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NOV.B.2 (490)

"Fotografia em preto e branco, no formato paisagem, com uma linha branca na lateral esquerda da fotografia e algumas marcas do tempo. Vista aérea da composição territorial do Palácio do Planalto. Imagem do Palácio do Planalto, em fase intermediária de construção, sede do poder Executivo, o prédio em formato retangular, possui quatro andares, mais um subsolo e um anexo semienterrado, tem 36 mil metros quadrados; a arquitetura do palácio tem como principais características a pureza das linhas, com predomínio de traços horizontais, e a mescla entre curvas e retas, tais colunas, transmitem um aspecto de suspensão à cortina de vidro que compõem o corpo do palácio. A fachada principal voltada para a Praça dos Três Poderes, à direita da imagem, é marcada por três aspectos marcantes: a sequência de nove colunas-curvas harmoniosas encadeadas, revestidas de mármore branco texturizado, sem ornamentos, elementos visuais que remetem a redes, velas de barco, que se movimentam no ar (Palácio do Planalto - Entre o cristal e o concreto, p.18, p.20), cada uma com 14,4m de altura e um espaçamento de 12,5m (Palácio do Planalto - Entre o cristal e o concreto, p.51), tais colunas que sustentam a laje de cobertura que protege o palácio e tem área correspondente a 7346 m², feita de concreto obtido com mistura de areia de mina, muito fina, e seixos rolados de quartzito, retirados do Rio Corumbá (Palácio do Planalto - Entre o cristal e o concreto, p. 51); a rampa de acesso ao salão nobre, rampa que se eleva lentamente do solo (Palácio do Planalto - Entre o cristal e o concreto, p.20), com largura de pouco mais de 7,5m, com o plano inclinado de 32m de comprimento, inspirada na escadaria do Palácio do Catete (atual Museu da República, Rio de Janeiro); e o parlatório situado à direita da entrada principal, em formato oval, também revestido de mármore, com altura de aproximadamente 6,5m, local onde o presidente e convidados podem se dirigir ao povo na praça. (Palácio do Planalto - Entre o cristal e o concreto, p.70). Em primeiro plano, na porção inferior da imagem, nota-se a delimitação de estrada em terra batida, resultado do processo de terraplenagem, do percurso onde hoje passa a via N1 e N2 do Eixo Monumental. Na porção central mais à esquerda da imagem (atrás da fachada posterior do Palácio do Planalto) é possível ver várias pequenas movimentações de terra e estruturas de madeira, para a implantação da garagem subterrânea do palácio presidencial; nos entorno do Palácio do Planalto, tem-se a presença de acampamentos da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) e da construtora Pacheco Fernandes Dantas ltda. localizado no canteiro de obras do Palácio do Planalto, servindo de suporte para os trabalhadores da obra (Palácio do Planalto - Entre o cristal e o concreto, p.105); na lateral direita da imagem nota-se a ocorrência de ação antrópica devido à uma porção de chão em terra batida que faz parte da composição territorial da Praça dos Três Poderes, praça cívica onde se reúnem três importantes monumentos da política brasileira, projetada em formato de triângulo equilátero, inspirada na ideia do equilíbrio entre os 3 poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário; cunhada por Montesquieu; mais ao fundo da imagem estão pedaços de terra onde hoje ficam a Vila Planalto, o Palácio do Jaburu e o Palácio da Alvorada.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO PLANALTO
O Palácio do Planalto, sede do poder executivo, localiza-se na Praça dos Três Poderes, em um dos vértices do triângulo imaginário formado por ele, pelo Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal. Inaugurado em 21 de abril de 1960, foi um dos primeiros monumentos a ser instaurado em Brasília e simboliza a mudança da Capital do Rio de Janeiro para Brasília durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976). O projeto foi assinado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), os cálculos estruturais foram de Joaquim Cardozo (1897-1978), os jardins e espelho d’água ficaram à cargo de Roberto Burle Marx (1909-1994) e Fausto Favale atuou como engenheiro-chefe na sua execução. A construção foi de responsabilidade da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) e da Construtora Pacheco Fernandes Dantas ltda. O edifício caracteriza-se por um volume em barra elevado do solo, com varanda circundante e marquise projetada, sustentadas pela colunata dos emblemáticos pilares curvos revestidos em mármore que, posteriormente, tornaram-se referência na paisagem de Brasília.
CURIOSIDADES SOBRE O PALÁCIO DO PLANALTO:
Soneto de vidro: “este ser que se compõe de adjacências,/ E de cimento claro e matinal,/ Tem nos seus nervos finos transparências,/ De luz se alimenta. Fala cristal.” – Soneto escrito por Joaquim Cardozo, sobre o Palácio do Planalto."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (491)

"Fotografia em preto e branco, no formato paisagem. Vista aérea do canteiro de obras Palácio do Planalto.
Canteiro de obras do Palácio do Planalto em área com piso de terra e diversos materiais de construção sobre o piso. Alguns veículos são visualizados no canto inferior esquerdo, bem como dois caminhões ao centro da fotografia. No canto superior direito, outra parte do canteiro de obras, porém, este possui cercamento simples com estacas, provavelmente, de madeira. Dentro deste canteiro, há mais materiais de construção sobre o piso, alguns veículos e o que aparentam ser depósitos. Ao fundo, piso de terra sem nenhuma construção.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO PLANALTO
O Palácio do Planalto, sede do poder executivo, localiza-se na Praça dos Três Poderes, em um dos vértices do triângulo imaginário formado por ele, pelo Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal. Inaugurado em 21 de abril de 1960, foi um dos primeiros monumentos a ser instaurado em Brasília e simboliza a mudança da Capital do Rio de Janeiro para Brasília durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976). O projeto foi assinado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), os cálculos estruturais foram de Joaquim Cardozo (1897-1978), os jardins e espelho d’água ficaram à cargo de Roberto Burle Marx (1909-1994) e Fausto Favale atuou como engenheiro-chefe na sua execução. A construção foi de responsabilidade da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) e da Construtora Pacheco Fernandes Dantas ltda. O edifício caracteriza-se por um volume em barra elevado do solo, com varanda circundante e marquise projetada, sustentadas pela colunata dos emblemáticos pilares curvos revestidos em mármore que, posteriormente, tornaram-se referência na paisagem de Brasília.
CURIOSIDADES SOBRE O PALÁCIO DO PLANALTO:
Soneto de vidro: “este ser que se compõe de adjacências,/ E de cimento claro e matinal,/ Tem nos seus nervos finos transparências,/ De luz se alimenta. Fala cristal.” – Soneto escrito por Joaquim Cardozo, sobre o Palácio do Planalto.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (492)

"Fotografia em preto e branco, no formato paisagem. Vista aérea do canteiro de obras do Palácio do Planalto.
Canteiro de obras do Palácio do Planalto em área com piso de terra, diversos materiais de construção sobre o piso e o que devem ser, provavelmente, alguns depósitos. O canteiro possui cercamento simples com estacas, provavelmente, de madeira. Dentro deste canteiro, na parte inferior da fotografia, há recortes no piso, aparentando ser estudo estrutural de fundação para o Palácio do Planalto. À direita uma pista pavimentada está adjacente ao canteiro de obras.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO PLANALTO
O Palácio do Planalto, sede do poder executivo, localiza-se na Praça dos Três Poderes, em um dos vértices do triângulo imaginário formado por ele, pelo Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal. Inaugurado em 21 de abril de 1960, foi um dos primeiros monumentos a ser instaurado em Brasília e simboliza a mudança da Capital do Rio de Janeiro para Brasília durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976). O projeto foi assinado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), os cálculos estruturais foram de Joaquim Cardozo (1897-1978), os jardins e espelho d’água ficaram à cargo de Roberto Burle Marx (1909-1994) e Fausto Favale atuou como engenheiro-chefe na sua execução. A construção foi de responsabilidade da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) e da Construtora Pacheco Fernandes Dantas ltda. O edifício caracteriza-se por um volume em barra elevado do solo, com varanda circundante e marquise projetada, sustentadas pela colunata dos emblemáticos pilares curvos revestidos em mármore que, posteriormente, tornaram-se referência na paisagem de Brasília.
CURIOSIDADES SOBRE O PALÁCIO DO PLANALTO:
Soneto de vidro: “este ser que se compõe de adjacências,/ E de cimento claro e matinal,/ Tem nos seus nervos finos transparências,/ De luz se alimenta. Fala cristal.” – Soneto escrito por Joaquim Cardozo, sobre o Palácio do Planalto.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (493)

"Fotografia em preto e branco, no formato paisagem. Fotografia tirada debaixo do Museu Histórico de Brasília (Museu da Cidade), enquadrando a parte inferior do museu e parte da fachada frontal do Palácio do Planalto. Em primeiro plano nota-se uma pilha de estacas de madeira dispostas à sombra do Museu Histórico de Brasília (Museu da Cidade); na lateral esquerda da imagem é possível ver as delimitações da continuação da Via S1 do Eixo Monumental, em chão de terra batida, resultado do processo de terraplenagem, ainda sem pavimentação, que vai de encontro a Via N1 do Eixo Monumental; em segundo plano nota-se parte da composição territorial da Praça dos Três Poderes, ainda em chão de terra batida, com vários escombros dos restos das obras dos monumentos construídos no entorno da praça; mais ao fundo na imagem está o Palácio do Planalto em estado intermediário de construção, sede do poder Executivo, o prédio em formato retangular, possui quatro andares, mais um subsolo e um anexo semienterrado, tem 36 mil metros quadrados; a arquitetura do palácio tem como principais características a pureza das linhas, com predomínio de traços horizontais, e a mescla entre curvas e retas, tais colunas, transmitem um aspecto de suspensão à cortina de vidro que compõem o corpo do palácio; vê-se alguns suportes espalhados no corpo do palácio, como parte da fase de cimbramento, um processo que consiste na sustentação temporária das formas de concreto durante a construção, a partir de escoras de (madeira ou estrutura metálica). Entre a rampa e o parlatório está a placa da Construtora Pacheco Fernandes Dantas Ltda., responsável pela construção do palácio presidencial; na lateral esquerda da rampa está a placa da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) identificando a obra do Palácio do Planalto.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO PLANALTO
O Palácio do Planalto, sede do poder executivo, localiza-se na Praça dos Três Poderes, em um dos vértices do triângulo imaginário formado por ele, pelo Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal. Inaugurado em 21 de abril de 1960, foi um dos primeiros monumentos a ser instaurado em Brasília e simboliza a mudança da Capital do Rio de Janeiro para Brasília durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976). O projeto foi assinado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), os cálculos estruturais foram de Joaquim Cardozo (1897-1978), os jardins e espelho d’água ficaram à cargo de Roberto Burle Marx (1909-1994) e Fausto Favale atuou como engenheiro-chefe na sua execução. A construção foi de responsabilidade da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) e da Construtora Pacheco Fernandes Dantas ltda. O edifício caracteriza-se por um volume em barra elevado do solo, com varanda circundante e marquise projetada, sustentadas pela colunata dos emblemáticos pilares curvos revestidos em mármore que, posteriormente, tornaram-se referência na paisagem de Brasília.
CURIOSIDADES SOBRE O PALÁCIO DO PLANALTO:
Soneto de vidro: “este ser que se compõe de adjacências,/ E de cimento claro e matinal,/ Tem nos seus nervos finos transparências,/ De luz se alimenta. Fala cristal.” – Soneto escrito por Joaquim Cardozo, sobre o Palácio do Planalto.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (568)

Fotografia colorida em formato paisagem. Registro aéreo da península do Lago Paranoá – com os primeiros edifícios em alvenaria inaugurados de Brasília, durante os anos de construção de Brasília, entre 1957 e 1958. O Brasília Palace Hotel e o Palácio da Alvorada, estando em evidência, em primeiro plano, o contexto construtivo do Palácio da Alvorada (a capela e o acesso rampeado semienterrado, o espaço de bar e piscina). Enquanto, mais ao fundo, a fachada leste do Brasília Palace Hotel, estando os dois em processo avançado de obra, sendo estes inaugurados no dia 30/06/1958. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021. No quadrante inferior, parte do edifício destinada a área de lazer, onde encontra-se a piscina e uma cobertura destinada ao bar, com os acessos já delimitados e concretados. Ao lado da estrutura de concreto armado coberta, nota-se alguns materiais (tábuas de madeira empilhadas, caixotes carregados de materiais, resquícios de areia e carriolas) dispostos no solo de terra seca batida, do que aparenta ser uma via limítrofe ao terreno construído para facilitar as passagens de maquinários ou veículos, evidenciando o processo de obra em andamento. Abaixo da estrutura, é possível identificar alguns materiais de trabalho e 3 operários, estando dois deles voltados para a direção da piscina, abaixo da marquise e o último do lado direito, trajando camisa e calças claras com o corpo voltado para o registro. Mais ao fundo, outros operários ainda são possíveis de serem observados nas proximidades dos pilares do Alvorada, no trecho central do registro, transitando, conversando ou observando o terreno da obra. À direita do Palácio da Alvorada, encontra-se a capela, estando em fase final de obra, sendo possível identificar os acessos rampeados semienterrados e a passarela de acesso à superfície de entrada da capela. Sobre a superfície da capela e nos arredores da mesma, é possível identificar operários trabalhando, havendo dois sobre a laje da capela, seis na sombra próximos à entrada principal e o último sob a passarela, no acesso semi-enterrado. Aos arredores da capela é possível identificar alguns materiais: um tonel branco no início da rampa em declive; um cilindro horizontal e um volume de resíduos no centro do registro, próximo da superfície elevado, ao lado direito da passarela; o vislumbre de um escada vertical de acesso a laje na extremidade direita da capela. Adjacentes às estruturas do Palácio da Alvorada parte do terreno apresenta superfície gramada, havendo uma mudança abrupta, no quadrante inferior direito, para um solo de terra batida marcada pela passagem de veículos e maquinários nas imediações das obras finalizadas. Nota-se, portanto, a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, aparente uso de maquinário para retirada de terra, não havendo a presença de árvores ou gramíneas. O quadrante superior identifica parte do contexto territorial ao oeste do Palácio, sendo possível identificar alojamentos – de estrutura simples retangular ou quadrada, com telhado em duas quedas – para os trabalhadores, além de delimitações com cercas, árvores esparsas e estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso ainda não pavimentados no entorno das moradias, durante o período de obras. A esquerda do acampamento, pequenas estradas vicinais direcionam-se para o oeste com sentido Esplanada dos Ministérios e o próprio Hotel de Turismo evidenciado no registro no quadrante superior. Neste, é possível identificar outro conjunto de alojamentos e instalações de apoio em suas redondezas, com estruturas de mesma características construtivas, dispostas em proximidade. Uma pequena mancha de fumaça se forma mais ao fundo dos alojamentos, enquanto na extremidade direita do registro, vislumbres de algumas instalações mais afastados do contexto de obra. A esquerda do Palace, uma torre, e um adensamento de árvores de médio porte. O Palace apresenta iminência de conclusão, com fachadas aparentam apresentar esquadrias e cortinas. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), com 13.562 m² de área construída, contando com 180 apartamentos e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento. Sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), o BPH teve sua inauguração em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Torna-se nítido a presença de uma vasta vegetação de Cerrado típico (Cerrado sentido restrito), com variações de densa, ralo e de médio porte, com gramíneas secas.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (586)

"Fotografia empreto e branco, formato paisagem. Vista da fachada frontal do Palácio da Alvorada. Em destaque temos o helicóptero do modelo BELL 47J (H-13J) - RANGER, que transportava o então Presidente da República, Juscelino Kubitschek (1902-1976) com o objetivo de inspecionar as obras da nova capital federal juntamente com seu piloto Henrique Thomaz (?-2008). Em segundo plano o próprio Palácio da Alvorada com suas obras finalizadas.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Sendo uma das edificações mais importantes do modernismo arquitetônico brasileiro, o Palácio da Alvorada foi projetado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), projeto esse que foi apresentado à NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) e aprovado em 2 de dezembro de 1956, dois meses após a solicitação feita por Juscelino Kubitschek (1902-1976) no local onde Brasília seria construída. teve o jardim posterior e todo o projeto de paisagismo projetado pelo paisagista Yoichi Aikawa. A construção foi de responsabilidade da construtora Rabello, Darcy Amora Pinto (1921 -?) foi o engenheiro-chefe da obra do palácio e Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. As obras começaram no dia 03 de abril de 1957, durou 13 meses até ficar pronta em 31 de maio de 1958 e o palácio da Alvorada foi inaugurado em 30 de junho de 1958. Foi a primeira edificação de alvenaria de Brasília-DF. A capela anexa ao palácio guarda precedência na realização de Le Corbusier (1887-1965) para a “Chapelle Notre-Dame-du-Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na frança, faz referência às antigas casas de fazenda do Brasil, como por exemplo a “Fazenda Colubandê”, a qual é mencionada na tese de mestrado: (ALMEIDA, Guilherme Essvein de. Palácio da Alvorada: um resgate documental e analítico. 2012.) onde o autor cita mais de uma vez o precedente da Fazenda Colubandê que, como citado em sua obra, traz consigo a “capela anexa, colunata e horizontal dominante.”"

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (6)

"Fotografia em cores, no formato paisagem. Em primeiro plano, há uma pilha com várias peças de madeira dispostas no chão provenientes, possivelmente, de restos de materiais utilizados na construção da estrutura de agrupamentos de canteiros, fôrmas e escoras de construção e instalações de apoio aos trabalhadores da obra do Palácio do Congresso, monumento sede do poder Legislativo. Em segundo plano, mais à esquerda, é possível ver uma pequena estrutura, um pequeno casebre de madeira, servindo de apoio à obra do Palácio do Planalto, prédio em formato retangular, possui quatro andares, mais um subsolo e um anexo semienterrado, tem 36 mil metros quadrados; a arquitetura do palácio tem como principais características a pureza das linhas, com predomínio de traços horizontais, e a mescla entre curvas e retas, tais colunas, transmitem um aspecto de suspensão à cortina de vidro que compõem o corpo do palácio. No segundo quarto do segundo plano, está o Palácio do Planalto em estágio intermediário de construção, com a estrutura em concreto armado da sequência de nove colunas-curvas harmoniosas encadeadas, revestidas de mármore branco texturizado, sem ornamentos, elementos visuais que remetem a redes, velas de barco, que se movimentam no ar (Palácio do Planalto - Entre o cristal e o concreto, p.18, p.20), cada uma com 14,4m de altura e um espaçamento de 12,5m (Palácio do Planalto - Entre o cristal e o concreto, p.51) da fachada frontal do palácio presidencial, finalizadas e a estrutura interna, rodeada de andaimes; as mesmas sustentam a laje de cobertura, que protege o palácio e tem área correspondente a 7346 m2, feita de concreto obtido com mistura de areia de mina, muito fina, e seixos rolados de quartzito, retirados do Rio Corumbá; a rampa de acesso ao salão nobre erguida, rampa com um aclive sutil do solo, inspirada na escadaria do Palácio do Catete (atual Museu da República, Rio de Janeiro); e o parlatório situado à direita da entrada principal, em formato oval, também revestido de mármore, com altura de aproximadamente 6,5m, local onde o presidente e convidados podem se dirigir ao povo na praça. (Palácio do Planalto - Entre o cristal e o concreto, p.70), com a estrutura finalizada, porém sem acabamento, entre a rampa e o parlatório está uma placa da Construtora Pacheco Fernandes Dantas Ltda., responsável pela construção do palácio presidencial; na lateral esquerda da rampa está a placa da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) identificando a obra do Palácio do Planalto. No terceiro quarto do segundo plano, é possível ver o caminho de terra delimitando o local definido para a construção do espelho d’água do Palácio do Congresso. No quarto do segundo plano, mais à direita da imagem, está o Museu Histórico de Brasília (Museu da Cidade) em seu formato final.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO PLANALTO
O Palácio do Planalto, sede do poder executivo, localiza-se na Praça dos Três Poderes, em um dos vértices do triângulo imaginário formado por ele, pelo Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal. Inaugurado em 21 de abril de 1960, foi um dos primeiros monumentos a ser instaurado em Brasília e simboliza a mudança da Capital do Rio de Janeiro para Brasília durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976). O projeto foi assinado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), os cálculos estruturais foram de Joaquim Cardozo (1897-1978), os jardins e espelho d’água ficaram à cargo de Roberto Burle Marx (1909-1994) e Fausto Favale atuou como engenheiro-chefe na sua execução. A construção foi de responsabilidade da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP). O edifício caracteriza-se por um volume em barra elevado do solo, com varanda circundante e marquise projetada, sustentadas pela colunata dos emblemáticos pilares curvos revestidos em mármore que, posteriormente, tornaram-se referência na paisagem de Brasília.
CURIOSIDADES SOBRE O PALÁCIO DO PLANALTO:
Soneto de vidro: “este ser que se compõe de adjacências,/ E de cimento claro e matinal,/ Tem nos seus nervos finos transparências,/ De luz se alimenta. Fala cristal.” – Soneto escrito por Joaquim Cardozo, sobre o Palácio do Planalto."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (601)

Fotografia em preto e branco, formato paisagem, contendo algumas manchas. Vista aérea da composição territorial do Palácio da Alvorada em construção. Em primeiro plano pode-se observar o acampamento dos trabalhadores da obra da Residência Oficial do Presidente da República Federativa do Brasil com suas edificações de apoio construídas em madeira e pintadas na cor branca onde é possível identificar as edificações mais à frente como alojamentos dos operários e as edificações mais ao fundo, onde podemos visualizar algumas edificações maiores, sendo algum tipo de galpão de marcenaria e armazenamento, juntamente com o protótipo em tamanho real da capela do alvorada mais a esquerda da imagem, que teve sua construção iniciada em 1957, o qual foi feito com objetivo de atestar se as placas de mármore da capela ficariam perfeitas.Ao lado dos alojamentos observa-se os banheiros coletivos dos alojamentos. Em segundo plano, dispõe-se da fachada oeste do Palácio da Alvorada na sua fase de construção, com alguns de seus emblemáticos pilares da fachada concluídos. À esquerda do palácio outra faixa territorial do Palácio da Alvorada acomodando as edificações de apoio dos trabalhadores construídas em madeira e pintadas na cor branca. Em terceiro plano vislumbra-se a presença de paisagem de cerrado nativo. Sendo uma das edificações mais importantes do modernismo arquitetônico brasileiro, o Palácio da Alvorada foi projetado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), projeto esse que foi apresentado à NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) e aprovado em 2 de dezembro de 1956, dois meses após a solicitação feita por Juscelino Kubitschek (1902-1976) no local onde Brasília seria construída. teve o jardim posterior e todo o projeto de paisagismo projetado pelo paisagista Yoichi Aikawa. A construção foi de responsabilidade da construtora Rabello, Darcy Amora Pinto (1921 -?) foi o engenheiro-chefe da obra do palácio e Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. As obras começaram no dia 03 de abril de 1957, durou 13 meses até ficar pronta em 31 de maio de 1958 e o palácio da Alvorada foi inaugurado em 30 de junho de 1958. Foi a primeira edificação de alvenaria de Brasília-DF. A capela anexa ao palácio guarda precedência na realização de Le Corbusier (1887-1965) para a “Chapelle Notre-Dame-du-Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na frança, faz referência às antigas casas de fazenda do Brasil, como por exemplo a “Fazenda Colubandê”, a qual é mencionada na tese de mestrado: (ALMEIDA, Guilherme Essvein de. Palácio da Alvorada: um resgate documental e analítico. 2012.) onde o autor cita mais de uma vez o precedente da Fazenda Colubandê que, como citado em sua obra, traz consigo a “capela anexa, colunata e horizontal dominante.”

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (610)

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro aéreo da península do Lago Paranoá com os primeiros edifícios em alvenaria inaugurados de Brasília, durante os primeiros anos de construção da capital, entre os anos de 1958 e 1961. O Brasília Palace Hotel e o Palácio da Alvorada (PA), estando em evidência, em primeiro plano, o contexto construtivo do Palácio da Alvorada (a capela e o acesso rampeado semienterrado, o espaço de bar e piscina). Mais ao fundo, a fachada leste do Brasília Palace Hotel, estando os dois em processo avançado de obra, sendo estes inaugurados no dia 30/06/1958. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021. Em torno da península a extensão do Lago Paranoá preenchido, que só foi ser totalmente preenchido com a sequência de chuvas do ano de 1961, foi então que Juscelino Kubitschek (1902-1961) se deu o prazer de mandar ao Corção (Gustavo, torcia contra, articulista de O Globo e filósofo) o telegrama com duas palavras mais do que suficientes: ‘Encheu, viu?” (ESNAL, 2015, p. 42). No primeiro trecho da península em primeiro plano, parte do contexto do Palácio da Alvorada, sendo possível identificar alguns trechos ainda em processo de obra na ponta da península, estando sem a presença de gramíneas, devido a presença de ação antrópica realizada para as construções. A esquerda deste, o lago artificial do Alvorada preenchido, sendo possível identificar seu perímetro em forma abstrata. Seguindo a esquerda do lago artificial, o PA em fase avançada de construção, havendo a presença dos principais elementos arquitetônicos que compõem o seu contexto construtivo – o próprio Palácio da Alvorada, a capela, o espaço de bar e piscina na fachada posterior e o bloco semienterrado de serviços, à esquerda. O primeiro trecho da península caracteriza-se por uma vegetação de baixo porte, com gramíneas mais densas às margens do lago e secas nas áreas que configuram vias vicinais ou áreas descampadas - onde, anteriormente, estiveram os acampamentos e canteiros de obra. Áreas desmatadas refletem o processo de obra recente. A frente do Alvorada, em sua fachada oeste, uma extensa área retangular circundada por parte da Via Presidencial, conectando a Estrada Hotéis e Turismo (STHN Trecho 1), que por sua vez, interliga-se ao Brasília Palace Hotel presente em plano posterior, caracterizando processo avançado de obra, com a fachada leste em aparente fase final de obra, sendo possível identificar também um pequeno conjunto de instalações e alojamentos de apoio à obra entre o Alvorada e o Palace. A esquerda do Palace, uma torre treliçada para caixa d’água e um adensamento de árvores de médio porte. O Palace apresenta iminência de conclusão, com fachadas que aparentam apresentar esquadrias e cortinas, logo, em funcionamento. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), com 13.562 m² de área construída, contando com 180 apartamentos e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento. Sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Em todo o registro, a vegetação é caracterizada por árvores esparsas nos arredores das edificações, e mudanças abruptas de solo. Em todo o registro, a vegetação é caracterizada por árvores esparsas nos arredores das edificações, e mudanças abruptas de solo. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do Lago Paranoá, que contrasta com o solo do cerrado. Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (655)

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Representante digital consta manchas brancas de uma possível retirada de fita. Registro aéreo da península do Lago Paranoá – ainda não preenchido – com os primeiros edifícios em alvenaria inaugurados de Brasília, durante os primeiros anos de construção de Brasília, entre 1957 e 1958, o Brasília Palace Hotel e o Palácio da Alvorada (PA), estando em evidência, em primeiro plano, o contexto construtivo do Palácio da Alvorada (a capela e o acesso rampeado semienterrado, o espaço de bar e piscina). Mais ao fundo, a fachada leste do Brasília Palace Hotel, estando os dois em processo avançado de obra, sendo estes inaugurados no dia 30/06/1958. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021. No quadrante inferior do registro, parte da extensão vegetativa de onde, posteriormente, viria a ser preenchido o Lago Paranoá. O Lago Paranoá só foi totalmente preenchido com sequência de chuvas do ano de 1961, e então, Juscelino Kubitschek (1902-1961) se deu o prazer de mandar ao Corção (Gustavo, torcia contra, articulista de O Globo e filósofo) o telegrama com duas palavras mais do que suficientes: ‘Encheu, viu?” (ESNAL, 2015, p. 42). Ainda neste trecho, pequenas vias vicinais traçam percursos de acesso demarcados no solo, possivelmente, destinados à passagem de operários e veículos carregados de materiais para as construções visíveis. O terreno se estende em aclive até a península do Lago, onde encontra-se o PA. Próximo da estrada vicinal em evidência no quadrante inferior do registro, pequenas instalações de apoio aos operários, possivelmente se tratando de sanitários. O edifício do Alvorada encontra-se em fase avançada de construção, havendo a presença dos principais elementos arquitetônicos que compõem o seu contexto construtivo – o próprio Palácio da Alvorada, a capela, o espaço de bar e piscina na fachada posterior e o bloco semienterrado de serviços, à esquerda. Adjacentes às estruturas do Palácio da Alvorada parte do terreno apresenta superfície gramada, havendo uma mudança abrupta, no quadrante central direito, para um solo de terra batida marcada pela passagem de veículos e maquinários nas imediações das obras finalizadas. Nota-se, portanto, a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, aparente uso de maquinário para retirada de terra, não havendo a presença de árvores ou gramíneas. A direita do Alvorada, dois conjuntos de alojamentos – de estrutura simples retangular ou quadrada, com telhado em duas quedas – destinado aos trabalhadores, além de estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso ainda não pavimentados no entorno das moradias, durante o período de obras. A esquerda dos alojamentos e na frente do Palácio da Alvorada, parte do solo ainda em terra batida do que posteriormente viria a ser parte da extensão do terreno gramado de acesso ao edifício, sendo possível identificar uma torre treliçada para armazenamento de água e postes de energias, além das estradas vicinais. No quadrante esquerdo, à esquerda do anexo semienterrado de serviços, é possível identificar um canteiro de obras a serviço do Palácio da Alvorada, havendo aproximadamente seis instalações de apoio, possivelmente, destinadas ao armazenamento, cortes e manuseio dos materiais destinados à obra. No mesmo terreno, pilhas de materiais e montantes de agregados ambientaliza a desordem do canteiro durante o processo de obra recorrente na região. Nas delimitações do canteiro, próximos das estradas vicinais pequenas instalações destinadas aos sanitários. Nas imediações de todo o contexto de obra do Palácio da Alvorada, pequenas estradas vicinais direcionam-se para o oeste com sentido Esplanada dos Ministérios e o próprio Hotel de Turismo evidenciado no registro no quadrante superior. Em plano posterior, o Brasília Palace Hotel em processo avançado de obra, com a fachada leste em em aparente fase final de obra, sendo possível identificar também um pequeno conjunto de instalações e alojamentos de apoio à obra. A esquerda do Palace, uma torre treliçada para caixa d’água, e um adensamento de árvores de médio porte. O Palace apresenta iminência de conclusão, com fachadas que aparentam apresentar esquadrias e cortinas, logo, em funcionamento. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), com 13.562 m² de área construída, contando com 180 apartamentos e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento. Sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Em todo o registro, a vegetação é caracterizada por árvores esparsas nos arredores das edificações, e mudanças abruptas de solo. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Torna-se nítido a presença de uma vasta vegetação de Cerrado típico (Cerrado sentido restrito), com variações de densa, ralo e de médio porte, com gramíneas secas.

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