- DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-512
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- 1956
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"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Proximidades do Catetinho 1 durante a sua construção. Em primeiro plano, uma caixa de papelão, à esquerda da fotografia, sobre o piso de terra, juntamente com um banco improvisado ao qual tem quatro homens sentados no objeto, sendo que três parecem ser trabalhadores. Da esquerda para a direita, homem com calça e camisa clara e um chapéu escuro; homem com vestes e chapéu claro; o engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, mais conhecido como Juca Chaves (1912-?), vestindo calça escura, camisa xadrez e óculos de grau; homem com vestes e chapéu claro. Em segundo plano, uma tenda, aparenta ser coberta por um tecido, presa por pequenas estacas de madeira ao solo. Ao fundo, sete homens, provavelmente trabalhadores, utilizando em sua maioria vestes claras e chapéu, sendo que um deles está com camisa xadrez; mais ao fundo, vegetação nativa do Cerrado, de camada herbácea contínua com arbustos e árvores de médio porte esparsos (provavelmente cerrado sentido restrito), co m leve interferência humana.
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 1:
Originado de uma discussão entre amigos no Juca’s Bar do Ambassador Hotel, no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1956, o Catetinho foi conjecturado pelo grupo de amigos composto por: o violonista Dilermando Reis (1916-1977), o piloto João Milton Prates (1922-1973) e os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, que enxergaram a necessidade de uma Residência Provisória para Juscelino Kubitschek (1902-1976) acompanhar o cotidiano das obras. A área do Catetinho, localizada atualmente no Trevo do Gama, pertencia à Fazenda do Gama, local próximo a fontes de água e portanto, com presença de mata de galeria. A propriedade foi desocupada no dia posterior à chegada dos trabalhadores, e em pouco mais de 10 dias, entre 18 e 31 de outubro de 1956, ficou pronta a primeira residência oficial de JK, inaugurada em 10 de novembro de 1956. A primeira vez em que o Catetinho foi mencionado no Diário de Brasília em 1956, o edifício era chamado de “Palácio Provisório” e este foi reconhecido como Catetinho em 6 de novembro de 1956. A maioria dos trabalhadores e do empréstimo de materiais veio da empresa de mineração Fertilizantes Minas Gerais S.A. (FERTISA), a qual era de Araxá, Minas Gerais; a obra foi encarregada pelo engenheiro Roberto Penna e pelo engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, conhecido como Juca Chaves (1912-?). O “Palácio de Tábuas” foi desenhado por Oscar Niemeyer (1907-2012), projetado com linhas simples e elegantes, tal edifício possui aspectos modernistas seguindo princípios de racionalidade, funcionalidade e beleza. O Catetinho cria o pilotis a partir da sustentação de colunas e varanda no pavimento superior voltado para a fachada principal. Oscar Niemeyer fez o projeto que é praticamente todo de madeira com presença de concreto armado e alvenaria. Este possui uma arquitetura vernacular que pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida (ArchDaily Brasil, 2020), no caso do Catetinho, as madeiras da mata de galeria presente na Fazenda Gama."
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