Sítio modificado

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NOV.B.2 (611)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-611
  • Item
  • 1957 - 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Vista parcial da fachada posterior (leste) do Palácio da Alvorada com enfoque para a escultura “Ritos e Ritmos"", da artista Maria Martins (1894-1973), que aparece centralizada na imagem, sobre o solo com gramíneas. Na fotografia, posterior a obra de arte integrada, quase centralizada, há a escada de acesso principal à área do jardim. Também é possível notar, discretamente, no lado direito, a piscina já finalizada e protegida por hastes metálicas e correntes. Ao fundo, encontra-se parte da fachada posterior (leste) com três indivíduos na varanda térrea, um próximo à primeira coluna e os demais entre a terceira e a quarta, da esquerda para a direita. A construção encontra-se finalizada, com a pele de vidro completamente instalada e todos os revestimentos inseridos. Além disso, a permeabilidade da fachada atravessa completamente o edifício, sendo possível ver as colunas da fachada principal (oeste), com exceção em alguns trechos, onde há internamente cortinas que bloqueiam a visão. Ainda, no registro, do lado esquerdo, é retratada parte da passarela que conecta a edificação principal ao anexo de serviço. Por último, é válido ressaltar que a fotografia foi feita a partir de um ângulo baixo com a linha do horizonte inclinada para a esquerda.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”."

Untitled

NOV.B.2 (610)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-610
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro aéreo da península do Lago Paranoá com os primeiros edifícios em alvenaria inaugurados de Brasília, durante os primeiros anos de construção da capital, entre os anos de 1958 e 1961. O Brasília Palace Hotel e o Palácio da Alvorada (PA), estando em evidência, em primeiro plano, o contexto construtivo do Palácio da Alvorada (a capela e o acesso rampeado semienterrado, o espaço de bar e piscina). Mais ao fundo, a fachada leste do Brasília Palace Hotel, estando os dois em processo avançado de obra, sendo estes inaugurados no dia 30/06/1958. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021. Em torno da península a extensão do Lago Paranoá preenchido, que só foi ser totalmente preenchido com a sequência de chuvas do ano de 1961, foi então que Juscelino Kubitschek (1902-1961) se deu o prazer de mandar ao Corção (Gustavo, torcia contra, articulista de O Globo e filósofo) o telegrama com duas palavras mais do que suficientes: ‘Encheu, viu?” (ESNAL, 2015, p. 42). No primeiro trecho da península em primeiro plano, parte do contexto do Palácio da Alvorada, sendo possível identificar alguns trechos ainda em processo de obra na ponta da península, estando sem a presença de gramíneas, devido a presença de ação antrópica realizada para as construções. A esquerda deste, o lago artificial do Alvorada preenchido, sendo possível identificar seu perímetro em forma abstrata. Seguindo a esquerda do lago artificial, o PA em fase avançada de construção, havendo a presença dos principais elementos arquitetônicos que compõem o seu contexto construtivo – o próprio Palácio da Alvorada, a capela, o espaço de bar e piscina na fachada posterior e o bloco semienterrado de serviços, à esquerda. O primeiro trecho da península caracteriza-se por uma vegetação de baixo porte, com gramíneas mais densas às margens do lago e secas nas áreas que configuram vias vicinais ou áreas descampadas - onde, anteriormente, estiveram os acampamentos e canteiros de obra. Áreas desmatadas refletem o processo de obra recente. A frente do Alvorada, em sua fachada oeste, uma extensa área retangular circundada por parte da Via Presidencial, conectando a Estrada Hotéis e Turismo (STHN Trecho 1), que por sua vez, interliga-se ao Brasília Palace Hotel presente em plano posterior, caracterizando processo avançado de obra, com a fachada leste em aparente fase final de obra, sendo possível identificar também um pequeno conjunto de instalações e alojamentos de apoio à obra entre o Alvorada e o Palace. A esquerda do Palace, uma torre treliçada para caixa d’água e um adensamento de árvores de médio porte. O Palace apresenta iminência de conclusão, com fachadas que aparentam apresentar esquadrias e cortinas, logo, em funcionamento. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), com 13.562 m² de área construída, contando com 180 apartamentos e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento. Sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Em todo o registro, a vegetação é caracterizada por árvores esparsas nos arredores das edificações, e mudanças abruptas de solo. Em todo o registro, a vegetação é caracterizada por árvores esparsas nos arredores das edificações, e mudanças abruptas de solo. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do Lago Paranoá, que contrasta com o solo do cerrado. Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo.

Untitled

NOV.B.2 (61)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-61
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, em formato paisagem. Vista panorâmica do Congresso Nacional e seu canteiro de obras. Em primeiro plano, nota-se que há um grande cercado com arame delimitando o perímetro do canteiro de obras, o qual é cortado, em seu trecho inicial, por duas vias de terra: uma central que leva a rampa externa do Congresso , ainda não acabada, e outra que desloca à direita da grande da área externa da sede do Legislativo. Na entrada da cerca, verifica-se uma pequena guarita de cobertura íngreme, escorado em um poste de iluminação com placa indicativa, encontram-se dois operários de capacete e camisa branca conversando. Posteriormente a eles, estão vários troncos de madeiras perto de barras de metal, no limite esquerdo da cerca, localizam-se mais troncos de madeira perto de um banco simples. Em seguida, há uma cerca circular, entre dois postes elétricos, contendo um extensa mesa de madeira, perto a rampa externa mais uma pequena cerca, entre dois postes de iluminação, com a presença de uma simples construção temporária de telha simples que divide a área, ambos as localidades possui diversos operários trabalhando. Na extremidade esquerda, é possível visualizar entulhos seguidamente de uma pequena movimentação de terra, adjacente a mais entulho da obra, é preciso salientar que o túnel, à esquerda da rampa externa, já está com a sua cavidade formada. Na porção direita do canteiro de obras, adjacente à via central,averigua-se algumas construções provisórias e membros da obra operando em grandes mesas de madeira, circundados de entulhos e com postes de elétricos rodeando o pequeno perímetro. Em destaque, ao fundo, sobressai o edifício principal passando pelo processo de instalação de suas esquadrias, no lado direito à rampa externa destoa-se o procedimento do cimbramento, o qual consiste na sustentação temporária das formas de concreto durante a construção, a partir de escoras, para o levantamento das colunas de concreto, ao centro das escoras, localiza-se um amontoado de areia e no canto direito, é possível ver cinco automóveis próximos a uma construção temporária. Manifesta-se também o processo de cimbramento, em menor, na extrema esquerda, a área limítrofe do edifício principal. Acima, presencia-se o Senado com sua estrutura completa, todavia sem o acabamento finalizado com obreiros ao redor de sua circunferência e um único trabalhador no topo, ao meio, um pequeno depósito de telhado íngreme com diversos operários em volta, à direita, a Câmara com estrutura quase completa, mas sem revestimento finalizado, em sua base e cobertura, ainda está repleto de trabalhadores. No sentido oeste do monumento, há uma grande grua movimentando à esquerda, no sentido leste, há um pequeno escoramento na parede externa direita, adjacente a uma a rampa provisória de madeira utilizada para dar acesso à cobertura da cúpula da Câmara. Já as torres anexas, ressalta-se sua estrutura de aço, aparente, demonstrando sua surpreendente monumentalidade, dois andaimes atravessando todos os pavimentos da edificação até a cobertura, ao meio, ainda é possível visualizar sutilmente estruturas metálicas que estabelecem ligações entre os dois edifícios anexos.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
"

Untitled

NOV.B.2 (609)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-609
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista da fachada frontal do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, uma pista de asfalto na qual há dois grupos de pessoas reunidas: quatro crianças, sendo duas meninas e dois meninos e um homem (à esquerda da fotografia); três homens e ao lado de uma bicicleta (à direita da fotografia). Ao centro, um grande gramado em frente ao Palácio da Alvorada e a fachada principal do mesmo. Este possui 10 colunas, sendo que quatro delas possuem metade da sua forma em relação às demais. Bem ao centro, têm um carro que aparenta ser a limousine Lincoln-Cosmopolitan 1950, umas quatro figuras humanas e mais para a direita a escultura “As Iaras” de 1958 do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Esta é feita de bronze com 1,30m x 4m, no espelho d’água de 60 cm da fachada frontal do Palácio da Alvorada. Faz parte da série “As Banhistas”. Além da escultura, um renque de coqueiros adultos os quais foram propostos plantio de palmeiras imperiais na etapa de concepção do Palácio. O edifício já está finalizado com todas as esquadrias de vidro em sua fachada.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE SOBRE AS COLUNAS DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”."

Untitled

NOV.B.2 (608)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-608
  • Item
  • 1958
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro aéreo do Plano Piloto em Brasília-DF, durante os primeiros anos de construção da capital, entre 1956 e 1960. No registro, de baixo para cima, a passagem do Rio Paranoá, local onde veio a ser preenchido o Lago Paranoá, estando em evidência a Península Sul do Lago, região em que se encontram o Palácio da Alvorada e o Brasília Palace Hotel em fase de obra. Nas imediações de todo o contexto de obra do que viria a ser a península sul do lago, pequenas estradas vicinais direcionam caminhos para o oeste com sentido Praça dos Três Poderes, Esplanada dos Ministérios e o ponto de cruzamento entre os dois eixos – Eixo Monumental (Via S1 e N1) e o Eixo Rodoviário (DF-002) –, que se tornaria a Plataforma Rodoviária, estando ainda em processo de obra. A poucos quilômetros do Eixo Monumental, à direita, notam-se alguns pequenos alojamentos, possivelmente, destinados aos operários responsáveis pelas construções. O cruzamento entre as vias é evidenciado em pleno processo de obra, o rearranjo topográfico, demarcações realizadas e movimentações de terra se apresentam avançados, mas sem asfaltamento. O Eixo Rodoviário se dispõe apenas no sentido sul, logo, a Asa Sul, esta que foi desenvolvida antes da Asa Norte. Consequentemente, os primeiros conjuntos residenciais foram construídos na Asa Sul. No quadrante superior esquerdo, observam-se edifícios sendo construídos, referentes às superquadras modelo – 107, 108, 307, 308 sul – construídas primeiro que as demais. A disposição dos conjuntos residenciais e a trama viária se deram no plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital através do eixo rodoviário, este que, segundo a edição “arquitetura e engenharia” da Revista Brasília (PINHEIRO, 1960, p. 9), “foi arqueado, de acordo com a topografia local, e veio a formar o tronco da circulação, livre de cruzamento graças ao recurso dos trevos e passagens de nível, que conduz às superquadras residenciais, estabelecidas em ambos os lados seus” que, conforme relatou Lucio Costa em uma das edições da Revista Brasília de 1957, “o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento” (PINHEIRO, 1957, p. 10). No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. No quadrante superior, na extremidade norte do Eixo Monumental, o vislumbre do que configura a Praça do Cruzeiro. Em todo o registro, diversas vias vicinais de interligação realizam parte dos percursos auxiliares de conexões entre as dinâmicas de construção dos primeiros anos de construção de Brasília, facilitando o transporte de suprimentos e materiais, passagens de veículos e maquinários. Por toda imagem é possível identificar vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico.

Untitled

NOV.B.2 (607)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-607
  • Item
  • 1956 - 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Vista parcial e perspectivada da fachada posterior (leste) do Palácio da Alvorada, durante o período de construção. À frente há o solo exposto com restos de materiais de obra, tais como fragmentos de concreto, principal material utilizado para a construção da residência oficial. Sobre o chão de terra estão dispostas quatro mesas de trabalho, com estrutura de metal e madeira, que são utilizadas como apoio para a inserção dos revestimentos de mármore branco das colunas da fachada. Logo atrás, encontra-se o volume principal da casa, em fase intermediária de obra, embora, a realização dos acabamentos externos pareçam indicar a finalização da construção. Tal fator é evidente devido a grande estrutura de cimbramento empregada para suportar a concretagem da laje do pavimento superior, e também demonstra as várias atividades que eram desempenhadas no canteiro de obras em uma mesma etapa de trabalho.Outro aspecto estrutural importante de ser mencionado é a estrutura do subsolo aflorado, bastante visível na imagem, composta por uma grande viga de contorno e por pilares equidistantes, que recebem e distribuem as cargas das colunatas. Por fim, também foram registrados trabalhadores exercendo suas funções tanto na parte interna da obra, dispostos ao redor de uma mesa, quanto na parte externa, próximo a semi-coluna de canto, do lado direito da fotografia.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”."

Untitled

NOV.B.2 (606)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-606
  • Item
  • 13/03/1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista diagonal da Capela do Palácio da Alvorada em fase de construção. Em primeiro plano, vista da construção do subsolo com tapumes de madeira e uma parede de concreto; este está sob uma elevação da rampa de acesso na fachada principal e da base da Capela. Ao centro, na base da obra, alguns postes de madeira, materiais de construção e trabalhadores homens atuando na construção. A Capela já com as paredes curvas de concreto armado com tábuas de madeira na entrada para sustentação. Ao fundo, diversas fitofisionomias do Cerrado.

Imagem semelhante à NOV-D-4-4-B-2 (332) com alteração de coloração e enquadramento levemente alterado com afastamento.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
"

Untitled

NOV.B.2 (605)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-605
  • Item
  • 1958 - 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista diagonal da Capela do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, grama e uma luminária na grama apontada em direção ao Palácio da Alvorada. À direita da fotografia, parte de uma das colunas da fachada frontal e da cobertura do beiral do palácio residencial. Ao centro, a Capela já finalizada em concreto armado e na cor branca nas fachadas e nas rampas de acesso à obra. Abaixo de sua base, é possível visualizar uma janela em fita de vidro discreta. No horizonte, diversas fitofisionomias do Cerrado.

Imagem semelhante à NOV-D-4-4-B-2 (330) com alteração de coloração e enquadramento alterado para a direita.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
"

Untitled

NOV.B.2 (604)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-604
  • Item
  • 06/12/1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Tapeçaria de Di Cavalcanti (1897-1976) “Múmias” produzida entre 1958-1960. A obra é composta por linhas orgânicas e uso de cores intensas, como amarelo, azul, vermelho, marrom, preto, branco, laranja e verde em diversos tons. Em sua moldura há padrões geométricos étnicos e as imagens centrais têm clara referência formal ao modernismo e às tendências plásticas pós-grupos de vanguarda do início do século XX.
Descrição feita com auxílio do artista visual e plástico Moisés Crivelaro.
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (342) com alteração de colorimetria e enquadramento mais aproximado.
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (603) com alteração de contraste dos tons preto e branco e de enquadramento mais afastado.
CURIOSIDADE SOBRE O QUADRO:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (603)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-603
  • Item
  • 06/12/1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Tapeçaria de Di Cavalcanti (1897-1976) “Múmias” produzida entre 1958-1960. A obra é composta por linhas orgânicas e uso de cores intensas, como amarelo, azul, vermelho, marrom, preto, branco, laranja e verde em diversos tons. Em sua moldura há padrões geométricos étnicos e as imagens centrais têm clara referência formal ao modernismo e às tendências plásticas pós-grupos de vanguarda do início do século XX.
Descrição feita com auxílio do artista visual e plástico Moisés Crivelaro.
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (342) com alteração de colorimetria e enquadramento mais aproximado.
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (604) com alteração de contraste dos tons preto e branco e de enquadramento mais aproximado.
CURIOSIDADE SOBRE O QUADRO:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

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