- DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-419
- Item
- 02/05/1959
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"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista do Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Museu da Cidade, ambos em fase de construção, na Praça dos Três Poderes. Em primeiro, terra batida com materiais de construção sobre o mesmo. Em segundo plano, da esquerda para à direita, o Museu da Cidade em construção com andaimes e trabalhadores atuando na obra; canteiro de obras com construção, provavelmente depósito de materiais; o Palácio do Supremo Tribunal Federal com estrutura metálica por todo o edifício com parte das colunas finalizadas e uma placa de identificação na fachada principal, próximo à cobertura, ao centro escrito: “Palácio do Supremo Tribunal Federal”. Atrás do edifício, há duas torres de madeira na fachada leste do edifício e mais à direita, outras construções, depósitos de materiais ou alojamento dos trabalhadores. No horizonte, área de Cerrado aparentemente não modificado.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL:
O Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF), sede do poder Judiciário, localiza-se na Praça dos Três Poderes em Brasília, em um dos vértices do triângulo imaginário formado por ele, pelo Congresso Nacional e pelo Palácio do Planalto. Foi idealizado por Oscar Niemeyer (1907-2012) em conjunto com outros arquitetos como Nauro Esteves (1923-2007) e Glauco Campello (1934-). A concepção arquitetônica do Palácio consiste em uma caixa de vidro localizada ao centro de duas lajes planas apoiadas por uma série de sete pilares curvos revestidos em mármore e o conjunto é levemente elevado do solo. Na fachada principal, há uma rampa externa que permite acesso ao edifício e cria uma perfeita simetria com os pórticos formados pelos seus elementos horizontais (lajes) e verticais (colunas). Ainda na porção frontal da edificação, localiza-se a obra “A Justiça” de Alfredo Ceschiatti, escultura de uma mulher vendada com uma espada em seu colo sentada sobre um bloco monolítico. O projeto estrutural foi desenvolvido pelo engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) e a execução da obra foi conduzida pelas Construtoras Rabello S.A. Planalto Ltda. e pela empresa Instalações Alvorada S.A. Comércio e Indústria. O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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