Paisagem

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NOV.A.02 (15)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-A-02-15
  • Item
  • 1950 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida, autor desconhecido, formato paisagem. A imagem fotográfica exibe cerrado típico (cerrado no sentido restrito), caracterizado por formações savânicas, bem como palmeiras de buriti (Mauritia flexuosa LF) (RIBEIRO et al., 2023) ao fundo. Percebe-se, alterações humanas na paisagem, por meio de peças de roupas penduradas em um varal. Ademais, existem elementos outros que indicam para tal alteração: barril de metal; objeto de madeira e pontos de revolvimento de terras com plantas exóticas no local. Infere-se, por meio das folhas, com base em Thaís Pereira (2020) que uma das plantas, possa ser um cajuzinho-do-cerrado (Anacardium humile) (ANDRADE FILHO, 2010). A imagem fotográfica, apresenta um corpo d'água com bica, que pode ser parte de um rio da região do Distrito Federal ou do estado do Goiás. (SEMA, 2016)

Untitled

NOV.B.6 (19)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-06-19
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

Formato paisagem, fotografia colorida.
Uma paisagem de Cerrado típico, ao fundo, mais denso se rareando à medida que se aproxima do fotógrafo. Ao centro, a imagem é cortada por uma estrada que se bifurca em segundo plano levando a um conjunto de casas brancas modernistas, as primeiras construídas no Lago Sul, provavelmente de autoria do Oscar Niemeyer e sua equipe. O céu está claro e repleto de nuvens brancas. À direita, à frente das casas brancas, uma pequena construção de madeira e cobertura de duas águas. Em uma placa em primeiro plano no início da estrada lê-se “PROIBIDO CAMINHÕES E ÔNIBUS, OVD NOVACAP”. No canto esquerdo um trecho do riacho que atravessa a imagem horizontalmente aparece, uma ponte de madeira atravessa este riacho conectando a estrada que é iluminada por um conjunto de postes simples de troncos de madeira.

Untitled

NOV.B.10 (10)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-10-10
  • Item
  • 1955 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia colorida em formato paisagem, mostra, em vista aérea, a fase de construção do corpo da barragem do Lago Paranoá. No primeiro plano, correspondente à montante da barragem, vê-se o acampamento de trabalhadores com suas edificações feitas em madeira. Entre a vegetação aparentemente campestre (ou que sofreu intervenção humana) da região, vê-se caminhos que conectam os barracões e dão acesso à obra da barragem. Posterior ao acampamento, no terço central da fotografia, vê-se o Rio Paranoá, já sendo desviado pela galeria. A extremidade direita da forografia, onde o rio mostra-se represado, corresponde ao trecho onde este seguia seu curso natural. Posterior ao rio, situa-se o corpo da barragem em construção, sobre o qual percebe-se a presença de maquinários e trabalhadores. À direita do corpo da barragem, vê-se trincheira correspondente à ombreira direita. Ver imagens complementares da trincheira nos itens B10 (31), B10 (39) e B10 (109). À equerda do corpo da barragem, outro trecho do acampamento que deu origem, à Vila Paranoá e, posteriormente, ao Parque Ecológico Vivencial do Paranoá. No terço superior da fotografia, atrás da barragem, vê-se a paisagem marcada por vegetação nativa do Cerrado, predominantemente arbórea e destaca-se, entre avegetação, manchas de cores claras, indicando as cascalheiras de onde foram extraídas matérias primas para construção. No horizonte, a vegetação do Cerrado se estende, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. Para uma melhor compreensão da etapa de construção, ver os itens: B10(08), B10(13), B10(21), B10(26), B10(27), B10(28), B10(37), B10(71), B10(72) e B10(98).
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Untitled

NOV.B.10 (105)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-10-105
  • Item
  • 1955 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, mostra a etapa de construção do corpo da barragem do Lago Paranoá. A fotografia, feita em nível de pedestre, registra o nível da pista sobre a barragem e o enrocamento de pedras à sua montante (à esquerda). Adjacente a este, vê-se o Lago Paranoá se enchendo. Ainda sobre o corpo da barragem, nota-se a presença de maquinários e equipamentos. No terceiro plano, junto à ombreira esquerda, outro trecho do acampamento que deu origem à Vila Paranoá e, posteriormente, ao Parque Ecológico Vivencial do Paranoá. Neste, nota-se a presença dos barracões, feitos em madeira, que serviram de apoio à construção da barragem. Circundando o acampamento, paisagem comoposta por vegetação nativa do Cerrado, predominantemente arbórea. Para uma melhor compreensão da etapa de construção do corpo da barragem, consulte o maço B10 - Energia, itens: B10(08), B10(10), B10(13), B10(21), B10(26), B10(27), B10(28), B10(31), B10(37), B10(72), B10(98) e B10(108) e o Maço B(26) item 2, onde é possível ver o vertedouro em etapa avançada de construção. Os itens B10(53) e B10(55) também mostram a construção do vertedouro. Ver informações complementares no Relatório Técnico das obras da Barragem, NOV-E-2-0001 (13d), presente no arquivo textual do Fundo NOVACAP.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Untitled

NOV.B.10 (107)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-10-107
  • Item
  • 1955 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, mostra a etapa de construção do corpo da barragem do Lago Paranoá. A fotografia, feita em nível de pedestre, registra o nível da pista sobre a barragem e o enrocamento de pedras à montante da barragem (à esqueda). Adjacente a este, vê-se o Lago Paranoá se enchendo. Ainda sobre o corpo da barragem, nota-se a presença de maquinários e equipamentos. No terceiro plano, junto à ombreira esquerda da barragem, outro trecho do acampamento que deu origem, à Vila Paranoá e, posteriormente, ao Parque Ecológico Vivencial do Paranoá. Neste, nota-se a presença dos barracões, feitos em madeira, que serviram de apoio à construção da barragem. À direita e à esquerda do acampamento, paisagem comoposta por vegetação nativa do Cerrado, predominantemente arbórea. Para uma melhor compreensão da etapa de construção do corpo da barragem, consulte o maço B10 - Energia, itens: B10(08), B10(10), B10(13), B10(21), B10(26), B10(27), B10(28), B10(31), B10(37), B10(72), B10(98), B10(105) e B10(108) e o Maço B(26) item 2, onde é possível ver o vertedouro em etapa avançada de construção. Os itens B10(53) e B10(55) também mostram a construção do vertedouro. Ver informações complementares no Relatório Técnico das obras da Barragem, NOV-E-2-0001 (13d), presente no arquivo textual do Fundo NOVACAP.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Untitled

NOV.B.10 (108)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-10-108
  • Item
  • 1955 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, mostra a fase final da construção da barragem do Lago Paranoá. A fotografia, foi feita no nível do pedestre, a partir do nível inferior (à juzante) da barragem. No primeiro plano, grande quantidade de rochas recortadas cobrem o solo. À lateral esquerda da fotografia, vê-se homens trabalhando no talude da barragem. À direita, trator de esteira. No terceiro plano, localizado na ombreira esquerda da barragem, vê-se o vertedouro em etapa final de construção. O vertedouro da barragem do Lago Paranoá é construído em concreto armado e possui três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento. Próximo ao vertedouro, há um guindastes e outros equipamentos não identificados. Posterior ao vertedoro, no nível superior, é possível ver os barracões que faziam parte de um dos acampamentos de trabalhadores da barragem. Essa área deu origem, à Vila Paranoá e, posteriormente, ao Parque Ecológico Vivencial do Paranoá. Para uma melhor compreensão da etapa de construção do corpo da barragem, consulte o maço B10 - Energia, itens: B10(08), B10(10), B10(13), B10(21), B10(26), B10(27), B10(28), B10(31), B10(37), B10(72), B10(98), B10(105) e B10(107) e o Maço B(26) item 2, onde é possível ver o vertedouro em etapa avançada de construção. Os itens B10(53) e B10(55) também mostram a construção do vertedouro. Ver informações complementares no Relatório Técnico das obras da Barragem, NOV-E-2-0001 (13d), presente no arquivo textual do Fundo NOVACAP.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Untitled

NOV.B.10 (114)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-10-114
  • Item
  • 1957 - 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Mostra, em vista aérea, a ensecadeira da barragem do Lago Paranoá. A ensecadeira é uma estrutura temporária, feita principalmente de solo compactado, que possibilita que se trabalhe em local seco. Também é fundamental para represar e desviar o rio através da galeria de desvio. Na fotografia, a ensecadeira é vista próxima à encosta, correspondente à ombreira direita da barragem, onde é vista a trincheira de impermeabilização (demarcada pelo recorte no solo). Sobre a área da ensecadeira, percebe-se a presença de figuras humanas. No terço central da fotografia, junto à trincheira, nota-se a presença de edificações de apoio para construção, feitas em madeira. Na extremidade esquerda da fotografia vê-se a a escavação do canal que receberia a galeria de desvio. Também conhecida como conduto de desvio, a galeria é uma estrutura de concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água através da barragem. Posterior à área das obras da barragem, no terceiro plano, vê-se paisagem composta por vegetação nativa do Cerrado, predominantemente arbórea, onde se destacam manchas de cores claras, indicando as cascalheiras de onde foram extraídas matérias-primas para a construção. Para uma melhor compreensão da etapa de construção, consulte os itens B10 (22), (23), (38), (110), (115) e (116), onde há os registros de etapa mais avançada da escavação do Canal para criação do Conduto de desvio. Ver informações complementares no Relatório Técnico das obras da Barragem, NOV-E-2-0001 (13d), presente no arquivo textual do Fundo NOVACAP.

CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Untitled

NOV.B.10 (115)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-10-115
  • Item
  • 1957 - 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em formato paisagem, em preto e branco. A imagem retrata parte do canteiro de obras da barragem do Lago Paranoá com destaque para o canal para conduto de desvio do rio Paranoá, também conhecido como galeria de desvio. Essa estrutura de concreto armado possui uma seção de 3,00 x 3,60 metros e é fundamental para redirecionar o curso d'água através da barragem. No nível do canteiro de obras, em primeiro plano, o solo exposto, sobre aterro, e marcas dos maquinários evidenciam a movimentação de terra no local e a retirada da cobertura vegetal nativa. Perpendicular ao canal de desvio, horizontalmente, vê-se ainda a escavação da trincheira de impermeabilização. Essa trincheira demarca o eixo da barragem e conecta as duas ombreiras desta. Junto a ela, nota-se a presença de barracões provisórios em madeira, que serviram de edificações de apoio à construção. Vê-se ainda montículos de materiais de construção e veículos no canteiro de obras. Na extremidade direita da fotografia, vê-se área da ensecadeira e trecho do rio Paranoá em seu curso natural. Nota-se também a presença de uma ponte provisória para pedestres que conecta as margens do rio. A fotografia contempla dois planos da paisagem do Vale do rio Paranoá, sendo eles: em primeiro, o canteiro de obras da barragem em construção; em segundo, parte da paisagem composta por vegetação nativa do Cerrado, onde se destacam manchas de cores claras, indicando as cascalheiras de onde foram extraídas matérias-primas para a construção. Para uma melhor compreensão da etapa de construção, consulte os itens B10 (22), (23), (38), (110), (114) e (116), onde há os registros de etapa mais avançada da escavação do Canal para criação do Conduto de desvio. Ver informações complementares no Relatório Técnico das obras da Barragem, NOV-E-2-0001 (13d), presente no arquivo textual do Fundo NOVACAP.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Untitled

NOV.B.10 (13)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-10-13
  • Item
  • 1955 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia colorida em formato paisagem, mostra a fase de construção do corpo da barragem do Lago Paranoá. No primeiro plano, correspondente à montante da barragem, vê-se trecho de terra, seguido pelo Rio Paranoá, já sendo desviado pela galeria, vista à esquerda. A estrutura que aparece à entrada da galeria parece ser uma espécie de filtro para evitar seu entupimento. A extremidade direita da forografia, onde o rio mostra-se represado, corresponde ao trecho onde este seguia seu curso natural. Posterior ao rio, situa-se o corpo da barragem em construção, sobre o qual percebe-se a presença de maquinários e trabalhadores. À direita do corpo da barragem, vê-se trincheira correspondente à sua ombreira direita. Ver imagens complemenares da trincheira nos itens B10 (31), B10 (39) e B10 (109). À equerda do corpo da barragem, outro trecho do acampamento que deu origem, à Vila Paranoá e, posteriormente, ao Parque Ecológico Vivencial do Paranoá. Posterior à barragem, vê-se a paisagem marcada por vegetação nativa do Cerrado, predominantemente arbórea e destaca-se, entre a vegetação, manchas de cores claras, indicando as cascalheiras de onde foram extraídas matérias primas para construção. A vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. Para uma melhor compreensão da etapa de construção, ver os itens: B10(08), B10(10), B10(21), B10(26), B10(27), B10(28), B10(37), B10(71), B10(72) e B10(98).
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Untitled

NOV.B.10 (21)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-10-21
  • Item
  • 1955 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia colorida em formato paisagem, mostra, em vista aérea, a fase de construção do corpo da barragem do Lago Paranoá. No primeiro plano, correspondente à montante da barragem, vê-se a área que viria a ser o Lago Paranoá. Destaca-se, na metade inferior da fotografia, a grande mancha de vegetação do Cerrado, em contraste com a área da obra da barragem; essa vegetação pode ser naturalmente campestre ou outro tipo de vegetação com maior densidade de árvores, que sofreu intervenção humana. À esquerda, vê-se o acampamento de trabalhadores com suas edificações feitas em madeira. Posterior ao acampamento, no centro da fotografia, vê-se o Rio Paranoá, já sendo desviado pela galeria. A extremidade direita da forografia, onde o rio mostra-se represado, corresponde ao trecho onde este seguia seu curso natural. Posterior ao rio, situa-se o corpo da barragem em construção, sobre o qual percebe-se a presença de maquinários e trabalhadores. À direita do corpo da barragem, vê-se a trincheira correspondente à ombreira direita. Ver imagens complemenares da trincheira nos itens B10 (31), B10 (39) e B10 (109). À equerda do corpo da barragem, outro trecho do acampamento que deu origem, à Vila Paranoá e, posteriormente, ao Parque Ecológico Vivencial do Paranoá. No terço superior da fotografia, atrás da barragem, vê-se a paisagem marcada por vegetação do Cerrado e entre a vegetação, manchas de cores claras, indicando as cascalheiras de onde foram extraídas matérias primas para construção. No horizonte, a vegetação do Cerrado se estende, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. Para uma melhor compreensão da etapa de construção, ver os itens: B10(08), B10(10), B10(13), B10(26), B10(27), B10(28), B10(37), B10(71), B10(72) e B10(98).
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

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