Sítio modificado

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NOV.B.2 (602)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-602
  • Item
  • 06/12/1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato retrato. Em foco, a escultura ""Edificação"" de autoria do arquiteto francês, André Bloc (1896-1966), posicionada na sala de estar do Palácio da Alvorada, ao qual possui um piso de madeira. A escultura é de 1957, constituída em bronze dourado, composta por elementos geométricos empilhados de forma assimétrica com base retangular de madeira pintada de preto com dimensões de 240x58x50 cm. Ao fundo, à esquerda da fotografia, temos um par de poltronas em madeira de jacarandá e tecido do século XX, com estrutura retilínea, traços em ângulos retos descendo as pernas no mesmo contexto, assento e espaldar almofadado vermelho; com dimensões de 78x74x76 cm. Ainda ao fundo, à direita, é possível perceber o destaque que a luz natural traz no ambiente proveniente das cortinas brancas da sala de estar.
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (644) a qual a escultura está na mesma sala de estar. remissiva de outra pasta Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-3 (7) em cores.
CONTEXTO HISTÓRICO SOBRE A ESCULTURA:
A obra passou 40 anos fora do Palácio e retornou ao espaço somente em 2018 após um processo de restauração.
A criação da obra se dá no contexto do Congresso Internacional de Críticos de Arte, com o tema ""Cidade Nova - Síntese das Artes"", realizado em 1959, véspera da inauguração de Brasília. Onde foram convidados críticos e estudiosos, com a finalidade de discutir a importância da colaboração arquiteto-artista e promover a síntese das artes como marca do modernismo.
CURIOSIDADE SOBRE A ESCULTURA:
Ao que consta, esta escultura teria sido doada pelo governo da França e esteve durante algum tempo no salão da câmara dos deputados, retornando provavelmente em 2006 ao Alvorada, conforme informação anexa do ex-responsável pelo museu da câmara (SIQUEIRA, 2008).
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (601)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-601
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco, formato paisagem, contendo algumas manchas. Vista aérea da composição territorial do Palácio da Alvorada em construção. Em primeiro plano pode-se observar o acampamento dos trabalhadores da obra da Residência Oficial do Presidente da República Federativa do Brasil com suas edificações de apoio construídas em madeira e pintadas na cor branca onde é possível identificar as edificações mais à frente como alojamentos dos operários e as edificações mais ao fundo, onde podemos visualizar algumas edificações maiores, sendo algum tipo de galpão de marcenaria e armazenamento, juntamente com o protótipo em tamanho real da capela do alvorada mais a esquerda da imagem, que teve sua construção iniciada em 1957, o qual foi feito com objetivo de atestar se as placas de mármore da capela ficariam perfeitas.Ao lado dos alojamentos observa-se os banheiros coletivos dos alojamentos. Em segundo plano, dispõe-se da fachada oeste do Palácio da Alvorada na sua fase de construção, com alguns de seus emblemáticos pilares da fachada concluídos. À esquerda do palácio outra faixa territorial do Palácio da Alvorada acomodando as edificações de apoio dos trabalhadores construídas em madeira e pintadas na cor branca. Em terceiro plano vislumbra-se a presença de paisagem de cerrado nativo. Sendo uma das edificações mais importantes do modernismo arquitetônico brasileiro, o Palácio da Alvorada foi projetado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), projeto esse que foi apresentado à NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) e aprovado em 2 de dezembro de 1956, dois meses após a solicitação feita por Juscelino Kubitschek (1902-1976) no local onde Brasília seria construída. teve o jardim posterior e todo o projeto de paisagismo projetado pelo paisagista Yoichi Aikawa. A construção foi de responsabilidade da construtora Rabello, Darcy Amora Pinto (1921 -?) foi o engenheiro-chefe da obra do palácio e Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. As obras começaram no dia 03 de abril de 1957, durou 13 meses até ficar pronta em 31 de maio de 1958 e o palácio da Alvorada foi inaugurado em 30 de junho de 1958. Foi a primeira edificação de alvenaria de Brasília-DF. A capela anexa ao palácio guarda precedência na realização de Le Corbusier (1887-1965) para a “Chapelle Notre-Dame-du-Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na frança, faz referência às antigas casas de fazenda do Brasil, como por exemplo a “Fazenda Colubandê”, a qual é mencionada na tese de mestrado: (ALMEIDA, Guilherme Essvein de. Palácio da Alvorada: um resgate documental e analítico. 2012.) onde o autor cita mais de uma vez o precedente da Fazenda Colubandê que, como citado em sua obra, traz consigo a “capela anexa, colunata e horizontal dominante.”

Untitled

NOV.B.2 (600)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-600
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco no formato paisagem do Palácio da Alvorada em fase de construção. Situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. O enquadramento da fotografia foca em capturar uma das colunas cônicas do edifício, a forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86). A coluna ainda sem o revestimento em mármore branco é escorada por estacas e tábuas em madeira se estendendo por toda a extensão da captura fotográfica.
O Palácio da Alvorada foi construído para ser a residência oficial da Presidência da República, horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

Untitled

NOV.B.2 (60)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-60
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, em formato paisagem. Vista panorâmica da área correspondente a parte interna do edifício principal do Congresso Nacional. Em evidência, localiza as colunas de concreto encadeadas,sem acabamento concluído, nota-se uma pequena barra de metal acoplada no topo de cada coluna, estabelecendo ligação com o piso da plataforma que abriga as cúpulas (Câmara e Senado). É perceptível reparar que o piso condizente à parte interna da sede do Legislativo ainda está longe de seu encerramento construtivo. Perto da área do Salão Negro, encontra-se uma fileria de lâmpadas incandescentes, paralelas as colunas de concreto, que alastram-se até o final da edificação. Paralelo à segunda coluna, no sentido cima-baixo, presencia-se uma pequena série de dois andares de blocos de concretos, de base mais numerosa do que o topo, adjacente, pousa-se uma grande estaca de madeira que liga-se à cobertura. Entre a terceira e quarta coluna, observa-se um operário deslocando com um carrinho de mão, contendo material de construção, no sentido, de uma grande forma de madeira que também tem ao seu lado, uma grande estaca que liga-se ao piso da plataforma. Paralelo a quinta coluna, destoa-se no ambiente, a presença de uma bicicleta escorada em outra estaca de madeira fincada no chão. Entre o talude esquerdo da área de construção do Congresso e do edifício principal, é possível visualizar levemente um conjunto de blocos de concreto.No lado esquerdo das emblemáticas colunas, há uma grande vala, detendo algumas estruturas de madeira esparsas no local, tal perímetro fornece acesso a área do subsolo. Mais à frente, entre as rampas externas superiores e inferiores e o talude esquerdo da área externa do Congresso, situa-se o grande canteiro de obras, na orientação de cima para baixo, há três postes de madeira, em destaque, o primeiro contém acoplado um alto falante com uma escada escorada nele, em sua base há diversas tábuas de madeira espalhadas ao solo há diversas tábuas de madeira espalhadas ao solo, ao fundo, há um grande ajuntamento de blocos de concreto. No intermédio entre o segundo e terceiro poste, verifica-se um operário, adjunto, há uma considerável acúmulo de terra, o qual está presente também no lado direito do terceiro poste, seguidamente, é possível visualizar sutilmente, o que assemelha a sacos de cimento empilhados, os quais localizam-se atrás de uma concentração de areia. Bem afastado, é pouco perceptível, a de outro conjunto de blocos de concreto perto a um poste de iluminação, tais elementos construtivos estão delimitados por um considerável talude que possui uma superfície mais acidentada nas proximidades do edifício principal.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
"

Untitled

NOV.B.2 (6)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-6
  • Item
  • 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, no formato paisagem. Em primeiro plano, há uma pilha com várias peças de madeira dispostas no chão provenientes, possivelmente, de restos de materiais utilizados na construção da estrutura de agrupamentos de canteiros, fôrmas e escoras de construção e instalações de apoio aos trabalhadores da obra do Palácio do Congresso, monumento sede do poder Legislativo. Em segundo plano, mais à esquerda, é possível ver uma pequena estrutura, um pequeno casebre de madeira, servindo de apoio à obra do Palácio do Planalto, prédio em formato retangular, possui quatro andares, mais um subsolo e um anexo semienterrado, tem 36 mil metros quadrados; a arquitetura do palácio tem como principais características a pureza das linhas, com predomínio de traços horizontais, e a mescla entre curvas e retas, tais colunas, transmitem um aspecto de suspensão à cortina de vidro que compõem o corpo do palácio. No segundo quarto do segundo plano, está o Palácio do Planalto em estágio intermediário de construção, com a estrutura em concreto armado da sequência de nove colunas-curvas harmoniosas encadeadas, revestidas de mármore branco texturizado, sem ornamentos, elementos visuais que remetem a redes, velas de barco, que se movimentam no ar (Palácio do Planalto - Entre o cristal e o concreto, p.18, p.20), cada uma com 14,4m de altura e um espaçamento de 12,5m (Palácio do Planalto - Entre o cristal e o concreto, p.51) da fachada frontal do palácio presidencial, finalizadas e a estrutura interna, rodeada de andaimes; as mesmas sustentam a laje de cobertura, que protege o palácio e tem área correspondente a 7346 m2, feita de concreto obtido com mistura de areia de mina, muito fina, e seixos rolados de quartzito, retirados do Rio Corumbá; a rampa de acesso ao salão nobre erguida, rampa com um aclive sutil do solo, inspirada na escadaria do Palácio do Catete (atual Museu da República, Rio de Janeiro); e o parlatório situado à direita da entrada principal, em formato oval, também revestido de mármore, com altura de aproximadamente 6,5m, local onde o presidente e convidados podem se dirigir ao povo na praça. (Palácio do Planalto - Entre o cristal e o concreto, p.70), com a estrutura finalizada, porém sem acabamento, entre a rampa e o parlatório está uma placa da Construtora Pacheco Fernandes Dantas Ltda., responsável pela construção do palácio presidencial; na lateral esquerda da rampa está a placa da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) identificando a obra do Palácio do Planalto. No terceiro quarto do segundo plano, é possível ver o caminho de terra delimitando o local definido para a construção do espelho d’água do Palácio do Congresso. No quarto do segundo plano, mais à direita da imagem, está o Museu Histórico de Brasília (Museu da Cidade) em seu formato final.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO PLANALTO
O Palácio do Planalto, sede do poder executivo, localiza-se na Praça dos Três Poderes, em um dos vértices do triângulo imaginário formado por ele, pelo Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal. Inaugurado em 21 de abril de 1960, foi um dos primeiros monumentos a ser instaurado em Brasília e simboliza a mudança da Capital do Rio de Janeiro para Brasília durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976). O projeto foi assinado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), os cálculos estruturais foram de Joaquim Cardozo (1897-1978), os jardins e espelho d’água ficaram à cargo de Roberto Burle Marx (1909-1994) e Fausto Favale atuou como engenheiro-chefe na sua execução. A construção foi de responsabilidade da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP). O edifício caracteriza-se por um volume em barra elevado do solo, com varanda circundante e marquise projetada, sustentadas pela colunata dos emblemáticos pilares curvos revestidos em mármore que, posteriormente, tornaram-se referência na paisagem de Brasília.
CURIOSIDADES SOBRE O PALÁCIO DO PLANALTO:
Soneto de vidro: “este ser que se compõe de adjacências,/ E de cimento claro e matinal,/ Tem nos seus nervos finos transparências,/ De luz se alimenta. Fala cristal.” – Soneto escrito por Joaquim Cardozo, sobre o Palácio do Planalto."

Untitled

NOV.B.2 (599)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-599
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco no formato retrato do Palácio da Alvorada em fase de construção. Situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. O enquadramento da fotografia foca em capturar uma das colunas cônicas do edifício, a forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86). O pilar está em processo de revestimento pelo mármore branco, a sua volta, algumas estacas de madeira na vertical fazem as escoras do pilar tanto nas laterais quanto na base. O Palácio da Alvorada foi construído para ser a residência oficial da Presidência da República, horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

Untitled

NOV.B.2 (598)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-598
  • Item
  • 1956 - 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Vista perspectivada da fachada posterior (leste) do Palácio da Alvorada durante o período inicial de construção. Na imagem, em primeiro plano, há o solo exposto com grandes aglomerados de terras e entulhos no perímetro imediato da edificação. Mais ao fundo, em segundo plano, do lado esquerdo da fotografia, um elevado andaime aparece acoplado ao centro da fachada. Outra estrutura similar é registrada na fachada frontal (oeste), na lateral direita do registro. Em terceiro plano, encontra-se o volume principal da residência oficial em estágio inicial de obra, com as 12 colunas já concretadas, mas com todos os elementos de cimbramento de madeira, suportando toda a estrutura de concreto armado. Por último, pequenos postes temporários de iluminação foram dispostos sobre a laje de cobertura, e oferecem infraestrutura para o canteiro de obras que funcionava em diversos turnos.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”."

Untitled

NOV.B.2 (597)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-597
  • Item
  • 1956 - 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Vista parcial das fachadas posterior (leste) e lateral norte do Palácio da Alvorada durante o período de construção. À frente, desfocado, rente a fachada posterior, há um amontoado de terra proveniente da movimentação de solo feita no terreno. Logo atrás, o volume principal da residência oficial encontra-se em estágio inicial de obra, com as colunas já concretadas (sendo possível ver apenas duas, devido ao enquadramento da imagem), mas com todos os elementos de cimbramento de madeira, suportando parte da estrutura de concreto armado. Outros dois aspectos são importantes de serem notados, a falta de escoras na parte interna próxima a fachada principal, indicando que a obra iniciou por lá, e a presença de fios de energia elétrica no canteiro de obras, os quais ofereciam infraestrutura para o canteiro de obras que funcionava em diversos turnos. Além disso, a presença de ao menos dois trabalhadores sobre a laje térrea da casa possibilita compreender a grandiosidade da construção.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”."

Untitled

NOV.B.2 (596)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-596
  • Item
  • 1958 - 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista diagonal da Capela do Palácio da Alvorada em fase de construção. Em destaque, a Capela com suas paredes curvilíneas de concreto armado já finalizadas em processo de revestimento com placas retangulares. Além disso, à direita da fotografia, alguns postes de madeira e percebe-se que a base da obra é elevada do chão de terra batida. Em frente à Capela, há materiais de construção sobre a base e um homem trabalhador no acesso principal da obra e atuando no mesmo. Ao fundo, fitofisionomias do Cerrado.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
"

Untitled

NOV.B.2 (595)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-595
  • Item
  • 10/04/1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato retrato. Vista da Capela do Palácio da Alvorada em fase de construção, ao fundo, a partir da marquise (na fachada dos edifícios, cobertura em balanço ou não, lateralmente aberta, para proteger da chuva e do sol” (in Dicionário Eletrônico Houaiss) da fachada frontal do Palácio. Em primeiro plano, parte da base do Palácio e alguns homens trabalhadores abaixo da marquise do edifício atuando na obra. Percebe-se uma das colunas da fachada frontal (à esquerda da fotografia) com revestimento em mármore, bem como andaimes e homens sobre o mesmo ao lado dos perfis onde serão colocados os vidros das esquadrias (à direita da fotografia). Entre o Palácio e a Capela visualiza-se a base dos dois monumentos elevados do chão, uma passagem entre os dois, à direita, uma escada de madeira apoiada sobre um poste à esquerda. Ao fundo, a Capela do Palácio da Alvorada em fase de construção já com a concretagem de suas paredes curvas e parte do revestimento em mármore. Na Capela há dois homens sobre a cobertura na entrada principal da obra, bem como uma escada de madeira na passagem principal que serviu para eles subirem na parte superior. No horizonte, diversas fitofisionomias do Cerrado.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE SOBRE AS COLUNAS DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”."

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