- DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-659
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- 1959 - 1960
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"Fotografia em preto e branco, no formato paisagem. Em primeiro plano vê-se um pedaço de chão em terra batida, resultado do processo de terraplenagem, delimitação que futuramente viria a se tornar a via N1 do Eixo Monumental. Em segundo plano, à esquerda da imagem, é possível ver o Palácio do Congresso em estágio intermediário de obra, sede do Poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. Na porção central aparecem parte dos edifícios ministeriais da Esplanada dos Ministérios. À direita da imagem está o Palácio do Planalto, sede do poder Executivo, o prédio em formato retangular, possui quatro andares, mais um subsolo e um anexo semienterrado, tem 36 mil metros quadrados; a arquitetura do palácio tem como principais características a pureza das linhas, com predomínio de traços horizontais, e a mescla entre curvas e retas, tais colunas, transmitem um aspecto de suspensão à cortina de vidro que compõem o corpo do palácio; é possível ver que o corpo do palácio está em fase de cimbramento, um processo que consiste na sustentação temporária das formas de concreto durante a construção, a partir de escoras de (madeira ou estrutura metálica); um pouco abaixo do palácio presidencial, mais à direita da imagem tem-se visão parcial de uma rampa que leva de um nível a outro; tal desnível de terra onde posteriormente seria construído um conjunto de anexos do palácio presidencial. O Palácio do Planalto com a construção em andamento, aparecendo boa parte da sequência de nove colunas-curvas harmoniosas encadeadas, revestidas de mármore branco texturizado, sem ornamentos, elementos visuais que remetem a redes, velas de barco, que se movimentam no ar (Palácio do Planalto - Entre o cristal e o concreto, p.18, p.20), cada uma com 14,4m de altura e um espaçamento de 12,5m (Palácio do Planalto - Entre o cristal e o concreto, p.51), símbolos marcantes da fachada do palácio presidencial; conectadas as colunas está a laje de cobertura do palácio, com três figuras masculinas em pé em uma das pontas, cobertura essa que protege o palácio e tem área correspondente a 7346 m2, feita de concreto obtido com mistura de areia de mina, muito fina, e seixos rolados de quartzito, retirados do Rio Corumbá. Logo à frente das colunas está o parlatório situado à direita da entrada principal, em formato oval, também revestido de mármore, com altura de aproximadamente 6,5m, local onde o presidente e convidados podem se dirigir ao povo na praça. (Palácio do Planalto - Entre o cristal e o concreto, p.70). Na ponta do palácio, à direita do parlatório, está a caixa d’água temporária da obra com a placa com as letras “PFD”. identificando a construtora do Palácio do Planalto (Pacheco Fernandes Dantas), vários trabalhadores da época acreditavam ser “PFD” de Palácio Federal dos Despachos (Palácio do Planalto - Entre o concreto e o cristal, p.46, p.47).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO PLANALTO
O Palácio do Planalto, sede do poder executivo, localiza-se na Praça dos Três Poderes, em um dos vértices do triângulo imaginário formado por ele, pelo Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal. Inaugurado em 21 de abril de 1960, foi um dos primeiros monumentos a ser instaurado em Brasília e simboliza a mudança da Capital do Rio de Janeiro para Brasília durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976). O projeto foi assinado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), os cálculos estruturais foram de Joaquim Cardozo (1897-1978), os jardins e espelho d’água ficaram à cargo de Roberto Burle Marx (1909-1994) e Fausto Favale atuou como engenheiro-chefe na sua execução. A construção foi de responsabilidade da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) e da Construtora Pacheco Fernandes Dantas ltda. O edifício caracteriza-se por um volume em barra elevado do solo, com varanda circundante e marquise projetada, sustentadas pela colunata dos emblemáticos pilares curvos revestidos em mármore que, posteriormente, tornaram-se referência na paisagem de Brasília.
CURIOSIDADES SOBRE O PALÁCIO DO PLANALTO:
Soneto de vidro: “este ser que se compõe de adjacências,/ E de cimento claro e matinal,/ Tem nos seus nervos finos transparências,/ De luz se alimenta. Fala cristal.” – Soneto escrito por Joaquim Cardozo, sobre o Palácio do Planalto."
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