Sítio modificado

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NOV.B.2 (559)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-559
  • Item
  • 21/04/1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista interna da Capela do Palácio da Alvorada, mais conhecida como Capelinha. As paredes da Capelinha são de autoria do artista brasileiro Athos Bulcão (1918-2008). O painel é em lambris de jacarandá, revestidas por folhas de ouro e o piso em granito cinza Andorinha. Em primeiro plano, da esquerda para a direita, imagem religiosa de Nossa Senhora da Conceição (a qual a capela é dedicada) em madeira de Santa Bárbara do século XVIII apoiada sobre uma pequena prateleira em vidro e um genuflexório (móvel para rezar, em forma de cadeira, com estrado baixo para ajoelhar, e encosto alto, sobre o qual se pousam os braços e o livro de orações) de estrutura retilínea de madeira jacarandá, com assento forrado em veludo vermelho de autoria da arquiteta, designer e galerista brasileira Anna Maria Niemeyer (1930-2012). Ao fundo, o altar da Capelinha de madeira jacarandá, cópia de altar originalmente desenhado por Anna Maria Niemeyer, de estrutura retilínea e tampo único sobre base lisa com a cruz cristã ao centro tendo ao seu lado os castiçais com armação compostos de nove hastes de ferro pintado, coroadas por cálices em aço inoxidável.
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (56)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-56
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, em formato paisagem. Vista dos trabalhadores no canteiro de obras do Congresso Nacional. Em evidência, trabalhador trajando um casaco com camisa xadrez por baixo, calça clara e chapéu, tal profissional está sendo cortado por uma grande sombra, que alastra-se à esquerda dele, para os vergalhões de aço apoiados sobre uma série de barras horizontais encadeadas, nota-se ao lado da primeira barra, a presença de uma roldana pertencente a uma máquina utilizado de obra. Posteriormente, ao operário centralizado, há outro colega de ofício, com camisa fechada com camisa de manga longa por baixo, calça clara rasgada nos joelhos e boina. No nível do solo, do lado direito dele, localiza-se mais vergalhões de aço suspensos em suas extremidades por duas pequenas de madeira. Na porção direita, observa-se um obreiro de camisa longa escura e calça clara caminhando com um … próximo a um profissional de vestes claras fixando estribos em conjunto de vergalhões em uma mesa que consiste em metade de tronco de madeira sustentado. Em seguida, visualizar um operário com camisa de mangas longas usando chapéu reunindo em andares de blocos. Na porção esquerda, ressalta-se um grande poste elétrico, à esquerda, dispõem-se em semicírculo de barris de metal à frente e posteriormente vergalhões suspensos por palhetas de madeira. No edifício principal com sentido oeste-leste, há o processo de cimbramento, que consiste na sustentação temporária das formas de concreto durante a construção, a partir de escoras, que encontra-se mais acentuado à esquerda. Em destaque, sobressai a cúpula invertida da Câmara circundada com uma complexa estrutura de escoramento de madeira para sustentar o peso da estrutura. No topo da Câmara, mais à esquerda é possível visualizar sutilmente um guindaste em operação.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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Untitled

NOV.B.2 (560)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-560
  • Item
  • 21/04/1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista diagonal da Capela do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, à esquerda da fotografia, parte da fachada do Palácio da Alvorada, podendo visualizar a esquadria/janela de vidro com uma cortina dentro do palácio residencial. Em destaque, vista do acesso ao subsolo com uma rampa de concreto; este está sob uma elevação da rampa de acesso na fachada principal e da base da Capela. Ao centro, a Capela praticamente finalizada com as paredes curvas de concreto armado e o que aparenta ser uma pequena estrutura na sua parte posterior. Ao fundo, diversas fitofisionomias do Cerrado.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
"

Untitled

NOV.B.2 (561)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-561
  • Item
  • 21/04/1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Vista leste a partir da varanda da fachada posterior do Palácio da Alvorada. A fotografia foi feita centralizada com a escada de acesso para a área de lazer da casa oficial. Por isso, em primeiro plano, há um enquadramento provocado pela borda de duas colunas, por onde ocorre o acesso à escada, essa revestida por granito cinza andorinha. No ponto focal da imagem, ao centro, está a escultura “Ritos e Ritmos"", da artista Maria Martins (1894-1973). Ao lado direito da escada há um amplo gramado, enquanto ao lado esquerdo, além do espaço gramado plantado, está a piscina da residência, preenchida de água, e posterior a ela, um piso de concreto com juntas gramadas. Mais ao fundo, seis trabalhadores, posicionados em uma via não asfaltada, observam a realização da fotografia. A respeito dessas últimas figuras masculinas mencionadas, é válido ressaltar que um deles porta um instrumento de trabalho e, em contrapartida, os outros estão agrupados, se protegendo do sol com uma lona clara. Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.
CURIOSIDADE SOBRE A ESCULTURA:
Em 1959, ela concluiu a grande escultura O Rito do Ritmo, instalada em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília. Uma miniatura dessa escultura foi distribuída como lembrança na inauguração da nova capital federal (STRECKER)."

Untitled

NOV.B.2 (562)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-562
  • Item
  • 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem da área externa de lazer do Palácio da Alvorada, com enfoque na obra finalizada da piscina e na marquise de apoio. Em primeiro plano, há o vasto gramado do jardim íntimo localizado na parcela posterior (fachada leste) da construção. Logo após, há a piscina da residência concluída, de 50m de comprimento por 18m de largura e profundidade que varia de 0,70m a 2,10m. Na fotografia, é possível identificar que as paredes que compõem a ilha já estão revestidas de azulejos azuis - da Oficina Francisco Brennand, de Recife - e seu topo tem acabamento de mármore branco. O equipamento de lazer, que contem também com uma escada de acesso, aparenta estar em pleno funcionamento, com volume total preenchido por água. Implantada nas proximidades da lateral norte da piscina, deslocada para a direita, a pérgola com bar e churrasqueira, composta arquitetonicamente por uma fina cobertura sustentada por dois núcleos periféricos de concreto, é registrada em completamente concretada. No chão, sob essa marquise, duas pessoas são retratadas sentadas e repousando, enquanto outras quatro conversam mais ao fundo. Na ambiência que envolve essas construções, encontra-se o jardim da residência oficial, projetado pelo paisagista Yoichi Aikawa, em etapa inicial de implementação, sem vegetação de maior porte, mas já com as faixas de gramado no entorno imediato da edificação e com o piso, próximo à piscina, do lado leste, de concreto com juntas gramadas. Perto desse piso, do lado direito da imagem, cinco figuras masculinas com uniforme da Guarda Especial de Brasília (GEB) caminham em direção ao sul. Ainda neste plano, à esquerda, é notório um trecho de solo exposto, o que evidencia que, embora os elementos arquitetônicos estivessem prontos, o paisagismo e desenho da área externa da casa ainda estavam sendo executados. Por último, em terceiro plano, encontra-se a vista norte da cidade, local onde atualmente está parcialmente implantado o Lago Paranoá. Na paisagem há o predomínio do aspecto rural, marcado por grandes descampados em meio ao Cerrado. Ao redor da piscina há gramado plantado e ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: A piscina com ilha de formato pontiagudo e a cobertura plana de apoio já estavam no anteprojeto da residência, publicado pela primeira vez na revista Módulo de fevereiro de 1957. Ainda, sobre essa área, na edição 12 da revista Brasília, de dezembro de 1957, é informado a conclusão da obra da piscina. Outro ponto importante é que o acesso do subsolo à piscina não pertence ao projeto original e foi concebido apenas no início de 1991 a partir de uma reforma (ALMEIDA, 2012).
"

Untitled

NOV.B.2 (563)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-563
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco no formato paisagem, destaca três trabalhadores no canteiro de obras do Palácio da Alvorada. Situado às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Em primeiro plano há 3 trabalhadores voltados para uma prancha posta sobre um apoio improvisado coberto por uma lona. Do lado esquerdo um homem de pele negra, usando camisa branca de mangas curtas, chapéu de palha, uma calça jeans, onde no bolso direito da mesma, localiza-se uma escala métrica dobrável, um anel no dedo anelar e um relógio no pulso do lado esquerdo onde segura uma prancha dobrada. O segundo trabalhador no centro da fotografia, usa um chapéu, camisa de mangas longas com canetas no bolso esquerdo. O terceiro trabalhador ao lado direito, usa um chapéu, camisa de mangas dobradas na altura dos cotovelos com um lápis no bolso, calça jeans e um relógio no pulso esquerdo onde ele segura algumas pranchas.
No fundo, evidencia um canteiro de obra com tábuas de madeira, vergalhões, montes de areia e britas, postes com fios condutores de energia e 5 trabalhadores espalhados por toda a extensão da fotografia.
O Palácio da Alvorada foi construído para ser a residência oficial da Presidência da República, horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

Untitled

NOV.B.2 (564)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-564
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro aéreo de um agrupamento residencial destinado aos operários candangos durante os primeiros anos de construção de Brasília, entre 1956 e 1959. A fotografia retrata o contexto de vida dos operários nos acampamentos que, posteriormente, culminou na Vila Planalto, esta que decorreu da instalação de diversas construtoras que ali se estabeleceram para execução das obras de Brasília (…). “Em 1954 as empresas Rabelo e Pacheco Fernandes foram as primeiras a se instalarem nas proximidades das obras que realizavam, respectivamente, o Palácio da Alvorada e o Brasília Palace Hotel” (IPHAN, 2016, p.28). As residências são enfileiradas, sendo caracterizadas por um volume alongado, portas e telhado em duas quedas – que se sobressai em relação à fachada de entrada, fornecendo uma pequena marquise para circulação. Os alojamentos maiores eram destinados às casas profissionais com família, alojamentos de serventes sem família. As menores, administração, açougue, cantina, armazém, farmácia, enfermaria, etc. “Além de terem a função de prover residência para os trabalhadores, incluem também outros equipamentos ligados à reprodução da vida no território da construção, tais como, cantina, posto de saúde, armazém, etc” (RIBEIRO, p. 130, 2008). No quadrante inferior, em primeiro plano, uma instalação de apoio caracterizada por sua estrutura em madeira escura e telhado duas quedas, possivelmente tratando-se de um armazém para depósito e manuseio de materiais destinados aos canteiros de obras. Aos arredores da estrutura, montantes de materiais contextualizam o ambiente de obra recente, havendo a presença de: estruturas de madeira treliçadas, cavaletes, escadas, bancadas de trabalho, tábuas, o braço de uma escavadeira depositado sobre dois tonéis. Ainda nesse contexto, é possível notar a presença de 3 trabalhadores, estando um próximo à entrada da instalação, trajando roupas claras e chapéu, trabalhando próximo de uma bancada; enquanto os outros dois, trajando roupas sociais escuras, fazem a montagem de uma estrutura vertical feita em madeira seccionada – estando um em pé e o outro de cócoras fazem a montagem na base da estrutura. No quadrante inferior esquerdo do registro, uma instalação de madeira ainda em processo de construção à espera do início da colocação do telhado. Aos arredores desta instalação, três operários caminham no sentido esquerdo do registro, estando dois a caminharem juntos – o primeiro à esquerda, trajando roupas claras e chapéu escuro; o segundo à direita, traja camisa e chapéu claros e calça escura –, e um terceiro mais a esquerda, recortado pelo ângulo da fotografia, trajando chapéu e camisa escura, aparenta olhar diretamente para o registro. A frente da instalação, tábuas de madeira amontoadas sobre o chão de terra batida. Acima, à esquerda da fileira de residências dos operários, um casebre de estrutura quadrada, e no terreno ao fundo das residências, pequenas estruturas de madeira cobertas, provavelmente destinadas ao uso sanitário dos trabalhadores. No contexto urbano das moradias e instalações, estradas vicinais e linhas de desejos delimitam as passagens dos moradores e veículos. No quadrante superior do registro, como plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília. Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo. Além disso, no canto esquerdo, ao centro, se inicia uma faixa mais adensada de vegetação, possivelmente uma mata de galeria que acompanha um curso d'água.

Untitled

NOV.B.2 (565)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-565
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro do processo de construção do Palácio da Alvorada (PA) durante os primeiros anos de construção de Brasília, entre 1956 e 1958. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado no embrião de Brasília em 30 de junho de 1958. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Modernista brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. No registro, no quadrante inferior, o ambiente de obra é evidenciado pela grande quantidade de materiais dispostos no solo terroso. Nas extremidades inferiores direita e esquerda, cercamentos de madeira e uma placa de identificação fazem as delimitações do canteiro de obra. Nota-se um grande fluxo de operários – aproximadamente 18 – realizando movimentações de terra para carriolas, sendo possível identificar: amontoados de terra, areia e brita; tábuas, troncos finos de madeira aglomerados, cavaletes e carriolas; uma caminhonete estacionamento com 3 operários sobre a caçamba realizando o processo de despejo do material no canteiro; além de placa de identificação do Palácio, nas proximidades da estrutura. Ao centro do registro, é possível identificar uma rampa feita de tábuas de madeira, sendo esta responsável pelo acesso dos funcionários, carriolas e materiais diversos ao edifício. Na parte superior da estrutura do PA, há outro denso fluxo de trabalho, havendo uma quantidade maior de operários realizando o processo de concretagem do edifício. O PA se encontra em etapa de obra intermediário, de forma que, até o momento do registro em questão, apresentava a etapa de construção da fundação avançada. Na estrutura elevada de construção das fundações é possível observar: número elevado de operários – aproximadamente 54 –, estando alguns em pé e outros de cócoras realizando trabalhos sobre a estrutura; parte da fundação ainda em armações de aço; delimitações e estruturas em madeira, tapumes e escadas; além de pequenas instalações de apoio. Ao fundo da estrutura do PA, à esquerda, uma estrutura de apoio aos funcionários – possivelmente sanitários. Aos arredores da instalação de estrutura retangular e grandes aberturas, provavelmente se tratando de um galpão para armazenagem de materiais, havendo aproximadamente 7 operários estando: 3 deles mais próximos da estrutura realizando o manuseio de materiais sobre o que aparenta ser uma mesa de trabalho; os outros 4 caminham e realizam outras tarefas pertinentes à obra. Ainda aos fundos da estrutura do PA, funcionários realizam tarefas próximas dos montantes de terra, possivelmente, realizando a movimentação do material. No quadrante direito, tapumes de madeira apoiados com tocos de madeira delimitam o canteiro. Acima, no quadrante superior direito, nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, sem a presença de árvores e gramíneas, tendo apenas a terra batida e marcações de passagem de veículos e maquinários. Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo.

Untitled

NOV.B.2 (566)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-566
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco no formato paisagem, captura o canteiro de obras do Palácio da Alvorada. Situado às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 em Brasília.
No primeiro terço da fotografia, nota-se uma estrutura mais elevada feita com tábuas de madeira e vergalhões, sobre a mesma estrutura, encontra-se dois trabalhadores, o da esquerda está inclinado para a frente portando um martelo em sua mão esquerda, mais à frente, o segundo está de pé olhando rumo ao horizonte. No terço central, estacas de madeiras são posicionadas de forma vertical e alinhadas sobre o solo de terra seca batida com fios em sua extremidade superior, servindo de postes condutores de energia elétrica. No terceiro terço, à direita da fotografia, algumas tábuas de madeira estão dispostas ao lado esquerdo de uma fenda feita no solo. No fundo, uma ponte feita com tábuas de madeira cria uma passarela entre as duas extremidades da fenda, onde transita um trabalhador sobre, abaixo dela dentro da fenda, outro trabalhador está disposto com as costas voltadas para o fotógrafo. No limite da imagem ao lado direito, uma escada é escorada em um dos postes. No plano de fundo tem-se a vegetação do Cerrado denso (cerrado sentido amplo) espraiando pela linha do horizonte.
O Palácio da Alvorada foi construído para ser a residência oficial da Presidência da República, horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

Untitled

NOV.B.2 (567)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-567
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro aéreo do contexto construtivo do Palácio da Alvorada (PA), anexo semienterrado e a capela, em contraste com a vegetação do Cerrado como plano de fundo, dado os primeiros anos de construção de Brasília, entre 1957 e 1958. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021. No registro, no quadrante central, o PA apresenta processo avançado de obra, com a estrutura externa finalizada, a capela anexa e o seu acesso semi enterrado, além do bloco semi enterrado de serviço à direita. Sendo possível identificar as superfícies de passeio entre os anexos finalizadas, havendo a presença de funcionários caminhando ou acompanhando a obra, estando: um volume de funcionários a direita do bloco semi enterrado e outro em quantidade menor espalhados próximos a capela. A frente do Palácio, após o espelho d’água, parte do solo ainda em terra batida do que posteriormente viria a ser parte da extensão do terreno retangular gramado de acesso ao edifício, estando neste terreno, 3 operários dispersos que caminham sentido as instalações. Até o momento do registro, o local de obra ainda estava cerceado por cercas de madeira e arame, além de tapumes que separam as instalações dos operários. Próximo aos cercamentos, no solo retangular ainda em terra batida, dois ônibus de cor clara – possivelmente destinados ao transporte de operários –, e um Jeep Willys escuro ao lado. A direita dos veículos, o portão de entrada do canteiro e duas guaritas fazem o controle de acesso ao ambiente de obra do PA. Nas proximidades do portão de entrada, transeuntes aglomerados em uma roda de conversa – aparentam trajar terno, sendo possível inferir que não fazem parte do ambiente de obra e estariam no ambiente para uma visita. Atrás do portão de acesso, funcionários se dispõem em fileira, provavelmente para um momento de inspeção. Do lado direito dos funcionários, dois caminhões destinados ao transporte de suprimentos estacionados com estruturas rampeadas na caçamba para retirada e colocação de maquinários e materiais. No quadrante direito do registro, posterior aos tapumes de madeira, é possível identificar duas instalações de apoio, uma próxima ao anexo de serviços semi enterrado e outra mais abaixo próximo da entrada – de estrutura retangular e telhado em duas quedas. Sucessivamente, na primeira instalação, uma caminhonete, amontoado de terra e materiais dispostos na proximidade da estrutura. Enquanto na segunda, alguns funcionários transitam, havendo materiais, tapumes, e estruturas dispersas no solo. No quadrante inferior, uma área descampada com o vislumbre de demarcações de um campo de futebol improvisado que era destinado aos momentos de ócio da empreitada. Em plano de fundo, à esquerda do Palácio da Alvorada, uma estrada de terra leva até a Ermida, esta que foi a primeira construção em alvenaria da nova capital, erguida em 1957. Trata-se de uma pirâmide de linhas rudimentares numa plataforma natural às margens do Lago Paranoá, que hoje faz parte do Parque Ecológico da Ermida Dom Bosco, inaugurado em junho de 1999, com o intuito de garantir a proteção do monumento. Foi construída em homenagem a São João Bosco, padre italiano que, em sonho profético de 1883, anunciava o surgimento de uma Terra Prometida entre os paralelos 15 e 20 do Hemisfério Sul, às margens de onde se forma um lago (COELHO, 2004, p. 38-42). A esquerda entre a depressão dos dois vales seguindo até as proximidades da península do Lago Paranoá, o curso do Rio Paranoá serpenteia até o centro do registro quando se dispersa na vegetação de densidade média do Cerrado. O terreno se estende por aclives e declives até a península, sendo possível notar pequenos focos de incêndio, advindo dos vislumbres de fumaças brancas. O local de passagem do rio é retratado por uma leve depressão onde viria a ser, posteriormente, preenchido o lago. O Lago Paranoá só foi totalmente preenchido com sequência de chuvas do ano de 1961, e então, Juscelino Kubitschek (1902-1961) se deu o prazer de mandar ao Corção (Gustavo, torcia contra, articulista de O Globo e filósofo) o telegrama com duas palavras mais do que suficientes: ‘Encheu, viu?” (ESNAL, 2015, p. 42). Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo.

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