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NOV.B.2 (174)

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista da Esplanada dos Ministérios e de parte do Palácio do Congresso Nacional a partir da marquise, cobertura que protege e circunda as fachadas, do Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF). Em primeiro plano, à direita da fotografia, duas das sete colunas presentes nas fachadas leste e oeste do STF. Em segundo plano, terra batida com materiais de construção e trabalhadores atuando na obra da Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes. À esquerda, um dos ministérios e, mais à frente, o grande monte de terra que será parte da pista de veículos do Eixo Monumental em Brasília ao lado da cúpula da Câmara dos Deputados do Palácio do Congresso Nacional, finalizada. Mais à direita, na lateral da fotografia entre as colunas do Palácio do Supremo Tribunal Federal, as torres do Palácio do Congresso Nacional em fase de construção, porém, já com as esquadrias que irão abrigar os vidros das janelas.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL:
O Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF), sede do poder Judiciário, localiza-se na Praça dos Três Poderes em Brasília, em um dos vértices do triângulo imaginário formado por ele, pelo Congresso Nacional e pelo Palácio do Planalto. Foi idealizado por Oscar Niemeyer (1907-2012) em conjunto com outros arquitetos como Nauro Esteves (1923-2007) e Glauco Campello (1934-). A concepção arquitetônica do Palácio consiste em uma caixa de vidro localizada ao centro de duas lajes planas apoiadas por uma série de sete pilares curvos revestidos em mármore e o conjunto é levemente elevado do solo. Na fachada principal, há uma rampa externa que permite acesso ao edifício e cria uma perfeita simetria com os pórticos formados pelos seus elementos horizontais (lajes) e verticais (colunas). Ainda na porção frontal da edificação, localiza-se a obra “A Justiça” de Alfredo Ceschiatti, escultura de uma mulher vendada com uma espada em seu colo sentada sobre um bloco monolítico. O projeto estrutural foi desenvolvido pelo engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) e a execução da obra foi conduzida pelas Construtoras Rabello S.A. Planalto Ltda. e pela empresa Instalações Alvorada S.A. Comércio e Indústria. O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (180)

"Fotografia em cores, formato retrato. Vista do Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF) praticamente finalizado. Em primeiro plano, terra batida com materiais de construção sobre o mesmo. Em destaque, vista frontal de uma das sete colunas presentes nas fachadas leste e oeste do Palácio do Supremo Tribunal Federal. Mais ao fundo, à esquerda há um caminhão, alguns postes de madeira e no edifício, vários homens trabalham na obra. A volumetria central do edifício está quase finalizada, com as esquadrias e alguns vidros das janelas e um andaime. No horizonte, dois edifícios em construção que aparentam ser dois dos ministérios na Esplanada dos Ministérios.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL:
O Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF), sede do poder Judiciário, localiza-se na Praça dos Três Poderes em Brasília, em um dos vértices do triângulo imaginário formado por ele, pelo Congresso Nacional e pelo Palácio do Planalto. Foi idealizado por Oscar Niemeyer (1907-2012) em conjunto com outros arquitetos como Nauro Esteves (1923-2007) e Glauco Campello (1934-). A concepção arquitetônica do Palácio consiste em uma caixa de vidro localizada ao centro de duas lajes planas apoiadas por uma série de sete pilares curvos revestidos em mármore e o conjunto é levemente elevado do solo. Na fachada principal, há uma rampa externa que permite acesso ao edifício e cria uma perfeita simetria com os pórticos formados pelos seus elementos horizontais (lajes) e verticais (colunas). Ainda na porção frontal da edificação, localiza-se a obra “A Justiça” de Alfredo Ceschiatti, escultura de uma mulher vendada com uma espada em seu colo sentada sobre um bloco monolítico. O projeto estrutural foi desenvolvido pelo engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) e a execução da obra foi conduzida pelas Construtoras Rabello S.A. Planalto Ltda. e pela empresa Instalações Alvorada S.A. Comércio e Indústria. O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (185)

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista da Esplanada dos Ministérios e de parte do Palácio do Congresso Nacional a partir da marquise, cobertura que protege e circunda as fachadas, do Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF). Em primeiro plano, à direita da fotografia, uma das sete colunas presentes nas fachadas leste e oeste do STF. Em segundo plano, chão de terra batida com materiais de construção e trabalhadores atuando na obra da Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes. Ao centro, cinco ministérios paralelos entre si e, mais à frente, o grande monte de terra que será parte da pista de veículos do Eixo Monumental em Brasília ao lado da cúpula da Câmara dos Deputados do Palácio do Congresso Nacional, finalizada. Mais à direita, na lateral da fotografia entre a coluna do Palácio do Supremo Tribunal Federal, parte de uma das torres do Palácio do Congresso Nacional em fase de construção, porém, já com as esquadrias que irão abrigar os vidros das janelas.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL:
O Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF), sede do poder Judiciário, localiza-se na Praça dos Três Poderes em Brasília, em um dos vértices do triângulo imaginário formado por ele, pelo Congresso Nacional e pelo Palácio do Planalto. Foi idealizado por Oscar Niemeyer (1907-2012) em conjunto com outros arquitetos como Nauro Esteves (1923-2007) e Glauco Campello (1934-). A concepção arquitetônica do Palácio consiste em uma caixa de vidro localizada ao centro de duas lajes planas apoiadas por uma série de sete pilares curvos revestidos em mármore e o conjunto é levemente elevado do solo. Na fachada principal, há uma rampa externa que permite acesso ao edifício e cria uma perfeita simetria com os pórticos formados pelos seus elementos horizontais (lajes) e verticais (colunas). Ainda na porção frontal da edificação, localiza-se a obra “A Justiça” de Alfredo Ceschiatti, escultura de uma mulher vendada com uma espada em seu colo sentada sobre um bloco monolítico. O projeto estrutural foi desenvolvido pelo engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) e a execução da obra foi conduzida pelas Construtoras Rabello S.A. Planalto Ltda. e pela empresa Instalações Alvorada S.A. Comércio e Indústria. O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (410)

"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Vista de uma das fachadas do Museu da Cidade ou Museu Histórico de Brasília. Em primeiro plano, contrapiso da Praça dos Três Poderes e em segundo plano, trabalhadores, caminhão, a fachada do Museu da Cidade que é voltada para a Praça dos Três Poderes toda revestida em mármore branco e sem o espaço do local onde a escultura da cabeça do então presidente Juscelino Kubitschek (período do governo 1956-1961) ficará nesta fachada. A mesma possui a frase de JK sobre a transferência da capital: “Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino. Brasília, 2 de outubro de 1956 – Juscelino Kubitschek de Oliveira”; uma escada apoiada sobre a fachada do edifício, amontoado de pedras portuguesas, provavelmente para a pavimentação do piso da Praça dos Três Poderes. Ao fundo, é possível ver parte cúpula da Câmara dos Deputados no Palácio do Congresso Nacional e um dos ministérios da Esplanada dos Ministérios ainda em construção.
CONTEXTO HISTÓRICO DO MUSEU DA CIDADE:
O Museu da Cidade ou Museu Histórico de Brasília, localizado na Praça dos Três Poderes durante a construção de Brasília, é um projeto de Oscar Niemeyer (1907-2012), de concreto armado e revestido de mármore branco oriundo da cidade de Cachoeiro do Itapemirim (ES), realizada pela Construtora Rabello S/A. O edifício é do tipo monobloco pavilhonar em balanço, estruturado por dois pilares levemente deslocados para uma das laterais e um par de vigas que formam um bloco de concreto de 35 metros de comprimento e cinco de largura, revestido em mármore branco. Na porção voltada para a Praça dos Três Poderes, há afixada na fachada a escultura com o rosto do então presidente Juscelino Kubitschek (período do governo 1956-1961) em pedra sabão de autoria do artista mineiro José Alves Pedrosa (1915-2002), além de uma à direita da escultura, frase em homenagem à JK sobre a nova capital, Brasília: “Ao presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, que desbravou o sertão e ergueu Brasília com audácia, energia e confiança, a homenagem dos pioneiros que o ajudaram na grande aventura.” Esse foi construído para abrigar documentos referentes à história da transferência da capital e foi inaugurado em 21 de abril de 1960, junto com a inauguração da nova capital, como monumento comemorativo da instalação do Governo Federal em Brasília. Este grande bloco é apoiado em uma estrutura que abriga a escada que leva ao seu interior, onde paredes em mármore exibem 16 painéis que contam a história da mudança da capital, desde o processo de interiorização em 1789 até a transferência efetiva para o Planalto Central em meados dos anos 50 (CASTELO, 1999). O edifício, tombado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 1982 e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2007, serve de suporte de uma narrativa que intercala dados históricos, culturais e urbanísticos (SOARES, 2017).
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.2 (631)

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista diagonal da Capela do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, chão de terra batida com a presença de algumas mudas arbóreas já plantadas no solo. Ao centro, a Capela praticamente finalizada, podendo visualizar suas paredes curvilíneas de concreto armado já com revestimento e a janela em fita de vidro na sua base, no acesso ao subsolo da obra. Mais ao fundo, à esquerda da fotografia, uma das colunas da fachada principal do Palácio da Alvorada está isolada e adjacente à rampa de acesso principal à Capela. Ao fundo, da esquerda para a direita, fitofisionomia do Cerrado e parte da Esplanada do Ministérios em fase de construção, como as torres do Palácio do Congresso Nacional da Praça dos Três Poderes e alguns edifícios dos ministérios.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.05(67)

Fotografia preta e branca no formato, retirada em 03/09/1959 em Brasília - DF, retrato de seis prédios ministeriais construídos entre os anos de 1957 e 1960 na nova capital (Brasília), sob a execução da construtora Décio Silviano Brandão Ltda., projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, diretor do departamento de arquitetura da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) – com auxílio dos cálculos estruturais feitos pelo engenheiro Joaquim Cardozo. O projeto modelo dos ministérios-padrão de Oscar Niemeyer pensou em uma construção de dez pavimentos, de fachadas laterais envidraçadas, protegidas por brises e sua empena cega (fachada sem janelas nem portas) coberta por tijolinhos brancos voltados para as pistas do Eixo Monumental. É possível observar que os prédios contêm estruturas de vigas e pilares, preparando para receber os pré-moldados de concreto e a concretagem de suas lajes e forros. Nota-se que os prédios contam com o apoio de andaimes por toda a extensão da fachada voltada para a direita e alguns andaimes estreitos espalhados na extensão das laterais. Ao redor do edifício observa-se terra batida, com duas árvores do Cerrado á direita, com um cerceamento que delimita o canteiro de obra juntamente com o armazenamento de materiais de uma via de transitação de carros, caminhões e pedestres. Na porção inferior da fotografia nas imediações da via existe um agrupamento de brita e algo semelhante a uma estrada de acesso à via com uma delimitação por cerceamento de estacas de madeira. No quadrante inferior direito há uma pequena área com vegetação típica do Cerrado e o descarte de madeira e entulho de obra.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.05(68)

Fotografia preta e branca em formato paisagem, registra a placa da identificação do edifício ministerial praticamente pronto e sem seu cerceamento do canteiro de obras indicando que se trata do Tribunal de Contas - DASD, com obra iniciada em 2/5/1959 e numerada como edifício 7. O projeto modelo dos ministérios-padrão de Oscar Niemeyer pensou em uma construção de dez pavimentos, de fachadas laterais envidraçadas, protegidas por brises e sua empena cega (fachada sem janelas nem portas) coberta por tijolinhos brancos voltados para as pistas do Eixo Monumental. A empresa responsável pela obra é a SETAL Sociedade de Engenharia Terraplenagem Alberto Ltda. e os elevadores são da marca Otis. Ao fundo, uma casa de apoio destinada ao armazenamento de materiais diversos, postes de energia com fiações estendidas pelo canteiro, cerca de quatro caminhões de carga e dois trabalhadores mexendo com uma pilha de terra.  Mais à direita da imagem, outro operário caminha entre canos e pilhas de terra. Atrás do caminhão em primeiro plano, vê-se parte da copa de uma árvore que faz parte da vegetação nativa. Do lado direito da instalação de apoio, mais copas de árvores estão visíveis. A obra já contém sua empena cega revestida de tijolinhos brancos e também demonstra a aplicação de esquadrias e planos de vidro com o pequeno basculante aberto no canto superior esquerdo da fotografia. A linha do horizonte contextualiza o ambiente entorno dos ministérios, até então, pouco habitado, torna-se nítido a presença do Cerrado.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.05(69)

Fotografia preta e branca em formato paisagem, placas correspondentes ao ministério nº11, construído entre os anos 1957 a 1960, em Brasília-DF. Tendo a placa principal informações sobre identificação do ministério e sobre a construtora Décio Silviano Brandão Ltda. O projeto modelo dos ministérios-padrão de Oscar Niemeyer pensou em uma construção de dez pavimentos, de fachadas laterais envidraçadas, protegidas por brises e sua empena cega (fachada sem janelas nem portas) coberta por tijolinhos brancos voltados para as pistas do Eixo Monumental. Ao lado da placa principal, placas  acima do cercamento de madeira indicam os fornecedores da obra: Eraklit, responsável pelas chapas isolantes termo-acústicas; Marmoraria São Luiz, encarregada das pedras a serem utilizadas no edifício. No quadrante superior esquerdo, é possível ver as estruturas de andaimes para possibilitar acesso dos materiais nos pavimentos os quais as esquadrias ainda não receberam os painéis de vidro. No terceiro pavimento, no limite direito da imagem, um trabalhador aparece segurando um capacete e olhando em direção ao fotógrafo. No quadrante inferior da imagem, maquinários e materiais aparecem no canteiro. Algumas janelas recebem marcação que possivelmente indicam fabricantes e a construtora responsável pelo edifício - lê-se DSB (Décio Silviano Brandão) no terceiro pavimento, quarta vidraça da direita para esquerda.   

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.05(70)

Fotografia preta e branca em formato paisagem, registra a identificação de um dos prédios em estado avançado de construção, em Brasília-DF. Contendo todo revestimento de fachada e as esquadrias, com os planos de vidro já dispostos, aparente finalização do aspecto externo arquitetônico. O projeto modelo dos ministérios-padrão de Oscar Niemeyer pensou em uma construção de dez pavimentos, de fachadas laterais envidraçadas, protegidas por brises e sua empena cega (fachada sem janelas nem portas) coberta por tijolinhos brancos voltados para as pistas do Eixo Monumental, em Brasília-DF. A placa, acima do cerceamento destinado a delimitação do canteiro, com as inscrições: “Ministério da Justiça - Negócios, Interiores-trabalho-indústria e comércio.” Abaixo uma placa indica o uso dos elevadores Atlas. Saindo do canteiro, dois trabalhadores caminham em direção tangente ao fotógrafo, portanto materiais de trabalho - o que aparenta se tratar de um vergalhão. Na lateral direita, um caminhão carregado com entulhos - madeiras, arames e vergalhões - da obra. No quadrante inferior esquerdo, um trabalhador está sentado e  descansa sobre blocos de concreto, em meio a terra batida do entorno, sob o sol. Ao fundo, nota-se as construções - em madeira - para apoio aos trabalhadores, com uma mesa de trabalho aparente abaixo da marquise. O chão ainda em terra seca batida, torna nítido o processo de construção ainda não finalizado entre os anos de 1959-1960. Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.05(71)

Fotografia preta e branca em formato paisagem, tem como ponto focal a placa identificadora do Ministério nº8 - Ministério da Agricultura, com informações sobre a construtora Nova Delhi Ltda., com gestão da NOVACAP D.E 4º D.Obras. A obra foi iniciada em 10/5/1959 e tinha previsão de término em 30/10/1959. O projeto modelo dos ministérios-padrão de Oscar Niemeyer foi pensado para ser uma construção de dez pavimentos, de fachadas laterais envidraçadas, protegidas por brises e sua empena cega (fachada sem janelas nem portas) coberta por tijolinhos brancos voltados para as pistas do Eixo Monumental, em Brasília-DF. Nota-se que o prédio apresenta uma fase avançada do acabamento de suas fachadas - revestida com tijolinhos, esquadrias e planos de vidro colocados. Um andaime localizado ao centro do prédio dava acesso vertical aos trabalhadores. Abaixo do andaime, um trabalhador carrega materiais em um balde e outro, mais à esquerda, corta um pedaço de tábua. Um caminhão se localiza mais à esquerda, próximo à pilha de tábuas de madeira, enquanto uma caminhonete escura mais ao fundo carrega materiais. É possível ver que o canteiro não tem delimitações ou cerceamento e já se encontra com poucos materiais devido ao avanço da obra, o chão estando em terra seca batida, pedregulhos e restos de materiais iminentes no canteiro. No plano mais à frente da imagem, um trabalhador se pendura por cordas e uma cadeira de madeira com duas latas abaixo. Observa-se a ausência de EPIs (Equipamentos de proteções individuais), pois o trabalhador encontra-se descalço, sem capacete ou cordas de segurança afixados ao corpo. No período da construção de Brasília os acidentes de trabalho eram comuns devido à falta de equipamentos de proteção essenciais fornecidos, além de serem escondidos os relatos das manchetes e jornais. É possível ver que, por mais que possuíam capacetes, os operários não tinham cordas, mosquetões ou apoios que o mantivessem presos à estrutura naquela altura. Como relatado em áudios transcritos de trabalhadores da época: ...“Você parava por ali assim, e dava uma olhada na Esplanada dos Ministérios, sempre à tardezinha, à noite. Meu Deus do céu! Parecia fogos de artifício. Era o cidadão trabalhando, peão, gente caindo, muita gente morrendo. Não cuidava muito da segurança, tinha que fazer. E foi fazendo.” (DE FARIA, 1989 apud VIDESOTT, 2009). Do lado direito da imagem há pequenos morros de acúmulos de terra e, ao fundo, coberturas e gruas junto com vegetação típica do Cerrado. Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

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