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NOV.B.2 (267)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-267
  • Unidad documental simple
  • 1959 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista lateral de uma grande caixaria (estrutura provisória geralmente feita de madeira, que recebem a armação e o concreto para a confecção das vigas e pilares na obra. Têm como função moldar e dar geometria ao concreto armado, suportando-o até que ele possa se sustentar) sob vigas de aço, as quais estão apoiadas perpendicularmente em duas vigas de madeira acopladas entre si, abaixo delas, situam-se os pilares de madeira firmada em pontaletes. Adjacente a base, verifica-se um trabalhador usando chapéu e trajando camisa longa branca e calça clara de joelho semiflexionado segura um fio elétrico que se eleva até um buraco no topo da caixaria, adjunto a um obreiro que observa-se o interior da estrutura, em questão, e encontra-se apoiado sob uma viga de madeira e pousa seus braços sob a tábua de madeira mais alta, inclinado seu quadril um pouco para trás. Na parte lateral esquerda, visualiza-se um operário negro segurando os pilares, no penúltimo degrau, de uma longa escada alicerçada em duas vigas de madeira assentadas sob placas de madeira sobrepsotas umas as outras. No lado oposto, há grandes degraus simplórias de madeira, sustentada por escoras arrimadas sob placas de madeira empilhadas, que formam um corredor fechado, à esquerda deste, enxerga-se somente a parte superior do corpo de um trabalhador de camisa branca olhando fixamente para cima, ao lado, de uma caçamba de caminhão. Ao fundo, encontra-se um cidadão suspendendo placas de madeira que localizam-se empilhadas mais à frente, adjacente a ele, está um operário de regata e capacete mirando uma surpreendente elevação de terra que supera considerável sua altura. Abaixo da sequência de degraus, é pouco perceptível o tronco de um operário rente a parede da caixaria, paralelamente, à direita, visualiza-se um trilho, esparso, sobre uma outra concentração de terra, no entanto, de menor dimensão. À esquerda da caixaria, perpendicularmente, se faz pouco nítido algumas cercas delimitando perímetros , ocupados por trabalhadores que realizam funções de obra. Sobressai, ao fundo, um pequeno depósito de cobertura íngreme e sem vedação completa, em meio a um poste de iluminação à leste e à oeste, evidencia-se as formas de madeira de pilares, encadeadas contendo aprumadores para seu endireitamento. Ulteriormente, dispõem-se o grande talude que cerca o canteiro de obras do Congresso Nacional.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer."

Sin título

NOV.B.2 (266)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-266
  • Unidad documental simple
  • 1957 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista diagonal da fachada frontal do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano temos o helicóptero do modelo BELL 47J (H-13J) - RANGER, que transportava o então Presidente da República, Juscelino Kubitschek com o objetivo de inspecionar as obras da nova capital federal. Em segundo plano à esquerda temos a Capela Nossa Senhora da Conceição, obra do Arquiteto Oscar Niemeyer, com suas obras concluídas e à direita o próprio Palácio da Alvorada.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Sendo uma das edificações mais importantes do modernismo arquitetônico brasileiro, o Palácio da Alvorada foi projetado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), projeto esse que foi apresentado à NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) e aprovado em 2 de dezembro de 1956, dois meses após a solicitação feita por Juscelino Kubitschek (1902-1976) no local onde Brasília seria construída. teve o jardim posterior e todo o projeto de paisagismo projetado pelo paisagista Yoichi Aikawa. A construção foi de responsabilidade da construtora Rabello, Darcy Amora Pinto (1921 -?) foi o engenheiro-chefe da obra do palácio e Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. As obras começaram no dia 03 de abril de 1957, durou 13 meses até ficar pronta em 31 de maio de 1958 e o palácio da Alvorada foi inaugurado em 30 de junho de 1958. Foi a primeira edificação de alvenaria de Brasília-DF. A capela anexa ao palácio guarda precedência na realização de Le Corbusier (1887-1965) para a “Chapelle Notre-Dame-du-Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na frança, faz referência às antigas casas de fazenda do Brasil, como por exemplo a “Fazenda Colubandê”, a qual é mencionada na tese de mestrado: (ALMEIDA, Guilherme Essvein de. Palácio da Alvorada: um resgate documental e analítico. 2012.) onde o autor cita mais de uma vez o precedente da Fazenda Colubandê que, como citado em sua obra, traz consigo a “capela anexa, colunata e horizontal dominante.”"

Sin título

NOV.B.2 (265)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-265
  • Unidad documental simple
  • 1959 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista do que aparenta ser no canteiro de obras/alojamento da construção do Palácio do Congresso Nacional. Em primeiro plano, chão de terra batida com cabos presos ao mesmo que partem de um alto poste listrado ao centro da fotografia. Logo atrás do poste, placas de identificação da construtora e da empresa de estacas que atuou na fundação da obra do Congresso Nacional escrito: Comp. Constructora Nacional S.A. Rua Mexico-168 T.42-6033 engenheiros responsáveis Laerte Rangel Brigido-Alfredo Veiga de Carvalho; Estacas Franki Ltda. Fundações autor do projeto A. J. da Costa Nunes responsável pela execução Gilberto Pinto Scarpa eng. civil. À direita das placas de identificação, um poste com tronco de madeira com fiação e uma luminária e alguns caixotes de madeira sobre o chão de terra batida. Atrás das placas, construções temporárias de aspecto longitudinais, que provavelmente serviam de alojamento para os trabalhadores ou para acúmulo de materiais. À esquerda da fotografia, é possível identificar dois veículos (da esquerda para a direita) Jeep Rural e Ford F100 de 1951, popularmente conhecido como “vampirinha”. No canto direito da fotografia, mais veículos e materiais de construção sobre o chão de terra batida. No horizonte, vegetação nativa do bioma Cerrado.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
"

Sin título

NOV.B.2 (264)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-264
  • Unidad documental simple
  • 1958 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia em cores, formato retrato, fotografia espelhada. Vista da fachada frontal do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, uma grande extensão de grama à frente da fachada principal. Em segundo plano, há duas linhas brancas horizontais na fotografia. Ao fundo, à esquerda, o anexo de serviços e apoio do Palácio da Alvorada. Ao centro, o Palácio com as colunas da fachada principal revestidas em mármore branco, além de dois veículos, sendo um carro à esquerda e um ônibus à direita da fotografia. Mais à direita, a Capela do Palácio da Alvorada finalizada com revestimento em mármore branco. No horizonte, fitofisionomia do Cerrado. Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE SOBRE AS COLUNAS DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
"

Sin título

NOV.B.2 (263)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-263
  • Unidad documental simple
  • 1959 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista lateral de uma grande caixaria (estrutura provisória geralmente feita de madeira, que recebem a armação e o concreto para a confecção das vigas e pilares na obra. Têm como função moldar e dar geometria ao concreto armado, suportando-o até que ele possa se sustentar) sob vigas de aço, as quais estão apoiadas perpendicularmente em duas vigas de madeira acopladas entre si, abaixo delas, situam-se os pilares de madeira firmada em pontaletes. Adjacente a base, verifica-se um trabalhador usando chapéu e trajando camisa longa branca e calça clara de joelho semiflexionado segura um fio elétrico que se eleva até um buraco no topo da caixaria, adjunto a um obreiro que observa-se o interior da estrutura, em questão, e encontra-se apoiado sob uma viga de madeira e pousa seus braços sob a tábua de madeira mais alta, inclinado seu quadril um pouco para trás. Na parte lateral esquerda, visualiza-se um operário negro segurando os pilares, no penúltimo degrau, de uma longa escada alicerçada em duas vigas de madeira assentadas sob placas de madeira sobrepsotas umas as outras. No lado oposto, há grandes degraus simplórias de madeira, sustentada por escoras arrimadas sob placas de madeira empilhadas, que formam um corredor fechado, à esquerda deste, enxerga-se somente a parte superior do corpo de um trabalhador de camisa branca olhando fixamente para cima, ao lado, de uma caçamba de caminhão. Ao fundo, encontra-se um cidadão suspendendo placas de madeira que localizam-se empilhadas mais à frente, adjacente a ele, está um operário de regata e capacete mirando uma surpreendente elevação de terra que supera considerável sua altura. Abaixo da sequência de degraus, é pouco perceptível o tronco de um operário rente a parede da caixaria, paralelamente, à direita, visualiza-se um trilho, esparso, sobre uma outra concentração de terra, no entanto, de menor dimensão. À esquerda da caixaria, perpendicularmente, se faz pouco nítido algumas cercas delimitando perímetros , ocupados por trabalhadores que realizam funções de obra. Sobressai, ao fundo, um pequeno depósito de cobertura íngreme e sem vedação completa, em meio a um poste de iluminação à leste e à oeste, evidencia-se as formas de madeira de pilares, encadeadas contendo aprumadores para seu endireitamento. Ulteriormente, dispõem-se o grande talude que cerca o canteiro de obras do Congresso Nacional.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer."

Sin título

NOV.B.2 (262)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-262
  • Unidad documental simple
  • 1957 - 1960
  • Parte deSin título

Fotografia em cores, formato paisagem, contendo algumas manchas. Vista com foco na composição territorial da residência oficial do Presidente da República. Pode-se observar o terreno alterado em grande parte por conta da construção do Palácio da Alvorada, contendo áreas com vegetação nativa e áreas bastante desmatadas com terreno marcado por abertura de caminhos e movimentação de terra. Observa-se que a obra do Palácio da Alvorada está em fase de conclusão juntamente com sua capela anexa à esquerda. À esquerda da imagem pode-se observar o Lago Paranoá e a região onde hoje está situado o Núcleo Rural Tamanduá. À direita da imagem nota-se a presença de alguns automóveis. Em terceiro plano vislumbra-se a região onde hoje está situado o Setor de Mansões do Lago Sul e a Ermida Dom Bosco, obra de Oscar Niemeyer inaugurada em 24 de março de 1957. Sendo uma das edificações mais importantes do modernismo arquitetônico brasileiro, o Palácio da Alvorada foi projetado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), projeto esse que foi apresentado à NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) e aprovado em 2 de dezembro de 1956, dois meses após a solicitação feita por Juscelino Kubitschek (1902-1976) no local onde Brasília seria construída. teve o jardim posterior e todo o projeto de paisagismo projetado pelo paisagista Yoichi Aikawa. A construção foi de responsabilidade da construtora Rabello, Darcy Amora Pinto (1921 -?) foi o engenheiro-chefe da obra do palácio e Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. As obras começaram no dia 03 de abril de 1957, durou 13 meses até ficar pronta em 31 de maio de 1958 e o palácio da Alvorada foi inaugurado em 30 de junho de 1958. Foi a primeira edificação de alvenaria de Brasília-DF. A capela anexa ao palácio guarda precedência na realização de Le Corbusier (1887-1965) para a “Chapelle Notre-Dame-du-Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na frança, faz referência às antigas casas de fazenda do Brasil, como por exemplo a “Fazenda Colubandê”, a qual é mencionada na tese de mestrado: (ALMEIDA, Guilherme Essvein de. Palácio da Alvorada: um resgate documental e analítico. 2012.) onde o autor cita mais de uma vez o precedente da Fazenda Colubandê que, como citado em sua obra, traz consigo a “capela anexa, colunata e horizontal dominante.” Na parte inferior da fotografia, faixa de cerrado, com vegetação rala possivelmente devido e ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico.

Sin título

NOV.B.2 (261)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-261
  • Unidad documental simple
  • 1959 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista com foco no trabalhador atuando na construção do Palácio do Congresso Nacional. Em destaque, um candango na obra (a palavra candango é uma variação de candongo, da língua quimbundo, dos bantos do sudoeste de Angola, e era usada de forma depreciativa contra os colonizadores daquele continente. Ao serem traficados para a região canavieira nordestina, os africanos mantiveram o sentido pejorativo para se referir aos senhores portugueses e, depois, aos próprios brasileiros (HOLSTON,1993). Com o decorrer do tempo, porém, o alvo da depreciação foi invertido. A palavra virou sinônimo de cafuzo, mestiço, mameluco e negro. Posteriormente, seu significado foi ampliado, passando a abranger genericamente as populações pobres do interior do país, sobretudo trabalhadores itinerantes, de baixa qualificação profissional, situação predominante entre aqueles que chegaram ao canteiro de obras da futura capital). É possível visualizar o operário trabalhando na montagem das estruturas metálicas, com rebites maciços a quente para unir as peças e uso de martelos pneumáticos (SILVA; MELO, 2021). Este está com vestes simples, luva nas mãos para proteção e capacete de construção metálico. Ao fundo, a estrutura metálica (provavelmente das torres anexas) com diversos cabos e cordas amarradas. O pilar é unido à viga à esquerda por meio de cantoneiras de ligação, arrebitadas (rebite é um fixador mecânico semi permanente) na sua estrutura. A chapa metálica soldada nesse pilar denomina-se enrijecedor de coluna e tem como função conferir estabilidade à estrutura. À esquerda, duas escadas unidas de madeira e mais ao fundo, o edifício principal do Palácio do Congresso Nacional (a base das cúpulas). À direita, tábuas de madeira provavelmente provisórias sobre a estrutura metálica e atrás, uma pilha de outras tábuas de madeira.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
"

Sin título

NOV.B.2 (260)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-260
  • Unidad documental simple
  • 1957 - 1958
  • Parte deSin título

"Fotografia em cores, formato paisagem, autor desconhecido. Vista da fachada principal (oeste) do Palácio da Alvorada. A imagem, em ângulo baixo, foi feita no caminho de acesso principal à edificação, bem próximo ao espelho d’água direito, de 60cm de profundidade. Por isso, em primeiro plano, na parte inferior, encontra-se a lâmina d’água com a escultura de bronze “As Iaras”, de Alfredo Ceschiatti, vista parcialmente de costas. Em segundo plano, disposta em perspectiva, está parte da fachada da fachada da residência oficial. Quatro imponentes colunas aparecem no registro, enquanto a pele de vidro, também chamada de cortina de vidro, é retratada com sua translucidez bloqueada por persianas internas claras. Duas esquadrias de correr, localizadas no pavimento superior, encontram-se abertas, assim como outras cinco janelas basculantes do térreo da edificação.O subsolo do complexo também é evidente, tanto no corpo do volume principal quanto sob o caminho que conecta ao anexo de serviço. Em terceiro plano, há a topografia natural da vista sul, com poucos sinais de alteração. Atrás das esculturas, gramado plantado e ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir.”
"

Sin título

NOV.B.02 (26)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-26
  • Unidad documental simple
  • 1958 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia em formato retrato, em cores. Em destaque, a Catedral Metropolitana de Brasília com a sua estrutura, ainda em período de construção, de seus marcantes pilares parabólicos. Nota-se a presença de formas de madeira em boa parte da extensão da Igreja . Em primeiro plano, está o terreno de obras em terra batida, resultado de um processo de terraplanagem. Mais a frente, evidencia-se um grupo de quatro trabalhadores conversando entre eles, próximos a montes de areia utilizados na construção da igreja.
CONTEXTO HISTÓRICO:
Projetada pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012). A construção foi de responsabilidade da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) e teve Carlos Magalhães (1933-2021) como arquiteto responsável e o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. Sua pedra fundamental foi lançada em 12 de setembro de 1958, de acordo com documento encontrado no Fundo NOVACAP textual - Balanços e relatórios 1957 - (NOV-B-7-0215 (1)) - “ Catedral de Brasília - Obra executada por administração direta da Novacap, com donativos de particulares. Construção iniciada aos 12 de Setembro de 1959. Em dezembro do mesmo ano apresentava concluídas as fundações e parte da infraestrutura, prevendo-se a conclusão da superestrutura para o primeiro trimestre do corrente ano” - sua estrutura ficou pronta em 1960, com 70m de diâmetro, da qual se elevam 16 colunas de concreto num formato hiperboloide. Em 31 de maio de 1970 foi inaugurada de fato, já com os vidros externos. A segunda cobertura colocada na nave teve um vitral composto por 16 peças em fibra de vidro em tons de azul, verde, branco e marrom, inseridas entre os pilares de concreto e foram idealizados e desenhados pela maior vitralista do Brasil, Marianne Peretti (1927-2022) a única mulher a compor o time de artistas na construção de Brasília na gestão de José Aparecido de Oliveira (1929-2007). Anjos e profetas da catedral foram obra de Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Segundo Flavio R. Cavalcanti em sua publicação “Catedral de Brasília - A longa construção”, a construção da catedral pode ser dividida em duas “fases”: uma, rápida, durante a construção da cidade (1956-1960), em que foi erguida a estrutura de concreto; outra, de duas décadas, da paralisação geral das obras durante o curto governo de Jânio Quadros (1961) até a conclusão do vitral interno, por conta da igreja católica.
CURIOSIDADES E REMISSIVAS - CATEDRAL:
· A execução do projeto de edificação da catedral, foi acompanhado desde 1960 pela Arquidiocese de Brasília, que teve como seu primeiro arcebispo Dom José Newton de Almeida Baptista (1904-2001), este sacerdote teve papel relevante na condução das obras do templo, mantendo contato com os órgãos governamentais e empreendendo campanhas para arrecadar fundos para que a edificação fosse concluída.
· A Catedral de Brasília possui uma acústica potente, ou seja, se está perto de uma parede, é possível ouvir claramente o que uma pessoa fala a vários metros de distância se ela também estiver próxima da parede.
· A cruz no topo da Catedral de Brasília foi instalada em 1968 e tem 12 metros de altura. Ela foi benzida pelo Papa Paulo VI (1897-1978);
· O Papa Paulo VI (1897-1978) doou o altar principal da Catedral de Brasília;
· No interior da Catedral de Brasília, está a Cruz Histórica, essa cruz fez parte da 1ª missa oficial de Brasília, celebrada em 1957 na atual Praça do Cruzeiro, localizada no Eixo Monumental;
· Para não comprometer a estrutura da Catedral de Brasília, o Batistério foi construído depois que a estrutura da igreja foi finalizada."

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NOV.B.2 (259)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-259
  • Unidad documental simple
  • 1959 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista da cúpula do Senado Federal e dos anexos do Palácio do Congresso Nacional em fase de construção sem revestimento. Em primeiro plano, a laje de cobertura do Edifício Principal do Congresso Nacional. Essa edificação corresponde à plataforma horizontal de estrutura em concreto armado e revestimento de mármore branco, encimada pelas célebres cúpulas que abrigam os Plenários do Legislativo: a menor, de formato côncavo, corresponde ao Senado Federal, enquanto a maior, de formato convexo, equivale à Câmara dos Deputados. Sobre a laje, há alguns materiais de construção e muitas figuras humanas caminhando e atuando na obra. Na base da cúpula do Senado, à esquerda, um pequeno andaime circunda toda a sua base, além de ser possível visualizar a escada provisória sobre a cúpula para os trabalhadores terem acesso à sua cobertura. À esquerda, mais figuras humanas e o que aparenta ser um abrigo provisório de madeira para armazenamento provisório de materiais. Atrás da cúpula, um guindaste atuando no início da construção dos anexos, formados por duas torres verticais, que abrigam os gabinetes do Senado e da Câmara dos Deputados. Os anexos constituem um edifício em altura com torres gêmeas lamelares (disposição de lâmina) com 29 pavimentos, unidas por meio de passarelas suspensas, que também servem como contraventamento da construção. Em termos estruturais, a edificação foi executada sistema viga-pilar em aço.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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