Palácio da Alvorada (Brasília, DF)

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Palácio da Alvorada (Brasília, DF)

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NOV.B.2 (573)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-573
  • Item
  • 03/07/1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato retrato. Vista diagonal da fachada frontal do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, à frente do edifício um dos espelhos d’água de 60 cm de profundidade. O Palácio da Alvorada está finalizado com iluminações claras na marquise (na fachada dos edifícios, cobertura em balanço ou não, lateralmente aberta, para proteger da chuva e do sol” (in Dicionário Eletrônico Houaiss) da fachada frontal do Palácio as quais valorizam sua forma arquitetônica e refletem nos espelhos d’água. Ao fundo, à direita da fotografia, parte do edifício anexo de serviços e apoio a qual é semienterrada. No horizonte, fitofisionomias do Cerrado.
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (622) e (312) com alteração de coloração e leve enquadramento para a esquerda.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE SOBRE AS COLUNAS DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”."

Untitled

NOV.B.2 (572)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-572
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato retrato registra a fachada frontal do Palácio da Alvorada, entre os anos de 1956-1960 em Brasília - DF. O enquadramento foca na Placa de Inauguração do Palácio, com a inscrição “Neste dia 30 de junho de 1958, inaugurou o Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil, Dr. Juscelino Kubitschek, este Palácio, de (ilegível) da Alvorada, residência do chefe de Estado Brasileiro e primeiro edifício erguido na Nova Capital da República. A obra foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e executada de 3 de abril de 1957 a 30 de junho de 1958 por engenheiros e operários irmanados todos no ímpeto criador que tornou possível fundar no coração de nossa pátria este centro de civilização que dá testemunho da energia e da capacidade realizadora dos brasileiros. Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil Presidente Dr. Israel Pinheiro da Silva Diretores Dr. Bernardo Sayão Dr. Ernesto Silva Dr. (ilegível)”. Em um plano atrás do Palácio da Alvorada, vê-se a estrutura concluída da Capela Anexa à norte da implantação. À frente da fachada frontal há um espelho d’água e um paisagismo com grama plantada. No plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno da península do lago Paranoá, apresentando um mosaico vegetativo pertencente ao bioma Cerrado. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

Untitled

NOV.B.2 (571)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-571
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem registra a fachada frontal do Palácio da Alvorada, entre os anos de 1956-1960 em Brasília - DF. Vista diagonal do Palácio da Alvorada, enquadrando parte do espelho d’água com a obra das Iaras e uma região da plataforma de serviços, localizada na direção sul da implantação. A obra aparenta estar concluída, visto que revestimentos, esquadrias e planos de vidros já estão instalados. Nas laterais do espelho d’água há grama plantada para paisagismo. No plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno da península do lago Paranoá, apresentando um mosaico vegetativo pertencente ao bioma Cerrado. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

Untitled

NOV.B.2 (570)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-570
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato retrato registra a fachada frontal do Palácio da Alvorada, entre os anos de 1956-1960 em Brasília - DF. Vista diagonal do Palácio da Alvorada, enquadrando parte do espelho d’água com a obra das Yaras e uma região da plataforma de serviços, localizada na direção sul da implantação. A obra aparenta estar concluída, visto que revestimentos, esquadrias e planos de vidros já estão instalados. Nas laterais do espelho d’água há grama plantada para paisagismo. No plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno da península do lago Paranoá, apresentando um mosaico vegetativo pertencente ao bioma Cerrado. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

Untitled

NOV.B.2 (569)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-569
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro aéreo do canteiro de obras do Palácio da Alvorada (PA), durante os primeiros anos de construção de Brasília, entre 1956 e 1958. O PA, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado no embrião de Brasília em 30 de junho de 1958. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Modernista brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. Ao centro do registro, é possível identificar estruturas de apoio destinadas aos funcionários, tratando-se de sanitários. No quadrante inferior, pequenas valetas no solo terroso, locais com presença de gramíneas baixas e secas, e locais de terra seca batida, caracterizando o processo de ação antrópica para construção das estruturas de apoio e o canteiro de obras. Encontra-se também, resíduos de materiais utilizados na obra, como resquícios de terra, tábuas e tocos de madeiras. No quadrante superior direito, uma valeta maior, possivelmente destinada a passagem de encanações para saneamento básico do Palácio. Ainda na valeta, uma estrutura retangular de concreto armado parcialmente coberta por parte da terra aglomerada na extremidade superior da valeta. No quadrante superior central para o direito, o contexto de obra é contextualizado pela presença de agregados graúdos e miúdos destinados ao processo de construção do PA. Sendo possível identificar quatro grandes amontoados de materiais, onde o quarto – próximo a valeta maior –, encontra-se cercado por tapumes de madeiras, sustentados por pequenos tocos dispostos diagonalmente. Acima deste, tábuas e troncos finos de madeiras encontram-se empilhados. Ao centro dos três aglomerados de graúdos, uma caminhonete modelo FNM, popularmente conhecida como “FENEMÊ” estacionado entre os materiais, destinada a carga e descarga e materiais no canteiro de obras. Ao lado da caçamba da caminhonete, nota-se três operários que, possivelmente, precedem a retirada de material da caçamba, conversando em um momento de aparente descontração. O primeiro mais próximo da cabine, traja camisa clara e calça escura, enquanto manuseia uma enchada; o segundo, escorado na caçamba aberta, traja um capacete metálico, um aparente avental branco e calças claras, apoiando-se em uma enchada com a mão direita; o terceiro encontram-se com parte do corpo sobreposto pelo montante de agregado, trajando capacete e camisa clara. Os três operários olham diretamente para o momento do registro, que tinha como objetivo, registrar o processo de obra do Palácio da Alvorada, que junto ao Brasília Palace Hotel, foram os primeiros edifícios em alvenaria inaugurados de Brasília, inaugurados no dia 30/06/1958.

Untitled

NOV.B.2 (568)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-568
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida em formato paisagem. Registro aéreo da península do Lago Paranoá – com os primeiros edifícios em alvenaria inaugurados de Brasília, durante os anos de construção de Brasília, entre 1957 e 1958. O Brasília Palace Hotel e o Palácio da Alvorada, estando em evidência, em primeiro plano, o contexto construtivo do Palácio da Alvorada (a capela e o acesso rampeado semienterrado, o espaço de bar e piscina). Enquanto, mais ao fundo, a fachada leste do Brasília Palace Hotel, estando os dois em processo avançado de obra, sendo estes inaugurados no dia 30/06/1958. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021. No quadrante inferior, parte do edifício destinada a área de lazer, onde encontra-se a piscina e uma cobertura destinada ao bar, com os acessos já delimitados e concretados. Ao lado da estrutura de concreto armado coberta, nota-se alguns materiais (tábuas de madeira empilhadas, caixotes carregados de materiais, resquícios de areia e carriolas) dispostos no solo de terra seca batida, do que aparenta ser uma via limítrofe ao terreno construído para facilitar as passagens de maquinários ou veículos, evidenciando o processo de obra em andamento. Abaixo da estrutura, é possível identificar alguns materiais de trabalho e 3 operários, estando dois deles voltados para a direção da piscina, abaixo da marquise e o último do lado direito, trajando camisa e calças claras com o corpo voltado para o registro. Mais ao fundo, outros operários ainda são possíveis de serem observados nas proximidades dos pilares do Alvorada, no trecho central do registro, transitando, conversando ou observando o terreno da obra. À direita do Palácio da Alvorada, encontra-se a capela, estando em fase final de obra, sendo possível identificar os acessos rampeados semienterrados e a passarela de acesso à superfície de entrada da capela. Sobre a superfície da capela e nos arredores da mesma, é possível identificar operários trabalhando, havendo dois sobre a laje da capela, seis na sombra próximos à entrada principal e o último sob a passarela, no acesso semi-enterrado. Aos arredores da capela é possível identificar alguns materiais: um tonel branco no início da rampa em declive; um cilindro horizontal e um volume de resíduos no centro do registro, próximo da superfície elevado, ao lado direito da passarela; o vislumbre de um escada vertical de acesso a laje na extremidade direita da capela. Adjacentes às estruturas do Palácio da Alvorada parte do terreno apresenta superfície gramada, havendo uma mudança abrupta, no quadrante inferior direito, para um solo de terra batida marcada pela passagem de veículos e maquinários nas imediações das obras finalizadas. Nota-se, portanto, a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, aparente uso de maquinário para retirada de terra, não havendo a presença de árvores ou gramíneas. O quadrante superior identifica parte do contexto territorial ao oeste do Palácio, sendo possível identificar alojamentos – de estrutura simples retangular ou quadrada, com telhado em duas quedas – para os trabalhadores, além de delimitações com cercas, árvores esparsas e estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso ainda não pavimentados no entorno das moradias, durante o período de obras. A esquerda do acampamento, pequenas estradas vicinais direcionam-se para o oeste com sentido Esplanada dos Ministérios e o próprio Hotel de Turismo evidenciado no registro no quadrante superior. Neste, é possível identificar outro conjunto de alojamentos e instalações de apoio em suas redondezas, com estruturas de mesma características construtivas, dispostas em proximidade. Uma pequena mancha de fumaça se forma mais ao fundo dos alojamentos, enquanto na extremidade direita do registro, vislumbres de algumas instalações mais afastados do contexto de obra. A esquerda do Palace, uma torre, e um adensamento de árvores de médio porte. O Palace apresenta iminência de conclusão, com fachadas aparentam apresentar esquadrias e cortinas. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), com 13.562 m² de área construída, contando com 180 apartamentos e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento. Sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), o BPH teve sua inauguração em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Torna-se nítido a presença de uma vasta vegetação de Cerrado típico (Cerrado sentido restrito), com variações de densa, ralo e de médio porte, com gramíneas secas.

Untitled

NOV.B.2 (567)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-567
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro aéreo do contexto construtivo do Palácio da Alvorada (PA), anexo semienterrado e a capela, em contraste com a vegetação do Cerrado como plano de fundo, dado os primeiros anos de construção de Brasília, entre 1957 e 1958. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021. No registro, no quadrante central, o PA apresenta processo avançado de obra, com a estrutura externa finalizada, a capela anexa e o seu acesso semi enterrado, além do bloco semi enterrado de serviço à direita. Sendo possível identificar as superfícies de passeio entre os anexos finalizadas, havendo a presença de funcionários caminhando ou acompanhando a obra, estando: um volume de funcionários a direita do bloco semi enterrado e outro em quantidade menor espalhados próximos a capela. A frente do Palácio, após o espelho d’água, parte do solo ainda em terra batida do que posteriormente viria a ser parte da extensão do terreno retangular gramado de acesso ao edifício, estando neste terreno, 3 operários dispersos que caminham sentido as instalações. Até o momento do registro, o local de obra ainda estava cerceado por cercas de madeira e arame, além de tapumes que separam as instalações dos operários. Próximo aos cercamentos, no solo retangular ainda em terra batida, dois ônibus de cor clara – possivelmente destinados ao transporte de operários –, e um Jeep Willys escuro ao lado. A direita dos veículos, o portão de entrada do canteiro e duas guaritas fazem o controle de acesso ao ambiente de obra do PA. Nas proximidades do portão de entrada, transeuntes aglomerados em uma roda de conversa – aparentam trajar terno, sendo possível inferir que não fazem parte do ambiente de obra e estariam no ambiente para uma visita. Atrás do portão de acesso, funcionários se dispõem em fileira, provavelmente para um momento de inspeção. Do lado direito dos funcionários, dois caminhões destinados ao transporte de suprimentos estacionados com estruturas rampeadas na caçamba para retirada e colocação de maquinários e materiais. No quadrante direito do registro, posterior aos tapumes de madeira, é possível identificar duas instalações de apoio, uma próxima ao anexo de serviços semi enterrado e outra mais abaixo próximo da entrada – de estrutura retangular e telhado em duas quedas. Sucessivamente, na primeira instalação, uma caminhonete, amontoado de terra e materiais dispostos na proximidade da estrutura. Enquanto na segunda, alguns funcionários transitam, havendo materiais, tapumes, e estruturas dispersas no solo. No quadrante inferior, uma área descampada com o vislumbre de demarcações de um campo de futebol improvisado que era destinado aos momentos de ócio da empreitada. Em plano de fundo, à esquerda do Palácio da Alvorada, uma estrada de terra leva até a Ermida, esta que foi a primeira construção em alvenaria da nova capital, erguida em 1957. Trata-se de uma pirâmide de linhas rudimentares numa plataforma natural às margens do Lago Paranoá, que hoje faz parte do Parque Ecológico da Ermida Dom Bosco, inaugurado em junho de 1999, com o intuito de garantir a proteção do monumento. Foi construída em homenagem a São João Bosco, padre italiano que, em sonho profético de 1883, anunciava o surgimento de uma Terra Prometida entre os paralelos 15 e 20 do Hemisfério Sul, às margens de onde se forma um lago (COELHO, 2004, p. 38-42). A esquerda entre a depressão dos dois vales seguindo até as proximidades da península do Lago Paranoá, o curso do Rio Paranoá serpenteia até o centro do registro quando se dispersa na vegetação de densidade média do Cerrado. O terreno se estende por aclives e declives até a península, sendo possível notar pequenos focos de incêndio, advindo dos vislumbres de fumaças brancas. O local de passagem do rio é retratado por uma leve depressão onde viria a ser, posteriormente, preenchido o lago. O Lago Paranoá só foi totalmente preenchido com sequência de chuvas do ano de 1961, e então, Juscelino Kubitschek (1902-1961) se deu o prazer de mandar ao Corção (Gustavo, torcia contra, articulista de O Globo e filósofo) o telegrama com duas palavras mais do que suficientes: ‘Encheu, viu?” (ESNAL, 2015, p. 42). Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo.

Untitled

NOV.B.2 (566)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-566
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco no formato paisagem, captura o canteiro de obras do Palácio da Alvorada. Situado às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 em Brasília.
No primeiro terço da fotografia, nota-se uma estrutura mais elevada feita com tábuas de madeira e vergalhões, sobre a mesma estrutura, encontra-se dois trabalhadores, o da esquerda está inclinado para a frente portando um martelo em sua mão esquerda, mais à frente, o segundo está de pé olhando rumo ao horizonte. No terço central, estacas de madeiras são posicionadas de forma vertical e alinhadas sobre o solo de terra seca batida com fios em sua extremidade superior, servindo de postes condutores de energia elétrica. No terceiro terço, à direita da fotografia, algumas tábuas de madeira estão dispostas ao lado esquerdo de uma fenda feita no solo. No fundo, uma ponte feita com tábuas de madeira cria uma passarela entre as duas extremidades da fenda, onde transita um trabalhador sobre, abaixo dela dentro da fenda, outro trabalhador está disposto com as costas voltadas para o fotógrafo. No limite da imagem ao lado direito, uma escada é escorada em um dos postes. No plano de fundo tem-se a vegetação do Cerrado denso (cerrado sentido amplo) espraiando pela linha do horizonte.
O Palácio da Alvorada foi construído para ser a residência oficial da Presidência da República, horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

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NOV.B.2 (565)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-565
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  • 1958 - 1960
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Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro do processo de construção do Palácio da Alvorada (PA) durante os primeiros anos de construção de Brasília, entre 1956 e 1958. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado no embrião de Brasília em 30 de junho de 1958. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Modernista brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. No registro, no quadrante inferior, o ambiente de obra é evidenciado pela grande quantidade de materiais dispostos no solo terroso. Nas extremidades inferiores direita e esquerda, cercamentos de madeira e uma placa de identificação fazem as delimitações do canteiro de obra. Nota-se um grande fluxo de operários – aproximadamente 18 – realizando movimentações de terra para carriolas, sendo possível identificar: amontoados de terra, areia e brita; tábuas, troncos finos de madeira aglomerados, cavaletes e carriolas; uma caminhonete estacionamento com 3 operários sobre a caçamba realizando o processo de despejo do material no canteiro; além de placa de identificação do Palácio, nas proximidades da estrutura. Ao centro do registro, é possível identificar uma rampa feita de tábuas de madeira, sendo esta responsável pelo acesso dos funcionários, carriolas e materiais diversos ao edifício. Na parte superior da estrutura do PA, há outro denso fluxo de trabalho, havendo uma quantidade maior de operários realizando o processo de concretagem do edifício. O PA se encontra em etapa de obra intermediário, de forma que, até o momento do registro em questão, apresentava a etapa de construção da fundação avançada. Na estrutura elevada de construção das fundações é possível observar: número elevado de operários – aproximadamente 54 –, estando alguns em pé e outros de cócoras realizando trabalhos sobre a estrutura; parte da fundação ainda em armações de aço; delimitações e estruturas em madeira, tapumes e escadas; além de pequenas instalações de apoio. Ao fundo da estrutura do PA, à esquerda, uma estrutura de apoio aos funcionários – possivelmente sanitários. Aos arredores da instalação de estrutura retangular e grandes aberturas, provavelmente se tratando de um galpão para armazenagem de materiais, havendo aproximadamente 7 operários estando: 3 deles mais próximos da estrutura realizando o manuseio de materiais sobre o que aparenta ser uma mesa de trabalho; os outros 4 caminham e realizam outras tarefas pertinentes à obra. Ainda aos fundos da estrutura do PA, funcionários realizam tarefas próximas dos montantes de terra, possivelmente, realizando a movimentação do material. No quadrante direito, tapumes de madeira apoiados com tocos de madeira delimitam o canteiro. Acima, no quadrante superior direito, nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, sem a presença de árvores e gramíneas, tendo apenas a terra batida e marcações de passagem de veículos e maquinários. Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo.

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NOV.B.2 (564)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-564
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  • 1958 - 1960
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Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro aéreo de um agrupamento residencial destinado aos operários candangos durante os primeiros anos de construção de Brasília, entre 1956 e 1959. A fotografia retrata o contexto de vida dos operários nos acampamentos que, posteriormente, culminou na Vila Planalto, esta que decorreu da instalação de diversas construtoras que ali se estabeleceram para execução das obras de Brasília (…). “Em 1954 as empresas Rabelo e Pacheco Fernandes foram as primeiras a se instalarem nas proximidades das obras que realizavam, respectivamente, o Palácio da Alvorada e o Brasília Palace Hotel” (IPHAN, 2016, p.28). As residências são enfileiradas, sendo caracterizadas por um volume alongado, portas e telhado em duas quedas – que se sobressai em relação à fachada de entrada, fornecendo uma pequena marquise para circulação. Os alojamentos maiores eram destinados às casas profissionais com família, alojamentos de serventes sem família. As menores, administração, açougue, cantina, armazém, farmácia, enfermaria, etc. “Além de terem a função de prover residência para os trabalhadores, incluem também outros equipamentos ligados à reprodução da vida no território da construção, tais como, cantina, posto de saúde, armazém, etc” (RIBEIRO, p. 130, 2008). No quadrante inferior, em primeiro plano, uma instalação de apoio caracterizada por sua estrutura em madeira escura e telhado duas quedas, possivelmente tratando-se de um armazém para depósito e manuseio de materiais destinados aos canteiros de obras. Aos arredores da estrutura, montantes de materiais contextualizam o ambiente de obra recente, havendo a presença de: estruturas de madeira treliçadas, cavaletes, escadas, bancadas de trabalho, tábuas, o braço de uma escavadeira depositado sobre dois tonéis. Ainda nesse contexto, é possível notar a presença de 3 trabalhadores, estando um próximo à entrada da instalação, trajando roupas claras e chapéu, trabalhando próximo de uma bancada; enquanto os outros dois, trajando roupas sociais escuras, fazem a montagem de uma estrutura vertical feita em madeira seccionada – estando um em pé e o outro de cócoras fazem a montagem na base da estrutura. No quadrante inferior esquerdo do registro, uma instalação de madeira ainda em processo de construção à espera do início da colocação do telhado. Aos arredores desta instalação, três operários caminham no sentido esquerdo do registro, estando dois a caminharem juntos – o primeiro à esquerda, trajando roupas claras e chapéu escuro; o segundo à direita, traja camisa e chapéu claros e calça escura –, e um terceiro mais a esquerda, recortado pelo ângulo da fotografia, trajando chapéu e camisa escura, aparenta olhar diretamente para o registro. A frente da instalação, tábuas de madeira amontoadas sobre o chão de terra batida. Acima, à esquerda da fileira de residências dos operários, um casebre de estrutura quadrada, e no terreno ao fundo das residências, pequenas estruturas de madeira cobertas, provavelmente destinadas ao uso sanitário dos trabalhadores. No contexto urbano das moradias e instalações, estradas vicinais e linhas de desejos delimitam as passagens dos moradores e veículos. No quadrante superior do registro, como plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília. Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo. Além disso, no canto esquerdo, ao centro, se inicia uma faixa mais adensada de vegetação, possivelmente uma mata de galeria que acompanha um curso d'água.

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