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NOV.B.19 (71)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-71
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, Mário Fontenelle. Imagem do mapa de planejamento habitacional do Plano Piloto de Brasília (PPB), projetado por Lucio Costa (1902-1998). Por essa razão, do lado esquerdo, há uma grande planta do PPB com suas respectivas quadras e grandes áreas, enquanto, do lado esquerdo, há o título do desenho com uma legenda de cores e outra de números. Além do título, a prancha de desenho possui a numeração ¼, indicando que essa é a primeira de 4 folhas de projeto. Também, aparece destacada, por uma linha de chamada espessa, a Rede Hospitalar da área.
A legenda inicial é segmentada por sete faixas de cores, não identificadas em escala preto e branco, correspondentes às determinadas quantidades de habitantes: 49.250 hab, 39.400 hab, 48.900 hab, 38.600 hab, 40.000 hab, 10.000 hab, 60.000 hab. Em contrapartida, a segunda legenda está ilegível devido a qualidade de resolução da digitalização.

Informações adicionais sobre as Superquadras: A solução desenvolvida por Lucio Costa (1902-1998) para as áreas residenciais foi a criação das superquadras, uma proposta de um conjunto de grandes quadras - de lados idênticos de aproximadamente 280 metros - dispostas nos dois lados da faixa rodoviária, e delimitadas por uma cinta de vegetação, que possibilitasse o livre trânsito dos moradores e o contato mais próximo com a natureza. Para o autor, essa ideia garantiria os benefícios de promover a ordenação urbanística, mesmo com a variação arquitetônica dos edifícios, e de fornecer faixas confortáveis para passeios e lazer dos usuários (Lucio Costa, Relatório do Plano Piloto, item 16).
Ainda, a disposição interna dos blocos residenciais poderia ocorrer de forma variada desde que fosse respeitado o gabarito máximo, sugerido em seis pavimentos e pilotis, e que houvesse uma separação clara entre o tráfego de veículos e trânsito de pedestres. Por último, um dos pontos mais importantes desse projeto é a mudança do conceito de posse e propriedade a partir da determinação do chão como espaço público, em contraponto à projeção como área privada.
"

Sans titre

NOV.B.19 (73)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-73
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem dos croquis do Centro Esportivo da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). O projeto, não executado, apresentado por meio de duas vistas em perspectiva - uma externa e outra interna, respectivamente - é de um centro poliesportivo semienterrado, de grande vão, e com visual e acessos amplos no pavimento térreo. Por meio do desenho, da robustez dos elementos e da cultura construtiva de Brasília, é possível inferir que o material proposto para a estrutura do pavilhão seria o concreto armado. Ainda sobre esse ponto, o projeto retangular é composto por largos pilares de seção “V”, localizados equidistantes nas extremidades das laterais de maior lado, e recebem as cargas de uma cobertura de várias águas, de mesmo material. Internamente, pode-se visualizar arquibancadas de sete patamares, uma quadra de basquete e uma piscina com trampolim. Por último, complementam o croqui superior de vista externa, a escala humana, a representação do paisagismo e uma haste de bandeiras, situada do lado esquerdo da representação, enquanto, no croqui inferior, apenas são ilustrados os dois primeiros itens mencionados.

Sans titre

NOV.B.19 (74)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-74
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem dos croquis do Centro Cultural da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). O projeto, não executado, é apresentado por meio de duas vistas externas, uma aérea (perspectiva de voo de pássaro) e outra em perspectiva do pedestre. Por elas, é possível identificar o formato irregular da construção proposta, composto por várias diagonais. Além disso, nota-se que a cobertura possuiria diversas águas e platibanda e que o fechamento principal externo seria por meio de uma extensa pele de vidro. Também, devido à robustez dos elementos representados e a cultura construtiva de Brasília, é possível inferir que material proposto para a estrutura do complexo seria o concreto armado. Ainda sobre esse ponto, o projeto possui grandes pilares em formato de “V”, localizados no perímetro da vedação externa, que vencem vãos consideráveis. Por último, complementam os croquis, a escala humana e a representação do paisagismo.

Sans titre

NOV.B.19 (75)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-75
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem do croqui da Escola Normal da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). A ilustração, feita com tinta nanquim, apresenta a vista aérea (perspectiva de voo de pássaro) da escola pioneira com as propostas de paisagismo e de paginação do piso externo, além de escala humana e automobilística. O projeto é um exemplar da arquitetura moderna, fator que é notório devido a adoção de volumes simples e cobertura shed, com platibanda, para compor a obra, e emprego da vedação externa em pele de vidro (cortina de vidro). Ainda, no projeto, um vasto gramado circunda a construção - composta por três volumes retangulares, sendo dois menores e um maior -, enquanto espécies arbóreas compõem um cinturão de vegetação que delimita os limites do lote.

Informações adicionais sobre a Escola Normal: Sobre a Escola Normal consta, no Museu da Educação do Distrito Federal, a seguinte informação:
“Outra importante escola pioneira foi a Escola Normal de Brasília que funcionou, desde 1960, nas dependências do Colégio CASEB e, posteriormente, do Centro de Ensino Médio Elefante Branco, CEMEB. Sua sede própria data de 1970, tendo sido inaugurada com a presença do então Ministro da Educação Tarso Dutra e outras autoridades. Seu projeto arquitetônico, de autoria do arquiteto Germano Galler, atende à filosofia da educação adotada por Anísio Teixeira para o desenvolvimento de um currículo escolar abrangente de uma instituição que funcionaria em tempo integral. Localizada numa área de 18.000m², tendo 12.000m² de área construída, a Escola Normal de Brasília, concebida para atender 1.000 alunos, possui 137 dependências. A Escola Normal de Brasília inspirou-se no modelo de escola de John Dewey, em Chicago, como um centro permanente de pesquisa e experimentação pedagógica. Nela, foram idealizadas quatro unidades: (1ª) laboratório primário; (2ª) laboratório jardim; (3ª) laboratório creche; e (4ª) laboratório formação (normal)

As inovações pedagógicas estavam presentes desde as instalações sanitárias, laboratórios, salas de repouso, gabinetes médico-odontológicos e de enfermagem, cantinas. Os laboratórios de biologia, por exemplo, possuíam plataformas externas para a colocação dos biotérios e eram equipados com dispositivos de proteção contra incêndio e explosão. Havia, ainda, quatro conjuntos de quatro salas, divididas por divisórias móveis, removíveis, que, além de possuírem isolamento acústico, podiam ser transformadas em salões, o que permitia agrupar atividades didáticas. O auditório era uma área de uso múltiplo, com um palco, camarins e dispositivos para cenários, assim como cabine de projeção equipada com projetores de 16 e 35mm, mesa de comando e distribuição de som e luz. As salas de aulas possuem janelas envidraçadas, na sua maioria voltadas para os jardins.”
"

Sans titre

NOV.B.19 (76)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-76
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem parcial do croqui, em perspectiva de voo de pássaro, da Escola Classe da 308 Sul, projetada por Oscar Niemeyer (1907-2012). O projeto, ilustrado em nanquim, é composto por dois volumes principais, simples, conectados por um estreito corredor coberto. Há uma diferença de proporção entre eles, sendo a edificação da esquerda muito maior que a da direita. Além disso, o volume maior possui cobertura com rasgo central, telhado em múltiplas águas e platibanda, enquanto, o volume menor contém apenas a platibanda e o telhado em uma água. Outros elementos arquitetônicos, tais como os brises fixos nas esquadrias da fachada oeste do primeiro bloco, e a vedação em pele de vidro (cortina de vidro) da fachada sul do segundo, contribuem para enquadrar a Escola Classe como um exemplar da arquitetura moderna brasileira. Por último, integram o desenho, a ilustração do paisagismo e da proposta de paginação do piso externo, além de uma bandeira do Brasil hasteada, localizada próximo à passagem coberta.

Informações adicionais sobre a Escola Classe da 308 Sul: A Escola Classe 308 Sul, localizada em Brasília, é um exemplo icônico da arquitetura modernista e foi projetada pelo renomado arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer. Construída em 1973, a escola é um marco arquitetônico na cidade e reflete os princípios estéticos e funcionais que caracterizam a capital brasileira.
A fachada da escola é marcada por grandes aberturas e janelas, permitindo a entrada abundante de luz natural e proporcionando uma sensação de conexão com o ambiente externo. A disposição dos espaços internos foi pensada para oferecer um ambiente acolhedor e funcional para os alunos, promovendo a interação e o aprendizado.
Além da arquitetura, a Escola Classe 308 Sul conta com espaços ao ar livre bem planejados, como pátios e áreas de recreação, que incentivam a interação social e o contato com a natureza. O projeto paisagístico valoriza o uso de áreas verdes, criando um ambiente agradável para os estudantes.
De acordo com Juscelino Kubitschek (1902 – 1976) o projeto de criação da nova capital buscava abarcar todas as áreas relevantes para o desenvolvimento da nação e do indivíduo. E a educação não ficaria de fora desse planejamento, pelo contrário, teve sempre lugar destaque. Acreditavam que o sistema educacional idealizado aqui serviria como base e modelo para ser seguido no resto do país. Dessa forma, deram prioridade a execução de um plano educacional que enfatiza a democratização do ensino e que ele se ajustasse às peculiaridades urbanísticas propostas por Lucio Costa (1902 – 1998). O plano de construção das escolas levou em consideração a quantidade de habitantes na região e foram divididas da seguinte forma:
• Jardins da infância - destinados à educação de crianças nas idades de 4, 5 e 6 anos;
• Escolas-classe: para a educação intelectual sistemática de menores nas idades de 7 a 14 anos, em curso completo de seis anos ou séries escolares;
• Escolas-parque - destinadas a complementar a tarefa das ""escolas-classe"", mediante o desenvolvimento artístico, físico e recreativo da criança e sua iniciação no trabalho, mediante uma rede de instituições ligadas entre si, dentro da mesma área.
O plano educacional foi pensado por uma equipe técnica chefiada pelo professor Anísio Teixeira (1900 – 1971) e entraria em vigor após a inauguração de Brasília. Entretanto, com a construção da capital, famílias mudaram-se para o planalto central e a demanda por educação para os seus filhos passou a existir antes mesmo do Plano Educacional e as estruturas físicas das escolas ficarem prontas.
"

Sans titre

NOV.B.19 (8)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-8
  • Pièce
  • 1958 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia colorida, capturada em formato paisagem, é apresentada a vista aérea em perspectiva da maquete do entorno da Rodoviária do Plano Piloto. As vias circundantes, como as vias S1, S2, N1 e N2, assim como as ligações entre os eixos sul e norte, são habilmente delineadas, destacando a organização viária concebida por Lucio Costa no Plano Piloto de Brasília.
A estrutura da rodoviária, com seus dois andares distintos, é evidenciada. Na parte inferior, projetada para abrigar a parada de ônibus e facilitar o embarque e desembarque de passageiros. Enquanto isso, na plataforma superior, uma forma cilíndrica retangular branca, estrategicamente posicionada ao norte, adiciona modernidade e sofisticação ao cenário.
A plataforma Rodoviária, concebida para se integrar harmoniosamente à topografia, apresenta diferentes níveis que se conectam a diferentes locais da cidade. Essa topografia foi criada a partir da Estaca Zero, localizada na Rodoviária do Plano Piloto, serve como ponto de referência central para a cidade, irradiando-se a partir dela e simbolizando um marco fundamental em sua fundação.
Atualmente, a Rodoviária conta com três patamares distintos: o primeiro dedicado aos ônibus, o segundo destinado ao comércio e administração da rodoviária, e o terceiro utilizado também para fins comerciais e como acesso aos shoppings próximos, cujas entradas estão niveladas com este último andar, ao lado da rodoviária. O túnel ""Buraco do Tatu"", localizado abaixo dos demais, desempenha um papel crucial na ligação entre os eixos sul e norte da cidade.
Essa imagem não apenas celebra a grandiosidade arquitetônica da Rodoviária do Plano Piloto, concebida por Oscar Niemeyer, mas também reflete os princípios urbanísticos que guiaram a construção de Brasília. O Plano Piloto, com sua ênfase na organização racional e sua abordagem arquitetônica, representa a síntese do modernismo e da visão do projeto urbanístico da capital brasileira.
"

Sans titre

NOV.B.19 (9)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-9
  • Pièce
  • 1958 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia colorida, capturada em formato paisagem, é apresentada a vista aérea lateral da maquete do entorno da Rodoviária do Plano Piloto. As vias circundantes, como as vias S1, S2, N1 e N2, assim como as ligações entre os eixos sul e norte, são habilmente delineadas, destacando a organização viária concebida por Lucio Costa no Plano Piloto de Brasília.
A estrutura da rodoviária, com seus dois andares distintos, é evidenciada. Na parte inferior, projetada para abrigar a parada de ônibus e facilitar o embarque e desembarque de passageiros. Enquanto isso, na plataforma superior, uma forma cilíndrica retangular branca, estrategicamente posicionada ao norte, adiciona modernidade e sofisticação ao cenário.
A plataforma rodoviária, concebida para se integrar harmoniosamente à topografia, apresenta diferentes níveis que se conectam a diferentes locais da cidade. Essa topografia foi criada a partir da Estaca Zero, localizada na Rodoviária do Plano Piloto, serve como ponto de referência central para a cidade, irradiando-se a partir dela e simbolizando um marco fundamental em sua fundação.
Atualmente, a Rodoviária conta com três patamares distintos: o primeiro dedicado aos ônibus, o segundo destinado ao comércio e administração da rodoviária, e o terceiro utilizado também para fins comerciais e como acesso aos shoppings próximos, cujas entradas estão niveladas com este último andar, ao lado da rodoviária. O túnel ""Buraco do Tatu"", localizado abaixo dos demais, desempenha um papel crucial na ligação entre os eixos sul e norte da cidade.
Essa imagem não apenas celebra a grandiosidade arquitetônica da Rodoviária do Plano Piloto, concebida por Oscar Niemeyer, mas também reflete os princípios urbanísticos que guiaram a construção de Brasília. O Plano Piloto, com sua ênfase na organização racional e sua abordagem arquitetônica, representa a síntese do modernismo e da visão do projeto urbanístico da capital brasileira.
"

Sans titre

NOV.B.19 (97)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-97
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem do mapa geral do Plano Piloto de Brasília (PPB), projetado por Lucio Costa (1902-1998), em fase inicial de projeto. Na fotografia, há um grande desenho preliminar do PPB, ainda esquemático e com marcações referentes à implantação de espaços essenciais, e de parte do Lago Paranoá. Ainda, em comparação com o projeto original apresentado para o Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil, é possível notar uma evolução na forma e locação dos equipamentos urbanos propostos. Por último, no canto inferior esquerdo, encontra-se a legenda numérica que auxilia na compreensão do que é apresentado.

Informações adicionais: O Relatório do Plano Piloto de Brasília se refere ao produto do projeto vencedor do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil. Ele tem como autor o arquiteto e urbanista Lucio Costa (1902-1998) e foi enviado para o júri no dia 11 de março de 1957, prazo final previsto em edital. Por opção do autor e com o intuito de atender as exigências pré-estabelecidas, o trabalho urbanístico foi exposto por meio de textos, croquis e um mapa geral na escala 1:25.000. O documento está escrito em primeira pessoa, com linguagem simples e sua estrutura contém uma breve introdução e 23 tópicos, os quais estão, em sua maioria, ilustrados por desenhos esquemáticos. Além disso, é válido evidenciar que a parte textual explica como o projeto foi desenvolvido desde o traçado regulador até as soluções propostas para as áreas mais específicas, tais como o setor bancário e as superquadras, direcionando o leitor a compreender o projeto a partir de uma escala macro a uma escala micro. Ao fim, no item 23, Lucio Costa resume sua proposta como “de fácil apreensão, pois se caracteriza pela simplicidade e clareza do risco original”.
Texto sobre o concurso: Sobre o Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil, realizado entre 1956 e 1957, o pesquisador Jeferson Tavares, em seu artigo 50 anos do concurso para Brasília – um breve histórico (1), menciona que:
Anteriormente, na Comissão de Planejamento da Construção e da Mudança da Capital Federal, em 1955, A. E. Reidy e R. Burle Marx haviam proposto a vinda de um estrangeiro que ficasse responsável pela coordenação do projeto, que cabia à Subcomissão de Planejamento Urbanístico. Le Corbusier já havia declarado interesse, por meio de correspondência ao presidente da república, de participar do projeto da Nova Capital brasileira. Entretanto tal hipótese fora descartada por Juscelino, devido ao caráter nacional do projeto. Até mesmo a ideia de um concurso internacional desejado pelo presidente não correspondia ao contexto de euforia e fama dos profissionais nacionais.
Em 1956, JK decide atribuir o cargo de Diretor do Departamento de Arquitetura da Companhia Urbanizadora a Oscar Niemeyer, e lhe atribuir a função de projetar toda a cidade. Niemeyer negou-se ao compromisso, porém sugeriu duas novas possibilidades: 1. de criar um concurso nacional, com a participação do IAB na organização, para a escolha do melhor projeto urbanístico; e 2. o compromisso de projetar todos os principais edifícios administrativos da cidade. Aceitas as propostas do arquiteto, JK confere à NOVACAP a elaboração do Edital do Concurso. (TAVARES, 2007)
Para mais informações, consulte as referências a seguir.
Informações adicionais sobre as Superquadras: A solução desenvolvida por Lucio Costa (1902-1998) para as áreas residenciais foi a criação das superquadras, uma proposta de um conjunto de grandes quadras - de lados idênticos de aproximadamente 280 metros - dispostas nos dois lados da faixa rodoviária, e delimitadas por uma cinta de vegetação, que possibilitasse o livre trânsito dos moradores e o contato mais próximo com a natureza. Para o autor, essa ideia garantiria os benefícios de promover a ordenação urbanística, mesmo com a variação arquitetônica dos edifícios, e de fornecer faixas confortáveis para passeios e lazer dos usuários (Lucio Costa, Relatório do Plano Piloto, item 16).
Ainda, a disposição interna dos blocos residenciais poderia ocorrer de forma variada desde que fosse respeitado o gabarito máximo, sugerido em seis pavimentos e pilotis, e que houvesse uma separação clara entre o tráfego de veículos e trânsito de pedestres. Por último, um dos pontos mais importantes desse projeto é a mudança do conceito de posse e propriedade a partir da determinação do chão como espaço público, em contraponto à projeção como área privada.
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Sans titre

NOV.B.20 (2)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-20-2
  • Pièce
  • 1958 - 1959
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia em cores, formato paisagem. De baixo para cima no registro, a Estrada Parque Aeroporto (EPAR ou DF-047) transpassa a fotografia em sentido vertical, com um dos seus lados de curso em processo de asfaltagem, passando pela ponte sobre o córrego Riacho Fundo, com sentido ao Eixo Rodoviário Sul (DF-002) do Plano Piloto. Dos dois lados da EPAR, mata de galeria que acompanha o curso d’água. Ao redor da estrada vegetação campestre do Cerrado, provavelmente um campo limpo ou vegetação que foi removida para construções.

Sans titre

NOV.B.20 (35)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-20-35
  • Pièce
  • 06/07/1958
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista aérea do Plano Piloto, mais precisamente do Eixo Rodoviário Sul do Plano Piloto e suas quadras, entre os anos de 1957-1960. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília sobre o eixo: “Dêsse modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento.” (COSTA, 1957, p.10). Ao redor há vegetação do Cerrado, em que é possível notar trechos campestres (campo limpo), principalmente na parte inferior da fotografia, e trechos com média densidade de árvores (cerrado sentido restrito). A vegetação se estende pelo horizonte.
Fotografia com referência ao item NOV-D-4-4-B-18 (49).
"

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