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NOV.C.2 (70)

Fotografia colorida, formato paisagem. Em destaque, o presidente da república, Juscelino Kubitschek (1902-1976), e Israel Pinheiro (1896-1973), presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil – NOVACAP, conversam enquanto inspecionam uma obra, sob o olhar atento dos operários. Kubitschek veste um paletó creme, camisa branca, calça social verde e sapatos marrons. Ele mantém os braços cruzados atrás do corpo, segurando um pequeno pacote não identificado. Pinheiro veste um paletó azul, camisa branca, calça marrom com listras brancas e sapatos marrons, também com os braços para trás. Em contraste, os operários vestem roupas simples e sujas, algumas rasgadas; dos oito trabalhadores, apenas quatro estão usando capacetes de proteção. Todos observam atentamente os dois políticos. Ao lado, dois homens vestidos com roupas sociais caminham de costas pelo ambiente. Kubitschek e Pinheiro estão sobre uma base de madeira elevada, com um operário em pé logo atrás, também com os braços para trás. Ao lado, há uma pequena construção de madeira pintada de amarelo, com listras vermelhas diagonais. Em frente a essa cabine de madeira, há um extintor de incêndio e três nichos laterais: um pintado de vermelho com uma lâmpada vermelha, outro pintado de amarelo com uma lâmpada, e o terceiro pintado de verde com uma lâmpada verde acesa. No segundo plano, é possível perceber que a foto foi tirada ao anoitecer, revelando um ambiente mais escuro, o que dificulta a visualização de detalhes adicionais. No entanto, nota-se um piso de terra com cascalho, seguido de um espaço escuro que indica uma diferença de profundidade no local. Ao fundo, a claridade do céu destaca uma árvore, uma pequena construção e a vegetação que se estende até a linha do horizonte.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.C.2 (56)

"Fotografia em formato paisagem colorida, autor desconhecido. A imagem foi registrado em um dia ensolarado, no primeiro plano, apresenta-se três figuras masculinas sorridentes, no meio está o engenheiro Bernardo Sayão Carvalho Araújo fazendo uma pose para foto com o gesto positivo mostrando o ""Sinal de ok"" com o dedão para cima; os dedos do indicador ao mindinho fechados e está vestido de camisa branca, cinto bege com calça branca. Junto com dois oficiais uniformizados, de camisa branca e gravata verde, calça verde, cinto verde, e de chapéu quepe. Podemos enxergar por trás das figuras masculinas, a construção do Palácio da Alvorada, também um grupo de pessoas trabalhando (operários) em baixo da edificação. Do lado esquerdo da imagem, há uma ponte cruzando um canal, na qual duas figuras masculinas estão caminhando (Oscar Niemeyer e outra pessoa não identificada). No canto superior a esquerda da imagem, podemos visualizar o céu claro e nublado.

Informações adicionais:

O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

Informações Adicionais: A respeito de Bernardo Sayão, foi vice-governador na gestão de José Ludovico de Almeida do estado de Goiás.
Sobre as informações descritas na inscrição da placa, a Especialista em Educação e Patrimônio Cultural e Artístico, Maria do Socorro Madeira (2019), afirma que: “[...] a criação, em 1958, de uma biblioteca pública denominada Biblioteca e Discoteca Visconde de Porto Seguro, em homenagem ‘ao historiador e diplomata Francisco Adolfo Varnhagen, perseverante pesquisador de documentos de bibliotecas, que foi também sertanista e que, em diversos trabalhos, defendeu a interiorização’ (BIBLIOTECA, 1959)”. (MADEIRA, 2019, p. 16)
Segundo a especialista em Turismo Margarida Coelho (2009) apresenta na sua monografia uma cronologia histórica sobre a transferência da capital do Brasil desde o ano de 1749 até o ano de 2000, dentre os marcos históricos, destacamos a seguinte data e acontecimento: “[...] 1839 - O Visconde de Porto Seguro, o historiador Francisco Varnhagen, apresenta sugestão de erguer a nova capital no planalto de Formosa, em Goiás. [...]” (COELHO, 2009, p. 34). Existe próximo ao Museu Vivo da Memória Candanga, antigo Hospital do Juscelino Kubitschek de Oliveira, o Setor Habitacional Bernardo Sayão.
Segundo o geógrafo Orlando Valverde e a geógrafa e professora Catharina Vergolino Dias (1967) informam sobre uma estátua criada em homenagem a Bernardo Sayão, assim apresentam com a imagem na página: “[...] Busto do Engenheiro Bernardo Saião de Carvalho Araújo, construtor da rodovia Belém-Brasília, em frente à residência da RODOBRÁS, em Uruaçu. [...]” (VALVERDE; DIAS, 1967, p. 337).
Há diversas narrativas sobre o acontecimento do dia da morte de Bernardo Sayão, nesse sentido a autora Léa Sayão descreve no livro ""Meu pai, Bernardo Sayão"" que: ""Ele viu tudo desde a primeira missa, mas não assistiu à inauguração da capital, pois quando ele fazia a rodovia Brasília-Belém, foi morto numa barraca, por uma enorme árvore que tombou em cima dele [...]. Seu motorista ficou sabendo e morreu de colapso [...]. No seu túmulo está escrita uma frase que ele sempre dizia: 'A luta por vezes é ingrata... mas é fecunda pois já estamos vendo a nova cidade que surge..."" (SAYÃO, L., 2004, p. 324).
A narrativa do Diário de Brasília (1960, p. 18-19) apresenta um lugar diferente sobre o acidente, ao descrever que: ""Engenheiro Bernardo Sayão - Entre as localidades de Imperatriz e Guamá, no Pará, a 30 km da fronteira do Maranhão, às 13,00 horas [sic], o Engenheiro Bernardo Sayão Carvalho Araújo, Vice-Governador de Goiás e Diretor Executivo da NOVACAP, é atingido por uma árvore gigantesca, que alcança em cheio o seu jipe de inspeção,. No momento, o Engenheiro Sayão inspecionava o lugar em que se utilizavam as obras de um campo em que deveria pousar, a 1.º [sic] de fevereiro, o avião presidencial para a cerimônia do encontro das suas pistas da Rodovia Belém-Brasília. Transportado em helicóptero para Açailândia, o Engenheiro faleceu antes mesmo de poder ser socorrido pelos médicos."" (BRASIL, 1960, p. 18-19)
Fotografias remissivas:
NOV-D-4-4-B-25 (1); NOV-D-4-4-B-25 (2); NOV-D-4-4-B-25 (5); NOV-D-4-4-B-25 (6); NOV-D-4-4-B-25 (7); NOV-D-4-4-B-25 (8); NOV-D-4-4-B-25 (9); NOV-D-4-4-C-2 (27);NOV-D-4-4-C-2 (28); NOV-D-4-4-C-2 (29); NOV-D-4-4-C-2 (30); NOV-D-4-4-C-2 (31); NOV-D-4-4-C-2 (32); NOV-D-4-4-C-2 (33);NOV-D-4-4-C-2 (34); NOV-D-4-4-C-2 (35); NOV-D-4-4-C-2 (36);NOV-D-4-4-C-2 (37); NOV-D-4-4-C-2 (38); NOV-D-4-4-C-2 (39); NOV-D-4-4-C-2 (40); NOV-D-4-4-C-2 (41); NOV-D-4-4-C-2 (42); NOV-D-4-4-C-2 (43); NOV-D-4-4-C-2 (44); NOV-D-4-4-C-2 (45); NOV-D-4-4-C-2 (46); NOV-D-4-4-C-2 (65); NOV-D-4-4-C-2 (145); NOV-D-4-4-C-2 (146); NOV-D-4-4-C-2 (147).

"

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.10 (55)

"Fotografia em tons de sépia, formato paisagem, registra construção do que parece ser a comporta da barragem do Lago Paranoá. Vê-se, na área central da imagem, o cimbramento para concretagem da estrutura, com destaque para o conjunto de ripas que compõe uma fôrma em formato curvo, apoiada por escoras e travas de madeira. Às laterais direita e esquerda do conjunto de fôrmas nota-se a montagem da malha de ferragem para a concretagem das paredes. É possível ver dois homens na fotografia: um à direita, com chapéu, atrás da ferragem, e o outro à esquerda, aparentemente descendo a escada. Este último veste uma camisa de manga longa e calças, ambas em cores claras. Ver itens B10 (53) e B10 (108), fotografias que registram a construção da comporta. Ver pasta B26,iteem 2, fotografia que mostra a barragem concluída.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.6 (67)

Formato paisagem preto e branco.
Segundo informações anotadas no verso da fotografia, o dia em que foi tirada é 27/07/1958, na Candangolândia, com autoria de Mário Fontenelle.
Na imagem se vê a fachada principal do SAPS, Serviço de Alimentação da Previdência Social, na Candangolândia, ainda em etapa de construção. A frente, em primeiro plano estão alguns materiais de construção empilhados, a esquerda as peças de elementos vazados que compõem a fachada, podendo formar desenhos diferentes, ao seu lado os pés de concreto que irão formar bancos para entrada do edifício, atrás, pilhas de alguma pedra para revestimento, cobertas por uma telha metálica, alguns canos também estão espalhados pelo chão. Atrás, um homem está de frente de uma escada e atrás desta um anexo do edifício, de uma etapa anterior, com estrutura de madeira, telhas metálicas e algum tipo de gradil nas aberturas laterais. O chão defronte ao edifício está em terra, a fachada, composta pelas divisórias de elementos vazados e um frontão de madeira, de onde se lê : “Serviço de Alimentação da Previdência Social SAPS”, já parece em estado avançado de execução e ainda é possível ver um pedaço do painél decorativo no seu interior, do artista Dirso José de Oliveira.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.6 (66)

Formato paisagem, preto e branco,
No verso da fotografia original lê-se sua data, 24/05/1958, e autoria, Mario Fontenelle.
A imagem, fotografada a partir de um canto do refeitório da Canteiro de Obras do IAPB. Nela se veem mesas compridas de madeira com bancos de ambos os lados, onde sentam trabalhadores, concentrados em suas refeições, arroz e alguma carne, servidas sobre uma bandeja retangular de material metálico com divisórias.A maior parte dos trabalhadores vestem camisas sem escritos. Um deles, no canto inferior direito da imagem, olha para câmera e veste uma camisa com a sigla IAP [B]”, Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários, criado no Brasil, em 1934, e extinto em 1966. responsável por gerenciar as aposentadorias e pensões dos trabalhadores naquele período, Na construção de Brasília, assim como ocorreu em outras cidades brasileiras, muitos conjuntos residenciais foram construídos com investimentos desses institutos. Com esse investimento, em Brasília foi construído o conjunto de edifícios da SQS 108, a primeira superquadra da cidade, com blocos de autoria de Oscar Niemeyer e traçado urbano da quadra de autoria de Nauro Esteves.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.6 (65)

Formato paisagem, fotografia preto e branco
Refeitório da SAPS, na Candangolândia. Registro provavelmente tirado entre 1957-58.
Trabalhadores sentados à mesa comprida de madeira fazendo suas refeições em pratos de ágata, outros trabalhadores são vistos atrás aguardando em fila para receberem sua comida. Ao fundo tapumes da estrutura ainda provisória da SAPS. Mais ao fundo na imagem algumas construções de madeira típicas dos acampamentos. Os trabalhadores em pé vestem ainda seus chapéus, enquanto que os que estão sentados não dispõem deles à mesa, exceto um senhor no canto esquerdo da imagem de olhar arregalado. Muitos outros homens também olham para a câmera, mas a foto não parece ser posada.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.6 (64)

Formato paisagem, preto e branco.
Foto agência nacional, ano 1958-59, Reprodução Rui Faquini
Interior do restaurante do SAPS (Serviço de Alimentação da Previdência Social), que começa a funcionar em 1957, situado na Candangolândia. Na imagem, uma cena típica do cotidiano da construção na unidade da SAPS na candangolândia. A imagem cortada por um ponto de fuga no canto superior direito configura três planos diferentes. No primeiro, estão quatro trabalhadores vistos de perfil servindo comida, os três que executam esta ação vestem macacões de trabalho e chapéus de cozinha, o quarto, atrás destes, observa. A comida disposta em enormes panelas de alumínio pousadas sobre uma mesa baixa de madeira. Parece ser composta por pão, arroz e outros alimentos que não são vistos nesta imagem. Separados por um cercado de madeira, outros trabalhadores se organizam em fila para que possam receber seu alimento. Entre os itens de vestuário é possível identificar chapéus diversos, camisas de manga curta com bolsos à frente, camisa xadrez, calças largas, uma espécie de jaleco. Em terceiro, ao fundo e fora do edifício da saps, se enxergam barracas do acampamento na Candangolândia e o esqueleto de pórticos de aço de um galpão ainda em construção.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.6 (1)

Fotografia formato paisagem colorida.
Na imagem se observa o edifício da SAPS (Serviço de Alimentação da Previdência Social) situado na Candangolândia, a bandeira do Brasil, acampamentos ao fundo e uma faixa de Cerrado contornando a região. Em primeiro plano, observa-se um conjunto de mobiliário diante do edifício, incluindo cinco bancos de concreto. A bandeira do Brasil, centralizada na foto, domina a frente da construção, contornada por algumas plantas ornamentais. Logo atrás, a fachada é adornada por elementos vazados pintados de amarelo e um frontão na marquise de madeira onde se lê: “SERVIÇO DE ALIMENTAÇÃO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL SAPS”. No interior do edifício, na entrada, estão colocados dois painéis coloridos com ilustrações que remetem à construção de Brasília, da autoria de Dirso José de Oliveira. No segundo plano, logo atrás da edificação, estão algumas árvores do cerrado. À direita ainda ao fundo estão alguns galpões, provavelmente destinados ao armazenamento e distribuição de materiais de construção.Inaugurada na Candangolândia em 1957, fornecendo refeições aos trabalhadores e moradores da futura Capital. ""O Serviço de Alimentação da Previdência Social (SAPS) foi uma autarquia instituída em 1940 em fins do primeiro governo de Getúlio Vargas. O escritor João Almino menciona o restaurante como local de sociabilidade e cenário para o desenrolar de suas histórias nos livros “Sertão de Acrílico" e “Cidade Livre”.

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NOV.B.2 (590)

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Vista perspectivada a partir da varanda da fachada posterior (leste) do Palácio da Alvorada durante o período de construção. Na imagem, em primeiro plano, encontram-se as colunas externas em estágio de cura do concreto armado, material utilizado para a fabricação desses elementos. Fator que é identificado devido ao rastro de água deixado sobre elas e sobre as áreas de piso adjacentes. Ainda neste plano, nota-se que o piso não havia sido revestido e há sobre ele ripas de madeira, arames, estrutura de andaime e um compartimento sobre rodas que se assemelha a uma caçamba de resíduos fechada. Os trabalhadores são registrados atuando tanto na área coberta da construção quanto na área externa, no local destinado ao espaço de lazer com piscina. Também é possível visualizar, no canto superior direito da imagem, que a varanda privativa do segundo pavimento ainda estava com as fôrmas do guarda-corpo de concreto. Em segundo plano, o solo foi registrado totalmente exposto e a escada de acesso posterior com algumas escoras. Portanto, tendo em vista todos esses fatores apresentados, é possível inferir que a obra encontrava-se em estágio intermediário de execução. Por último, é retratado a paisagem sudeste do território de Brasília, com o predomínio de grandes áreas descampadas e com alterações que indicam movimentação de terra.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (581)

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Vista da fachada lateral norte do Palácio da Alvorada durante a construção. O registro foi feito a partir da plataforma anexa destinada à área da capela, portanto, em primeiro plano, além dessa laje de piso, há nela um cavalete com uma prancheta fixada e, no canto esquerdo inferior, um espaço de solo exposto, possivelmente destinado ao paisagismo do local. A imagem também permite visualizar a via lateral que atravessa o edifício de maneira subterrânea. Com isso, outros dois elementos são interessantes de serem vistos: a laje suspensa que conecta a residência à capela, a estrutura do subsolo da casa oficial, e o muro de arrimo de concreto que suporta o solo do gramado da fachada posterior. Sobre esse trecho de grama estão dispostas várias ripas de madeira, algumas inclusive ainda sendo utilizadas para escorar o subsolo lateral aflorado. Em segundo plano, encontra-se a edificação principal do Palácio em estágio final de obra, portanto, na fotografia, a inserção dos revestimentos externos, de mármore branco, já estava quase finalizada, apresentando algumas lacunas apenas na lateral da laje de piso da varanda do edifício. Por essa razão, também são identificadas, sobre o piso, três pilhas de revestimento de pedra. Ainda, lado esquerdo da imagem, é notório que a laje da varanda do pavimento superior ainda estava suportada por elementos de cimbramento, o que demonstra as várias atividades que eram desempenhadas no canteiro de obras em uma mesma etapa de trabalho. Simultaneamente, na fachada sul, operários trabalhavam, especialmente, na montagem dos montantes e caixilhos metálicos que estruturam a pele de vidro, elemento esse que veda o núcleo da casa oficial. Ademais, é possível ver diversos trabalhadores na parte interna da construção, além de materiais de obra como estruturas de madeira e metal. Também, nota-se que as paredes internas, de bloco cerâmico, estavam apenas rebocadas, sem revestimento. Ao fundo, em terceiro plano, há a paisagem de cerrado bastante maculada pelas intervenções de terraplanagem e desmatamento impostas pela obra.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”."

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