- DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-13
- Item
- 1957
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"Fotografia em cores, formato paisagem, autor desconhecido. Vista da maquete física, de materiais não identificados, das áreas residenciais - possivelmente, das superquadras 400 - do Plano Piloto (PP) de Brasília. A imagem é um fragmento incompleto de uma grande maquete de estudo projetual das áreas destinadas à habitação no PP. Nesse recorte, é possível identificar, à direita, parte de duas superquadras de blocos de 6 pavimentos, enquanto, ao centro, há um modelo diferente de superquadra, composto por blocos residenciais de 3 pavimentos com pilotis, alternados por um sistema viário interno central, envoltos por grandes espaços verdes. Ainda nesse fragmento, uma única via de acesso conecta esse núcleo habitacional com as demais quadras. Centralizados com essa entrada, foram implantados dois pequenos volumes que, provavelmente, representavam equipamentos públicos. Ademais, do lado esquerdo, encontra-se a base da maquete exposta, portanto, sem a representação das demais áreas projetadas. Por último, deve-se evidenciar a presença da escala automotiva na representação física.
Informações adicionais sobre as superquadras de Brasília: A solução desenvolvida por Lucio Costa (1902-1998) para as áreas residenciais foi a criação das superquadras, uma proposta de um conjunto de grandes quadras - de lados idênticos de aproximadamente 280 metros - dispostas nos dois lados da faixa rodoviária, e delimitadas por uma cinta de vegetação, que possibilitasse o livre trânsito dos moradores e o contato mais próximo com a natureza. Para o autor, essa ideia garantiria os benefícios de promover a ordenação urbanística, mesmo com a variação arquitetônica dos edifícios, e de fornecer faixas confortáveis para passeios e lazer dos usuários (Lucio Costa, Relatório do Plano Piloto, item 16).
Ainda, a disposição interna dos blocos residenciais poderia ocorrer de forma variada desde que fosse respeitado o gabarito máximo, sugerido em seis pavimentos e pilotis, e que houvesse uma separação clara entre o tráfego de veículos e trânsito de pedestres. Por último, um dos pontos mais importantes desse projeto é a mudança do conceito de posse e propriedade a partir da determinação do chão como espaço público, em contraponto à projeção como área privada.
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