- DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-67
- Item
- 1959 - 1960
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"Fotografia em cores, em formato paisagem. Vista frontal do Congresso Nacional. Em evidência estão as rampas externas, ainda inconclusas. Pousando, na rampa superior, verifica-se de cinco homens com vestes sociais caminhando para a frente, nota-se, na ponta direita, que três deles estão usando óculos escuros, entre eles, destoa-se um indivíduo usando terno e calça social. Posteriormente, localiza-se duas mulheres, uma com vestido camisa branca e saia grande escura, segurando uma bolsa com a mão direita e a outra com vestido azul está olhando para um operário de camisa branca e calça escura retornando o olhar para ela. No canto esquerdo, paralelamente, há um cidadão esparso de cabeça baixa e mãos para trás do tronco, observando, o canteiro de obra. Ulteriormente, mais ao centro, há um casal com o homem vestindo branco e a mulher com um vestido estampado vermelho usando uma grande saia escura, seguindo o fluxo. Mais atrás, é possível visualizar apenas a parte superior de uma mulher indo em direção a plataforma. No trecho inicial da rampa externa, nota-se uma pequena rampa provisória de madeira que leva ao canteiro de obras, em meio ao solo de terra batida, no limite direito, é possível observar bem sutilmente um pequeno amontoado de terra próximo a um cavalete de madeira, em seguida, presencia-se vários agrupamentos de barras de metal cilíndricas, consecutivamente, há uma escada encostada em um poste elétrico com alto falante em meio a diversas tábuas de madeira espalhadas ao solo, tal poste está ligado a outro, que encontra-se na localidade intermediária entre o canteiro e o edifício principal do Congresso Nacional, um funcionário percorre essa região, passando inicialmente, por um considerável acúmulo de terra e um entulho que alastra-se do canteiro até a plataforma improvisada que liga-se ao edifício principal. Entre os dois postes elétricos, há um obreiro alinhando os blocos de concreto de um grande conjunto. Na rampa inferior, à direita, há uma reunião de tábuas de madeira espalhadas por todo o terreno, verifica-se que as tábuas da porção inicial são de maior as calhas situadas, em seguida, são menores estão dispostas de forma entrelaçada. Avista-se por todo a extensão do edifício principal, a presença das colunas de concreto,ainda não finalizadas, na parte interna é pouco nítido a formação das fiadas das paredes e alguns funcionários realizando outras tarefas. Acima, na plataforma, da esquerda para direita, ressalta-se o Senado com sua estrutura quase completa, mas revestimento não finalizado, verifica-se duas escadas provisórias em cada parede externa, a da esquerda é mais simplória e a da direita é mais elaborada, na base, é possível visualizar dois barris. Ao centro, estão as torres anexas com sua estrutura de aço aparente ainda com poucos pavimentos construídos, entre as torres pousa-se uma plataforma que interliga as duas edificações, perto da cobertura, observa-se três gruas operando suas funções. Na extrema direita, há três pedreiros e um mais afastado, a oeste, perto das esperas em formato circular correspondentes à fundação inicial da cúpula da Câmara.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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