Revista Brasília

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NOV.B.18 (3)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-3
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia colorida em formato paisagem. Representante digital com riscos e manchas verdes. Registro do trabalho de terraplenagem do Eixo Rodoviário, nos primeiros anos de construção de Brasília, entre 1956 e 1960. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957) sobre o eixo, Lucio Costa relata que, “desse modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer Cruzamento” (Pinheiro, 1957, p. 10). No registro, na extensão da via com solo de terra batida: montantes de terra enfileiradas caracterizam o processo de terraplenagem do Eixo Rodoviário; na porção direita, pedaços de madeira fincados no solo delimitam e demarcam o local. Após os montantes de terra úmida, em plano posterior, um operário - trajando uma camisa clara, calça e chapéu escuro - caminha de Costas para o fotógrafo. Ao fundo, às margens da via de terra, aparentes maquinários parados em volta de um pequeno alojamento - de madeira com telhado em duas quedas. No plano de fundo, após a vegetação e a esquerda da via, um edifício em processo de construção caracterizado por seu esqueleto estrutural ainda aparente, não havendo a presença de esquadrias e fachadas, estando sem detalhamentos externos, com fachadas vazadas. Nas laterais do Eixo Rodoviário, seguindo até a linha do horizonte, adensamento de árvores - de pequeno e médio porte - caracterizando uma vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito).
"

Sin título

NOV.B.18 (54)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-54
  • Unidad documental simple
  • 1957 - 1958
  • Parte deSin título

"Fotografia espelhada colorida em formato paisagem. Representante digital com riscos e manchas amareladas. Registro aéreo do eixo rodoviário sul em asfaltamento (popularmente conhecido como eixão e eixinhos), durante os primeiros anos de construção de Brasília, nos anos de 1957 e 1958, com as superquadras em plano de fundo. A disposição das tramas viárias e dos conjuntos residenciais se deram no plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital através do eixo rodoviário, este que, segundo a edição “Arquitetura e Engenharia” da Revista Brasília (Pinheiro, 1960, p. 9), “foi arqueado, de acordo com a topografia local, e veio a formar o tronco da circulação, livre de Cruzamento graças ao recurso dos trevos e passagens de nível, que conduz às superquadras residenciais, estabelecidas em ambos os lados seus”. Conforme relatou Lucio Costa em uma das edições da Revista Brasília de 1957, “o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer Cruzamento” (Pinheiro, 1957, p. 10). As três faixas estão em etapas diferentes de construção, da esquerda para a direita (considerando o fato da fotografia estar espelhada): o eixinho oeste (ERW - Sul) é definida por duas faixas, as quais uma está asfaltada e a outra está aplainada mas sem asfaltamento - ainda em terra batida -, um veículo azul transita na via não pavimentada; o eixinho leste (ERL - Sul) não apresenta processo de pavimentação, com as duas vias apenas demarcadas em terra batida; a via central, conhecido como eixão, tem sua área de domínio maior e apenas parte dela está pavimentada, enquanto restante da via está em terra batida aplainada e a outra apenas demarcada, cinco veículos transitam pela parte asfaltada da rodovia. Entre as três vias, no centro do registro, tubos de concreto espalhadas entre os canteiros centrais e laterais. A construção das pistas do Eixo Rodoviário de Brasília e suas pistas marginais (que recebem a alcunha de eixão - pista central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da pista central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio). Ao fundo da fotografia, na linha do horizonte, parte da escala edilícia das superquadras construídas dos dois lados das vias, com os conjuntos de maior altura próximos do eixo rodoviário, a escala se dispersa conforme se distancia do centro para a esquerda do registro, até chegar às residências térreas do Setor de Habitações Individuais Geminadas Sul - SHIGS. Os conjuntos residenciais das superquadras, conforme descritas por Lucio Costa (1902-1998), foram denominadas e pertencentes a Escala Residencial, sendo esta constituída de “superquadras, quadriláteros medindo 240 x 240 ms., rodeada por uma área arborizada de 20 m de largura e localizadas de cada lado do eixo monumental Norte-Sul” (Pinheiro, 1960, p.73). Entre os intervalos das pistas centrais e laterais e grande parte da extensão fotográfica, é possível ver parte de vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito), e ao fundo a vegetação do Cerrado se estende (fitofisionomia não identificada).
"

Sin título

NOV.B.18 (61)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-61
  • Unidad documental simple
  • 1957 - 1960
  • Parte deSin título

" Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas ao Eixo Rodoviário Sul (eixão), registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. No registro é possível ver que a pista principal do Eixo Rodoviário Sul, denominada popularmente por eixão, já foi planificada, recebeu a delimitação da via (meios-fio) e postes de iluminação urbana em sua extensão. No limite esquerdo da imagem, estão 4 blocos residenciais e um ainda em fase estrutural. Dois destes blocos são, possivelmente, os blocos construídos pelo Instituto de Previdência (IAPI). “Pioneiro de Brasília, com a construção e a instalação de um hospital que está atendendo a tôdas as necessidades médicas de Brasília e dos municípios vizinhos, o IAPI se dedica, atualmente, à construção dos conjuntos residenciais nas super-quadras 105 e 305, na asa do lado sul da cidade. Na quadra 105, com 11 blocos, 8 blocos de 82.44m e 3 de 68.09m de comprimento, os apartamentos serão de dois tipos, com área de 199 e 166 metros quadrados, respectivamente. Na quadra 305, com 14 blocos, as unidades também serão de 2 tipos, com um mínimo de 66 metros quadrados de área, possibilitando boa moradia aos de menores posses. O total das unidades previstas é de 1200 apartamentos.” (Diário de Brasília 1958, p.34 e 35). Abaixo dos blocos da esquerda, dois carros estão estacionados. Ao fundo dos postes do lado esquerdo da pista, dois prédios estão em fase estrutural na região do Setor Comercial Sul, prédios estes que correspondem ao BNDES (maior) e ao edifício Seguradoras (menor). Andando em direções diferentes na pista central estão três homens de camisa clara e calças escuras. Na lateral esquerda há jardim delimitado por calçadas, composto de gramíneas com árvores esparsas e ao centro e na lateral direita, a vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito) se estende. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.
"

Sin título

NOV.B.18 (7)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-7
  • Unidad documental simple
  • 1957 - 1958
  • Parte deSin título

"Fotografia espelhada colorida em formato paisagem. Representante digital com riscos e manchas amareladas. Registro aéreo do Eixo Rodoviário Sul (DF-002) em asfaltamento (popularmente conhecido como eixão e eixinhos), durante os primeiros anos de construção de Brasília, nos anos de 1957 e 1958, com as superquadras em plano de fundo. A disposição das tramas viárias e dos conjuntos residenciais se deram no plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital através do eixo rodoviário, este que, segundo a edição “Arquitetura e Engenharia” da Revista Brasília (Pinheiro, 1960, p. 9), “foi arqueado, de acordo com a topografia local, e veio a formar o tronco da circulação, livre de Cruzamento graças ao recurso dos trevos e passagens de nível, que conduz às superquadras residenciais, estabelecidas em ambos os lados seus”. Conforme relatou Lucio Costa em uma das edições da Revista Brasília de 1957, “o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer Cruzamento” (Pinheiro, 1957, p. 10). As três faixas estão em etapas diferentes de construção, da esquerda para a direita (considerando o fato da fotografia estar espelhada): o eixinho oeste (ERW - sul) é definida por duas faixas, as quais uma está asfaltada e a outra aplainada aguardando a etapa de pavimentação, um veículo azul transita na via não pavimentada, estando voltado ao sentido do registro; o eixinho leste (ERL - sul) não apresenta processo de pavimentação, com as duas vias apenas demarcadas em terra batida; a via central, conhecido como eixão, tem sua área de domínio maior e apenas parte dela está pavimentada, enquanto restante da via está em terra batida aplainada e a outra apenas demarcada, cinco veículos transitam pela parte asfaltada da rodovia. Entre as três vias, no centro do registro, tubos de concreto espalhados entre os canteiros centrais e laterais evidenciando o processo de obra em andamento. A construção das pistas do Eixo Rodoviário de Brasília e suas pistas marginais (que recebem a alcunha de eixão - pista central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da pista central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio). Ao fundo da fotografia, na linha do horizonte, parte da escala edilícia dos conjuntos residenciais das superquadras construídas dos dois lados das vias, com os conjuntos de maior altura próximos do eixo rodoviário, conforme descritas por Lucio Costa (1902-1998), foram denominadas e pertencentes a Escala Residencial, sendo esta constituída de “superquadras, quadriláteros medindo 240 x 240 ms., superquadras, quadriláteros medindo 240 x 240 ms., rodeada por uma área arborizada de 20 m de largura e localizadas de cada lado do eixo monumental Norte-Sul” (Castro, 1960, p.73). A escala se dispersa conforme se distancia do centro para a esquerda do registro, até chegar às residências térreas do Setor de Habitações Individuais Geminadas Sul - SHIGS. Entre os intervalos das pistas centrais e laterais e grande parte da extensão fotográfica, é possível ver parte da vegetação nativa do local com trechos com vegetação campestre (campo sujo) e trechos com vegetação de porte savânico (cerrado sentido restrito), com presença de vegetações arbustivas e árvores de médio e grande porte que se estendem pelas bordas e pelo horizonte do registro, caracterizando o contexto local do que viria a ser os blocos das superquadras. Autor da fotografia: Mario Fontenelle
"

Sin título

NOV.B.18 (72)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-72
  • Unidad documental simple
  • Parte deSin título

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas à W3 sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Vista aérea do comércio residencial da W3 Sul, na altura da quadra 507/707 sul, onde se localizava o Banco Lowndes S.A. Atrás dos blocos de comércio onde se localiza o Banco Lowndes estão instalações de apoio aos trabalhadores do canteiro de obras. Ao lado direito dessas instalações está a Escola Parque da 308 Sul, uma das primeiras escolas construídas de Brasília e, logo atrás, está a Igrejinha com azulejos de Athos Bulcão (1918-2008), que são obras que compõem a superquadra modelo 308 Sul. Observam-se diversos carros, caminhonetes, caminhões, Jeep Willys, Rural Willys, Kombi, dentre outros veículos a circular pela via W3 e W2 Sul (via marginal, atrás dos comércios). Atrás dos comércios há espaços definidos para estacionamento, bem como faixas de calçamento. No primeiro bloco comercial, no quadrante inferior esquerdo, um homem se locomove na segunda abertura no térreo, da direita para a esquerda. Abaixo do primeiro bloco comercial, próximo da linha inferior da fotografia, está uma região descampada, em terra seca batida, provavelmente ainda em processo construtivo. Na parte inferior da imagem nota-se fragmento de vegetação de Cerrado com espaços desmatados, evidências da intervenção humana e entre as construções nota-se espaços com gramíneas e árvores esparsas.Ao fundo, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte, com trechos campestres (campo sujo) e trechos de com maior densidade de árvores (fitofisionomia não identificada). As regiões das quadras 105 e 305 sul receberam 1020 apartamentos em 34 blocos construídos pela Fundação da Casa Popular e pelo Instituto de Previdência (IAPI) e outras quadras próximas à W3 Sul receberam 500 unidades residenciais geminadas. A Fundação da Casa Popular foi instituída em 1946 como órgão federal pioneiro voltado para o desenvolvimento urbano e de habitação, em meio a crise de habitação do antigo Distrito Federal (localizado no Rio de Janeiro). As construções residenciais da FCP tinham uma proposta de casas populares, sendo as primeiras em alvenaria de Brasília. Foram feitas casas também pela ECEL Escritório Construtora Engenharia S/A e pela Caixa Econômica Federal - mais precisamente, 222 casas duplex. No período de construção de Brasília, em tratado com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), a FCP construiria, em Dezembro de 1956, 100 casas “proletárias” que depois vieram a se tornar 500 casas “populares”, em Agosto de 1957, mudança essa que pode ter alterado a destinação dessas casas para outro tipo de público-alvo - de trabalhadores de baixa renda, para trabalhadores média renda - como defendeM autores como Holston (1993). Autor da fotografia: Mario Fontenelle. Remissiva B7, B2
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Sin título

NOV.B.18 (87)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-87
  • Unidad documental simple
  • 1957 - 1960
  • Parte deSin título

Fotografia preta e branca em formato paisagem captura a construção dos viadutos do Eixo Rodoviário Sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Vista aérea de uma tesourinha/trevo de saída/entrada da superquadra 108 sul, onde se vê que a pista ainda está sendo asfaltada e que um dos retornos da tesourinha não foi executado. Uma kombi está parada próxima a placa sinalizadora de fim de trecho, por conta da execução das obras.Entre os eixos e tesourinhas, há diversas árvores nativas do Cerrado de tamanhos diversos, sobre terrenos descampados, em que posteriormente colocaram gramas. Ao fundo, do lado esquerdo, estão alguns prédios residenciais da 208 sul e, do lado direito destes prédios, estão construções de edifícios correspondentes à superquadra 408, onde nota-se o prédio sem pilotis (sem apoios de pilares que garantam vão livre no seu térreo), blocos estes que receberam a alcunha de prédio JK. Os primeiros sete prédios JK foram construídos pela NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital), entre 1959 e 1961, na quadra 408 sul e foram projetados por Oscar Niemeyer (1907-2012). No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.

Sin título

NOV.B.22 (1)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-22-1
  • Unidad documental simple
  • 1958
  • Parte deSin título

Mosaico aerofotogramétrico da construção do Plano Piloto e arredores. Data provável: a partir de 1957. Do lado esquerdo, observa-se a delimitação da Asa Sul, constando as quadras 100, 200, 300, 500 e 700. Verifica-se edificações localizadas nas quadras 105, 106, 107, 108, 206, 207, 208, 305, 306, 307, 506, 507, sendo que nas quadras 708 a 713 concentravam-se conjuntos de casas populares. Boa parte das casas foram construídas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (NOVACAP), com o propósito de servirem de residências para os servidores públicos advindos do Rio de Janeiro. Ainda, ao lado esquerdo, canto superior, avista-se a Candangolandia, local do escritório e acampamento da NOVACAP e, ao centro, está o Aeroporto Internacional de Brasília (atual aeroporto internacional Presidente Juscelino Kubitschek) em sua fase inicial com o primeiro terminal de passageiros e a primeira pista de operações, obra realizada pela Companhia Metropolitana, coordenada pelo engenheiro Atahualpa Schmitz Prego (1926 - 2020). No centro da fotografia, na parte inferior, é possível observar as edificações ministeriais da Esplanada dos Ministérios, e o Eixo Monumental em direção ao Vértice 8, em formato de círculo. No extremo do Eixo Monumental é possível identificar a pista de aviação Vera Cruz (continha 2.700 metros) (SILVA, 2006, p. 105) que posteriormente seria a Rodoferroviária de Brasília (projeto de Oscar Niemeyer, 1973-1981) e que atualmente abriga o Shopping Popular e órgãos do governo local. As linhas indicam vias para tráfego de veículos. É possível identificar cursos d'água na imagem, como os córregos Riacho Fundo e Gama no lado esquerdo e o Bananal no lado direito. Autor: GEOFOTO Fotografias Aéreas LTDA (Revista Brasília, jun. 1958, p. 3). Imagem mais ampla da mesma aerofotogrametria pode ser encontrada no B.22 (2) e outras imagens aérea no grupo/maço B.18.

Sin título

NOV.D.1 (49)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-D-01-49
  • Unidad documental simple
  • 1958 - 1959
  • Parte deSin título

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Em destaque, sete figuras humanas, sendo quatro masculinas e três femininas com vestes formais (paletó, calça e gravata; vestido midi, acessórios, luvas e chapéus brancos). Os dois homens à esquerda seguram a edição da Revista Brasília (percebe-se pela capa que o homem da direita segura a edição nº 15 do ano 2 de 1958). Ao fundo, fotografia da maquete física do Palácio do Congresso Nacional, mais figuras humanas, esquadrias metálicas e entre os homens à direita, aparenta ser a maquete física pressupõe-se ser o Setor Bancário Sul ou algum outro setor central de Brasília sobre um expositor de chão de madeira.
É possível observar a mesma figura humana masculina de terno preto à direita desta fotografia (com o rosto levemente para à direita) nos itens NOV-D-4-4-D-1 (47) e NOV-D-4-4-D-1 (48).
CONTEXTO HISTÓRICO DAS EXPOSIÇÕES:
“Há um grande e permanente interêsse, em todo o mundo, pela edificação da nova capital do Brasil. A obra arquitetônica e urbanística, bem como o alcance econômico, político, administrativo e social de Brasília, são objeto de numerosas reportagens, comentários e estudos nos principais órgãos estrangeiros. A experiência de Brasília, pelo que encerra de novidade revolucionária e de arrojado pioneirismo, é apreciada nos seus pormenores e divulgada em têrmos que satisfazem ao mesmo tempo a atenção dos técnicos, políticos e administradores, e à curiosidade da opinião pública.” (Revista Brasília - nº 8, p. 14, 1957).
CONTEXTO HISTÓRICO DA REVISTA BRASÍLIA:
Periódico criado pela Novacap – Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil, publicado entre janeiro de 1957 e maio de 1963, mensalmente.

O objetivo da revista era documentar a construção da nova capital, como um boletim informativo, para abastecer a opinião pública nacional e internacional sobre o andamento das obras.
Com uma tiragem de aproximadamente 6.000 exemplares, a revista era gratuita e destinada aos assinantes, que em sua maioria eram bibliotecas, universidades e colégios. Uma remessa de 1.000 cópias era encaminhada para o exterior, principalmente às embaixadas.

A sede da Revista de Brasília sempre foi na capital federal, ou seja, até meados de 1959 era na cidade do Rio de Janeiro e entre 1959 até sua extinção foi a cidade de Brasília enquanto que todas as edições da revista foram impressas na editora Bloch, localizada na cidade carioca.

Hoje, a documentação da NOVACAP, inclusive as 44 edições da Revista Brasília, integra um dos Fundos Públicos do Arquivo Público do Distrito Federal – ArPDF.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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Sin título