"Fotografia área, formato paisagem. Vista aérea do Congresso Nacional. Em primeiro plano, destaca-se um pequeno alojamento,o qual detém um pequeno estacionamento em sua extremidade esquerda, com a bandeira do Brasil hasteado perto de sua lateral. À esquerda da edificação, é possível visualizar parte de uma pequena construção temporária.
Na sua parte posterior, observa-se vários entulhos espalhados pelo solo. À frente, visualiza-se um caminhão transitando pela região, próximo a dezenas de pontaletes de madeiras espalhados ao solo, fruto de um provável processo de desmonte de cimbramento, que consiste na sustentação temporária das formas de concreto durante a construção, a partir de escoras. Observa-se sutilmente a aparição de um diminuta construção de madeira em meio a tábuas de madeira. Lateralmente, localiza-se a rampa externa em fase construtiva inacabada, com escoras de madeira na base da rampa superior. No sentido leste, evidencia-se outra construção impermanente de dimensão considerável. Entre sua fachada e o edifício principal, o qual está em franco processo de cimbramento na porção esquerda, há diversos recursos da obra retidos ao chão. Na extremidade direita do canteiro de obras, pousa-se uma rampa simplória, ainda em processo de construção, de sustentação ainda frágil que leva a Câmara, a qual está em processo de fundação. Ao centro da plataforma, localiza-se um conjunto de construções temporárias,que provavelmente servem de alojamento para os trabalhadores ou para acúmulo de materiais. À esquerda, o Senado em fase bem inicial de edificação envolta em uma forma circular que estende-se até uma edificação simplória fora da plataforma. Constituindo parte do sistema de locomoção: há a Via N1, o Eixo Monumental, com pavimentação inconclusa, o qual perpassa todo complexo que liga a Praça dos Três Poderes e a Esplanada dos Ministérios. E no lado oposto situa-se a Via S1, ainda sem pavimentação. Apenas parte de seu trajeto planejado está efetuado, tal espaço está densamente ocupado por acúmulos de recursos da obra. Em seguida fora do edifício principal sobressai a constituição das torres anexas, ainda com pouquíssimos pavimentos e com suas estruturas de aço aparente, por meio da utilização de um guindaste, que somente aparece na parte superior, levantando os pilares para a constituição das torres anexas. No sentido leste, predomina um terreno bastante desgastado com recursos das obras espalhados como areia e tábuas de madeira. No sentido oeste, visualiza-se no terreno, ao centro, uma pequena área de formato elíptico com vários perfis metálicos posicionados, no lado direito da área, encontra-se um conjunto de oito trabalhadores reunidos próximo a um caminhão em sua perpendicular. Logo após, dispõem-se um alojamento de dimensão expressiva. percebe-se que parte estrutural da edificação à esquerda está incompleta sem vedação. Seguindo lateralmente após uma via tortuosa de terra de chão batido, concentra-se outra área com diversos perfis metálicos enfileirados ao solo.Subsequentemente a uma via tortuosa de terra de chão batido, concentra-se outra área com diversos perfis metálicos enfileirados ao solo sendo posicionados por outro guindaste. Na extremidade é possível ver outra construção impermanente. À direita, dispõem-se o grande complexo com diversos de depósitos e alojamentos de cor branca situados na área circundando a área de fundação do Supremo Tribunal Federal, assim como o Palácio do Planalto,o perímetro é delimitado por cercas de madeira. Ao fundo, alastra-se pelo território uma densa mata de Cerrado Nativo.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer."