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NOV.B.3 (23)

"Fotografia em preto e branco no formato paisagem. Escultura nomeada ""Maternidade"" ou ""Mãe"" de Celso Antônio de Menezes (1896 – 1984), retirada do antigo Ministério de Educação e Saúde Pública, Rio de Janeiro, por trabalhadores. Ao fundo é possível observar as colunas, grandes vidraças e luminárias características do edifício. O antigo Ministério, hoje conhecido como Edifício Gustavo Capanema, Palácio Gustavo Capanema ou Palácio Capanema, foi idealizado e construído entre 1936 e 1943, durante o governo de Getúlio Vargas (1882 - 1954), na gestão do Ministro da Educação Gustavo Capanema (1900 - 1985). Foi projetado por uma equipe composta por renomados arquitetos como Lucio Costa (1902-1998) e Oscar Niemeyer (1907-2012) e é repleto de obras de artistas que buscavam enaltecer a identidade nacional. O artista modernista Celso Antônio cria em 1943, em mármore branco, com dimensões de 120x120x210cm, a estátua de uma mulher reclinada sobre um plinto oval, disposta sobre um pedaço de pano drapeado, com braço direito repousando sobre sua coxa e o esquerdo envolvendo uma criança junto ao seu corpo, com pés paralelos bem marcados e joelhos flexionados. Essa figura feminina sai do estereótipo europeu, comumente replicado por artistas brasileiros da época, dando ênfase às características do povo e às raízes da Nação brasileira.
A fotografia retrata o momento da retirada da obra do edifício que ocorreu na década de 1960. Lucio Costa aproveita um momento de manutenção do local e autoriza sua transferência para a praça da praia de Botafogo, Rio de Janeiro, onde permanece até o momento. Em seu lugar, foi remanejada a obra “Moça Reclinada”, também de Celso Antônio de Menezes, que anteriormente encontrava-se no jardim do Palácio."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.3 (24)

Fotografia em preto e branco no formato paisagem. Fotografia caputra Oscar Niemeyer (1907 – 2012), Lucio Costa (1902 – 1998) e outros homens não identificados acompanhando a transferência da obra “Maternidade” ou “Mãe” do artista modernista Celso Antônio (1896 – 1984) do Palácio Capanema, Rio de Janeiro. Em segundo plano, observa-se que o edifício passa por manutenção, enquanto alguns painéis com imagens de Brasília sugerem uma exposição. O antigo Ministério, hoje conhecido como Edifício Gustavo Capanema, Palácio Gustavo Capanema ou Palácio Capanema, foi idealizado e construído entre 1936 e 1943, durante o governo de Getúlio Vargas (1882 - 1954), na gestão do ministro da educação Gustavo Capanema (1900 - 1985). Foi projetado por uma equipe composta por renomados arquitetos como Lucio Costa (1902-1998) e Oscar Niemeyer (1907-2012) e é repleto de obras de artistas que buscavam enaltecer a identidade nacional. Lucio Costa aproveitou o momento de manutenção do edifício para autorizar a retirada da escultura do local. Em seu lugar, foi colocada outra obra do artista, a escultura “Mulher Reclinada”, que originalmente estava no jardim do Palácio. Posteriormente, a estátua “Maternidade” foi transferida para a praça da praia de Botafogo, próxima a igreja Imaculada Conceição no Rio de Janeiro, onde se encontra atualmente.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (86)

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas à W3 sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Observa-se a via correspondente a W3 sul, na altura da superquadra 507/707 sul, ainda sem delimitações de via (faixas ou meio-fio), com algumas edificações lindeiras. À esquerda, tem-se as construções comerciais, mais precisamente a do Banco Lowndes S.A, na primeira fileira de edifícios brancos concluídos. Ao lado, mais edifícios comerciais estão sendo construídos, como se vê que ainda estão em fase estrutural, sendo que a frente das consruções há uma árvore de médio porte nativa do Cerrrado. Em ambas as pistas da W3 sul há uma grande quantidade de veículos, contendo uma Rural Willys, duas Kombis brancas, uma provável Ford F-100 pick-up, dois caminhões e diversos outros carros ao fundo. No canteiro central, do lado esquerdo da Rural Willys, três trabalhadores cavam e observam o serviço, vestindo camisas e calças claras. O primeiro está agachado com o antebraço apoiado sobre o joelho, o segundo está com uma mão na cintura e a outra mão está apoiada no cabo da enxada e o terceiro cava um buraco no solo, com um chapéu. Atrás destes trabalhadores está um grupo de outros três operários debaixo de uma instalação improvisada de apoio. Na minha linha, fora do limite da pista, um trabalhador de camisa clara e calça mais escura caminha. Próximo ao prédio do Banco Lowndes há diversas pessoas, homens e mulheres a caminhar. O fotógrafo capturou o retrato debaixo da cobertura de uma das casas da quadra 707, com a configuração de pintura escura e cobogós na entrada. As regiões das quadras 105 e 305 sul receberam 1020 apartamentos em 34 blocos construídos pela Fundação da Casa Popular e pelo Instituto de Previdência (IAPI) e outras quadras próximas à W3 Sul receberam 500 unidades residenciais geminadas. A Fundação da Casa Popular foi instituída em 1946 como órgão federal pioneiro voltado para o desenvolvimento urbano e de habitação, em meio a crise de habitação do antigo Distrito Federal (localizado no Rio de Janeiro). As construções residenciais da FCP tinham uma proposta de casas populares, sendo as primeiras em alvenaria de Brasília. Foram feitas casas também pela ECEL Escritório Construtora Engenharia S/A e pela Caixa Econômica Federal - mais precisamente, 222 casas duplex. No período de construção de Brasília, em tratado com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), a FCP construiria, em Dezembro de 1956, 100 casas “proletárias” que depois vieram a se tornar 500 casas “populares”, em Agosto de 1957, mudança essa que pode ter alterado a destinação dessas casas para outro tipo de público-alvo - de trabalhadores de baixa renda, para trabalhadores média renda - como defendeM autores como Holston (1993).
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.19 (16)

Fotografia colorida, no formato paisagem. Fotografia com visão superior de uma maquete, ao fundo da fotografia tem-se vista parcial de água, evidências apontam para a possibilidade da fotografia ter sido tirada da varanda do apartamento da cobertura do Edifício Ypiranga localizado no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, onde funcionava o escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012). A maquete retrata o projeto da primeira praça presidencial, idealizada por Oscar Niemeyer, uma proposta de praça cívica feita antes de Lucio Costa (1902-1998) ganhar o concurso do Plano Piloto. O uso de material cinza representando as vias de circulação de veículos, o material branco representando as volumetrias, o verde representando o arborizado, os tons terrosos representando as vias de circulação de pedestres e o azul representando espelhos d’água e o lago (faixa contínua de ponta a ponta no fundo da maquete). À esquerda da maquete está a volumetria do Brasília Palace Hotel, projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer, com 13.562 m² de área construída e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento; ao centro da maquete está a volumetria do Palácio Presidencial, onde os aspectos plásticos são a junção do Palácio do Planalto e do Palácio da Alvorada, intercalando entre cheios e vazios, com colunas semelhantes aos do Palácio da Alvorada, com o parlatório logo à frente à direita da rampa, um mastro de bandeira mais à frente da rampa e à esquerda do mastro vê-se uma escultura de duas figuras humanas lado a lado; à direita do Palácio Presidencial, mais à frente, tem-se vista parcial da volumetria da capela cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França, que futuramente veio a ser incorporada ao palácio residencial; mais à direita da maquete está a volumetria do Museu de Arte de Brasília (MAB) ocupando área construída de 4.800 m², hoje situado às margens do Lago Paranoá, no Setor de Hotéis e Turismo Norte, com o acervo formado por obras de arte moderna e contemporânea, que vão da década de 1950 ao ano de 2001.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.20 (26)

"Fotografia em preto e branco, formato retrato. Vista diagonal de uma das fachadas do Edifício Gustavo Capanema no Rio de Janeiro, um marco da arquitetura moderna brasileira. É possível visualizar na fotografia o edifício longíneo com o alto pé direito do pilotis com colunas estruturas externas, o grande vão do pilotis e as janelas/esquadrias em fita no pavimento superior que vão do piso até a cobertura a qual possui vegetação (parte central superior da fotografia). Ao fundo, outros edifícios de 6 pavimentos, alguns veículos e figuras humanas.
CONTEXTO HISTÓRICO DO EDIFÍCIO GUSTAVO CAPANEMA:
O Palácio Capanema foi construído entre 1937 e 1945, com inauguração realizada por Getúlio Vargas, então presidente. Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1948 e é um dos principais marcos da arquitetura moderna brasileira. A criação do MEC aconteceu no governo de Getúlio Vargas, com seu projeto de centralização da máquina pública. Lembrando que, na época, o Rio de Janeiro era a capital do Brasil. O nome do prédio é uma homenagem ao ministro Gustavo Capanema, um intelectual que era ligado a inúmeros artistas vanguardistas e tinha em mente um novo projeto cultural para o país. Ele buscava se apropriar das novas estéticas internacionais, como o modernismo, para refletir a busca pelo progresso e pela modernização do Brasil. (Archtrends Portobello, 2021).
O projeto para o então denominado Ministério da Educação e Saúde Pública foi elaborado no decorrer do ano de 1936 pela equipe integrada pelos arquitetos Oscar Niemeyer, Affonso Reidy, Jorge Moreira, Carlos Leão e Ernani Vasconcelos, sob coordenação de Lucio Costa. A pedido do então Ministro Gustavo Capanema e com orientação de Le Corbusier, a equipe de jovens modernistas brasileiros ficou incumbida de dar identidade nacional ao edifício que viria a se tornar um dos maiores ícones de nossa arquitetura, em frontal oposição à estética dominante. (Arquicast, 2022).
Mais do que um simples edifício público com funções administrativas, o Palácio Capanema, nome que hoje batiza o complexo, é um verdadeiro acervo do que de melhor produziu nossa cultura artística no início do século XX. Fazem parte de sua inovadora espacialidade esculturas de artistas como Lipchitz, Giorgi, Menezes e Adriana Janacopulos, pinturas, afrescos e painéis de azulejos de Portinari e paisagismo de Roberto Burle Marx. (Arquicast, 2022).
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.21 (2)

Fotografia colorida em formato paisagem demonstra uma placa identificadora da região da Embaixada da Argentina. Representante digital contém riscos e pontos esverdeados. Na placa contém as inscrições: NOVACAP D.I Argentina Lote Nº 12. No canto esquerdo da placa, vê-se uma assinatura de A.Silva, artista gráfico da placa. A Embaixada da Argentina só foi inaugurada em 1994 (FICHER e SANTOS, 2018) e foi projetada pelo estúdio MSGSSS. Após a transferência da Capital (anteriormente localizada no Rio de Janeiro), foi necessário também transferir o corpo diplomático para Brasília, assim viabilizando lotes localizados na Avenida das Nações, Setor de Embaixadas Sul, W3 Norte, Setor de Rádio e TV Norte, Asa Sul e Asa Norte. Mesmo após anos de inauguração de Brasília, a transferência dessas representações estrangeiras não foi feita de imediato, devido à resistência de alguns consulados, mas em 1973 foi concluída. Sobre o atraso da mudança das embaixadas para a nova capital, Mendes (1995, p. 93) explicita um trecho inflamado retirado do Correio Braziliense de 15 de maio de 1969, redigido pelo jornalista Ari Cunha: “Isto, entretanto, é o resultado de muita preguiça entre muitos diplomatas, nacionais e estrangeiros. Se o governo for com ‘diplomacia’, não muda nunca. E a vergonha será sempre nossa. Três governos já marcaram a data da mudança do Itamaraty para Brasília. As Embaixadas já receberam, oficialmente, três comunicações diferentes, e nenhuma foi cumprida até agora. Este é o último desafio, porque depois restará apenas a desmoralização nossa diante dos governos estrangeiros, que nunca mais acreditarão em mudança, e estarão rindo dos papeis que fizeram investimentos monstruosos construindo Embaixadas numa cidade que o Itamaraty rejeita por princípio”. A primeira embaixada a concluir suas construções em Brasília foi a da Sérvia e Montenegro (antiga Iugoslávia) e a primeira nação a erguer a sua Chancelaria foi a dos Estados Unidos da América. As embaixadas, de modo geral, apresentam uma grande lista de edifícios e autores, o que explica a extensa variedade de soluções arquitetônicas adotadas – embora prevaleça a expressão brutalista –, sendo possível distinguir também traços típicos do país de origem. Apesar disso, parte das embaixadas precedem a intenção de retratar a modernidade – tanto de seu próprio país como a presente em Brasília e que, segundo Santos (2005, p. 157) “em algumas delas, no entanto, o objetivo é dar destaque à arquitetura tradicional e, finalmente, há aquelas em que ambas as alternativas foram harmonizadas ou convivem – bem ou mal – lado a lado”. Tais características não apenas ampliaram o interesse cultural nessas edificações, mas a tornaram significativas coleções de obras de arte, incorporando o patrimônio da cidade. Ao fundo está uma vegetação mais rasteira, contendo gramíneas, arbustivas e algumas árvores de pequeno porte correspondentes ao bioma Cerrado, especificamente um Cerrado típico (cerrado sentido restrito). Na parte inferior da imagem, nota-se terra batida e algumas rebrotas de arbustos ou árvores, cuja vegetação foi removida recentemente por intervenção humana.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.21 (23)

" Fotografia preta e branca em formato paisagem demonstra uma placa identificadora da região da Embaixada do Canadá retirada em agosto de 1959. Representante digital contém riscos e pontos esverdeados. Na placa contém as inscrições: NOVACAP D.I Canadá Lote Nº 16. No canto esquerdo da placa, vê-se uma assinatura de A.Silva, artista gráfico da placa. O projeto da Embaixada do Canadá foi feito por Thompson, Berwick, Pratt and Partners, com enfoque em um projeto preocupado com o conforto ambiental e aplicação de paisagismo de Ney Ururahy Dutra (1922-2013). A Chancelaria foi inaugurada em 13 de janeiro de 1977, com suas instalações em funcionamento desde 1976. Após a transferência da Capital (anteriormente localizada no Rio de Janeiro), foi necessário também transferir o corpo diplomático para Brasília, assim viabilizando lotes localizados na Avenida das Nações, Setor de Embaixadas Sul, W3 Norte, Setor de Rádio e TV Norte, Asa Sul e Asa Norte. Mesmo após anos de inauguração de Brasília, a transferência dessas representações estrangeiras não foi feita de imediato, devido à resistência de alguns consulados, mas em 1973 foi concluída. Sobre o atraso da mudança das embaixadas para a nova capital, Mendes (1995, p.93) explicita um trecho inflamado retirado do Correio Braziliense de 15 de maio de 1969, redigido pelo jornalista Ari Cunha: “Isto, entretanto, é o resultado de muita preguiça entre muitos diplomatas, nacionais e estrangeiros. Se o governo for com ‘diplomacia’, não muda nunca. E a vergonha será sempre nossa. Três governos já marcaram a data da mudança do Itamaraty para Brasília. As Embaixadas já receberam, oficialmente, três comunicações diferentes, e nenhuma foi cumprida até agora. Este é o último desafio, porque depois restará apenas a desmoralização nossa diante dos governos estrangeiros, que nunca mais acreditarão em mudança, e estarão rindo dos papeis que fizeram investimentos monstruosos construindo Embaixadas numa cidade que o Itamaraty rejeita por princípio”. A primeira embaixada a concluir suas construções em Brasília foi a da Sérvia e Montenegro (antiga Iugoslávia) e a primeira nação a erguer a sua Chancelaria foi a dos Estados Unidos da América. As embaixadas, de modo geral, apresentam uma grande lista de edifícios e autores, o que explica a extensa variedade de soluções arquitetônicas adotadas – embora prevaleça a expressão brutalista –, sendo possível distinguir também traços típicos do país de origem. Apesar disso, parte das embaixadas precedem a intenção de retratar a modernidade – tanto de seu próprio país como a presente em Brasília e que, segundo Santos (2005, p. 157) “em algumas delas, no entanto, o objetivo é dar destaque à arquitetura tradicional e, finalmente, há aquelas em que ambas as alternativas foram harmonizadas ou convivem – bem ou mal – lado a lado”. Tais características não apenas ampliaram o interesse cultural nessas edificações, mas a tornaram significativas coleções de obras de arte, incorporando o patrimônio da cidade. Ao fundo está uma vegetação campestre do Cerrado (campo sujo) e na parte inferior da imagem nota-se terra batida com rebrotas, indicando remoção recente da vegetação pela intervençao humana.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.21 (25)

"Fotografia colorida em formato paisagem demonstra uma placa identificadora da região da Embaixada de Cuba retirada em agosto de 1959. Representante digital contém riscos e pontos esverdeados. Na placa contém as inscrições: NOVACAP D.I Cuba Lote Nº 18. Após a transferência da Capital (anteriormente localizada no Rio de Janeiro), foi necessário também transferir o corpo diplomático para Brasília, assim viabilizando lotes localizados na Avenida das Nações, Setor de Embaixadas Sul, W3 Norte, Setor de Rádio e TV Norte, Asa Sul e Asa Norte. Mesmo após anos de inauguração de Brasília, a transferência dessas representações estrangeiras não foi feita de imediato, devido à resistência de alguns consulados, mas em 1973 foi concluída. Sobre o atraso da mudança das embaixadas para a nova capital, Mendes (1995, p.93) explicita um trecho inflamado retirado do Correio Braziliense de 15 de maio de 1969, redigido pelo jornalista Ari Cunha: “Isto, entretanto, é o resultado de muita preguiça entre muitos diplomatas, nacionais e estrangeiros. Se o governo for com ‘diplomacia’, não muda nunca. E a vergonha será sempre nossa. Três governos já marcaram a data da mudança do Itamaraty para Brasília. As Embaixadas já receberam, oficialmente, três comunicações diferentes, e nenhuma foi cumprida até agora. Este é o último desafio, porque depois restará apenas a desmoralização nossa diante dos governos estrangeiros, que nunca mais acreditarão em mudança, e estarão rindo dos papeis que fizeram investimentos monstruosos construindo Embaixadas numa cidade que o Itamaraty rejeita por princípio”. A primeira embaixada a concluir suas construções em Brasília foi a da Sérvia e Montenegro (antiga Iugoslávia) e a primeira nação a erguer a sua Chancelaria foi a dos Estados Unidos da América. As embaixadas, de modo geral, apresentam uma grande lista de edifícios e autores, o que explica a extensa variedade de soluções arquitetônicas adotadas – embora prevaleça a expressão brutalista –, sendo possível distinguir também traços típicos do país de origem. Apesar disso, parte das embaixadas precedem a intenção de retratar a modernidade – tanto de seu próprio país como a presente em Brasília e que, segundo Santos (2005, p. 157) “em algumas delas, no entanto, o objetivo é dar destaque à arquitetura tradicional e, finalmente, há aquelas em que ambas as alternativas foram harmonizadas ou convivem – bem ou mal – lado a lado”. Tais características não apenas ampliaram o interesse cultural nessas edificações, mas a tornaram significativas coleções de obras de arte, incorporando o patrimônio da cidade. No canto esquerdo da placa, vê-se uma assinatura de A.Silva, artista gráfico da placa. Ao fundo está uma vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito). Atrás da massa vegetativa, estão os blocos, provavelmente, da 204 sul. Ao fundo está uma vegetação campestre do Cerrado (campo sujo) e na parte inferior da imagem nota-se terra batida com rebrotas, indicando remoção recente da vegetação pela intervençao humana. Além disso, nota-se uma árvore de grande porte sem folhas á direita, possivelmente ocorreu caimento temporário das folhas devido à epoca do ano.

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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.21 (29)

"Fotografia colorida em formato paisagem demonstra uma placa identificadora da região da Embaixada da Alemanha. Representante digital contém riscos e pontos esverdeados. Na placa contém as inscrições: NOVACAP D.I Alemanha Lote Nº 25. No canto esquerdo da placa, vê-se uma assinatura de A.Silva, artista gráfico da placa. A Embaixada da Alemanha foi projetada pelo arquiteto modernista Hans Scharoun (1893-1972) e recebeu a obra paisagística de Roberto Burle Marx (1909-1994), sendo inaugurada em 23 de abril de 1971. Após a transferência da Capital (anteriormente localizada no Rio de Janeiro), foi necessário também transferir o corpo diplomático para Brasília, assim viabilizando lotes localizados na Avenida das Nações, Setor de Embaixadas Sul, W3 Norte, Setor de Rádio e TV Norte, Asa Sul e Asa Norte. Mesmo após anos de inauguração de Brasília, a transferência dessas representações estrangeiras não foi feita de imediato, devido à resistência de alguns consulados, mas em 1973 foi concluída. Sobre o atraso da mudança das embaixadas para a nova capital, Mendes (1995, p.93) explicita um trecho inflamado retirado do Correio Braziliense de 15 de maio de 1969, redigido pelo jornalista Ari Cunha: “Isto, entretanto, é o resultado de muita preguiça entre muitos diplomatas, nacionais e estrangeiros. Se o governo for com ‘diplomacia’, não muda nunca. E a vergonha será sempre nossa. Três governos já marcaram a data da mudança do Itamaraty para Brasília. As Embaixadas já receberam, oficialmente, três comunicações diferentes, e nenhuma foi cumprida até agora. Este é o último desafio, porque depois restará apenas a desmoralização nossa diante dos governos estrangeiros, que nunca mais acreditarão em mudança, e estarão rindo dos papeis que fizeram investimentos monstruosos construindo Embaixadas numa cidade que o Itamaraty rejeita por princípio”. A primeira embaixada a concluir suas construções em Brasília foi a da Sérvia e Montenegro (antiga Iugoslávia) e a primeira nação a erguer a sua Chancelaria foi a dos Estados Unidos da América. As embaixadas, de modo geral, apresentam uma grande lista de edifícios e autores, o que explica a extensa variedade de soluções arquitetônicas adotadas – embora prevaleça a expressão brutalista –, sendo possível distinguir também traços típicos do país de origem. Apesar disso, parte das embaixadas precedem a intenção de retratar a modernidade – tanto de seu próprio país como a presente em Brasília e que, segundo Santos (2005, p. 157) “em algumas delas, no entanto, o objetivo é dar destaque à arquitetura tradicional e, finalmente, há aquelas em que ambas as alternativas foram harmonizadas ou convivem – bem ou mal – lado a lado”. Tais características não apenas ampliaram o interesse cultural nessas edificações, mas a tornaram significativas coleções de obras de arte, incorporando o patrimônio da cidade. Ao fundo está uma vegetação mais rasteira, contendo gramíneas, arbustivas e árvores de pequeno porte correspondentes ao bioma Cerrado, especificamente um cerrado típico (cerrado sentido restrito). No terço inferior há uma porção de terra batida e marcada pela movimentação de maquinários e caminhões. A coloração escurecida da vegetação indica que houve evento de fogo recentemente na área. Autor da Fotografia: Mario Fontenelle.
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NOV.B.21 (3)

Fotografia colorida em formato paisagem demonstra uma placa identificadora da região da Embaixada da Alemanha. Representante digital contém riscos e pontos esverdeados. Na placa contém as inscrições: NOVACAP D.I Alemanha Lote Nº 25. No canto esquerdo da placa, vê-se uma assinatura de A.Silva, artista gráfico da placa. A Embaixada da Alemanha foi projetada pelo arquiteto modernista Hans Scharoun (1893-1972) e recebeu a obra paisagística de Roberto Burle Marx (1909-1994), sendo que a assinatura da doação do lote 25 ocorreu em 24 de julho de 1963. Após a transferência da Capital (anteriormente localizada no Rio de Janeiro), foi necessário também transferir o corpo diplomático para Brasília, assim viabilizando lotes localizados na Avenida das Nações, Setor de Embaixadas Sul, W3 Norte, Setor de Rádio e TV Norte, Asa Sul e Asa Norte. Mesmo após anos de inauguração de Brasília, a transferência dessas representações estrangeiras não foi feita de imediato, devido à resistência de alguns consulados, mas em 1973 foi concluída. Sobre o atraso da mudança das embaixadas para a nova capital, Mendes (1995, p.93) explicita um trecho inflamado retirado do Correio Braziliense de 15 de maio de 1969, redigido pelo jornalista Ari Cunha: “Isto, entretanto, é o resultado de muita preguiça entre muitos diplomatas, nacionais e estrangeiros. Se o governo for com ‘diplomacia’, não muda nunca. E a vergonha será sempre nossa. Três governos já marcaram a data da mudança do Itamaraty para Brasília. As Embaixadas já receberam, oficialmente, três comunicações diferentes, e nenhuma foi cumprida até agora. Este é o último desafio, porque depois restará apenas a desmoralização nossa diante dos governos estrangeiros, que nunca mais acreditarão em mudança, e estarão rindo dos papeis que fizeram investimentos monstruosos construindo Embaixadas numa cidade que o Itamaraty rejeita por princípio”. A primeira embaixada a concluir suas construções em Brasília foi a da Sérvia e Montenegro (antiga Iugoslávia) e a primeira nação a erguer a sua Chancelaria foi a dos Estados Unidos da América. As embaixadas, de modo geral, apresentam uma grande lista de edifícios e autores, o que explica a extensa variedade de soluções arquitetônicas adotadas – embora prevaleça a expressão brutalista –, sendo possível distinguir também traços típicos do país de origem. Apesar disso, parte das embaixadas precedem a intenção de retratar a modernidade – tanto de seu próprio país como a presente em Brasília e que, segundo Santos (2005, p. 157) “em algumas delas, no entanto, o objetivo é dar destaque à arquitetura tradicional e, finalmente, há aquelas em que ambas as alternativas foram harmonizadas ou convivem – bem ou mal – lado a lado”. Tais características não apenas ampliaram o interesse cultural nessas edificações, mas a tornaram significativas coleções de obras de arte, incorporando o patrimônio da cidade. Ao fundo está uma vegetação mais rasteira, contendo gramíneas, arbustivas e algumas árvores de pequeno e médio porte correspondentes ao bioma Cerrado, especificamente um cerrado típico (cerrado sentido restrito). A coloração escurecida da vegetação indica que houve evento de fogo recentemente na área. No terço inferior há uma porção de terra batida, marcada pela movimentação de maquinários e caminhões.

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