Palácio da Alvorada (Brasília, DF)

Taxonomy

Code

Scope note(s)

Source note(s)

Display note(s)

Hierarchical terms

Palácio da Alvorada (Brasília, DF)

Equivalent terms

Palácio da Alvorada (Brasília, DF)

Associated terms

Palácio da Alvorada (Brasília, DF)

354 Archival description results for Palácio da Alvorada (Brasília, DF)

354 results directly related Exclude narrower terms

NOV.B.2 (294)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-294
  • Item
  • 1956 - 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista das varandas do segundo pavimento, a área privativa familiar, ao qual o acesso se dá pela sala de vestir do presidente, quarto do presidente e demais quartos do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, a varanda de um dos quartos, que está à direita da fotografia, e seis colunas da fachada leste do Palácio. Ao fundo, em direção à fachada sul, parte do anexo de serviços e apoio do Palácio da Alvorada e no horizonte, Cerrado sem alterações ao qual virá a ser possível visualizar parte do Lago Paranoá.
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (629) com alteração de colorimetria em cores, enquadramento afastado e com o homem sentado na varanda.
"

Untitled

NOV.B.2 (292)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-292
  • Item
  • 1956 - 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista das varandas do segundo pavimento, a área privativa familiar, ao qual o acesso se dá pela sala de vestir do presidente, quarto do presidente e demais quartos do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, a varanda do quarto do presidente, que está à esquerda da fotografia, e três colunas da fachada leste do Palácio. Ao fundo, em direção à fachada norte, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo.
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (630) com alteração de colorimetria em preto e branco, enquadramento mais para baixo e levemente para a esquerda e um homem sentado na varanda.
"

Untitled

NOV.B.2 (290)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-290
  • Item
  • 1956 - 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato retrato. Vista da escada interna do Palácio da Alvorada. A escada é feita de madeira com corrimão metálico e possui formato de espinha de peixe que dá acesso à sala íntima do palácio no primeiro andar, o qual constitui a parte residencial do Palácio. Ao fundo, à esquerda da fotografia, há quatro poltronas Barcelona de autoria do arquiteto alemão Mies van der Rohe (1886-1969) com a arquiteta e designer alemã Lilly Reich (1885-1947) realizada em 1929 de aço cromado e couro com dimensões de 72x72x77 cm.
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (272) com a escada em fase de construção.
CURIOSIDADE SOBRE A POLTRONA BARCELONA:
A poltrona Barcelona é o projeto mais conhecido de Mies van der Rohe, lançada na Exposição Internacional de Barcelona de 1929. Nesse modelo, o aço tubular foi substituído por uma chapa de aço plano, inovação considerável para a época. [...] Projetada por Mies van der Rohe em colaboração com sua companheira e designer Lilly Reich, a poltrona Barcelona foi um dos destaques da decoração do Pavilhão Alemão (também projetado por ele) na Exposição Mundial de Barcelona em 1929, tornando-se um dos clássicos da história do design. Exemplo claro do estilo sóbrio e inovador do arquiteto, a poltrona conjuga elementos artesanais e material industrial, sendo composta por dois acolchoados sobre tiras de couro em uma base estilizada em aço. Pensada para servir de assento ao Rei da Espanha, ilustre visitante do Pavilhão Alemão, a poltrona utiliza uma estrutura formal cruzada em X, desenho encontrado desde a Antiguidade na confecção de bancos e tronos aristocráticos (GUIMARÃES, SCANAPIECO, SÁ, VASCONCELOS, 2020).
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (288)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-288
  • Item
  • 1956 - 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista do lado direito do hall de entrada principal no térreo do Palácio da Alvorada. Este pavimento possui salões para compromissos oficiais do governo que serão utilizados pelo Presidente da República. Em primeiro plano, da esquerda para a direita, a rampa de acesso do hall que dá acesso à sala de estar, a qual é forrada com um carpete vermelho (na fotografia em questão, o tom parece marrom, porém este é vermelho) e um piso de pedra polida. Ao fundo, na parede lateral direita, um painel dourado, sem título, confeccionado por Athos Bulcão (1918-2008) em 1958, a partir de placas de latão dourado polido com dimensões de 800 cm x 915 cm x 37,5 cm. Na parede, há a frase do poeta Augusto Frederico Schmidt (1906-1965) para Juscelino Kubitschek (1902-1976) sobre o lançamento da pedra fundamental para o início da construção de Brasília: “Dêste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sôbre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e confiança sem limites no seu grande destino. Brasília, 2 de outubro de 1956 - Juscelino Kubitschek de Oliveira”. Em frente à parede dourada há uma pequena mesa de centro retangular, uma mesa de jantar com pés dourados e duas cadeiras brasileira em madeira escurecida numa reedição do estilo Luiz Felipe, estrutura curvilínea, espaldar em forma de balão, pernas em curvas e contra-curvas suaves terminadas em pés de cachimbo com dimensões de 50 cm x 91 cm x 40 cm. Estas estão posicionadas junto com a mesa grande.
CURIOSIDADE SOBRE O PAINEL DOURADO:
O uso do latão dourado simboliza aqui não uma aspiração ao infinito, mas sim uma projeção para o futuro do país, futuro esse reforçado pela própria frase de Juscelino Kubitschek (IPHAN, 2010).
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (286)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-286
  • Item
  • 1956 - 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista de parte da sala de estar no pavimento térreo do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, à direita da fotografia, um tapete bege com três poltronas Barcelona, na cor preta (sendo que uma está sem o estofado do encosto), de autoria do arquiteto alemão Mies van der Rohe (1886-1969) com a arquiteta e designer alemã Lilly Reich (1885-1947) realizada em 1929 de aço cromado e couro com dimensões de 72x72x77 cm. Em centro, uma pequena mesa de centro com apenas os perfis metálicos em formato de X. Em segundo plano, à esquerda da fotografia, uma parede com revestimento espelhado que reflete parte dos móveis e da sala de estar (na parede há uma porta embutida no painel); ao lado, quatro poltronas Barcelonas, um sofá retilíneo de cor, aparentemente, marrom; ao centro, um tapete escuro com uma pequena mesa de centro com apenas os perfis metálicos em formato de X. Em terceiro plano, da esquerda para a direita, uma poltrona Barcelona preta, uma pequena mesa de centro, um tapete branco também ao centro e uma marquesa brasileira (versão híbrida de leito e de sofá que remontam ao estilo francês “restauration” e ao Brasil do século 19) de madeira jacarandá com braços curvados para dentro e arrematados por travessa torneada, assento em palhinha, pernas reviradas para fora; atrás, a escada que leva para o pavimento superior onde fica a parte íntima do Palácio uma escada com guarda-corpo vazado com perfil metálico, esta leva para o nível do subsolo do edifício, e um painel de madeira ripado; à direita, outra marquesa brasileira com um pequeno tapete ao lado, uma poltrona Barcelona preta, um recamier preto (um móvel de origem francesa que não tem encosto) e um tapete sob o mesmo; atrás uma escada com guarda-corpo vazado com perfil metálico, esta leva para o nível do subsolo do edifício do guarda-corpo, ao seu lado direito, uma imagem religiosa que parece ser a de Nossa Senhora da Conceição (a mesma utilizada na Capela do Palácio da Alvorada e a qual a Capela é dedicada). Ao fundo, um homem com calça escura, camisa clara, próximo ao hall de entrada do Palácio e de uma pequena parede de madeira ripada com dois quadros (um pendurado no painel e outro no chão). À esquerda, a fachada leste do edifício todo envidraçado, podendo visualizar algumas das colunas externas e internas e parte das varandas do pavimento superior.
CURIOSIDADE SOBRE A POLTRONA BARCELONA:
A poltrona Barcelona é o projeto mais conhecido de Mies van der Rohe, lançada na Exposição Internacional de Barcelona de 1929. Nesse modelo, o aço tubular foi substituído por uma chapa de aço plano, inovação considerável para a época. [...] Projetada por Mies van der Rohe em colaboração com sua companheira e designer Lilly Reich, a poltrona Barcelona foi um dos destaques da decoração do Pavilhão Alemão (também projetado por ele) na Exposição Mundial de Barcelona em 1929, tornando-se um dos clássicos da história do design. Exemplo claro do estilo sóbrio e inovador do arquiteto, a poltrona conjuga elementos artesanais e material industrial, sendo composta por dois acolchoados sobre tiras de couro em uma base estilizada em aço. Pensada para servir de assento ao Rei da Espanha, ilustre visitante do Pavilhão Alemão, a poltrona utiliza uma estrutura formal cruzada em X, desenho encontrado desde a Antiguidade na confecção de bancos e tronos aristocráticos (GUIMARÃES, SCANAPIECO, SÁ, VASCONCELOS, 2020).
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (284)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-284
  • Item
  • 1956 - 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista de parte da sala de estar e da sala de música, ao fundo, no pavimento térreo do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, seis poltronas Barcelona, na cor branco, de autoria do arquiteto alemão Mies van der Rohe (1886-1969) com a arquiteta e designer alemã Lilly Reich (1885-1947) realizada em 1929 de aço cromado e couro com dimensões de 72x72x77 cm. Ao centro das poltronas Barcelona está um tapete simples de cor, aparentemente, cinza, e uma pequena mesa de centro no formato quadrado com perfis metálicos e tampo de vidro (acima da mesa de centro há alguns objetos de decoração). Toda a sala de música possui piso de madeira e uma parede revestida de espelho, à direita da fotografia, e ao fundo uma parede de mármore na cor preta. Em segundo plano, à esquerda, mais uma poltrona Barcelona, na cor preta, de autoria do arquiteto alemão Mies van der Rohe com a arquiteta e designer alemã Lilly Reich; sob a poltrona, ao centro, um tapete simples de cor, aparentemente, branca; e um conjunto do que aparenta ser simples poltronas brancas. Ao fundo, o piano de cauda do século XX de autoria da fabricante alemã Grotrian-Steinweg em madeira ebanizada (técnica que consiste em escurecer a madeira), marfim e metal; e uma banqueta também do mesmo século com os mesmos materiais. No teto, há duas fileiras de iluminação com spots as quais são refletidas pela parede com revestimento de espelho.
CURIOSIDADE SOBRE A POLTRONA BARCELONA:
A poltrona Barcelona é o projeto mais conhecido de Mies van der Rohe, lançada na Exposição Internacional de Barcelona de 1929. Nesse modelo, o aço tubular foi substituído por uma chapa de aço plano, inovação considerável para a época. [...] Projetada por Mies van der Rohe em colaboração com sua companheira e designer Lilly Reich, a poltrona Barcelona foi um dos destaques da decoração do Pavilhão Alemão (também projetado por ele) na Exposição Mundial de Barcelona em 1929, tornando-se um dos clássicos da história do design. Exemplo claro do estilo sóbrio e inovador do arquiteto, a poltrona conjuga elementos artesanais e material industrial, sendo composta por dois acolchoados sobre tiras de couro em uma base estilizada em aço. Pensada para servir de assento ao Rei da Espanha, ilustre visitante do Pavilhão Alemão, a poltrona utiliza uma estrutura formal cruzada em X, desenho encontrado desde a Antiguidade na confecção de bancos e tronos aristocráticos (GUIMARÃES, SCANAPIECO, SÁ, VASCONCELOS, 2020).
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (282)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-282
  • Item
  • 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista frontal da Capela do Palácio da Alvorada em fase de construção. Em primeiro plano, tábuas de madeira são posicionadas como forma para o chão que será de acesso ao mesmo, além de materiais de construção. Ao centro, alguns trabalhadores homens atuando na construção da Capela que está com sua estrutura das paredes sendo elevada também por tábuas de madeira em formato curvilíneo as quais serão preenchidas com concreto armado. Percebe-se que a base da obra é elevada do chão de terra batida. Ao fundo, diversas fitofisionomias do Cerrado.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
"

Untitled

NOV.B.2 (280)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-280
  • Item
  • 1956 - 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato retrato, autor desconhecido. Vista em perspectiva da fachada posterior (leste) do Palácio da Alvorada durante o período de construção. Ocupando a parcela esquerda da imagem, em primeiro plano, há a obra da edificação residencial em fase de concretagem dos elementos estruturais importantes. Portanto, é possível visualizar as colunas concretadas, mas com algumas escoras aparentes, especialmente no primeiro arco inferior, no canto esquerdo, e a laje de cobertura com as fôrmas de madeira, suportada por uma grande estrutura de cimbramento, esta composta por escoras de toras de eucalipto e contraventamentos de ripas. No arco mencionado, um operário é registrado saindo da área destinada ao subsolo aflorado, indo em direção ao nível do solo. Neste mesmo plano, na parte direita da fotografia, nota-se o local designado ao jardim de lazer do Palácio, ainda sem nenhum paisagismo. Logo, o solo é retratado exposto e com diversos fragmentos de materiais de construção, tais como mangueiras, tábuas, ripas e pedaços de concreto. Mais ao fundo, sobre este espaço e conectada à fachada, encontra-se a escada de acesso posterior, ainda sem revestimentos. Logo atrás, em segundo plano, é notório uma grande movimentação de terra, provavelmente realizada para a construção da piscina. Também é perceptível a presença de outros operários atuando no canteiro de obras. Por último, em terceiro plano, há a vista da paisagem natural norte com poucas intervenções humanas.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”.
"

Untitled

NOV.B.2 (278)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-278
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida em formato paisagem retrata a vista diagonal do Palácio da Alvorada, entre os anos de 1956-1960 em Brasília - DF. Representante digital contém riscos, pontos verdes e uma mancha arroxeada no quadrante inferior direito. No primeiro terço vertical à esquerda, vê-se parte da estrutura exposta do bloco principal do Palácio da Alvorada, onde um trabalhador, vestindo macacão e usando chapéu, se equilibra sobre vergalhões metálicos que seccionam os painéis de vidro na fachada. Abaixo deste trabalhador, dois outros operários trabalham entre escada, andaimes e materiais de construção, sem capacetes e equipamentos de proteção individual (EPI). No terço vertical central, mais três operários trabalham na fachada frontal do Palácio, se pendurando em andaimes ou vergalhões. No terço vertical direito, seis operários estão no gramado central do Palácio, sendo: dois operários conversando próximos a uma rampa de acesso ao bloco principal, três operários em volta de placas de concreto no chão e um operário em um plano atrás, à direita do poste de energia. No período da construção de Brasília os acidentes de trabalho eram, infelizmente, comuns devido à falta de equipamentos de proteção essenciais fornecidos, além de serem escondidos os relatos das manchetes e jornais. É possível ver que, por mais que possuíam capacetes, os operários não tinham cordas, mosquetões ou apoios que o mantivessem presos à estrutura naquela vertiginosa altura. Como relatado em áudios transcritos de trabalhadores da época: ...“Você parava por ali assim, e dava uma olhada na Esplanada dos Ministérios, sempre à tardezinha, à noite. Meu Deus do céu! Parecia fogos de artifício. Era o cidadão trabalhando, peão, gente caindo, muita gente morrendo. Não cuidava muito da segurança, tinha que fazer. E foi fazendo.” (DE FARIA, 1989 apud VIDESOTT, 2009). Sobre a estrutura do Palácio, nota-se que, no momento do registro, a obra estava em sua fase de finalização de revestimentos e aplicação de planos de vidro nas esquadrias. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nivel Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

Untitled

NOV.B.2 (276)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-276
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia em cores, formato paisagem. Vista diagonal da fachada frontal do Palácio da Alvorada, entre os anos de 1956-1960 em Brasília - DF. Em primeiro plano temos o helicóptero do modelo BELL 47J (H-13J) - RANGER, que transportava o então presidente da república, Juscelino Kubitschek com o objetivo de inspecionar as obras da nova capital federal. Em segundo plano à esquerda temos o Palácio da Alvorada com suas obras concluídas e à direita um conjunto de palmeiras ornamentais. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nivel Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

Untitled

Results 311 to 320 of 354