Sítio modificado

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NOV.B.2 (648)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-648
  • Item
  • julho de 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista do pé direito duplo do hall de entrada principal, mais precisamente do lado esquerdo, no térreo e no pavimento superior do Palácio da Alvorada, o mezanino. Este pavimento possui salões para compromissos oficiais do governo que serão utilizados pelo Presidente da República. Da esquerda para a direita, a fachada de vidro oeste do Palácio e as colunas internas do edifício e uma pequena escada que leva para os gabinetes, sala de espera e sala de reunião do Ministério; ao centro, pavimento térreo do hall de entrada com cinco poltronas Barcelona, sendo três na cor branca e duas na cor preta, de autoria do arquiteto alemão Mies van der Rohe (1886-1969) com a arquiteta e designer alemã Lilly Reich (1885-1947) realizada em 1929 de aço cromado e couro com dimensões de 72x72x77 cm; ao fundo das poltronas há uma parede toda revestida por um grande espelho e este está adjacente a uma escada que leva para o subsolo do edifício; à direita, no pavimento térreo, parte da rampa de acesso do hall que dá acesso para a sala de estar, a rampa é forrada com um carpete vermelho e um piso de pedra polida; no pavimento superior há uma continuação do hall com mais algumas poltronas Barcelona de autoria do arquiteto alemão Mies van der Rohe com a arquiteta e designer alemã Lilly Reich.
CURIOSIDADE SOBRE A POLTRONA BARCELONA:
A poltrona Barcelona é o projeto mais conhecido de Mies van der Rohe, lançada na Exposição Internacional de Barcelona de 1929. Nesse modelo, o aço tubular foi substituído por uma chapa de aço plano, inovação considerável para a época. [...] Projetada por Mies van der Rohe em colaboração com sua companheira e designer Lilly Reich, a poltrona Barcelona foi um dos destaques da decoração do Pavilhão Alemão (também projetado por ele) na Exposição Mundial de Barcelona em 1929, tornando-se um dos clássicos da história do design. Exemplo claro do estilo sóbrio e inovador do arquiteto, a poltrona conjuga elementos artesanais e material industrial, sendo composta por dois acolchoados sobre tiras de couro em uma base estilizada em aço. Pensada para servir de assento ao Rei da Espanha, ilustre visitante do Pavilhão Alemão, a poltrona utiliza uma estrutura formal cruzada em X, desenho encontrado desde a Antiguidade na confecção de bancos e tronos aristocráticos (GUIMARÃES, SCANAPIECO, SÁ, VASCONCELOS, 2020).
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (647)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-647
  • Item
  • julho de 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista interna da Capela do Palácio da Alvorada, mais conhecida como Capelinha. As paredes da Capelinha são de autoria do artista brasileiro Athos Bulcão (1918-2008). O painel é em lambris de jacarandá, revestidas por folhas de ouro e o piso em granito cinza Andorinha. Em primeiro plano, à esquerda da fotografia, uma pia batismal oval em granito marrom. Em segundo plano, à direita da fotografia, castiçais com armação composto por sete hastes de ferro pintado, coroadas por cálices em aço inoxidável com sete velas acesas sobre o mesmo; e uma imagem religiosa de Nossa Senhora da Conceição (a qual a capela é dedicada) apoiada sobre uma pequena prateleira em vidro.
CURIOSIDADE SOBRE AS PEÇAS ANTIGAS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (646)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-646
  • Item
  • julho de 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista interna da Capela do Palácio da Alvorada, mais conhecida como Capelinha. As paredes da Capelinha são de autoria do artista brasileiro Athos Bulcão (1918-2008). O painel é em lambris de jacarandá, revestidas por folhas de ouro e o piso em granito cinza Andorinha. Em primeiro plano, à direita da fotografia, parte da porta e entrada principal da Capela. A porta também é de autoria de Athos Bulcão e este é de alumínio anodizado e vidros coloridos, composta por dois montantes laterais fixos e duas folhas móveis. A porta vai do piso até a laje e sua dimensão é de 252 cm x 493 cm x 7cm. Mais à esquerda, castiçais com armação composta de nove hastes de ferro pintado, coroadas por cálices em aço inoxidável e com nove velas acesas sobre o mesmo. Em segundo plano, duas cadeiras de estrutura retilínea de madeira jacarandá, com assento forrado em veludo vermelho e encosto de palhinha e dois genuflexório (móvel para rezar, em forma de cadeira, com estrado baixo para ajoelhar, e encosto alto, sobre o qual se pousam os braços e o livro de orações) com os mesmos materiais e estrutura ambos de autoria da arquiteta, designer e galerista brasileira Anna Maria Niemeyer (1930-2012). Ao fundo, parte do altar da Capela de madeira jacarandá, cópia de altar originalmente desenhado por Anna Maria Niemeyer, de estrutura retilínea e tampo único sobre base lisa mais um conjunto dos castiçais com armação composta de nove hastes de ferro pintado, coroadas por cálices em aço inoxidável e com nove velas acesas sobre o mesmo.
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (645)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-645
  • Item
  • julho de 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem levemente desfocada. Vista de parte da sala de estar e da sala de música, ao fundo, no pavimento térreo do Palácio da Alvorada e do mezanino do pavimento superior. Parte da sala possui pé direito duplo e o pavimento é todo revestido com piso de madeira, este está com iluminação amarela nos abajures e nas fileiras de iluminação com spot. Em primeiro plano, da esquerda para a direita, uma escada com guarda-corpo vazado com perfil metálico, esta leva para o nível do subsolo do edifício; atrás do guarda-corpo, um recamier mondrian (um tipo de sofá, no caso, sem encosto com um rolo de espuma que remete a uma almofada/travesseiro) linear com perfis metálicos e estofado vermelho e um tapete sob o mesmo; ao seu lado esquerdo, uma imagem religiosa que parece ser a de Nossa Senhora da Conceição (a mesma utilizada na Capela do Palácio da Alvorada e a qual a Capela é dedicada). Ainda ao centro, uma marquesa brasileira (versão híbrida de leito e de sofá que remontam ao estilo francês “restauration” e ao Brasil do século 19) de madeira jacarandá com braços curvados para dentro e arrematados por travessa torneada, assento em palhinha, pernas reviradas para fora; algumas poltronas em madeira de jacarandá e tecido do século XX, com estrutura retilínea, traços em ângulos retos descendo as pernas no mesmo contexto, assento e espaldar almofadado vermelho; com dimensões de 78x74x76 cm; sob a marquesa e essas poltronas, um tapete simples, aparentemente bege, centraliza os móveis e uma parede revestida com espelho reflete parte da sala; há leves cortinas nas janelas da fachada oeste. Ao fundo, à esquerda da fotografia, a sala de música com um pequeno sofá vermelho, um recamier (um tipo de sofá, no caso, sem encosto) preto e umas quatro poltronas Barcelona, na cor preta, de autoria do arquiteto alemão Mies van der Rohe (1886-1969) com a arquiteta e designer alemã Lilly Reich (1885-1947) realizada em 1929 de aço cromado e couro com dimensões de 72x72x77 cm; ao centro, um tapete simples de cor, aparentemente, branca; à direita, mais seis poltronas Barcelona, na cor branco. Ao centro das poltronas Barcelona está um tapete simples de cor, aparentemente, cinza, e uma pequena mesa de centro no formato quadrado com perfis metálicos e tampo de vidro (acima da mesa de centro há alguns objetos de decoração). Toda a sala de música possui piso de madeira e uma parede revestida de espelho, à direita da fotografia, e ao fundo uma parede de mármore na cor preta; à direita, um conjunto do que aparenta ser simples poltronas brancas. Encostado na parede de mármore, há o piano de cauda do século XX de autoria da fabricante alemã Grotrian-Steinweg em madeira ebanizada (técnica que consiste em escurecer a madeira), marfim e metal; e uma banqueta também do mesmo século com os mesmos materiais. No teto, há duas fileiras de iluminação com spots as quais são refletidas pela parede com revestimento de espelho.
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (644)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-644
  • Item
  • julho de 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista da sala de estar no pavimento térreo do Palácio da Alvorada; este é todo revestido em piso de madeira e possui uma parte com pé direito duplo. Da esquerda para a direita da fotografia, parte do corrimão da escada com guarda-corpo vazado com perfil metálico, esta leva para o nível do subsolo do edifício; ao centro, uma marquesa brasileira (versão híbrida de leito e de sofá que remontam ao estilo francês “restauration” e ao Brasil do século 19) de madeira jacarandá com braços curvados para dentro e arrematados por travessa torneada, assento em palhinha, pernas reviradas para fora; algumas poltronas em madeira de jacarandá e tecido do século XX, com estrutura retilínea, traços em ângulos retos descendo as pernas no mesmo contexto, assento e espaldar almofadado vermelho; com dimensões de 78x74x76 cm; sob a marquesa um tapete grande estampado; mais ao fundo um sofá retilíneo preto, aparentemente de couro, com outras três poltronas retilíneas brancas circundando um tapete, aparentemente, branco. Ainda ao centro da fotografia, a escultura ""Edificação"" de autoria do arquiteto francês, André Bloc (1896-1966), posicionada na sala de estar do Palácio da Alvorada; ao lado direito, seis poltronas Barcelona, na cor preta, de autoria do arquiteto alemão Mies van der Rohe (1886-1969) com a arquiteta e designer alemã Lilly Reich (1885-1947) realizada em 1929 de aço cromado e couro com dimensões de 72x72x77 cm (ao centro das poltronas, um tapete, aparentemente, branco). À direita da fotografia, a escada que possui formato de espinha de peixe com a parte central da estrutura em formato de letra T em concreto armado. Este está com tábuas de madeira em suas laterais para auxiliar no processo da construção e ao fundo, há diversos trabalhadores. O mesmo está no pavimento térreo e dá acesso à sala íntima do palácio no primeiro andar, o qual constitui a parte residencial do Palácio. E mais à direita, o hall de entrada do pavimento térreo com parte da rampa de acesso do hall que dá acesso para a sala de estar, a qual é forrada com um carpete vermelho.
CONTEXTO HISTÓRICO SOBRE A ESCULTURA:
A obra passou 40 anos fora do Palácio e retornou ao espaço somente em 2018 após um processo de restauração.
A criação da obra se dá no contexto do Congresso Internacional de Críticos de Arte, com o tema ""Cidade Nova - Síntese das Artes"", realizado em 1959, véspera da inauguração de Brasília. Onde foram convidados críticos e estudiosos, com a finalidade de discutir a importância da colaboração arquiteto-artista e promover a síntese das artes como marca do modernismo.
CURIOSIDADE SOBRE A ESCULTURA:
Ao que consta, esta escultura teria sido doada pelo governo da França e esteve durante algum tempo no salão da câmara dos deputados, retornando provavelmente em 2006 ao Alvorada, conforme informação anexa do ex-responsável pelo museu da câmara (SIQUEIRA, 2008).
CURIOSIDADE SOBRE A POLTRONA BARCELONA:
A poltrona Barcelona é o projeto mais conhecido de Mies van der Rohe, lançada na Exposição Internacional de Barcelona de 1929. Nesse modelo, o aço tubular foi substituído por uma chapa de aço plano, inovação considerável para a época. [...] Projetada por Mies van der Rohe em colaboração com sua companheira e designer Lilly Reich, a poltrona Barcelona foi um dos destaques da decoração do Pavilhão Alemão (também projetado por ele) na Exposição Mundial de Barcelona em 1929, tornando-se um dos clássicos da história do design. Exemplo claro do estilo sóbrio e inovador do arquiteto, a poltrona conjuga elementos artesanais e material industrial, sendo composta por dois acolchoados sobre tiras de couro em uma base estilizada em aço. Pensada para servir de assento ao Rei da Espanha, ilustre visitante do Pavilhão Alemão, a poltrona utiliza uma estrutura formal cruzada em X, desenho encontrado desde a Antiguidade na confecção de bancos e tronos aristocráticos (GUIMARÃES, SCANAPIECO, SÁ, VASCONCELOS, 2020).
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (602) a qual a escultura está na mesma sala de estar.
"

Untitled

NOV.B.2 (643)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-643
  • Item
  • abril de 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista da Capela do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, grama e rampa de acesso ao subsolo da Capela que inicia-se na fachada principal da residência presidencial. Ao centro, a Capela finalizada com suas paredes curvilíneas, podendo visualizar as outras duas rampas de acesso ao mesmo, à esquerda a partir de parte da rampa de acesso ao subsolo e à direita a rampa de acesso que surge de uma das fachadas laterais do Palácio. Observa-se que no acesso ao subsolo da obra há janela em fita de vidro e que o mesmo foi construído sobre uma base que dá a impressão de estar flutuando. Ao fundo, fitofisionomia do Cerrado.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
"

Untitled

NOV.B.2 (642)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-642
  • Item
  • julho de 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista de um dos banheiros adjacentes aos dormitórios do pavimento superior do Palácio da Alvorada. O banheiro é todo revestido em mármore claro. Em primeiro plano, da esquerda para a direita, a pia do banheiro com uma grande bancada; a banheira instalada no piso e uma cadeira retilínea com perfis metálicos e com estofamento no assento e no encosto. Em segundo plano, parte da varanda do segundo pavimento e de uma das colunas da fachada leste. Ao fundo, um caminhão na estrada de terra próximo ao Palácio.
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (641)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-641
  • Item
  • julho de 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista do hall de entrada principal no térreo do Palácio da Alvorada com piso todo em pedra polida. Este pavimento possui salões para compromissos oficiais do governo que serão utilizados pelo Presidente da República. Em primeiro plano, da esquerda para a direita, quatro poltronas Barcelona, duas na cor preta e duas brancas, de autoria do arquiteto alemão Mies van der Rohe (1886-1969) com a arquiteta e designer alemã Lilly Reich (1885-1947) realizada em 1929 de aço cromado e couro com dimensões de 72x72x77 cm. Em segundo plano, a rampa de acesso do hall que dá acesso para a sala de estar, a qual é forrada com um carpete vermelho. Ao fundo, à esquerda da fotografia, leves cortinas em tom branco por toda a fachada leste; na parede lateral direita, um painel dourado sem título confeccionado por Athos Bulcão (1918-2008) em 1958 a partir de placas de latão dourado polido com dimensões de 800 cm x 915 cm x 37,5 cm. Na parede, há a frase do poeta Augusto Frederico Schmidt (1906-1965) para Juscelino Kubitschek (1902-1976) sobre o lançamento da pedra fundamental para o início da construção de Brasília: “Dêste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sôbre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e confiança sem limites no seu grande destino. Brasília, 2 de outubro de 1956 - Juscelino Kubitschek de Oliveira”.
CURIOSIDADE SOBRE O PAINEL DOURADO:
O uso do latão dourado simboliza aqui não uma aspiração ao infinito, mas sim uma projeção para o futuro do país, futuro esse reforçado pela própria frase de Juscelino Kubitschek (IPHAN, 2010).
poltronas Barcelona, na cor preta, de autoria do arquiteto alemão Mies van der Rohe (1886-1969) com a arquiteta e designer alemã Lilly Reich (1885-1947) realizada em 1929 de aço cromado e couro com dimensões de 72x72x77 cm.
CURIOSIDADE SOBRE A POLTRONA BARCELONA:
A poltrona Barcelona é o projeto mais conhecido de Mies van der Rohe, lançada na Exposição Internacional de Barcelona de 1929. Nesse modelo, o aço tubular foi substituído por uma chapa de aço plano, inovação considerável para a época. [...] Projetada por Mies van der Rohe em colaboração com sua companheira e designer Lilly Reich, a poltrona Barcelona foi um dos destaques da decoração do Pavilhão Alemão (também projetado por ele) na Exposição Mundial de Barcelona em 1929, tornando-se um dos clássicos da história do design. Exemplo claro do estilo sóbrio e inovador do arquiteto, a poltrona conjuga elementos artesanais e material industrial, sendo composta por dois acolchoados sobre tiras de couro em uma base estilizada em aço. Pensada para servir de assento ao Rei da Espanha, ilustre visitante do Pavilhão Alemão, a poltrona utiliza uma estrutura formal cruzada em X, desenho encontrado desde a Antiguidade na confecção de bancos e tronos aristocráticos (GUIMARÃES, SCANAPIECO, SÁ, VASCONCELOS, 2020).
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (640)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-640
  • Item
  • 1956 - 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Vista da fachada frontal (oeste) do Palácio da Alvorada durante a fase inicial de construção. Em primeiro plano, encontra-se o solo exposto do canteiro de obras e um amontoado de areia do lado direito da imagem. Em segundo plano, da direita para a esquerda, há uma betoneira com cinco operários próximo à ela; ao lado, está disposto um tablado de madeira com diversos sacos de cimento sobre ele; logo em seguida, há uma rampa provisória de madeira e uma pequena construção temporária também de madeira, usualmente utilizada armazenar materiais referentes a gestão do empreendimento. Ao fundo, em terceiro plano, do lado esquerdo da fotografia, há um grande andaime adossado à fachada frontal do volume principal do Palácio. Referente a essa construção, ela se encontrava em fase de concretagem dos elementos estruturais importantes, portanto, é possível visualizar as colunas concretadas, mas com escoras, a laje do pavimento térreo também escorada, enquanto a laje de cobertura ainda estava com as fôrmas de madeira, suportada por uma grande estrutura de cimbramento, esta composta por escoras de toras de eucalipto e contraventamentos de ripas de madeira. Ademais, é válido ressaltar a sutil presença de fiação elétrica, que oferecia infraestrutura para o canteiro de obras que funcionava em diversos turnos do dia.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”."

Untitled

NOV.B.2 (64)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-64
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, em formato paisagem.Vista frontal das rampas externas, ainda inconclusas do Congresso Nacional. Na rampa inferior observa-se um funcionário com regata, calça bege e chapéu, carregando um bloco de construção de mão direita e um estilete na mão esquerda, perto do trecho final,na área externa à direita, é possível visualizar uma concentração de tábuas de madeira espalhadas ao solo. No lado oposto, situa-se a coluna de concreto, sem acabamento completo, que sustenta a rampa externa, adjacente à coluna, nota-se uma estrutura de madeira, a qual fornece acesso ao topo dela. Ulteriormente a rampa inferior, é pouco perceptível a estrutura interna do edifício principal, com dois pares de colunas de concreto, ainda com fina espessura,na parte interna e na varanda. Já na rampa externa superior, com furos encadeados em sua extremidade direita, percorrendo sua extensão, localizam-se quatro trabalhadores carregando conjuntamente, nos ombros, uma longa barra de metal cilíndrica. Nota-se que o primeiro operário olhando fixamente à direita, mais abaixo da rampa, com roupas em tons de bege, não possui nada protegendo seu corpo contra o peso e atrito da barra. A presença da caneca azul pendurada em sua roupa, perto da região do quadril, destoa-se bastante do resto da sua vestimenta. Em seguida, é possível visualizar apenas as costas do obreiro com camisa xadrez e calça escura, o qual traz na parte superior do corpo, um saco para apoiar segura o material de obra carregado em questão. Logo depois, mais distanciado, há um terceiro membro da obra, de camisa longa bege,calça branca e chapéu de palha, que detém também um saco, no ombro direito, porém mais bem amarrado à barra que seu colega anterior, tal operário traz em seu bolso de trás uma caneca de metal. Por último, situa-se outro profissional de vestes brancas e chapéu chegando próximo a região da plataforma. Na direita da rampa externa, no canteiro de obras, é possível observar apenas a cabeça de um contratado de boné, adjunto, a um conjunto de blocos de concreto que está próximo de um poste madeira, em seguida, há uma pequena movimentação de terra, perto a outra amontoado menor de terra misturado com entulho, também adjacente a um poste elétrico. Paralelamente, há um profissional esparso no terreno, olhando para a rampa externa superior. No lado esquerdo do edifício principal, é perceptível a presença de par de colunas de concreto, não finalizadas, na varanda. Entre elas, na parte interna, verifica-se um operário fazendo a fiada de blocos de concreto, na extrema esquerda, está pouco nítida uma escada que leva a uma parede interna do edifício. Acima, na plataforma,sobressai o Senado com sua estrutura quase completa, mas revestimento não finalizado, verifica-se duas escadas provisórias em cada parede externa, a da esquerda é mais simplória e a da direita é mais elaborada, na base, é possível visualizar na base dois barris. Ao centro, ressalta-se as torres anexas com sua estrutura de aço aparente ainda com poucos pavimentos construídos, entre as torres pousa-se uma plataforma que interliga as duas edificações, perto da cobertura, observa-se três gruas operando suas funções.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
"

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