Sítio modificado Vias Urbanas

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NOV.B.18 (84)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-84
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preta e branca em formato paisagem. Representante digital consta manchas brancas. Registro térreo da Estrada Parque Aeroporto (EPAR ou DF-047) em processo de pavimentação, com a ponte do trevo de interligação da Estrada Parque Guará (EPGU ou DF-051) no plano central da fotografia, e a Estrada Parque das Nações (EPNA ou DF-004), em Brasília-DF, durante os primeiros anos da construção capital (1956-1958). A ponte se encontra em processo de construção, aparentando estar em processo de asfaltamento, havendo a presença (sobre a ponte) de: uma caminhonete com caçamba; três tratores de terraplenagem; sete operários dispersos pela infraestrutura da ponte. Na parte inferior da ponte identificam-se seis operários, sendo: dois à direita do maquinário (provavelmente destinado à pavimentação da EPAR) na sombra da estrutura; três agachados próximos do maquinário; um à esquerda do maquinário, caminhando no sentido do registro. Ainda abaixo da ponte, alguns tonéis metálicos aglomerados perto dos pilares e outros caídos próximos ao talude de sustentação da estrutura. A frente da ponte, duas cancelas bloqueando o tráfego no sentido ao “Balão do Aeroporto”, responsável por conectar as vias Estrada Parque Aeroporto (EPAR ou DF-047) e a Estrada Parque Dom Bosco (EPDB ou DF-025), evidenciando o processo de obra no local. No chão, no quadrante inferior esquerdo, resquícios de materiais (pedras, areia e terra), e marcações de passagem de maquinário. Ao fundo, após a ponte, à direita, montantes de materiais utilizados na obra. À esquerda, nos canteiros centrais e laterais da via, identificam-se tonéis espalhados sobre o solo terroso. Mais ao fundo encontram-se: a vegetação de mata de galeria que acompanha o Córrego Riacho Fundo; a continuidade da extensão da via EPAR, até sua conexão com o “Balão do Aeroporto”. No plano de fundo do registro, na linha do horizonte há a presença da vasta vegetação de Cerrado, trechos campestres (campo sujo/limpo) e trechos com maior densidade de árvores (fitofisionomia não identificada).
"

Untitled

NOV.B.18 (85)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-85
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preta e branca em formato paisagem captura a construção de um viaduto do Eixo Rodoviário, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Vista diagonal da entrada do viaduto, possivelmente do trevo/tesourinha de entrada da superquadra. Ao redor de toda a estrutura em concreto, há terra solta que receberá gramado e asfaltamento. Vegetação do Cerrado típico (cerrado sentido amplo) na parte superior do terreno, ao fundo. À frente da vegetação, sobre o terreno de terra solta, manilhas estão distribuídas. Abaixo, engastado no aterro, tem uma tubulação de drenagem com três manilhas empilhadas. Há uma instalação simples tangente à estrada de terra, próximo ao limite direito do retrato. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.
"

Untitled

NOV.B.18 (86)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-86
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas à W3 sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Observa-se a via correspondente a W3 sul, na altura da superquadra 507/707 sul, ainda sem delimitações de via (faixas ou meio-fio), com algumas edificações lindeiras. À esquerda, tem-se as construções comerciais, mais precisamente a do Banco Lowndes S.A, na primeira fileira de edifícios brancos concluídos. Ao lado, mais edifícios comerciais estão sendo construídos, como se vê que ainda estão em fase estrutural, sendo que a frente das consruções há uma árvore de médio porte nativa do Cerrrado. Em ambas as pistas da W3 sul há uma grande quantidade de veículos, contendo uma Rural Willys, duas Kombis brancas, uma provável Ford F-100 pick-up, dois caminhões e diversos outros carros ao fundo. No canteiro central, do lado esquerdo da Rural Willys, três trabalhadores cavam e observam o serviço, vestindo camisas e calças claras. O primeiro está agachado com o antebraço apoiado sobre o joelho, o segundo está com uma mão na cintura e a outra mão está apoiada no cabo da enxada e o terceiro cava um buraco no solo, com um chapéu. Atrás destes trabalhadores está um grupo de outros três operários debaixo de uma instalação improvisada de apoio. Na minha linha, fora do limite da pista, um trabalhador de camisa clara e calça mais escura caminha. Próximo ao prédio do Banco Lowndes há diversas pessoas, homens e mulheres a caminhar. O fotógrafo capturou o retrato debaixo da cobertura de uma das casas da quadra 707, com a configuração de pintura escura e cobogós na entrada. As regiões das quadras 105 e 305 sul receberam 1020 apartamentos em 34 blocos construídos pela Fundação da Casa Popular e pelo Instituto de Previdência (IAPI) e outras quadras próximas à W3 Sul receberam 500 unidades residenciais geminadas. A Fundação da Casa Popular foi instituída em 1946 como órgão federal pioneiro voltado para o desenvolvimento urbano e de habitação, em meio a crise de habitação do antigo Distrito Federal (localizado no Rio de Janeiro). As construções residenciais da FCP tinham uma proposta de casas populares, sendo as primeiras em alvenaria de Brasília. Foram feitas casas também pela ECEL Escritório Construtora Engenharia S/A e pela Caixa Econômica Federal - mais precisamente, 222 casas duplex. No período de construção de Brasília, em tratado com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), a FCP construiria, em Dezembro de 1956, 100 casas “proletárias” que depois vieram a se tornar 500 casas “populares”, em Agosto de 1957, mudança essa que pode ter alterado a destinação dessas casas para outro tipo de público-alvo - de trabalhadores de baixa renda, para trabalhadores média renda - como defendeM autores como Holston (1993).
"

Untitled

NOV.B.18 (87)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-87
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem captura a construção dos viadutos do Eixo Rodoviário Sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Vista aérea de uma tesourinha/trevo de saída/entrada da superquadra 108 sul, onde se vê que a pista ainda está sendo asfaltada e que um dos retornos da tesourinha não foi executado. Uma kombi está parada próxima a placa sinalizadora de fim de trecho, por conta da execução das obras.Entre os eixos e tesourinhas, há diversas árvores nativas do Cerrado de tamanhos diversos, sobre terrenos descampados, em que posteriormente colocaram gramas. Ao fundo, do lado esquerdo, estão alguns prédios residenciais da 208 sul e, do lado direito destes prédios, estão construções de edifícios correspondentes à superquadra 408, onde nota-se o prédio sem pilotis (sem apoios de pilares que garantam vão livre no seu térreo), blocos estes que receberam a alcunha de prédio JK. Os primeiros sete prédios JK foram construídos pela NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital), entre 1959 e 1961, na quadra 408 sul e foram projetados por Oscar Niemeyer (1907-2012). No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.

Untitled

NOV.B.18 (88)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-88
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas à W3 sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Vista de uma janela de um prédio comercial, na região das 500 sul. Observa-se a grande concentração de veículos estacionados, principalmente no canteiro central e transeuntes caminhando na calçada do comércio e entre os carros. Alguns dos veículos presentes são: Jeep Willys, Rural Willys, Caminhonete Ford F-100, Aero Willys, Plymouth Special Deluxe 1948 e caminhões Ford. À esquerda da via principal da W3 sul estão as residências duplex da Caixa Econômica, com uma árvore de grande porte na lateral esquerda dos prédios. As regiões das quadras 105 e 305 sul receberam 1020 apartamentos em 34 blocos construídos pela Fundação da Casa Popular e pelo Instituto de Previdência (IAPI) e outras quadras próximas à W3 Sul receberam 500 unidades residenciais geminadas. A Fundação da Casa Popular foi instituída em 1946 como órgão federal pioneiro voltado para o desenvolvimento urbano e de habitação, em meio a crise de habitação do antigo Distrito Federal (localizado no Rio de Janeiro). As construções residenciais da FCP tinham uma proposta de casas populares, sendo as primeiras em alvenaria de Brasília. Foram feitas casas também pela ECEL Escritório Construtora Engenharia S/A e pela Caixa Econômica Federal - mais precisamente, 222 casas duplex. No período de construção de Brasília, em tratado com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), a FCP construiria, em Dezembro de 1956, 100 casas “proletárias” que depois vieram a se tornar 500 casas “populares”, em Agosto de 1957, mudança essa que pode ter alterado a destinação dessas casas para outro tipo de público-alvo - de trabalhadores de baixa renda, para trabalhadores média renda - como defendeM autores como Holston (1993).
"

Untitled

NOV.B.18 (89)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-89
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preta e branca em formato paisagem captura a construção dos viadutos do Eixo Rodoviário Sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Vista do viaduto do Eixo W, com um Fusca passando acima e outros dois Fuscas Cruzando transversalmente abaixo. As pistas estão com as delimitações (meio-fio) praticamente concluídas, alguns trechos ainda se vê a concentração de materiais de construção. Nos canteiros e nas regiões próximas aos blocos residenciais existem árvores de médio e grande porte, possivelmente colocadas e planejadas dentro do plano de paisagismo da cidade. No plano de fundo, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte. Abaixo, logo atrás dos viadutos, há uma edificação com cartaz em que na inscrição visível lê-se “Paulista”. Ao lado direito, estão os blocos residenciais da quadra 200 sul. No canteiro direto, próximo às árvores, está um homem de calça social escura e camisa social clara carregando uma maleta, caminhando em direção ao fotógrafo. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.
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Untitled

NOV.B.18 (9)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-9
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia colorida em formato paisagem retrata o asfaltamento do Eixo Rodoviário do Plano Piloto, entre os anos de 1957-1960. Representante digital contém riscos e manchas verdes. A fotografia capta não só a delimitação das vias do eixo rodoviário, como também registra a construção dos edifícios das quadras 400, 100 e 300. Centralizadas na fotografia estão as três vias do Eixo Rodoviário (que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio) e, entre os intervalos das pistas, é possível ver resquícios da vegetação do Cerrado, que possivemente teve a parte aérea removida por intervenção humana. Além disso, a vegetação de Cerrado se estende pelo horizonte. No quadrante superior direito, observam-se edifícios sendo construídos, possivelmente referentes a uma das superquadras modelo - 107, 108, 307, 308. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.
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Untitled

NOV.B.18 (90)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-90
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas à W3 sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Observa-se a via duplicada da W3 Sul e construções comerciais com marquises do lado esquerdo das pistas. Atrás estão prédios das quadras 300, separados do comércio pela construção da via W2 Sul. Notam-se instalações de apoio ao trabalhadores e pilhas de materiais na região da pista a ser delimitada. Na W3, diversos carros transitam, do lado direito está uma Rural Willys com, ao menos, três pessoas no veículo e mais carros a frente seguem o fluxo oposto da direção do fotógrafo. Tangente à pista, na calçada, dois grupos de pessoas se aglomeram: o primeiro grupo, mais distante, contém quatro pessoas em que uma delas é uma mulher. O segundo grupo, mais próximo do fotógrafo, é composto por cinco pessoas, sendo quatro crianças em posição descontraída e vestes escolares e um homem que acena na direção do autor da imagem, está com vestes formais e uma maleta, e todos parecem observar a ação do fotógrafo. As regiões das quadras 105 e 305 sul receberam 1020 apartamentos em 34 blocos construídos pela Fundação da Casa Popular e pelo Instituto de Previdência (IAPI) e outras quadras próximas à W3 Sul receberam 500 unidades residenciais geminadas. A Fundação da Casa Popular foi instituída em 1946 como órgão federal pioneiro voltado para o desenvolvimento urbano e de habitação, em meio a crise de habitação do antigo Distrito Federal (localizado no Rio de Janeiro). As construções residenciais da FCP tinham uma proposta de casas populares, sendo as primeiras em alvenaria de Brasília. Foram feitas casas também pela ECEL Escritório Construtora Engenharia S/A e pela Caixa Econômica Federal - mais precisamente, 222 casas duplex. No período de construção de Brasília, em tratado com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), a FCP construiria, em Dezembro de 1956, 100 casas “proletárias” que depois vieram a se tornar 500 casas “populares”, em Agosto de 1957, mudança essa que pode ter alterado a destinação dessas casas para outro tipo de público-alvo - de trabalhadores de baixa renda, para trabalhadores média renda - como defendeM autores como Holston (1993).
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Untitled

NOV.B.18 (91)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-91
  • Item
  • 1956 - 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção de uma pista do Eixo Monumental do Plano Piloto de Brasília, entre os anos de 1956-1958. A vista da fotografia é da porção final do Eixo Monumental, onde se localiza o domo do plenário do Senado Federal e, ao lado, o início da construção das duas torres do Congresso Nacional. Observa-se que três pavimentos de ambas as torres já foram erguidos e receberam pilares e vigas, sendo que a torre à esquerda está mais avançada. À frente do esqueleto das torres, alguns maquinários são visíveis, entre eles, possivelmente um guincho erguido na vertical auxilia o processo construtivo. No plano mais ao fundo e à esquerda do retrato, tem-se uma estrutura do prédio destinada ao Anexo do Congresso Nacional sendo erguida. Ao centro do enquadramento, sobre a pista asfaltada da Via N1, transitam alguns caminhões, em destaque um caminhão com um objeto em frente ao parachoque. Adjacente à pista asfaltada, um plano à frente, um homem de camisa clara, calças jeans e sapatos pretos caminha em direção às instalações mais acima. Estas duas instalações à direita parecem ser pontos de apoio aos trabalhadores do canteiro de obras do Congresso, possuindo uma movimentação de veículos e pessoas em sua proximidade. À direita destas instalações estão duas torres, sendo uma delas uma caixa d’água que abastece as instalações. No nível abaixo do terreno, observa-se uma rampa de acesso e movimentação de pessoal e materiais. Neste nível tem-se outras duas instalações de apoio, uma com cobertura prolongada que parece abrigar algumas pessoas e outra edificação branca voltada para o paredão de terra. Nas laterais do Eixo Monumental, nota-se na parte inferior da fotografia vegetação rasteira composta de gramíneas e rebrotas de outras formas de vida, indicando remoção recente da parte aérea para realização das obras. Como exposto por Oscar Niemeyer (1907-2012), “o objetivo de reunir as duas casas do Congresso num só edifício, visa a dar solução mais racional e econômica ao problema, sem prejuízo da independência que lhes é indispensável, permitindo, ainda, adotar para os serviços comuns (garagem, restaurante, biblioteca, salas de estar, etc.) instalações mais perfeitas e amplas. Por outro lado, estudados num só bloco, Senado e Câmara constituirão um conjunto monumental capaz de dominar, como desejável, as demais construções da cidade.” (NIEMEYER, s.d., n.p.). “Arquitetonicamente, um prédio como o do Congresso Nacional deve ser caracterizado pelos seus elementos fundamentais. Os dois plenários são no caso êsses elementos, pois nêles é que se resolvem e decidem os grandes problemas do país. (...) Ao fundo, contrariando a linha horizontal da esplanada, erguem-se os blocos administrativos, que são os mais altos de Brasília"" (Niemeyer apud Silva, 2007, p.47-11). Autor da fotografia: Mario Fontenelle.
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Untitled

NOV.B.18 (92)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-92
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preta e branca em formato paisagem captura a construção do Eixo Rodoviário Sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Ao centro, o canteiro que corta o centro das vias da marginal do Eixo Rodoviário Sul, este que é formado por três vias que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central). Trabalhando no paisagismo do canteiro estão cinco trabalhadores: um mais à esquerda, próximo a pista, leva uma mão a cabeça e outra na cintura e parece usar bermuda, camisa e um chapéu; um curvado mexe com a pilha de terra e veste roupas claras; e um grupo de três homens, próximos à via central, revolvem terra em posições diferentes. À direita do último grupo de trabalhadores, um homem de calças escuras e camisa clara caminha na pista central (eixão) em direção ao canteiro. No canteiro há três mudas de médio porte de palmeira plantadas e outras mudas de árvores dispersas, de pequeno e médio porte, também presentes na lateral esquerda, ao fundo, entre as tesourinhas e eixos W e L. O terreno ainda não recebeu grama plantada, mas estava sendo preparado com terra - como é possível ver as pilhas de terra escura. No plano do horizonte vê-se uma sequência de prédios de, provavelmente, uma superquadra das 200 sul e, à direita, vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito), com alguns edifícios residenciais ao fundo. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.
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