- DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-258
- Item
- 1957
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"Fotografia em cores, formato paisagem, autor desconhecido. Vista da fachada posterior do Palácio da Alvorada com enfoque na escultura “Ritos e Ritmos"", da artista Maria Martins (1894-1973), que aparece centralizada na imagem. Na fotografia, atrás da obra de arte integrada, quase centralizada, há a escada de acesso principal à área do jardim. Ainda é possível notar, no lado direito, a piscina já finalizada e protegida por hastes metálicas e correntes. O piso original de concreto com juntas gramadas também aparece na faixa que delimita essa parcela do jardim íntimo. Ao fundo, encontra-se parte da fachada posterior (leste), com dois funcionários em sua varanda, um próximo à uma escada e outro limpando a pele de vidro que veda o volume principal da residência. Na parte interna da edificação também há um outro homem em pé, próximo ao vidro que está sendo limpado externamente. A permeabilidade da fachada atravessa completamente o edifício, sendo possível ver as colunas da fachada principal (oeste), com exceção do trecho alinhado com o acesso ao jardim, onde há internamente persianas que bloqueiam a visão. Essa translucidez também permite identificar a ausência de mobiliário interno.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."
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