Palácio da Alvorada (Brasília, DF)

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Palácio da Alvorada (Brasília, DF)

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NOV.B.2 (334)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-334
  • Item
  • 1958 - 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista diagonal da Capela do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, grama e uma muda de espécie arbórea já plantada no solo. Um pouco mais ao fundo da espécie arbórea, uma luminária na grama apontada em direção à Capela. Ao centro, a Capela já finalizada em concreto armado e na cor branca nas fachadas e nas rampas de acesso à obra. Abaixo de sua base, é possível visualizar uma janela em fita de vidro discreta. No horizonte, diversas fitofisionomias do Cerrado.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
"

Untitled

NOV.B.2 (332)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-332
  • Item
  • 13/03/1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista diagonal da Capela do Palácio da Alvorada em fase de construção. Em primeiro plano, vista da construção do subsolo com tapumes de madeira e uma parede de concreto; este está sob uma elevação da rampa de acesso na fachada principal e da base da Capela. Ao centro, na base da obra, alguns postes de madeira, materiais de construção e trabalhadores homens atuando na construção. A Capela já com as paredes curvas de concreto armado com tábuas de madeira na entrada para sustentação. Ao fundo, diversas fitofisionomias do Cerrado.

Imagem semelhante à NOV-D-4-4-B-2 (606) com alteração de coloração e enquadramento levemente alterado com aproximação.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
"

Untitled

NOV.B.2 (330)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-330
  • Item
  • 1958 - 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista diagonal da Capela do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, grama e uma luminária na grama apontada em direção ao Palácio da Alvorada. À direita da fotografia, parte de uma das colunas da fachada frontal e da cobertura do beiral do palácio residencial. Ao centro, a Capela já finalizada em concreto armado e na cor branca nas fachadas e nas rampas de acesso à obra. Abaixo de sua base, é possível visualizar uma janela em fita de vidro discreta. No horizonte, diversas fitofisionomias do Cerrado.

Imagem semelhante à NOV-D-4-4-B-2 (605) com alteração de coloração e enquadramento alterado para a esquerda.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
"

Untitled

NOV.B.2 (328)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-328
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida em formato retrato registra a parte interna da fachada frontal do Palácio da Alvorada, entre os anos de 1956-1960 em Brasília - DF. O enquadramento capta a magnitude das colunas a apoiar a laje curva do Palácio. Nota-se a diferença de nível entre a plataforma de acesso (terço inferior da fotografia) e a plataforma que separa as colunas do painel de vidro do bloco principal. Ao fundo do corredor formado pela segunda plataforma está a Capela anexa do Alvorada, na qual sua abertura de acesso está visível. Abaixo do Palácio da Alvorada vê-se uma grama plantada e um espelho d’água. No plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno da península do lago Paranoá. Torna-se nítido a presença do Cerrado, com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, se estendendo na linha do horizonte. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

Untitled

NOV.B.2 (326)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-326
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida em formato retrato registra a parte interna da fachada frontal do Palácio da Alvorada, entre os anos de 1956-1960 em Brasília - DF. O enquadramento capta a magnitude das colunas a apoiar a laje curva do Palácio, na direção sul. Nota-se a diferença de nível entre a plataforma de acesso (terço inferior da fotografia) e a plataforma que separa as colunas do painel de vidro do bloco principal. Ao fundo do corredor formado pela segunda plataforma está o bloco de serviços semienterrado (visível entre as colunas parabolóides). Abaixo do Palácio da Alvorada vê-se uma grama plantada e um espelho d’água. No plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno da península do lago Paranoá. Torna-se nítido a presença do Cerrado, com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, se estendendo na linha do horizonte. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nivel Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

Untitled

NOV.B.2 (324)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-324
  • Item
  • 1956 - 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista do lado esquerdo do hall de entrada principal no térreo do Palácio da Alvorada. Este pavimento possui salões para compromissos oficiais do governo que serão utilizados pelo Presidente da República. Em primeiro plano, ao lado direito da fotografia, o início da rampa do hall de entrada que leva para a sala de estar com carpete vermelho. Em segundo plano, piso do hall com carpete branco e cinco poltronas Barcelona, sendo duas pretas e três brancas, de autoria do arquiteto alemão Mies van der Rohe (1886-1969) com a arquiteta e designer alemã Lilly Reich (1885-1947) realizada em 1929 de aço cromado e couro com dimensões de 72x72x77 cm. Ao fundo, à esquerda da fotografia, tem uma pequena escada que leva para um corredor no pavimento térreo com salas de espera e gabinetes, e à direita, outra escada ao qual leva para o hall do subsolo. Adjacente as escadas, parte da parede do hall é revestida com espelho e está refletindo um pequeno pedaço do painel dourado, sem título, confeccionado por Athos Bulcão (1918-2008) em 1958 a partir de placas de latão dourado polido com dimensões de 800 cm x 915 cm x 37,5 cm. Na parede, há a frase do poeta Augusto Frederico Schmidt (1906-1965) para Juscelino Kubitschek (1902-1976) sobre o lançamento da pedra fundamental para o início da construção de Brasília: “Dêste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sôbre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e confiança sem limites no seu grande destino. Brasília, 2 de outubro de 1956 - Juscelino Kubitschek de Oliveira”. Na fachada principal é possível visualizar as colunas do Palácio da Alvorada, o espelho d’água na entrada e algumas construções no horizonte.
CURIOSIDADE SOBRE A POLTRONA BARCELONA:
A poltrona Barcelona é o projeto mais conhecido de Mies van der Rohe, lançada na Exposição Internacional de Barcelona de 1929. Nesse modelo, o aço tubular foi substituído por uma chapa de aço plano, inovação considerável para a época. [...] Projetada por Mies van der Rohe em colaboração com sua companheira e designer Lilly Reich, a poltrona Barcelona foi um dos destaques da decoração do Pavilhão Alemão (também projetado por ele) na Exposição Mundial de Barcelona em 1929, tornando-se um dos clássicos da história do design. Exemplo claro do estilo sóbrio e inovador do arquiteto, a poltrona conjuga elementos artesanais e material industrial, sendo composta por dois acolchoados sobre tiras de couro em uma base estilizada em aço. Pensada para servir de assento ao Rei da Espanha, ilustre visitante do Pavilhão Alemão, a poltrona utiliza uma estrutura formal cruzada em X, desenho encontrado desde a Antiguidade na confecção de bancos e tronos aristocráticos (GUIMARÃES, SCANAPIECO, SÁ, VASCONCELOS, 2020).
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (575) em preto e branco.
"

Untitled

NOV.B.2 (322)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-322
  • Item
  • 1956 - 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista do segundo pavimento para da sala de estar do pavimento térreo do Palácio da Alvorada. Na sala de estar, em sentido anti-horário, relaciona-se os seguinte mobiliário: um sofá de quatro lugares na cor vinho em veludo, um recamier (móvel de origem francesa que não tem encosto), uma mesa de centro com pé metálico e tampo de vidro, cinco poltronas Barcelona, na cor preta, de autoria do arquiteto alemão Mies van der Rohe (1886-1969) com a arquiteta e designer alemã Lilly Reich (1885-1947) realizada em 1929 de aço cromado e couro com dimensões de 72x72x77 cm, e um tapete de veludo em um tom bege. O piso da sala de estar é de madeira e cobrindo as janelas da fachada leste cortinas levemente transparentes na cor bege/branco.
CURIOSIDADE SOBRE A POLTRONA BARCELONA:
A poltrona Barcelona é o projeto mais conhecido de Mies van der Rohe, lançada na Exposição Internacional de Barcelona de 1929. Nesse modelo, o aço tubular foi substituído por uma chapa de aço plano, inovação considerável para a época. [...] Projetada por Mies van der Rohe em colaboração com sua companheira e designer Lilly Reich, a poltrona Barcelona foi um dos destaques da decoração do Pavilhão Alemão (também projetado por ele) na Exposição Mundial de Barcelona em 1929, tornando-se um dos clássicos da história do design. Exemplo claro do estilo sóbrio e inovador do arquiteto, a poltrona conjuga elementos artesanais e material industrial, sendo composta por dois acolchoados sobre tiras de couro em uma base estilizada em aço. Pensada para servir de assento ao Rei da Espanha, ilustre visitante do Pavilhão Alemão, a poltrona utiliza uma estrutura formal cruzada em X, desenho encontrado desde a Antiguidade na confecção de bancos e tronos aristocráticos (GUIMARÃES, SCANAPIECO, SÁ, VASCONCELOS, 2020).
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (320)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-320
  • Item
  • 1956 - 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista do lado esquerdo do hall de entrada principal no térreo do Palácio da Alvorada. Este pavimento possui salões para compromissos oficiais do governo que serão utilizados pelo Presidente da República. Em primeiro plano, piso de pedra polida. Em segundo plano, seis poltronas Barcelona, na cor branco, de autoria do arquiteto alemão Mies van der Rohe (1886-1969) com a arquiteta e designer alemã Lilly Reich (1885-1947) realizada em 1929 de aço cromado e couro com dimensões de 72x72x77 cm. Ao fundo, a parede do hall é totalmente revestida por espelho. Em seu reflexo, é possível visualizar, da esquerda para a direita, na parede lateral direita do hall de entrada, um painel dourado sem título confeccionado por Athos Bulcão (1918-2008) em 1958 a partir de placas de latão dourado polido com dimensões de 800 cm x 915 cm x 37,5 cm. Na parede, há a frase do poeta Augusto Frederico Schmidt (1906-1965) para Juscelino Kubitschek (1902-1976) sobre o lançamento da pedra fundamental para o início da construção de Brasília: “Dêste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sôbre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e confiança sem limites no seu grande destino. Brasília, 2 de outubro de 1956 - Juscelino Kubitschek de Oliveira.”; assim como, a rampa de acesso do hall que dá acesso para a sala de estar, a qual é forrada com um carpete vermelho.
CURIOSIDADE SOBRE A POLTRONA BARCELONA:
A poltrona Barcelona é o projeto mais conhecido de Mies van der Rohe, lançada na Exposição Internacional de Barcelona de 1929. Nesse modelo, o aço tubular foi substituído por uma chapa de aço plano, inovação considerável para a época. [...] Projetada por Mies van der Rohe em colaboração com sua companheira e designer Lilly Reich, a poltrona Barcelona foi um dos destaques da decoração do Pavilhão Alemão (também projetado por ele) na Exposição Mundial de Barcelona em 1929, tornando-se um dos clássicos da história do design. Exemplo claro do estilo sóbrio e inovador do arquiteto, a poltrona conjuga elementos artesanais e material industrial, sendo composta por dois acolchoados sobre tiras de couro em uma base estilizada em aço. Pensada para servir de assento ao Rei da Espanha, ilustre visitante do Pavilhão Alemão, a poltrona utiliza uma estrutura formal cruzada em X, desenho encontrado desde a Antiguidade na confecção de bancos e tronos aristocráticos (GUIMARÃES, SCANAPIECO, SÁ, VASCONCELOS, 2020).
CURIOSIDADE SOBRE O PAINEL DOURADO:
O uso do latão dourado simboliza aqui não uma aspiração ao infinito, mas sim uma projeção para o futuro do país, futuro esse reforçado pela própria frase de Juscelino Kubitschek. (IPHAN, 2010)
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (318)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-318
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores no formato retrato do Palácio da Alvorada em fase de construção. Situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. O enquadramento da fotografia foca em capturar os duas colunas cônicas do lado esquerdo do edifício, onde se localiza o espelho d’água da fachada frontal. A lado esquerdo, a semi-coluna do lado direito da rampa de acesso central ao edifício, na segunda metade do lado direito da fotografia uma coluna completa, a forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86). No terceiro terço da fotografia, um terreno de terra seca batida com duas estacas fincadas ao solo do lado esquerdo, ripas de madeira e pedaços de concreto que se espalham até a parte inferior do edifício onde possui um grande vão, na área onde hoje é o espelho d'água. No segundo terço, no nível do pavimento principal, andaimes e escoras que se estendem até o segundo pavimento e por toda a extensão da fachada. no canto inferior esquerdo, no primeiro pavimento, um carrinho de mão, do outro lado da semi-coluna, dois trabalhadores com indumentárias de cores claras estão sobre um andaime, ao lado direito do pilar interno, um trabalhador com vestes claras, chapéu marrom e uma vara na mão esquerda acompanha um homem de terno preto que se desloca para a parte interna do edifício e uma mulher de cabelos curtos, óculos escuros e vestido midi escorada em uma das paredes internas, do outro lado da mesma parede, um homem de camisa branca escora o braço esquerdo sobre uma tábua de madeira, ao seu lado direito outro trabalhador com uma camisa de cor escura. No segundo pavimento sobre a esquadria, um homem de camisa branca e calça preta (sem equipamento de segurança) se segura no andaime.
O Palácio da Alvorada foi construído para ser a residência oficial da Presidência da República, horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

Untitled

NOV.B.2 (316)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-316
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato retrato. Vista diagonal da fachada frontal do Palácio da Alvorada a partir de uma das rampas de acesso à parte subterrânea da Capela. Em primeiro plano, um pequeno muro de arrimo com revestimento em mármore branco e uma luminária na grama apontada em direção ao Palácio. À esquerda, a fachada principal do Palácio da Alvorada com pele de vidro e as colunas revestidas em mármore branco. Logo na entrada há dois espelhos d’água de 60 cm de profundidade, sendo que o da esquerda possui o Marco da Inauguração. Ao fundo, o anexo de serviços e apoio do Palácio da Alvorada. No horizonte, fitofisionomia do Cerrado.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE SOBRE AS COLUNAS DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”. "

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