos, com fachadas vazadas, e possivelmente, a edificação se trata dos conjuntos residenciais das superquadras, que conforme descritas por Lucio Costa, foram denominadas e pertencentes a Escala Residencial, [...] rodeadas por uma faixa de arborizada de 20 m de largura e localizadas de cada lado do Eixo Rodoviário Norte-Sul (Castro, 1960, p.73). As margens da via do Eixo Rodoviário, seguindo até a linha do horizonte, observa-se vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito).

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (54)

"Fotografia espelhada colorida em formato paisagem. Representante digital com riscos e manchas amareladas. Registro aéreo do eixo rodoviário sul em asfaltamento (popularmente conhecido como eixão e eixinhos), durante os primeiros anos de construção de Brasília, nos anos de 1957 e 1958, com as superquadras em plano de fundo. A disposição das tramas viárias e dos conjuntos residenciais se deram no plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital através do eixo rodoviário, este que, segundo a edição “Arquitetura e Engenharia” da Revista Brasília (Pinheiro, 1960, p. 9), “foi arqueado, de acordo com a topografia local, e veio a formar o tronco da circulação, livre de Cruzamento graças ao recurso dos trevos e passagens de nível, que conduz às superquadras residenciais, estabelecidas em ambos os lados seus”. Conforme relatou Lucio Costa em uma das edições da Revista Brasília de 1957, “o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer Cruzamento” (Pinheiro, 1957, p. 10). As três faixas estão em etapas diferentes de construção, da esquerda para a direita (considerando o fato da fotografia estar espelhada): o eixinho oeste (ERW - Sul) é definida por duas faixas, as quais uma está asfaltada e a outra está aplainada mas sem asfaltamento - ainda em terra batida -, um veículo azul transita na via não pavimentada; o eixinho leste (ERL - Sul) não apresenta processo de pavimentação, com as duas vias apenas demarcadas em terra batida; a via central, conhecido como eixão, tem sua área de domínio maior e apenas parte dela está pavimentada, enquanto restante da via está em terra batida aplainada e a outra apenas demarcada, cinco veículos transitam pela parte asfaltada da rodovia. Entre as três vias, no centro do registro, tubos de concreto espalhadas entre os canteiros centrais e laterais. A construção das pistas do Eixo Rodoviário de Brasília e suas pistas marginais (que recebem a alcunha de eixão - pista central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da pista central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio). Ao fundo da fotografia, na linha do horizonte, parte da escala edilícia das superquadras construídas dos dois lados das vias, com os conjuntos de maior altura próximos do eixo rodoviário, a escala se dispersa conforme se distancia do centro para a esquerda do registro, até chegar às residências térreas do Setor de Habitações Individuais Geminadas Sul - SHIGS. Os conjuntos residenciais das superquadras, conforme descritas por Lucio Costa (1902-1998), foram denominadas e pertencentes a Escala Residencial, sendo esta constituída de “superquadras, quadriláteros medindo 240 x 240 ms., rodeada por uma área arborizada de 20 m de largura e localizadas de cada lado do eixo monumental Norte-Sul” (Pinheiro, 1960, p.73). Entre os intervalos das pistas centrais e laterais e grande parte da extensão fotográfica, é possível ver parte de vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito), e ao fundo a vegetação do Cerrado se estende (fitofisionomia não identificada).
"

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (55)

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro térreo do processo de terraplenagem do Eixo Monumental próximo a Praça dos Três Poderes, em Brasília-DF, durante os primeiros anos de construção da capital (1956-1957). Parte da extensão do processo de aplainamento para posterior asfaltamento do Eixo Monumental e Praça dos Três Poderes. A terra batida se faz evidente em grande parte do registro, evidenciando marcas de passagem dos maquinários responsáveis pelo processo de terraplenagem. A via Eixo Monumental se configura por ser uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte. Na via, algumas marcações com pedaços de madeira delimitam os eixos e canteiros: pequenos tocos colocados perpendicularmente à via e galhos finos delimitando as delimitações. Ao fundo no registro, um talude arenoso separa o solo terraplanado, possivelmente se tratando de umas das vias S1 e N1 do Eixo Monumental. Um ônibus e um carro transitam na via, aparentando estar asfaltado, logo, em funcionamento, enquanto mais ao fundo, árvores esparsas de médio porte percorrem o canteiro lateral da estrada.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (56)

" Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações da W3 Sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. À esquerda da via principal W3 Sul, encontram-se as casas populares geminadas de 3 quartos e 80m² construídas pela Fundação da Casa Popular (FCP), na altura das quadras 700. Algumas construções institucionais e comerciais já estavam erguidas na região das quadras 900, acima das casas brancas. Vegetação típica do cerrado (cerrado sentido restrito) está presente entre as construções, com aspecto mais ralo devido a intervenção antrópica, em que nota-se áreas mais preservadas na lateral direita e no canto esquerdo. À direita das pistas principais ao centro, foram feitas as delimitações/loteamentos para as construções comerciais das quadras 500. É visível que um agrupamento/alojamento se localiza em um dos lotes, com algumas pessoas caminhando nos arredores. À frente, na pista à esquerda, vê-se um Jeep Willys, um agrupamento de pessoas caminhando e uma caminhonete atrás. No quadrante superior direito estão localizados os blocos residenciais das quadras 300 e 100. As regiões das quadras 105 e 305 sul receberam 1020 apartamentos em 34 blocos construídos pela Fundação da Casa Popular e pelo Instituto de Previdência (IAPI) e outras quadras próximas à W3 Sul receberam 500 unidades residenciais geminadas. A Fundação da Casa Popular foi instituída em 1946 como órgão federal pioneiro voltado para o desenvolvimento urbano e de habitação, em meio a crise de habitação do antigo Distrito Federal (localizado no Rio de Janeiro). As construções residenciais da FCP tinham uma proposta de casas populares, sendo as primeiras em alvenaria de Brasília. Foram feitas casas também pela ECEL Escritório Construtora Engenharia S/A e pela Caixa Econômica Federal - mais precisamente, 222 casas duplex. No período de construção de Brasília, em tratado com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), a FCP construiria, em Dezembro de 1956, 100 casas “proletárias” que depois vieram a se tornar 500 casas “populares”, em Agosto de 1957, mudança essa que pode ter alterado a destinação dessas casas para outro tipo de público-alvo - de trabalhadores de baixa renda, para trabalhadores média renda - como defendeM autores como Holston (1993).
"

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

Resultados 71 a 80 de 127