Palácio da Alvorada (Brasília, DF)

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Palácio da Alvorada (Brasília, DF)

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NOV.B.2 (643)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-643
  • Item
  • abril de 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista da Capela do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, grama e rampa de acesso ao subsolo da Capela que inicia-se na fachada principal da residência presidencial. Ao centro, a Capela finalizada com suas paredes curvilíneas, podendo visualizar as outras duas rampas de acesso ao mesmo, à esquerda a partir de parte da rampa de acesso ao subsolo e à direita a rampa de acesso que surge de uma das fachadas laterais do Palácio. Observa-se que no acesso ao subsolo da obra há janela em fita de vidro e que o mesmo foi construído sobre uma base que dá a impressão de estar flutuando. Ao fundo, fitofisionomia do Cerrado.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
"

Untitled

NOV.B.2 (642)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-642
  • Item
  • julho de 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista de um dos banheiros adjacentes aos dormitórios do pavimento superior do Palácio da Alvorada. O banheiro é todo revestido em mármore claro. Em primeiro plano, da esquerda para a direita, a pia do banheiro com uma grande bancada; a banheira instalada no piso e uma cadeira retilínea com perfis metálicos e com estofamento no assento e no encosto. Em segundo plano, parte da varanda do segundo pavimento e de uma das colunas da fachada leste. Ao fundo, um caminhão na estrada de terra próximo ao Palácio.
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (641)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-641
  • Item
  • julho de 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista do hall de entrada principal no térreo do Palácio da Alvorada com piso todo em pedra polida. Este pavimento possui salões para compromissos oficiais do governo que serão utilizados pelo Presidente da República. Em primeiro plano, da esquerda para a direita, quatro poltronas Barcelona, duas na cor preta e duas brancas, de autoria do arquiteto alemão Mies van der Rohe (1886-1969) com a arquiteta e designer alemã Lilly Reich (1885-1947) realizada em 1929 de aço cromado e couro com dimensões de 72x72x77 cm. Em segundo plano, a rampa de acesso do hall que dá acesso para a sala de estar, a qual é forrada com um carpete vermelho. Ao fundo, à esquerda da fotografia, leves cortinas em tom branco por toda a fachada leste; na parede lateral direita, um painel dourado sem título confeccionado por Athos Bulcão (1918-2008) em 1958 a partir de placas de latão dourado polido com dimensões de 800 cm x 915 cm x 37,5 cm. Na parede, há a frase do poeta Augusto Frederico Schmidt (1906-1965) para Juscelino Kubitschek (1902-1976) sobre o lançamento da pedra fundamental para o início da construção de Brasília: “Dêste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sôbre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e confiança sem limites no seu grande destino. Brasília, 2 de outubro de 1956 - Juscelino Kubitschek de Oliveira”.
CURIOSIDADE SOBRE O PAINEL DOURADO:
O uso do latão dourado simboliza aqui não uma aspiração ao infinito, mas sim uma projeção para o futuro do país, futuro esse reforçado pela própria frase de Juscelino Kubitschek (IPHAN, 2010).
poltronas Barcelona, na cor preta, de autoria do arquiteto alemão Mies van der Rohe (1886-1969) com a arquiteta e designer alemã Lilly Reich (1885-1947) realizada em 1929 de aço cromado e couro com dimensões de 72x72x77 cm.
CURIOSIDADE SOBRE A POLTRONA BARCELONA:
A poltrona Barcelona é o projeto mais conhecido de Mies van der Rohe, lançada na Exposição Internacional de Barcelona de 1929. Nesse modelo, o aço tubular foi substituído por uma chapa de aço plano, inovação considerável para a época. [...] Projetada por Mies van der Rohe em colaboração com sua companheira e designer Lilly Reich, a poltrona Barcelona foi um dos destaques da decoração do Pavilhão Alemão (também projetado por ele) na Exposição Mundial de Barcelona em 1929, tornando-se um dos clássicos da história do design. Exemplo claro do estilo sóbrio e inovador do arquiteto, a poltrona conjuga elementos artesanais e material industrial, sendo composta por dois acolchoados sobre tiras de couro em uma base estilizada em aço. Pensada para servir de assento ao Rei da Espanha, ilustre visitante do Pavilhão Alemão, a poltrona utiliza uma estrutura formal cruzada em X, desenho encontrado desde a Antiguidade na confecção de bancos e tronos aristocráticos (GUIMARÃES, SCANAPIECO, SÁ, VASCONCELOS, 2020).
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (640)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-640
  • Item
  • 1956 - 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Vista da fachada frontal (oeste) do Palácio da Alvorada durante a fase inicial de construção. Em primeiro plano, encontra-se o solo exposto do canteiro de obras e um amontoado de areia do lado direito da imagem. Em segundo plano, da direita para a esquerda, há uma betoneira com cinco operários próximo à ela; ao lado, está disposto um tablado de madeira com diversos sacos de cimento sobre ele; logo em seguida, há uma rampa provisória de madeira e uma pequena construção temporária também de madeira, usualmente utilizada armazenar materiais referentes a gestão do empreendimento. Ao fundo, em terceiro plano, do lado esquerdo da fotografia, há um grande andaime adossado à fachada frontal do volume principal do Palácio. Referente a essa construção, ela se encontrava em fase de concretagem dos elementos estruturais importantes, portanto, é possível visualizar as colunas concretadas, mas com escoras, a laje do pavimento térreo também escorada, enquanto a laje de cobertura ainda estava com as fôrmas de madeira, suportada por uma grande estrutura de cimbramento, esta composta por escoras de toras de eucalipto e contraventamentos de ripas de madeira. Ademais, é válido ressaltar a sutil presença de fiação elétrica, que oferecia infraestrutura para o canteiro de obras que funcionava em diversos turnos do dia.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”."

Untitled

NOV.B.2 (639)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-639
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco no formato retrato do Palácio da Alvorada em fase de construção. Situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. O enquadramento da fotografia foca em capturar as escoras de madeira na base estrutural dos pilares já com a forma curva, a forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86). Cerca de 17 trabalhadores se espalham ao longo de toda a estrutura do palácio da alvorada, que vai de uma extremidade a outra da captura fotográfica. Na metade inferior da imagem, uma vala se estende a frente de toda a estrutura já construída com uma passagem improvisada com tábuas de madeira. No canto inferior direito algumas estacas de madeira estão dispostas sobre o solo de terra seca batida.
O Palácio da Alvorada foi construído para ser a residência oficial da Presidência da República, horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021"

Untitled

NOV.B.2 (638)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-638
  • Item
  • 1956 - 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Vista da fachada frontal (oeste) do Palácio da Alvorada durante a fase inicial de construção. Em primeiro plano, na parte inferior da imagem, encontram-se grandes aglomerados de areia e solo, indicando a movimentação de terra que foi necessária para a obra, especialmente, para a construção das áreas subterrâneas e de infraestrutura hidrosanitária, evidenciada pela robusta tubulação exposta do lado direito do registro. Atrás, em segundo plano, há o volume principal do Palácio em fase de concretagem dos elementos estruturais importantes, portanto, é possível visualizar as colunas concretadas, mas com escoras, a laje do pavimento térreo também escorada, enquanto a laje de cobertura ainda estava com as fôrmas de madeira, suportada por uma grande estrutura de cimbramento, esta composta por escoras de toras de eucalipto e contraventamentos de ripas de madeira. Ademais, é válido ressaltar a sutil presença de fiação elétrica, que oferecia infraestrutura para o canteiro de obras que funcionava em diversos turnos do dia. Em terceiro plano, do lado direito da fotografia, em meio a paisagem do cerrado maculada por intervenções humanas, há uma estrada de terra e a Ermida Dom Bosco, capela projetada por Oscar Niemeyer em homenagem ao sacerdote católico, construída em 1956 e inaugurada em 1957.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”."

Untitled

NOV.B.2 (637)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-637
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco no formato retrato do Palácio da Alvorada em fase de construção. Situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. O enquadramento da fotografia foca em capturar as escoras de madeira da estrutura dos pilares em formas cônicas , a forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86). No quadrante superior esquerdo, dois trabalhadores - com camisas de mangas longas dobradas na altura dos cotovelos e chapéu - têm os olhares voltados para a parte inferior, onde se encontra um pilar de concreto. Em segundo plano, no quadrante inferior direito, um terceiro trabalhador aparece por trás das escoras de madeira.
O Palácio da Alvorada foi construído para ser a residência oficial da Presidência da República, horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

Untitled

NOV.B.2 (636)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-636
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco no formato retrato do Palácio da Alvorada em fase de construção. Situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. O enquadramento da fotografia foca em capturar a base da estrutura de um dos pilares envoltos em escoras de madeira do Palácio da Alvorada. No quadrante inferior esquerdo, em uma das escoras há a escrita “P11” feita à mão. no limite inferior da fotografia, um cabo de aço cruza a imagem de um limite ao outro.
O Palácio da Alvorada foi construído para ser a residência oficial da Presidência da República, horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

Untitled

NOV.B.2 (635)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-635
  • Item
  • março de 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista da Capela do Palácio da Alvorada em fase de construção. Em primeiro plano, chão de terra batida com várias tábuas de madeira sobre o mesmo, além de diversos tijolos cerâmicos empilhados em um formato retangular à frente da fachada da obra. Em destaque, a Capela com algumas tábuas de madeira que servem de forma para a concretagem das paredes, à esquerda da fotografia, e ao centro parte da parede curvilínea da obra também com tábuas de madeira, porém, já com a concretagem da mesma. Apoiado sobre a parede, há tapumes e uma escada de madeira. No horizonte, à direita, fitofisionomia do Cerrado e uma pequena construção que aparenta ser dos acampamentos dos trabalhadores da construtora Rabello que atuou na obra do Palácio da Alvorada.

CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
"

Untitled

NOV.B.2 (634)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-634
  • Item
  • março de 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto branco, formato paisagem. Vista frontal da Capela do Palácio da Alvorada a partir de dentro da residência presidencial. Em primeiro plano, piso e molduras das esquadrias que serão preenchidas com vidro de uma das fachadas laterais do Palácio da Alvorada. Em segundo plano, rampa de acesso em concreto armado para a Capela que está em fase de construção já com as paredes curvas de concreto armado com tábuas de madeira na entrada para sustentação. Além disso, na rampa e na base da obra há materiais de construção, postes e escadas de madeira e alguns homens trabalhadores atuando na obra. À direita da fotografia, é possível visualizar o chão de terra batida ao qual Capela está sob uma elevação da base deste. No chão de terra batida também tem homens trabalhando e materiais de construção próxima a rampa de acesso principal. No horizonte, diversas fitofisionomias do Cerrado.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
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