Praça dos Três Poderes (Brasília, DF)

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NOV.B.18 (36)

Fotografia colorida em formato paisagem. Representante digital consta riscos e manchas esverdeadas. Registro térreo da pavimentação do Eixo Monumental, em Brasília - DF, durante os primeiros anos da construção de Brasília (1956-1959). Registro que retrata parte da extensão do Eixo Monumental - nas orientações leste-oeste - em fase avançada de asfaltamento. No quadrante inferior do registro, parte da via não está pavimentada, estando em terra batida e com marcas de passagem de maquinário - usado para terraplenagem. Nos canteiros laterais da via nota-se a separação abrupta do solo pavimentado e a vasta vegetação de Cerrado, com alta densidade de árvores (fitofisionomia não identificada) de forma que: à esquerda, taludes em solo arenoso separam o asfalto do Eixo Monumental.. A esquerda da vista, um vislumbre do que aparentam ser tonéis e resquícios de materiais, evidenciando o processo de obra recente na área. O Eixo Monumental se inicia na Praça dos Três Poderes e termina no limite Oeste do Plano Piloto, onde se localiza a estação rodoferroviária. O canteiro central da via, parte do Congresso e Cruza com o eixo rodoviário definidor das Asas Norte e Sul, onde se encontra a plataforma rodoviária de Brasília. Após a rodoviária, contemplam-se a Torre de TV, a Feira da Torre de TV, o Eixo Cultural Ibero-americano, o Planetário, o Clube do Choro, o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, a praça do Buriti, o Museu da Cultura Indígena, o Memorial JK, a Praça do Cruzeiro e por fim, a Catedral Militar Rainha da Paz (Nunes, 1994).

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (48)

Fotografia colorida em formato paisagem retrata a região do Eixo Monumental, na Esplanada dos Ministérios, retirada em 30/09/1958. Nota-se a delimitação das duas vias S1 e N1, ainda tracejadas por estradas de terra paralelas, na altura da Esplanada dos Ministérios, onde é possível ver as áreas retangulares destinadas aos edifícios ministeriais. Ao fim das vias paralelas, vê-se o platô e a estrutura da rampa do Congresso Nacional. À direita da retangular do Congresso, está parte das estruturas destinadas à Praça dos Três Poderes, local este também que abriga o Supremo Tribunal Federal. À esquerda da mesma retangular, acima da via, está o canteiro de obras para o Palácio do Planalto. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas laterais da parte inferior da imagem, nota-se vegetação de cerrado típico, e ao fundo, nas laterais e pelo horizonte, a vegetação está distribuída em forma de mosaico, com trechos campestres (campo sujo/limpo) e trechos com maior densidade de árvores (fitofisionomia não identificada). Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer Cruzamento. Sobre o Congresso Nacional e sua composição, conforme exposto por Oscar Niemeyer (1907-2012): “o objetivo de reunir as duas casas do Congresso num só edifício, visa a dar solução mais racional e econômica ao problema, sem prejuízo da independência que lhes é indispensável, permitindo, ainda, adotar para os serviços comuns (garagem, restaurante, biblioteca, salas de estar, etc.) instalações mais perfeitas e amplas. Por outro lado, estudados num só bloco, Senado e Câmara constituirão um conjunto monumental capaz de dominar, como desejável, as demais construções da cidade” (NIEMEYER, s.d., n.p.). Já a definição das posições dos ministérios foi elaborada de modo que, inicialmente, quatro edifícios se posicionaram do lado sul, reservando o espaço para a Catedral, seis edifícios do lado norte unidos por uma marquise de circulação, porém não foi executada. A distribuição ficou em sete edifícios do lado sul e dez edifícios do lado norte, à época (1960). O projeto modelo dos ministérios-padrão foi um trabalho de Oscar Niemeyer. No plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil