- DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-619
- Unidad documental simple
- 1958 - 1962
Parte deSin título
"Fotografia em preto e branco, formato retrato. Vista do hall no pavimento superior do Palácio da Alvorada. O hall é todo revestido em madeira com três fileiras de fileiras de iluminação com spot no teto; o mezanino que fica ao lado do hall de entrada do pavimento térreo. Em primeiro plano, da esquerda para a direita, uma poltrona e um sofá de palha com acolchoados brancos ao lado de outra pequena poltrona preta; mais à direita, duas poltronas em madeira de jacarandá e tecido do século XX, com estrutura retilínea, traços em ângulos retos descendo as pernas no mesmo contexto, assento e um com espaldar almofadado vermelho e outro branco, com dimensões de 78x74x76 cm. Ao centro, a tapeçaria de Di Cavalcanti (1897-1976) intitulada de “Múmias” A obra é composta por linhas orgânicas e uso de cores intensas, como amarelo, azul, vermelho, marrom, preto, branco, laranja e verde em diversos tons. Em sua moldura há padrões geométricos étnicos e as imagens centrais têm clara referência formal ao modernismo e às tendências plásticas pós-grupos de vanguarda do início do século XX. (Descrição feita com auxílio do artista visual e plástico Moisés Crivelaro). Ao fundo, à esquerda da fotografia, pé direito duplo do hall de entrada no pavimento térreo com reflexo na parede de espelho do painel dourado sem título confeccionado por Athos Bulcão (1918-2008) em 1958 a partir de placas de latão dourado polido com dimensões de 800 cm x 915 cm x 37,5 cm; à direita, entrada do corredor que dá acesso à hall do presidente, sala de vestir do presidente, sala de estar, banheiros e o quarto do presidente.
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
CURIOSIDADE SOBRE O PAINEL DOURADO:
O uso do latão dourado simboliza aqui não uma aspiração ao infinito, mas sim uma projeção para o futuro do país, futuro esse reforçado pela própria frase de Juscelino Kubitschek (IPHAN, 2010).
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