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NOV.B.2 (294)

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista das varandas do segundo pavimento, a área privativa familiar, ao qual o acesso se dá pela sala de vestir do presidente, quarto do presidente e demais quartos do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, a varanda de um dos quartos, que está à direita da fotografia, e seis colunas da fachada leste do Palácio. Ao fundo, em direção à fachada sul, parte do anexo de serviços e apoio do Palácio da Alvorada e no horizonte, Cerrado sem alterações ao qual virá a ser possível visualizar parte do Lago Paranoá.
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (629) com alteração de colorimetria em cores, enquadramento afastado e com o homem sentado na varanda.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (293)

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista da construção da Câmara dos Deputados. Em primeiro plano, observa-se diversas construções temporárias,que funcionam para cobertura de materiais, dispostas em formato de U com cobertura composta de tapume de metal ou madeira. Ao centro, nota-se seis agrupamentos, três na esquerda e na três na direita, de vigas de aço separadas por finas tábuas de madeira, os quais formam um pequeno corredor, o qual deslocam-se dois operários de chapéu de palha e camisa de manga comprida, um deles está passando a mão no agrupado de vigas de aço à esquerda, no lado oposto, há um operário suspendendo um carrinho de mão, adjacentes a outros dois obreiros que encontram-se perto a uma depósito de cobertura íngreme. Constata-se no sentido leste das construções impermanentes, verifica-se um profissional em direção a um grande amontoado de pontaletes de madeira espalhados na superfície, ao seu lado está outro pedreiro atento a outra atividades da obra, perto de seu campo de visão, está passando com uma carriola. Esses pontaletes esparsos estendem-se até o ponto de montagem, executada por seis trabalhadores que encontram-se agachados, das vigas radiais e diagonais comporia a complexa malha estrutural da Câmara que ajudaria a suportar as cargas. Adiante, à esquerda, há um pequeno grupo vistoriando o material que está em uma cerca. À direita, visualiza-se mais operários montando as vigas. Na extrema direita, fora da plataforma, visualiza-se a grande cavidade da fundação das torres anexas. Ao centro da fotografia, sobressai a forma circular da fundação do Câmara, percebe-se que o processo construtivos está mais avanço na circunferência à esquerda, contendo já aprumadores endireitado a forma de madeira, no resto da circunferência presencia-se ainda mais algumas esperas soltas que vão compor a armadura. Na base, presenciam-se quatro operários, um deles curvado em meio às dezenas de tábuas de madeira posicionadas diagonalmente. No sentido oeste, situa-se um trabalhador sem camisa manipulando esses materiais de obra. Logo após, uma coluna de placas de madeira compensada empilhadas, na diagonal esquerda, há várias tábuas de madeira organizadas verticalmente. Adiante, localizam-se vários grupos de profissionais ajustando as madeiras no solo ou realizando outras tarefas da obra. Posteriormente à circunferência central, assentam-se várias estacas de madeira pela plataforma. Ao fundo, situa-se a Via S1, ainda sem pavimentação. Apenas parte de seu trajeto planejado está efetuado, tal espaço está parcialmente ocupado por acúmulos de recursos da obra, na extrema direita, é possível enxergar obreiros sob uma simples construção temporária sem vedação. Ulteriormente a pista, predomina um terreno descampado de Cerrado Nativo.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.

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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (292)

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista das varandas do segundo pavimento, a área privativa familiar, ao qual o acesso se dá pela sala de vestir do presidente, quarto do presidente e demais quartos do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, a varanda do quarto do presidente, que está à esquerda da fotografia, e três colunas da fachada leste do Palácio. Ao fundo, em direção à fachada norte, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo.
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (630) com alteração de colorimetria em preto e branco, enquadramento mais para baixo e levemente para a esquerda e um homem sentado na varanda.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (291)

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista da cúpula do Senado Federal do Palácio do Congresso Nacional. Na fotografia percebe-se o Edifício Principal do Congresso Nacional. Essa edificação corresponde à plataforma horizontal de estrutura em concreto armado e revestimento de mármore branco, encimada pelas célebres cúpulas que abrigam os Plenários do Legislativo: a menor, de formato côncavo, corresponde ao Senado Federal, enquanto a maior, de formato convexo, equivale à Câmara dos Deputados. A edificação ainda está sem a cortina de vidro (componente construtivo de vedação, composto por vidros fixados em malha de perfis metálicos contínuos, que se desenvolvem no sentido da altura e/ou da largura da fachada da edificação, por pelo menos dois pavimentos), apenas com estruturas temporárias. Sobre a laje, há alguns materiais de construção e figuras humanas caminhando e atuando na obra. A cúpula do Senado Federal está praticamente finalizada e este tem uma figura humana descendo sobre o mesmo por uma pequena escada, um pequeno andaime circunda toda a sua base e materiais de construção sobre a laje de cobertura do edifício principal. No canto esquerdo da fotografia, parte do início da construção dos edifícios anexos, verticalizados de 92 metros, ainda não concluídos, sem a vedação completa. O sistema construtivo é composto por viga (componente horizontal) e por pilar (componente vertical).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (290)

"Fotografia em cores, formato retrato. Vista da escada interna do Palácio da Alvorada. A escada é feita de madeira com corrimão metálico e possui formato de espinha de peixe que dá acesso à sala íntima do palácio no primeiro andar, o qual constitui a parte residencial do Palácio. Ao fundo, à esquerda da fotografia, há quatro poltronas Barcelona de autoria do arquiteto alemão Mies van der Rohe (1886-1969) com a arquiteta e designer alemã Lilly Reich (1885-1947) realizada em 1929 de aço cromado e couro com dimensões de 72x72x77 cm.
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (272) com a escada em fase de construção.
CURIOSIDADE SOBRE A POLTRONA BARCELONA:
A poltrona Barcelona é o projeto mais conhecido de Mies van der Rohe, lançada na Exposição Internacional de Barcelona de 1929. Nesse modelo, o aço tubular foi substituído por uma chapa de aço plano, inovação considerável para a época. [...] Projetada por Mies van der Rohe em colaboração com sua companheira e designer Lilly Reich, a poltrona Barcelona foi um dos destaques da decoração do Pavilhão Alemão (também projetado por ele) na Exposição Mundial de Barcelona em 1929, tornando-se um dos clássicos da história do design. Exemplo claro do estilo sóbrio e inovador do arquiteto, a poltrona conjuga elementos artesanais e material industrial, sendo composta por dois acolchoados sobre tiras de couro em uma base estilizada em aço. Pensada para servir de assento ao Rei da Espanha, ilustre visitante do Pavilhão Alemão, a poltrona utiliza uma estrutura formal cruzada em X, desenho encontrado desde a Antiguidade na confecção de bancos e tronos aristocráticos (GUIMARÃES, SCANAPIECO, SÁ, VASCONCELOS, 2020).
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (29)

"Fotografia em cores em formato paisagem. Em destaque, vê-se o Congresso Nacional em construção e, aos arredores, o canteiro de obra com movimentação de veículos e trabalhadores (ângulo da elevação sudoeste). No primeiro plano, verifica-se o terreno limpo e nivelado que atualmente corresponde ao gramado frontal e ao espelho d'água. No segundo plano, está a base horizontal em concreto armado - o Edifício Principal - que abriga as cúpulas dos plenários. Na foto, a laje superior da plataforma, a rampa de acesso e a cúpula menor (Senado) já estão concretadas e desenformadas, enquanto a cúpula maior (Câmara dos Deputados) encontra-se com o sistema de andaimes montados, indicando que ainda está em processo de execução. Posterior ao Edifício Principal, estão os Anexos, torres gêmeas com 29 andares que acomodam os gabinetes do Senado e da Câmara dos Deputados, destacado somente pelo seu esqueleto estrutural em aço. Sua montagem ainda está em processo, fato evidenciado pela presença de um guindaste no topo de uma das torres e pela ausência das empenas laterais cegas (paredes laterais sem aberturas) e da cortina de vidro (componente construtivo de vedação destacado da estrutura que suporta o edifício, composto por vidros fixados em malha de perfis metálicos contínuos, que se desenvolvem no sentido da altura e/ou da largura da fachada da edificação, sem interrupção, por pelo menos dois pavimentos). Na lateral à esquerda do Congresso Nacional, percebe-se a movimentação de caminhões e operários. No último plano, há o horizonte ainda sem urbanização.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (289)

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem com pequenas manchas amareladas e alguns ricos ao longo da fotografia. Vista da cúpula do Senado Federal do Palácio do Congresso Nacional em fase de construção sem revestimento. Em primeiro plano, à esquerda da fotografia, chão de terra batida do que será o Eixo Monumental. Em segundo plano, encontra-se (à esquerda) um poste de madeira e o Edifício Principal do Congresso Nacional. Essa edificação corresponde à plataforma horizontal de estrutura em concreto armado e revestimento de mármore branco, encimada pelas célebres cúpulas que abrigam os Plenários do Legislativo: a menor, de formato côncavo, corresponde ao Senado Federal, enquanto a maior, de formato convexo, equivale à Câmara dos Deputados. A edificação ainda está sem a cortina de vidro (componente construtivo de vedação, composto por vidros fixados em malha de perfis metálicos contínuos, que se desenvolvem no sentido da altura e/ou da largura da fachada da edificação, por pelo menos dois pavimentos), apenas com estruturas temporárias. Sobre a laje, há alguns materiais de construção e figuras humanas caminhando e atuando na obra. Na base da cúpula do Senado, um pequeno andaime circunda toda a sua base, além de ser possível visualizar a escada provisória sobre a cúpula para os trabalhadores terem acesso à sua cobertura. À direita, mais figuras humanas e um abrigo provisório de madeira que aparenta ser para armazenamento provisório de materiais. Atrás da cúpula, percebe-se o início da construção dos anexos, formados por duas torres verticais, que abrigam os gabinetes do Senado e da Câmara dos Deputados. Os anexos constituem um edifício em altura com torres gêmeas lamelares (disposição de lâmina) com 29 pavimentos, unidas por meio de passarelas suspensas, que também servem como contraventamento da construção. Em termos estruturais, a edificação foi executada sistema viga-pilar em aço. No horizonte, bioma do Cerrado.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (288)

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista do lado direito do hall de entrada principal no térreo do Palácio da Alvorada. Este pavimento possui salões para compromissos oficiais do governo que serão utilizados pelo Presidente da República. Em primeiro plano, da esquerda para a direita, a rampa de acesso do hall que dá acesso à sala de estar, a qual é forrada com um carpete vermelho (na fotografia em questão, o tom parece marrom, porém este é vermelho) e um piso de pedra polida. Ao fundo, na parede lateral direita, um painel dourado, sem título, confeccionado por Athos Bulcão (1918-2008) em 1958, a partir de placas de latão dourado polido com dimensões de 800 cm x 915 cm x 37,5 cm. Na parede, há a frase do poeta Augusto Frederico Schmidt (1906-1965) para Juscelino Kubitschek (1902-1976) sobre o lançamento da pedra fundamental para o início da construção de Brasília: “Dêste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sôbre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e confiança sem limites no seu grande destino. Brasília, 2 de outubro de 1956 - Juscelino Kubitschek de Oliveira”. Em frente à parede dourada há uma pequena mesa de centro retangular, uma mesa de jantar com pés dourados e duas cadeiras brasileira em madeira escurecida numa reedição do estilo Luiz Felipe, estrutura curvilínea, espaldar em forma de balão, pernas em curvas e contra-curvas suaves terminadas em pés de cachimbo com dimensões de 50 cm x 91 cm x 40 cm. Estas estão posicionadas junto com a mesa grande.
CURIOSIDADE SOBRE O PAINEL DOURADO:
O uso do latão dourado simboliza aqui não uma aspiração ao infinito, mas sim uma projeção para o futuro do país, futuro esse reforçado pela própria frase de Juscelino Kubitschek (IPHAN, 2010).
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (287)

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista diagonal da construção das torres anexas do Palácio do Congresso Nacional. Em primeiro plano, chão de terra batida com alguns perfis metálicos alinhados sobre o chão. Em destaque, os anexos, formados por duas torres verticais, que abrigam os gabinetes do Senado e da Câmara dos Deputados. Os anexos constituem um edifício em altura com torres gêmeas lamelares (disposição de lâmina) com 29 pavimentos, unidas por meio de passarelas suspensas, que também servem como contraventamento da construção. Em termos estruturais, a edificação foi executada sistema viga-pilar em aço, a laje é em concreto pré-moldado, as fachadas laterais de maior superfície (norte e sul) são em cortina de vidro, enquanto as fachadas frontal e posterior (leste e oeste) correspondem a empenas cegas revestidas em mármore branco. O terreno foi escavado para abrigar a fundação das torres. Sobre a torre à esquerda há algumas figuras humanas a atrás da torre à direita, um guindaste que ultrapassa a altura atual das torres, bem como veículos, construções temporárias de aspecto longitudinais, que provavelmente serviam de alojamento para os trabalhadores ou para acúmulo de materiais. Atrás das torres, visualiza-se a cúpula do Senado Federal praticamente finalizada (de menor proporção virado para baixo, com pilar deslocado), a qual possui um traço delicado que contrasta com as colunas simétricas e dão um aspecto de beleza nas duas torres. Abaixo da cúpula encontra-se o Edifício Principal do Congresso Nacional. Essa edificação corresponde à plataforma horizontal de estrutura em concreto armado e revestimento de mármore branco, encimada pelas célebres cúpulas que abrigam os Plenários do Legislativo: a menor, de formato côncavo, corresponde ao Senado Federal, enquanto a maior, de formato convexo, equivale à Câmara dos Deputados.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (286)

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista de parte da sala de estar no pavimento térreo do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, à direita da fotografia, um tapete bege com três poltronas Barcelona, na cor preta (sendo que uma está sem o estofado do encosto), de autoria do arquiteto alemão Mies van der Rohe (1886-1969) com a arquiteta e designer alemã Lilly Reich (1885-1947) realizada em 1929 de aço cromado e couro com dimensões de 72x72x77 cm. Em centro, uma pequena mesa de centro com apenas os perfis metálicos em formato de X. Em segundo plano, à esquerda da fotografia, uma parede com revestimento espelhado que reflete parte dos móveis e da sala de estar (na parede há uma porta embutida no painel); ao lado, quatro poltronas Barcelonas, um sofá retilíneo de cor, aparentemente, marrom; ao centro, um tapete escuro com uma pequena mesa de centro com apenas os perfis metálicos em formato de X. Em terceiro plano, da esquerda para a direita, uma poltrona Barcelona preta, uma pequena mesa de centro, um tapete branco também ao centro e uma marquesa brasileira (versão híbrida de leito e de sofá que remontam ao estilo francês “restauration” e ao Brasil do século 19) de madeira jacarandá com braços curvados para dentro e arrematados por travessa torneada, assento em palhinha, pernas reviradas para fora; atrás, a escada que leva para o pavimento superior onde fica a parte íntima do Palácio uma escada com guarda-corpo vazado com perfil metálico, esta leva para o nível do subsolo do edifício, e um painel de madeira ripado; à direita, outra marquesa brasileira com um pequeno tapete ao lado, uma poltrona Barcelona preta, um recamier preto (um móvel de origem francesa que não tem encosto) e um tapete sob o mesmo; atrás uma escada com guarda-corpo vazado com perfil metálico, esta leva para o nível do subsolo do edifício do guarda-corpo, ao seu lado direito, uma imagem religiosa que parece ser a de Nossa Senhora da Conceição (a mesma utilizada na Capela do Palácio da Alvorada e a qual a Capela é dedicada). Ao fundo, um homem com calça escura, camisa clara, próximo ao hall de entrada do Palácio e de uma pequena parede de madeira ripada com dois quadros (um pendurado no painel e outro no chão). À esquerda, a fachada leste do edifício todo envidraçado, podendo visualizar algumas das colunas externas e internas e parte das varandas do pavimento superior.
CURIOSIDADE SOBRE A POLTRONA BARCELONA:
A poltrona Barcelona é o projeto mais conhecido de Mies van der Rohe, lançada na Exposição Internacional de Barcelona de 1929. Nesse modelo, o aço tubular foi substituído por uma chapa de aço plano, inovação considerável para a época. [...] Projetada por Mies van der Rohe em colaboração com sua companheira e designer Lilly Reich, a poltrona Barcelona foi um dos destaques da decoração do Pavilhão Alemão (também projetado por ele) na Exposição Mundial de Barcelona em 1929, tornando-se um dos clássicos da história do design. Exemplo claro do estilo sóbrio e inovador do arquiteto, a poltrona conjuga elementos artesanais e material industrial, sendo composta por dois acolchoados sobre tiras de couro em uma base estilizada em aço. Pensada para servir de assento ao Rei da Espanha, ilustre visitante do Pavilhão Alemão, a poltrona utiliza uma estrutura formal cruzada em X, desenho encontrado desde a Antiguidade na confecção de bancos e tronos aristocráticos (GUIMARÃES, SCANAPIECO, SÁ, VASCONCELOS, 2020).
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
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