Palácio da Alvorada (Brasília, DF)

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Palácio da Alvorada (Brasília, DF)

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NOV.D.1 (19)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-D-01-19
  • Item
  • 26/08/1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Exposição sobre a construção da nova capital do Brasil, Brasília, no edifício Panair do Brasil em Lisboa, Portugal, em 26 de agosto de 1959. Em destaque, três figuras humanas observando os papéis que estão sobre a mesa de centro, sendo uma mulher à esquerda (com saia midi escura, camisa e salto branco) e dois homens (ambos com paletó, calça e óculos de grau). O ambiente possui piso aparentemente de ardósia. Ao fundo, painéis de chão com tramas aparentemente amadeiradas na parte superior e inferior expõem diversas fotografias e das maquetes físicas dos monumentos de Brasília, como por exemplo o Brasília Palace Hotel, o Palácio da Alvorada, a Capela do Palácio da Alvorada e a Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida de Brasília. No canto superior direito, percebe-se parte de um ventilador.
CONTEXTO HISTÓRICO DAS EXPOSIÇÕES:
“Há um grande e permanente interêsse, em todo o mundo, pela edificação da nova capital do Brasil. A obra arquitetônica e urbanística, bem como o alcance econômico, político, administrativo e social de Brasília, são objeto de numerosas reportagens, comentários e estudos nos principais órgãos estrangeiros. A experiência de Brasília, pelo que encerra de novidade revolucionária e de arrojado pioneirismo, é apreciada nos seus pormenores e divulgada em têrmos que satisfazem ao mesmo tempo a atenção dos técnicos, políticos e administradores, e à curiosidade da opinião pública.” (Revista Brasília - nº 8, p. 14, 1957).
CONTEXTO HISTÓRICO PANAIR DO BRASIL:
“As origens da Panair do Brasil remontam à 17 de março de 1929, quando o americano Ralph O’Neill fundou a empresa New York, Rio, Buenos Aires Line, Inc. (NYRBA) com a ambiciosa missão de interligar as três cidades.
As primeiras rotas europeias da Panair do Brasil foram Lisboa, Paris e Londres. No dia 23 de setembro de 1946, Roma tornava-se a quarta escala no continente europeu. Nos anos seguintes outras cidades foram incluídas: Madri, Zurique, Frankfurt, Hamburgo, Dusseldorf, Istambul, Beirute e Cairo, sincronizados com a malha europeia da Pan American, de tal forma que a operação em algumas destas cidades eram para atender os interesses da empresa americana.
Em 1984, o Supremo Tribunal Federal deu ganho de causa à Panair do Brasil contra a falência e em 1995 foi encerrado o processo de falência, transformando a empresa apta a voltar suas atividades e mesmo três décadas inativa, possuía US$ 10 milhões em caixa. Em 10 de dezembro de 2014, a Comissão Nacional da Verdade reconheceu que a Panair do Brasil foi vítima de perseguição política por meio de instituições do Estado.” (NAGANO, 2023).
CONTEXTO HISTÓRICO DO BRASÍLIA PALACE HOTEL:
O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), com 13.562 m² de área construída, contando com 180 apartamentos e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento. Sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), o BPH teve sua inauguração em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. O edifício foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada em 30/06/1958, o BPH, foi um habitual ponto de encontro para os pioneiros, políticos e diplomatas na década de 60, além de hospedar os visitantes da nova capital. Em 1978, foi inutilizado após um incêndio causado por uma cafeteira esquecida na tomada do terceiro andar e sua reconstrução só foi concluída no ano de 2007, com a entrega da restauração das obras de autoria de Athos Bulcão (1918-2008).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASÍLIA:
Projetada pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012). A construção foi de responsabilidade da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) e teve Carlos Magalhães (1933-2021) como arquiteto responsável e o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. Sua pedra fundamental foi lançada em 12 de setembro de 1958, de acordo com documento encontrado no Fundo NOVACAP textual - Balanços e relatórios 1957 - (NOV-B-7-0215 (1)) - “ Catedral de Brasília - Obra executada por administração direta da Novacap, com donativos de particulares. Construção iniciada aos 12 de Setembro de 1959. Em dezembro do mesmo ano apresentava concluídas as fundações e parte da infraestrutura, prevendo-se a conclusão da superestrutura para o primeiro trimestre do corrente ano” - sua estrutura ficou pronta em 1960, com 70m de diâmetro, da qual se elevam 16 colunas de concreto num formato hiperboloide. Em 31 de maio de 1970 foi inaugurada de fato, já com os vidros externos. A segunda cobertura colocada na nave teve um vitral composto por 16 peças em fibra de vidro em tons de azul, verde, branco e marrom, inseridas entre os pilares de concreto e foram idealizados e desenhados pela maior vitralista do Brasil, Marianne Peretti (1927-2022) a única mulher a compor o time de artistas na construção de Brasília na gestão de José Aparecido de Oliveira (1929-2007). Anjos e profetas da catedral foram obra de Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Segundo Flavio R. Cavalcanti em sua publicação “Catedral de Brasília - A longa construção”, a construção da catedral pode ser dividida em duas “fases”: uma, rápida, durante a construção da cidade (1956-1960), em que foi erguida a estrutura de concreto; outra, de duas décadas, da paralisação geral das obras durante o curto governo de Jânio Quadros (1961) até a conclusão do vitral interno, por conta da igreja católica."

Untitled

NOV.D.1 (28)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-D-01-28
  • Item
  • 25/05/1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato retrato. Exposição sobre a construção da nova capital do Brasil, Brasília, na Feira Internacional do Campo em Madri, Espanha, em 25 de maio de 1959. Em destaque, à esquerda, o general militar espanhol Francisco Franco (1892-1975) que governou a Espanha de 1939 a 1975 como ditador, assumindo o título de “Caudillo” e à sua direita o embaixador brasileiro João Pizarro Gabizo Coelho Lisboa (1899-?). Ele foi embaixador em Madri entre os períodos 02/07/1956 e 14/06/1963. O general está com vestimenta militar e o embaixador com vestes formais (fraque, calça e gravata), assim como as demais figuras humanas masculinas ao fundo. À esquerda, atrás do general e do embaixador, uma figura humana feminina também está com vestes formais (vestido midi, salto alto e acessórios). O general está observando um expositor (na parte inferior da fotografia) com informações e uma foto da maquete física do Palácio do Congresso Nacional. Ao fundo, fotografia da fachada frontal do Palácio da Alvorada, uma placa escrito “Brasil” logo acima e à esquerda a letra A fixada sobre uma parede aparentemente de tijolo cerâmico. O local da exposição possui uma cobertura de treliça metálica.
CONTEXTO HISTÓRICO DAS EXPOSIÇÕES:
“Há um grande e permanente interêsse, em todo o mundo, pela edificação da nova capital do Brasil. A obra arquitetônica e urbanística, bem como o alcance econômico, político, administrativo e social de Brasília, são objeto de numerosas reportagens, comentários e estudos nos principais órgãos estrangeiros. A experiência de Brasília, pelo que encerra de novidade revolucionária e de arrojado pioneirismo, é apreciada nos seus pormenores e divulgada em têrmos que satisfazem ao mesmo tempo a atenção dos técnicos, políticos e administradores, e à curiosidade da opinião pública.” (Revista Brasília - nº 8, p. 14, 1957).
CONTEXTO HISTÓRICO DA EXPOSIÇÃO NA FEIRA INTERNACIONAL DO CAMPO EM MADRI:
“Atendendo ao desejo de Juscelino em tornar internacionalmente conhecida a grande obra de seu governo, foi realizada em Madri a Exposição Brasília. Inaugurado na Feira Internacional do Campo, o stand brasileiro contou com a visita dos principais ministros do governo espanhol além da visita de Francisco Franco e sua esposa. Segundo o relatório diplomático do “Mês cultural”, o Generalísimo visitou demoradamente a exposição, “demonstrando grande interesse em conhecer pormenores de vários dos principais edifícios de Brasília.” Coelho Lisboa afirmou também que Franco teria observado que assim como Brasília, Madri era uma das raras, senão a única capital que ocupava o centro geográfico do país. A alegação oficial de que a nova capital promoveria a integração do país certamente chamou a atenção do Caudillo, que via a posição geográfica de Madri um símbolo do que almejava em termos culturais e políticos: unidade e centralismo.” (SOUZA, 2009, p.243).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

Untitled

NOV.D.1 (29)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-D-01-29
  • Item
  • 25/05/1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato retrato. Exposição sobre a construção da nova capital do Brasil, Brasília, na Feira Internacional do Campo em Madri, Espanha, em 25 de maio de 1959. Em destaque, diversas figuras humanas masculinas estão observando o expositor com o desenho do Plano Piloto de Brasília e de um mapa que pressupõe-se ser das rodovias que interligam Brasília. Uma dessas figuras é o embaixador brasileiro João Pizarro Gabizo Coelho Lisboa (1899-?) o qual está olhando e apontando para a expositor. Ele foi embaixador em Madri entre os períodos 02/07/1956 e 14/06/1963. Todas as figuras masculinas estão com vestes formais (paletó, calça e gravata). Ao fundo, uma fotografia da fachada frontal do Palácio da Alvorada e uma placa escrita “Brasil” logo acima.
CONTEXTO HISTÓRICO DAS EXPOSIÇÕES:
“Há um grande e permanente interêsse, em todo o mundo, pela edificação da nova capital do Brasil. A obra arquitetônica e urbanística, bem como o alcance econômico, político, administrativo e social de Brasília, são objeto de numerosas reportagens, comentários e estudos nos principais órgãos estrangeiros. A experiência de Brasília, pelo que encerra de novidade revolucionária e de arrojado pioneirismo, é apreciada nos seus pormenores e divulgada em têrmos que satisfazem ao mesmo tempo a atenção dos técnicos, políticos e administradores, e à curiosidade da opinião pública.” (Revista Brasília - nº 8, p. 14, 1957).
CONTEXTO HISTÓRICO DA EXPOSIÇÃO NA FEIRA INTERNACIONAL DO CAMPO EM MADRI:
“Atendendo ao desejo de Juscelino em tornar internacionalmente conhecida a grande obra de seu governo, foi realizada em Madri a Exposição Brasília. Inaugurado na Feira Internacional do Campo, o stand brasileiro contou com a visita dos principais ministros do governo espanhol além da visita de Francisco Franco e sua esposa. Segundo o relatório diplomático do “Mês cultural”, o Generalísimo visitou demoradamente a exposição, “demonstrando grande interesse em conhecer pormenores de vários dos principais edifícios de Brasília.” Coelho Lisboa afirmou também que Franco teria observado que assim como Brasília, Madri era uma das raras, senão a única capital que ocupava o centro geográfico do país. A alegação oficial de que a nova capital promoveria a integração do país certamente chamou a atenção do Caudillo, que via a posição geográfica de Madri um símbolo do que almejava em termos culturais e políticos: unidade e centralismo.” (SOUZA, 2009, p.243).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

Untitled

NOV.D.1 (3)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-D-01-3
  • Item
  • 1958 - 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Exposição de divulgação sobre a construção da nova capital do Brasil, Brasília, sem identificação do local e da data. Em destaque, a maquete física da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida de Brasília intitulada “Catedral de Brasília” sobre o que aparenta ser um pequeno palco com revestimento de mármore. Atrás da maquete, poster do que aparenta ser um livro com o título de “Método de Harmonio”. Enquadrando a maquete, dois filetes metálicos dourados fixados no palco. À direita, duas setas grandes estão apontadas para à esquerda, em direção à maquete, e fixadas em um pequeno cano sobre o palco. Atrás das setas, um instrumento musical, aparentemente um órgão, com uma versão menor do poster/livro mencionado anteriormente (o mesmo que está atrás da maquete) e ao fundo um painel comprido do desenho da fachada do Palácio da Alvorada, residência do presidente, com uma cortina escura por trás. À esquerda, outro instrumento musical também com o mesmo livro, porém este órgão é maior.
Fotografia similar à NOV-D-4-4-D-1 (6).
CONTEXTO HISTÓRICO DAS EXPOSIÇÕES:
“Há um grande e permanente interêsse, em todo o mundo, pela edificação da nova capital do Brasil. A obra arquitetônica e urbanística, bem como o alcance econômico, político, administrativo e social de Brasília, são objeto de numerosas reportagens, comentários e estudos nos principais órgãos estrangeiros. A experiência de Brasília, pelo que encerra de novidade revolucionária e de arrojado pioneirismo, é apreciada nos seus pormenores e divulgada em têrmos que satisfazem ao mesmo tempo a atenção dos técnicos, políticos e administradores, e à curiosidade da opinião pública.” (Revista Brasília - nº 8, p. 14, 1957).
CONTEXTO HISTÓRICO DA CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASÍLIA:
Projetada pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012). A construção foi de responsabilidade da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) e teve Carlos Magalhães (1933-2021) como arquiteto responsável e o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. Sua pedra fundamental foi lançada em 12 de setembro de 1958, de acordo com documento encontrado no Fundo NOVACAP textual - Balanços e relatórios 1957 - (NOV-B-7-0215 (1)) - “ Catedral de Brasília - Obra executada por administração direta da Novacap, com donativos de particulares. Construção iniciada aos 12 de Setembro de 1959. Em dezembro do mesmo ano apresentava concluídas as fundações e parte da infraestrutura, prevendo-se a conclusão da superestrutura para o primeiro trimestre do corrente ano” - sua estrutura ficou pronta em 1960, com 70m de diâmetro, da qual se elevam 16 colunas de concreto num formato hiperboloide. Em 31 de maio de 1970 foi inaugurada de fato, já com os vidros externos. A segunda cobertura colocada na nave teve um vitral composto por 16 peças em fibra de vidro em tons de azul, verde, branco e marrom, inseridas entre os pilares de concreto e foram idealizados e desenhados pela maior vitralista do Brasil, Marianne Peretti (1927-2022) a única mulher a compor o time de artistas na construção de Brasília na gestão de José Aparecido de Oliveira (1929-2007). Anjos e profetas da catedral foram obra de Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Segundo Flavio R. Cavalcanti em sua publicação “Catedral de Brasília - A longa construção”, a construção da catedral pode ser dividida em duas “fases”: uma, rápida, durante a construção da cidade (1956-1960), em que foi erguida a estrutura de concreto; outra, de duas décadas, da paralisação geral das obras durante o curto governo de Jânio Quadros (1961) até a conclusão do vitral interno, por conta da igreja católica.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

Untitled

NOV.D.1 (32)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-D-01-32
  • Item
  • 1958 - 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Exposição sobre a construção da nova capital do Brasil, Brasília, em Washington, D.C., nos Estados Unidos. Em destaque, diversas figuras humanas masculinas circundando uma mesa de reunião aparentemente de madeira com diversos papéis, um cinzeiro e dois microfones sobre o mesmo. Uma dessas figuras é o militar e político brasileiro Ernâni do Amaral Peixoto (1904-1989), o qual está assinando papéis. Ele foi governador do Rio de Janeiro nas décadas de 30, 40 e 50 e senador pelo Rio de Janeiro de 1971 a 1987. Todos os homens vestem roupas formais (paletó, calça e gravata). Ao fundo, um painel que aparenta ser de metal perfurado com diversas fotografias da construção de Brasília, um mapa do Brasil mostrando a distância de Brasília para as demais capitais dos estados brasileiros, um mapa do Plano Piloto de Brasília, uma fotografia da maquete física do Palácio da Alvorada e parte de um texto escrito “The new capital of Brazil” (tradução: “A nova capital do Brasil”). À esquerda, há a bandeira dos Estados Unidos em haste de tripé.
Esta fotografia aparece na Revista Brasília nº 11 de 1957, página 18.
CONTEXTO HISTÓRICO DAS EXPOSIÇÕES:
“Há um grande e permanente interêsse, em todo o mundo, pela edificação da nova capital do Brasil. A obra arquitetônica e urbanística, bem como o alcance econômico, político, administrativo e social de Brasília, são objeto de numerosas reportagens, comentários e estudos nos principais órgãos estrangeiros. A experiência de Brasília, pelo que encerra de novidade revolucionária e de arrojado pioneirismo, é apreciada nos seus pormenores e divulgada em têrmos que satisfazem ao mesmo tempo a atenção dos técnicos, políticos e administradores, e à curiosidade da opinião pública.” (Revista Brasília - nº 8, p. 14, 1957).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

Untitled

NOV.D.1 (45)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-D-01-45
  • Item
  • 1958 - 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Exposição de divulgação sobre a construção da nova capital do Brasil, Brasília, sem identificação do local e da data. À esquerda, três painéis metálicos verticais com vidros transparentes ao centro com diversas fotografias dos monumentos de Brasília como o Palácio da Alvorada, a Capela do Alvorada, os ministérios da Esplanada dos Ministérios, entre outros. Junto às fotografias, há alguns títulos espalhados pelos painéis. Na lateral, uma escultura representando as colunas das fachadas frontais e posteriores do Palácio da Alvorada. Abaixo dos painéis, pequenos vasos de plantas possuem algumas plantas popularmente conhecidas como espada-de-são-jorge (Dracaena trifasciata). Ainda à esquerda, um painel comprido do desenho da fachada do Palácio da Alvorada, residência do presidente. À direita, a maquete física da Catedral Metropolitana Nossa Senhora de Brasília e duas fotografias grandes do Palácio da Alvorada, residência do presidente, um na parede e outro no painel, tendo acima dos mesmos um detalhe de gesso com iluminação direta e indireta. Ao fundo, um portal com o escrito ALVORADA sobre o batente do mesmo, com figuras humanas masculinas e uma feminina com vestes formais (paletó, calça; saia midi, salto e acessórios), fotografias e documentos expostos.
Mesma exposição e ambiente das fotografias NOV-D-4-4-D-1 (5) e NOV-D-4-4-D-1 (46).
CONTEXTO HISTÓRICO DAS EXPOSIÇÕES:
“Há um grande e permanente interêsse, em todo o mundo, pela edificação da nova capital do Brasil. A obra arquitetônica e urbanística, bem como o alcance econômico, político, administrativo e social de Brasília, são objeto de numerosas reportagens, comentários e estudos nos principais órgãos estrangeiros. A experiência de Brasília, pelo que encerra de novidade revolucionária e de arrojado pioneirismo, é apreciada nos seus pormenores e divulgada em têrmos que satisfazem ao mesmo tempo a atenção dos técnicos, políticos e administradores, e à curiosidade da opinião pública.” (Revista Brasília - nº 8, p. 14, 1957).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASÍLIA:
Projetada pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012). A construção foi de responsabilidade da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) e teve Carlos Magalhães (1933-2021) como arquiteto responsável e o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. Sua pedra fundamental foi lançada em 12 de setembro de 1958, de acordo com documento encontrado no Fundo NOVACAP textual - Balanços e relatórios 1957 - (NOV-B-7-0215 (1)) - “ Catedral de Brasília - Obra executada por administração direta da Novacap, com donativos de particulares. Construção iniciada aos 12 de Setembro de 1959. Em dezembro do mesmo ano apresentava concluídas as fundações e parte da infraestrutura, prevendo-se a conclusão da superestrutura para o primeiro trimestre do corrente ano” - sua estrutura ficou pronta em 1960, com 70m de diâmetro, da qual se elevam 16 colunas de concreto num formato hiperboloide. Em 31 de maio de 1970 foi inaugurada de fato, já com os vidros externos. A segunda cobertura colocada na nave teve um vitral composto por 16 peças em fibra de vidro em tons de azul, verde, branco e marrom, inseridas entre os pilares de concreto e foram idealizados e desenhados pela maior vitralista do Brasil, Marianne Peretti (1927-2022) a única mulher a compor o time de artistas na construção de Brasília na gestão de José Aparecido de Oliveira (1929-2007). Anjos e profetas da catedral foram obra de Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Segundo Flavio R. Cavalcanti em sua publicação “Catedral de Brasília - A longa construção”, a construção da catedral pode ser dividida em duas “fases”: uma, rápida, durante a construção da cidade (1956-1960), em que foi erguida a estrutura de concreto; outra, de duas décadas, da paralisação geral das obras durante o curto governo de Jânio Quadros (1961) até a conclusão do vitral interno, por conta da igreja católica."

Untitled

NOV.D.1 (46)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-D-01-46
  • Item
  • 1958 - 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Exposição de divulgação sobre a construção da nova capital do Brasil, Brasília, sem identificação do local e da data. À esquerda, três painéis metálicos verticais com vidros transparentes ao centro com diversas fotografias dos monumentos de Brasília como o Palácio da Alvorada, a Capela do Alvorada, os ministérios da Esplanada dos Ministérios, entre outros. Junto às fotografias, há alguns títulos espalhados pelos painéis. Na lateral, uma escultura representando as colunas das fachadas frontais e posteriores do Palácio da Alvorada com fotografias e uma placa escrito “Isto é Brasília! A cidade mais moderna do mundo”. Observando os painéis, figuras humanas masculinas e uma feminina com vestes formais (paletó, calça; saia midi, salto e acessórios). Ainda à esquerda, um painel comprido do desenho da fachada do Palácio da Alvorada, residência do presidente. À direita, a maquete física da Catedral Metropolitana Nossa Senhora de Brasília e uma fotografia grande do Palácio da Alvorada, residência do presidente no painel, tendo acima dos mesmos um detalhe de gesso com iluminação direta e indireta. Observando a maquete, outra figura humana masculina com calça, jaqueta de couro, boné/chapéu segurando um objeto e uma maleta escrito “pinturas”. Ao fundo, um portal com o escrito ALVORADA sobre o batente do mesmo, com mais figuras humanas, fotografias e documentos expostos.
Mesma exposição e ambiente das fotografias NOV-D-4-4-D-1 (5) e NOV-D-4-4-D-1 (46).
CONTEXTO HISTÓRICO DAS EXPOSIÇÕES:
“Há um grande e permanente interêsse, em todo o mundo, pela edificação da nova capital do Brasil. A obra arquitetônica e urbanística, bem como o alcance econômico, político, administrativo e social de Brasília, são objeto de numerosas reportagens, comentários e estudos nos principais órgãos estrangeiros. A experiência de Brasília, pelo que encerra de novidade revolucionária e de arrojado pioneirismo, é apreciada nos seus pormenores e divulgada em têrmos que satisfazem ao mesmo tempo a atenção dos técnicos, políticos e administradores, e à curiosidade da opinião pública.” (Revista Brasília - nº 8, p. 14, 1957).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASÍLIA:
Projetada pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012). A construção foi de responsabilidade da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) e teve Carlos Magalhães (1933-2021) como arquiteto responsável e o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. Sua pedra fundamental foi lançada em 12 de setembro de 1958, de acordo com documento encontrado no Fundo NOVACAP textual - Balanços e relatórios 1957 - (NOV-B-7-0215 (1)) - “ Catedral de Brasília - Obra executada por administração direta da Novacap, com donativos de particulares. Construção iniciada aos 12 de Setembro de 1959. Em dezembro do mesmo ano apresentava concluídas as fundações e parte da infraestrutura, prevendo-se a conclusão da superestrutura para o primeiro trimestre do corrente ano” - sua estrutura ficou pronta em 1960, com 70m de diâmetro, da qual se elevam 16 colunas de concreto num formato hiperboloide. Em 31 de maio de 1970 foi inaugurada de fato, já com os vidros externos. A segunda cobertura colocada na nave teve um vitral composto por 16 peças em fibra de vidro em tons de azul, verde, branco e marrom, inseridas entre os pilares de concreto e foram idealizados e desenhados pela maior vitralista do Brasil, Marianne Peretti (1927-2022) a única mulher a compor o time de artistas na construção de Brasília na gestão de José Aparecido de Oliveira (1929-2007). Anjos e profetas da catedral foram obra de Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Segundo Flavio R. Cavalcanti em sua publicação “Catedral de Brasília - A longa construção”, a construção da catedral pode ser dividida em duas “fases”: uma, rápida, durante a construção da cidade (1956-1960), em que foi erguida a estrutura de concreto; outra, de duas décadas, da paralisação geral das obras durante o curto governo de Jânio Quadros (1961) até a conclusão do vitral interno, por conta da igreja católica."

Untitled

NOV.D.1 (5)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-D-01-5
  • Item
  • 1958 - 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato retrato. Exposição de divulgação sobre a construção da nova capital do Brasil, Brasília, sem identificação do local e da data. Em destaque, três painéis metálicos verticais em azul com vidros transparentes ao centro com diversas fotografias dos monumentos de Brasília como o Palácio da Alvorada, a Capela do Alvorada, os ministérios da Esplanada dos Ministérios, entre outros. Junto às fotografias, há os seguintes títulos nos painéis: Brasília - cresce e empolga; Brasília - silhueta do Progresso; Inversões - de prédios capitais (este último pressupõe-se ser a palavra “prédios”, uma vez que esta não está tão legível). Abaixo dos painéis, pequenos vasos de plantas vermelhas possuem algumas plantas popularmente conhecidas como espada-de-são-jorge (Dracaena trifasciata). À esquerda, um painel comprido do desenho da fachada do Palácio da Alvorada, residência do presidente. À esquerda, um portal azul com as letras ALV sobre o batente do mesmo, provavelmente o início da palavra Alvorada. As paredes do ambiente são brancas com o piso marrom claro.
Mesma exposição e ambiente das fotografias NOV-D-4-4-D-1 (45) e NOV-D-4-4-D-1 (46).
CONTEXTO HISTÓRICO DAS EXPOSIÇÕES:
“Há um grande e permanente interêsse, em todo o mundo, pela edificação da nova capital do Brasil. A obra arquitetônica e urbanística, bem como o alcance econômico, político, administrativo e social de Brasília, são objeto de numerosas reportagens, comentários e estudos nos principais órgãos estrangeiros. A experiência de Brasília, pelo que encerra de novidade revolucionária e de arrojado pioneirismo, é apreciada nos seus pormenores e divulgada em têrmos que satisfazem ao mesmo tempo a atenção dos técnicos, políticos e administradores, e à curiosidade da opinião pública.” (Revista Brasília - nº 8, p. 14, 1957).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

Untitled

NOV.D.1 (6)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-D-01-6
  • Item
  • 1958 - 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Exposição de divulgação sobre a construção da nova capital do Brasil, Brasília, sem identificação do local e da data. Em destaque, três figuras masculinas com vestes formais observando a maquete física da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida de Brasília intitulada “Catedral de Brasília” sobre o que aparenta ser um pequeno palco com revestimento de mármore. Atrás da maquete, poster do que aparenta ser um livro com o título de “Método de Harmonio”. Enquadrando a maquete, dois filetes metálicos dourados fixados no palco. À direita, duas setas grandes estão apontadas para à esquerda, em direção à maquete, e fixadas em um pequeno cano sobre o palco. Atrás das setas, um instrumento musical, aparentemente um órgão, com uma versão menor do poster/livro mencionado anteriormente (o mesmo que está atrás da maquete) e ao fundo um painel comprido do desenho da fachada do Palácio da Alvorada, residência do presidente, com uma cortina escura por trás e o desenho de quatro palmeiras com o pedaço de uma frase (“a música eleva o homem a…”). À esquerda, outro instrumento musical também com o mesmo livro, porém este órgão é maior.
Fotografia similar à NOV-D-4-4-D-1 (3).
CONTEXTO HISTÓRICO DAS EXPOSIÇÕES:
“Há um grande e permanente interêsse, em todo o mundo, pela edificação da nova capital do Brasil. A obra arquitetônica e urbanística, bem como o alcance econômico, político, administrativo e social de Brasília, são objeto de numerosas reportagens, comentários e estudos nos principais órgãos estrangeiros. A experiência de Brasília, pelo que encerra de novidade revolucionária e de arrojado pioneirismo, é apreciada nos seus pormenores e divulgada em têrmos que satisfazem ao mesmo tempo a atenção dos técnicos, políticos e administradores, e à curiosidade da opinião pública.” (Revista Brasília - nº 8, p. 14, 1957).
CONTEXTO HISTÓRICO DA CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASÍLIA:
Projetada pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012). A construção foi de responsabilidade da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) e teve Carlos Magalhães (1933-2021) como arquiteto responsável e o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. Sua pedra fundamental foi lançada em 12 de setembro de 1958, de acordo com documento encontrado no Fundo NOVACAP textual - Balanços e relatórios 1957 - (NOV-B-7-0215 (1)) - “ Catedral de Brasília - Obra executada por administração direta da Novacap, com donativos de particulares. Construção iniciada aos 12 de Setembro de 1959. Em dezembro do mesmo ano apresentava concluídas as fundações e parte da infraestrutura, prevendo-se a conclusão da superestrutura para o primeiro trimestre do corrente ano” - sua estrutura ficou pronta em 1960, com 70m de diâmetro, da qual se elevam 16 colunas de concreto num formato hiperboloide. Em 31 de maio de 1970 foi inaugurada de fato, já com os vidros externos. A segunda cobertura colocada na nave teve um vitral composto por 16 peças em fibra de vidro em tons de azul, verde, branco e marrom, inseridas entre os pilares de concreto e foram idealizados e desenhados pela maior vitralista do Brasil, Marianne Peretti (1927-2022) a única mulher a compor o time de artistas na construção de Brasília na gestão de José Aparecido de Oliveira (1929-2007). Anjos e profetas da catedral foram obra de Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Segundo Flavio R. Cavalcanti em sua publicação “Catedral de Brasília - A longa construção”, a construção da catedral pode ser dividida em duas “fases”: uma, rápida, durante a construção da cidade (1956-1960), em que foi erguida a estrutura de concreto; outra, de duas décadas, da paralisação geral das obras durante o curto governo de Jânio Quadros (1961) até a conclusão do vitral interno, por conta da igreja católica.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

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NOV.D.6 (1)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-D-06-1
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista de uma reunião no Palácio da Alvorada, na localidade específico para essa funcionalidade. Em primeiro plano, encontram-se três indivíduos sentados em uma mesa de madeira: um senhor transmite informações de forma energética, segurando um lápis em sua a mão direita, concomitantemente, apoia em sua mão esquerda , um conjunto de papéis, próximas a uma pasta catálogo ofício e um bloco de notas. No seu lado esquerdo, há um homem careca escutando passivamente as diretrizes passadas enquanto fuma um cigarro. Defronte a ele, observa-se na mesa, a presença de um livro aberto, próximo a uma pasta com aba elástica e um cinzeiro de vidro. Na cadeira situada ao lado nota-se dois livros esparsos em posição perpendicular. No lado oposto, é possível visualizar apenas a cabeça de um dos participantes da reunião, levando consigo um papel e uma taça de vidro, em sua lateral dois livros mais distanciados Ao fundo, visualiza-se um cidadão de cabeça baixa e mão no bolso, rente às cortinas contidas sob janelas basculantes do Alvorada.

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